O IPO de Lisboa gasta cerca de um milhão de euros por semana em medicamentos, revelou o presidente daquele instituto, João Oliveira, defendendo a implementação de regras que visem combater esta tendência.

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O Internamento do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar de São João, no Porto, instalado em contentores desde há sete anos, deverá regressar ao edifício principal em meados de 2016, disse hoje o administrador João Oliveira.

O responsável falava a propósito de um despacho hoje publicado em Diário da República que autoriza o Centro Hospitalar de São João a realizar o investimento de 6,5 milhões de euros na ampliação e remodelação da Ala Sul Central (pisos 7 e 8) do edifício.

Esta autorização vai permitir que, no piso 7, a Neurologia fique remodelada, com 15 camas, enquanto, no piso 8, ficarão os serviços de Hematologia, com 23 camas, e a Neurocirurgia, com 31 camas.

Segundo o administrador executivo, o concurso público “não devera ser concluído num prazo inferior a seis meses, o que significa que a obra irá começar durante o quarto trimestre de 2015”.

Este investimento estava previsto no plano estratégico 2013/2015 e era considerada o “mais premente” e, portanto, com “maior prioridade”. Enquadra-se na perspectiva da remodelação de todo o internamento do hospital.

No despacho hoje publicado em Diário da República, assinado pelos secretários de Estado Adjunto e do Orçamento, Hélder Reis, do Tesouro, Isabel Castelo Branco, e da Saúde, Manuel Teixeira, lê-se que se trata de um investimento a realizar em 2015 e 2016, com recurso a receitas próprias da unidade hospitalar.

O administrador João Oliveira explicou que estas receitas são o resultado das contas equilibradas que o hospital tem obtido ao longo dos anos, o que lhe permite dispor ainda de 55 milhões de euros de capital social.

“O Hospital de São João foi criado como Entidade Pública Empresarial (EPE) em 2006, com o capital social de 112 milhões de euros. A grande insistência na obtenção de contas equilibradas significa que o hospital ainda tem cerca de 55 ME de capital social que ainda não gastou, ao contrário dos outros que já tiveram necessidade de fazer aumentos de capital social”, referiu.

No despacho é autorizada a assunção de encargos plurianuais nos anos de 2015 e 2016, de acordo com o seguinte escalonamento: ano de 2015 — 5.264.305 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor; ano de 2016 — 1.316.076 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor.

O administrador executivo explicou à Lusa que “esta divisão de despesa foi prevista para uma autorização solicitada em 2014, portanto o ano 2015 seria um ano completo de obra. Não poderá concretizar-se exactamente da maneira prevista porque haverá certamente uma passagem de despesa maior para o ano 2016. Não deverá ser possível executar 5 milhões 264 mil euros em 2015, uma vez que a obra só deverá iniciar-se no último trimestre”.

João Oliveira manifestou ainda a “satisfação” do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João por poder retomar “um projecto que já vem desde 2006, mas que teve um interregno de três anos, sem investimento, e, portanto, muito doloroso, essencialmente para os serviços como a Neurocirurgia que estão deslocados”.

A obra garante “a construção das escadas de emergência, que no projecto original não existiam, e que passarão a ficar disponíveis para todos os pisos do hospital, garantindo maior segurança ao edifício”, acrescentou.

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Investigadores da Universidade do Minho demonstraram, numa experiência com ratinhos, que a morte dos astrócitos, células do cérebro que comunicam com os neurónios, pode justificar alterações comportamentais típicas de doenças mentais como a depressão ou a esquizofrenia.

"Se afectarmos os astrócitos, os neurónios serão afectados também por consequência", disse à agência Lusa João Oliveira, coordenador da equipa, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde, da Universidade do Minho.

Segundo o investigador, o estudo introduziu "um novo jogador", os astrócitos, para explicar alterações de comportamento que habitualmente ocorrem em doentes mentais, uma vez que era do conhecimento que nestes "há danos" nos neurónios - outras células do sistema nervoso.

A equipa de João Oliveira partiu para a experiência com roedores com base em estudos do tecido cerebral humano, que revelaram que, nos doentes mentais, os astrócitos "estão diminuídos" nalgumas zonas do cérebro.

Os investigadores injectaram nos ratinhos uma droga - aminoadipato - para matar os astrócitos numa determinada zona do cérebro - o córtex pré-frontal - precisamente a afectada em caso de depressão ou esquizofrenia.

Após a cirurgia, testaram o seu comportamento - memória, atenção e flexibilidade - e verificaram que tinham maior dificuldade em assegurar estas funções.

Associada à morte de astrócitos, surgiu a morte de neurónios, que começaram "a estar afectados dois, seis dias após a cirurgia", assinalou João Oliveira.

A equipa pretende saber, de futuro, até que ponto os astrócitos são afectados, ou não, ao mesmo tempo que os neurónios, de forma a estudar possíveis meios de prevenção ou tratamento de determinadas doenças mentais.

"[A experiência] é uma evidência que abre provavelmente as portas para um estudo dos astrócitos como possíveis alvos de terapêutica", defendeu o investigador.

Num próximo passo, os cientistas vão modificar as funções específicas de tais células, através de modelos genéticos, para perceber melhor o seu funcionamento, a uma escala mais detalhada.

Os resultados da investigação foram publicados na revista Molecular Psychiatry.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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