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Hospital Litoral Alentejano
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) lançou um concurso público para a ampliação dos Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica do hospital sediado em Santiago do Cacém, num investimento de um milhão de euros.

O concurso referente ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), aprovado pelo Conselho de Administração da ULSLA no final de setembro, foi hoje publicado em Diário da República.

Trata-se da ampliação dos Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica do hospital, mas, na prática, “vai ser construída uma nova Urgência”, ao lado do HLA, “no sítio onde funciona um parque de estacionamento”, explicou hoje à agência Lusa Jorge Sanches, presidente do conselho de administração da ULSLA.

“Optámos por construir um novo bloco, um novo edifício, para a Urgência, o que implica que não vamos ter que fazer obras internas, dentro do próprio hospital”, referiu o responsável.

Esta solução, frisou, “não só é mais barata”, como evita que, durante as obras, se tenha de “colocar a atual Urgência a funcionar fora do hospital, em contentores”, o que envolveria “mais custos e impactos para os doentes”.

No HLA, segundo Jorge Sanches, a ligação da Urgência aos Cuidados Intensivos, ao Bloco Operatório, aos Cuidados Intermédios e à Imagiologia “é feita através de um elevador dentro do edifício”.

“Se as obras fossem dentro da atual Urgência, teríamos um problema muito sério de manter em funcionamento o próprio hospital”, referiu.

O projeto vai permitir que, durante a empreitada, a atual Urgência se mantenha “em funcionamento quase absolutamente normal”, afiançou, explicando que, quando as obras estiverem prontas é que “vai ser partida uma parede e feita a ligação ao hospital”.

A nova Urgência, que Jorge Sanches espera que possa estar construída “antes de agosto” do próximo ano, vai permitir ao HLA passar de quatro para 12 camas no Serviço de Observação.

“Vamos também ter outro tipo de salas para prestação de cuidados e um quarto de isolamento para dar resposta àquelas situações de doenças que o exijam”, acrescentou.

Segundo o concurso, o prazo de apresentação de propostas termina a 09 de novembro e o prazo de execução da empreitada é de 270 dias.

O Hospital do Litoral Alentejano faz parte da ULSLA, tal como a Unidade de Saúde Pública e o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, com cinco unidades e respetivas 27 extensões, servindo uma população de cerca de 100 mil habitantes fixos.

Lusa

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segunda-feira, 05 outubro 2015 17:00

Consultas de psiquiatria "estreiam-se" na ULSLA

Hospital Litoral Alentejano
O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, e o Centro de Saúde de Odemira, concelho com a maior taxa de suicídio do país, disponibilizam aos utentes consultas de psiquiatria, a partir desta semana.

A nova valência é conseguida mediante acordo entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), que assinaram hoje um memorando de entendimento para a área da Psiquiatria.

A parceria envolve a prestação de cuidados de saúde, por médicos psiquiatras do CHPL, nas atividades programadas e não programadas de consulta dessa especialidade no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém (Setúbal), e no Centro de Saúde de Odemira (Beja).

As consultas “vão ser feitas dois dias por semana, à segunda e terça-feira, por dois psiquiatras. No HLA, decorrem nos dois dias, enquanto em Odemira vão ter lugar à terça-feira”, explicou hoje à agência Lusa o presidente do conselho de administração da ULSLA, Jorge Sanches.

“O facto de haver uma oferta é que cria a procura”, argumentou o responsável, realçando que, à medida que as consultas forem decorrendo, em caso de necessidade, a sua periodicidade poderá ser aumentada.

Os psiquiatras já começaram hoje a dar consultas no HLA e esta especialidade vai iniciar-se, esta terça-feira, no Centro de Saúde de Odemira, acrescentou.

“Em Odemira, concelho que tem a maior taxa de suicídio do país, nunca houve consulta de psiquiatria. E esta situação é tão importante para nós porque, até agora, todos os concursos lançados na ULSLA tinham ficado desertos”, disse Jorge Sanches.

Trata-se, pois, continuou, de “um dia de satisfação”, graças à assinatura do acordo com o CHPL, que pode até abrir portas à eventual “criação de um serviço de psiquiatria na região”.

“É uma região absolutamente carenciada deste tipo de consulta e este é o primeiro passo para um serviço de psiquiatria. Desde que começámos a construir o protocolo com o CHPL, já temos psiquiatras a manifestarem interesse de virem viver e trabalhar na região”, destacou Jorge Sanches.

Criada em 2012, a ULSLA integra, além do HLA e da Unidade de Saúde Pública do Alentejo Litoral, o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, com cinco unidades e respetivas extensões.

A ULSLA responde às necessidades de cuidados primários, hospitalares e continuados do litoral alentejano, que abrange uma população global de cerca 100 mil habitantes, com um acréscimo de cerca de 20 mil em época estival.

Lusa/Jornal Médico

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Hospital Litoral Alentejano

O Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, vai contar com médicos provenientes do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, no qual se inclui o Hospital de Santa Maria, para colmatar as carências existentes.

A especialidade de Imuno-hemoterapia, que se dedica ao tratamento de doenças através da utilização de sangue ou derivados, é a primeira a ser beneficiada pela colaboração entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), entidades que assinaram ontem um memorando de entendimento no HLA, sediado em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

De acordo com o presidente da ULSLA, Jorge Sanches, "este era o caso mais premente" a atender, uma vez que o único especialista de Imuno-hemoterapia do hospital local, Carlos Aldeia, passou a acumular, recentemente, a função de médico com a de director clínico dos cuidados de saúde hospitalares da instituição.

Jorge Sanches, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura do protocolo, indicou que "alguns profissionais" do Hospital de Santa Maria já se encontram no HLA para "iniciarem" serviço.

"A lógica é que eles possam, através de uma mobilidade parcial, ocupar uma parte da sua semana aqui", explicou o presidente da ULSLA, que iniciou funções há cerca de um mês.

Para o responsável, este é um "bom modelo", que poderá permitir a fixação de novos médicos nos serviços de saúde da costa alentejana.

A colaboração entre as duas instituições, disse, poderá estender-se a outras especialidades médicas, entre as quais a Psiquiatria.

No HLA "há um conjunto de especialidades que tem apenas um médico", referiu Jorge Sanches, o que compromete a prestação dos serviços em caso de "imprevistos".

"Nós não queremos estar tão dependentes assim dessas questões. Precisamos de ter alternativas, não só para melhorar o serviço, mas também para garantir que, a qualquer momento, não possa haver uma rutura", realçou.

Segundo o presidente do CHLN, Carlos Martins, a parceria com a ULSLA insere-se na missão de "proximidade" com as populações que a instituição prossegue e que se estende por alguns serviços de saúde nacionais.

Neste âmbito, exemplificou, o CHLN assegura, quatro dias por semana, as consultas de Psicologia e de Psiquiatria do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.

Para José Robalo, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, o memorando de entendimento pode "fazer a diferença" para ultrapassar as carências de profissionais de saúde existentes na ULSLA, uma vez que as vagas que têm sido abertas nos concursos de colocação "ficam por ocupar".

Prestar no HLA um serviço "com a dignidade a que as pessoas têm direito" e evitar que os doentes "tenham de se deslocar" para receber assistência médica, bem como atribuir médico de família a todos os utentes, são os objectivos da ARS enunciados por José Robalo.

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Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.