Esta segunda-feira, dia 22 de abril, às 18h00, será apresentado o livro de João Lobo Antunes «Um Neurocirurgião em Construção», numa sessão promovida pelo Conselho Regional do Sul e a Gradiva Publicações, que decorre no Auditório da Ordem dos Médicos.

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quinta-feira, 23 fevereiro 2017 11:09

Católica-Porto homenageia João Lobo Antunes

“In Memoriam” é o nome da sessão de homenagem realizada pelo Instituto de Bioética da Universidade Católica, no Porto, ao neurocirurgião João Lobo Antunes. O evento está agendado para esta quinta-feira às 15h00 e conta com um momento musical na abertura, que tem como protagonista Pedro Monteiro, no piano.

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Faleceu, aos 72 anos, vítima de doença prolongada, o neurocirurgião João Lobo Antunes, notabilizado ao longo da sua carreira pela inovação que sempre imprimiu no seu trabalho de investigação.

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O Presidente da República decidiu atribuir a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade ao neurocirurgião João Lobo Antunes e ao fundador do Serviço Nacional de Saúde, António Arnaut, anunciou ontem o ministro da Saúde.

O anúncio foi feito por Adalberto Campos Fernandes durante as comemorações oficiais do Dia Mundial da Saúde, que decorreram na Assembleia da República, onde foram também homenageados Lobo Antunes e António Arnaut.

Na cerimónia, foi atribuído o colar do Prémio Nacional de Saúde ao neurocirurgião João Lobo Antunes e ainda um prémio honorário ao que é considerado o “pai” do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut.

O Prémio Nacional de Saúde de 2015 distinguiu Lobo Antunes pela sua "notabilíssima e duradoura contribuição para o desenvolvimento da ciência médica e da neurocirurgia em Portugal e pelo seu contributo inequívoco para o prestígio internacional do Sistema de Saúde Português ao qual prestou os mais relevantes serviços”.

António Arnaut, licenciado em Direito e fundador do Partido Socialista, ocupou no II Governo Constitucional o cargo de ministro dos Assuntos Sociais, tendo elaborado a lei que deu origem SNS.

No final dos discursos emotivos dos homenageados, o ministro da Saúde anunciou que o Presidente da República irá atribuir a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade a ambos, em cerimónia que ocorrerá no dia 25 de abril.

A Ordem da Liberdade destina-se a distinguir serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade.

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cirugiaambulatorio

Os hospitais com centros de referência vão ter um financiamento superior ao das instituições que não obtiveram esta classificação, uma forma de o governo apoiar, “no plano material”, este reconhecimento, anunciou o ministro da Saúde.

“Haverá uma discriminação positiva, ou seja, os hospitais que têm centros de referência terão um pagamento diferenciado em relação aos que não têm. É um incentivo de ordem financeira, que complementa o incentivo técnico e cientifico do reconhecimento”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro falava aos jornalistas, no final da cerimónia de reconhecimento dos centros de referência, uma cerimónia que decorreu em Lisboa e juntou dezenas de diretores e administradores hospitalares, 82 dos quais contemplados com uma placa informativa da obtenção desta classificação.

Das 184 candidaturas que chegaram à Comissão para o Reconhecimento de Centros de Referência, presidida por João Lobo Antunes, foram reconhecidos 82 centros de referência, em 19 áreas clínicas.

Como recordou João Lobo Antunes na intervenção inicial desta cerimónia, este foi um projeto começado pelo anterior governo, por iniciativa do ministro Paulo Macedo.

“Adalberto Campos Fernandes, e a sua equipa, entenderam que era algo que devia ser continuado, estimulado, o que, como sabemos, não é hábito em Portugal: mudam governos, mudam políticas, começa-se do zero. Não é o caso”, disse.

As primeiras áreas prioritárias anunciadas ainda durante o mandato de Paulo Macedo foram as da epilepsia refratária, da onco-oftalmologia, da paramiloidose familiar, do transplante pulmonar, do transplante do pâncreas e do transplante hepático.

A estas acrescentaram-se agora mais 13 áreas prioritárias: cardiologia de intervenção estrutural, cardiopatias congénitas, doenças hereditárias do metabolismo, epilepsia refratária, oncologia de adultos - cancro do esófago, oncologia de adultos - cancro do testículo, oncologia de adultos - sarcomas das partes moles e ósseos, oncologia de adultos - cancro do reto, oncologia de adultos - cancro hepatobilio-pancreático, oncologia pediátrica, transplantação renal pediátrica, transplante de coração, transplante rim/adultos.

João Lobo Antunes esclareceu, em relação aos hospitais que se candidataram, mas não obtiveram este reconhecimento, que “há mecanismos de contestação”.

“A comissão está aberta para rever as suas decisões, nos casos em que acharmos que foram cometidas injustiças, que algo nos escapou na leitura cuidadosa que fizemos”, acrescentou.

No final da cerimónia, o ministro da Saúde adiantou que a discriminação positiva no pagamento aos hospitais com estes centros de referência “está a ser finalizada”, escusando-se a revelar valores, os quais deverão ser conhecidos “na próxima semana”.

Para o ministro, “não basta apenas reconhecer, no plano formal, também é preciso reconhecer no plano material”.

“Tendo nós a intenção, com a próxima vaga de contratualização para 2016, de introduzir, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o princípio do livre acesso e da livre circulação, mediada pelo médico de família, vamos desejar que os portugueses queiram ir onde sentem que está a competência, diferenciação e o saber fazer”, disse.

A este propósito, declarou que “o livre acesso e livre circulação no SNS será implementada a partir da contratualização de 2016, atrasada devido ao atraso de publicação do Orçamento do Estado para 2016. A partir de abril teremos estas medidas no terreno”.

O ministro adiantou: “Não podemos todos fazer tudo. Somos diferentes e temos competências para fazer algumas coisas e não competências para fazer todas as coisas”.

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joao lobo antunes
O neurocirurgião João Lobo Antunes é o distinguido com o Prémio Nacional de Saúde 2015, anunciou hoje a Direção-geral da Saúde (DGS), que destaca o seu contributo para o prestígio internacional do sistema de saúde português.

“Cirurgião reputado, sábio homem da ciência e eticista, João Lobo Antunes é uma das figuras que mais contribuiu para o desenvolvimento da ciência médica em Portugal e é considerado um dos neurocirurgiões mais conhecidos do mundo”, refere a DGS na nota de imprensa em que anuncia o vencedor do Prémio Nacional de Saúde deste ano.

Este galardão pretende distinguir, anualmente, uma personalidade que tenha contribuído “inequivocamente para a obtenção de ganhos em saúde ou para o prestígio das organizações de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

A Direção-geral da Saúde explica que a entrega do prémio a Lobo Antunes se deve à “sua notabilíssima e duradoura contribuição para o desenvolvimento da ciência médica e da neurocirurgia em Portugal e pelo seu contributo para o prestígio internacional do sistema de saúde português”.

João Lobo Antunes, 71 anos, licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa com uma média final de 19,47 valores.

Professor catedrático de neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa, foi diretor de serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

“Ganhou excelente formação técnica, reteve a filosofia da profissão, nunca esquecendo os critérios do mérito”, refere a nota da DGS, adiantando que se deve a Lobo Antunes “uma vigorosa expansão de fronteiras institucionais do SNS”, especialmente com a criação do Instituto de Medicina Molecular.

João Lobo Antunes, atual presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, foi o primeiro médico da história a implantar um olho eletrónico num cego, um implante que desde então já foi feito em 15 invisuais, permitindo-lhes ver algumas formas e distinguir certas cores.

Lusa

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O presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), João Lobo Antunes, considera condenável não apurar as consequências da crise na saúde e “colher as consequentes lições para o futuro”.

“A avaliação das consequências da crise está por fazer, dada a sua complexidade e, naturalmente, a dificuldade de detetar efeitos que podemos chamar de retardados. Agora, seria condenável, até do ponto de vista ético, não apurar bem tudo isto e colher as consequentes lições para o futuro”, disse.

Em entrevista por escrito à agência Lusa, no âmbito do 25º aniversário do CNECV, que se comemora este ano e será assinalado na quinta-feira com uma conferência em Lisboa, o neurocirurgião acrescentou que, ao não se apurarem as consequências da crise, “perde-se a oportunidade de aproveitar o único 'benefício' possível do sofrimento de tantos: o aprender a prevenir ou a atenuar o que é nefasto para toda a sociedade”.

A propósito da efeméride do CNECV, o neurocirurgião reconheceu “a imprevisibilidade dos temas” que este trata e dos “desafios que enfrenta”.

“Em certa medida, nas últimas décadas a Ética andou sempre um passo atrás do progresso científico e tecnológico”, disse, citando “um dos mais paradigmáticos o que se passou com a clonagem e a tempestade filosófica e moral que originou”.

Hoje há certamente uma preocupação prospetiva e os próprios cientistas percebem a necessidade de uma aliança ética, e isso foi evidente no projeto do genoma humano, afirmou.

João Lobo Antunes considera que “a sociedade está muito mais desperta para estas questões. As ciências da vida têm um abraço muito amplo, da biologia molecular ao clima, e conhecem hoje uma explosão sem precedentes”.

Para o neurocirurgião, “o desafio é, por isso, uma ecologia moral necessária para que o novo conhecimento seja uma bênção e não uma maldição”.

Há uma questão a que João Lobo Antunes é “particularmente sensível”: “O princípio da justiça na prestação de cuidados de saúde e a necessidade de enfrentar sem preconceitos a dificuldade de conciliar os custos que não param de crescer com os eventuais benefícios que se colhem, do que chamei a 'nova Medicina'”.

“Nesta, como em certas questões chamadas fraturantes, abunda a demagogia e, é triste dizê-lo, a ignorância”, declarou.

Sobre o trabalho do CNECV, o médico recorda que foi “um dos primeiros na Europa” e que este “reflete, tal como a sociedade plural em que se insere, uma grande diversidade de visões e de opiniões”.

“É impossível exigir uma neutralidade ideológica. O que se procura é uma medida de consenso que sirva valores fundamentais, respeitando o que alguém chamou de 'economia da diferença'”.

João Lobo Antunes recordou alguns dos temas que foram objeto de pareceres do CNECV: Declarações Antecipadas de Vontade, o custo dos medicamentos, Procriação Medicamente Assistida e Gestação de Substituição, clonagem humana, investigação em células estaminais, saúde mental, transplantes de órgãos humanos, objeção ao uso de sangue por motivos religiosos ou estado vegetativo persistente.

Trata-se de pareceres que, para o presidente do Conselho, foram marcantes no percurso deste órgão consultivo, “quer pelo seu impacto sobre a opinião pública, quer pelo confronto de pontos de vista, por vezes diametralmente opostos. Alguns pareceres causaram mesmo um sobressalto na sociedade portuguesa”.

Lusa/Jornal Médico

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quinta-feira, 01 outubro 2015 11:03

Cinco CH aprovados como referência em seis áreas

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Cinco centros hospitalares foram aprovados como referência nas áreas de epilepsia refratária, Onco-oftalmologia, paramiloidose familiar, transplantes pulmonares, do pâncreas e hepáticos, revelou à Lusa o presidente da Comissão Nacional para os Centros de Referência.

De acordo com o neurocirurgião João Lobo Antunes, está elaborada a lista das instituições que, a partir de agora, são os centros de referência para estas doenças.

Para a epilepsia refratária, foram aceites como centros de referência o Centro Hospitalar do Porto (CH Porto), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e os Centros Hospitalares de Lisboa Ocidental (CHLO), Lisboa Central (CHLC) e Lisboa Norte (CHLN).

O CHUC é, a partir de agora, o centro de referência para a área de Onco-oftalmologia.

Para a paramiloidose familiar, as unidades eleitas foram o CH Porto e o CHLN.

O centro de referência para o transplante pulmonar é o CHLC, enquanto que para o transplante de pâncreas o CH Porto e o CHLC foram as unidades de saúde com condições para este reconhecimento.

Os centros de referência para o transplante hepático são o Centro Hospitalar do Porto, o CHUC (Coimbra) e o CHLC (Lisboa).

Segundo João Lobo Antunes, candidataram-se a centros de referência para as áreas dos cancros raros, da transplantação de órgãos e de doenças genéticas 116 instituições.

No entanto, numa primeira fase, apenas foram analisadas as 18 candidaturas às áreas de epilepsia refratária, onco-oftalmologia, paramiloidose familiar, transplantes pulmonares, do pâncreas e hepáticos.

A segunda fase incluirá as 32 candidaturas recebidas para centros de referência para as áreas de oncologia de adultos (cancro do testículo e sarcomas das partes moles e ósseos), transplante do coração, transplantação cardíaca pediátrica, renal em adultos e renal pediátrica.

Para a terceira fase, oncologia de adultos – cancro do esófago, do reto e hepatobiliopancrerático, foram recebidas 66 candidaturas.

Fonte do gabinete do ministro da Saúde disse à Lusa que é objetivo de Paulo Macedo aprovar esta primeira lista antes do final do mandato.

Segundo João Lobo Antunes, a análise das candidaturas, que respondem a exaustivos critérios, exige da comissão um árduo trabalho, pelo que este está a ser realizado por fases.

Contudo, o neurocirurgião congratula-se com o facto de, a partir de agora, os portugueses saberem “onde estão os centros de excelência” em áreas complexas.

Um centro de referência é um serviço, departamento ou unidade de saúde, reconhecido como o expoente máximo de competências na prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade.

Lusa/Jornal Médico

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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