Displaying items by tag: Lamego

sexta-feira, 27 abril 2018 11:11

CHTMAD investe 16 M€ em Vila Real, Lamego e Chaves

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) decidiu investir 16 milhões de euros em equipamentos de diagnóstico e terapêutica, obras nos blocos de parto e operatório e implementação do balcão único.

Published in Atualidade

HospitalVilaReal
A Ordem dos Médicos do Norte e os sindicatos do setor alertaram hoje para o “risco de colapso” no centro hospitalar sediado em Vila Real, devido à saída de médicos anestesistas e ao cancelamento de cirurgias.

Miguel Guimarães, presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, disse que o serviço de anestesia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), que abrange os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego, está numa situação “claramente preocupante” após a saída, desde janeiro de 2014, de nove médicos desta especialidade.

O responsável, que falava aos jornalistas após uma visita ao CHTMAD, acrescentou que esta unidade hospitalar possui “apenas 18” especialistas desta área, “quando deveria ter 41”.

Por causa disso, desde abril, “quase metade das cirurgias foram adiadas”.

“Isto quer dizer que, neste momento, tem que se selecionar que cirurgias é que fazem semanalmente. Muitos doentes veem consecutivamente a sua cirurgia adiada. Isto cria desigualdades no sistema”, afirmou.

E a falta de médicos anestesistas está a provocar, por arrasto, problemas em outras especialidades como na cirurgia geral, na urologia, na otorrinolaringologia, oftalmologia ou ortopedia.

Miguel Guimarães frisou ainda que, com a “atividade cirúrgica a reduzir de forma brutal”, o CHTMAD está também a perder financiamento.

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos juntou-se hoje ao Sindicato dos Médicos do Norte e ao Sindicato Independente dos Médicos para uma tomada de posição conjunta sobre a “situação preocupante” que se vive no CHTMAD.

Manuela Dias, do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou que a situação neste centro hospitalar ainda “se vai agravar”, principalmente no período de férias.

“Tem estado sistematicamente em rotura, rotura, rotura e só ainda não rompeu devido ao esforço dos médicos”, sublinhou.

Esta responsável referiu que “quase 75 dos doentes estão a entrar na lista de espera, que ultrapassa todos os prazos possíveis”, e acrescentou que “terão que ser operados fora do hospital”.

“A curto prazo têm que sair daqui doentes que não têm que ser transferidos e isto tem que obedecer a um plano, não pode ser só incompetência. E esse plano é desarticular do Serviço Nacional de Saúde, transferindo doentes para os privados ávidos de ganho fácil e piorando, com isso, o nosso nível de saúde”, acrescentou Merlinde Madureira, do Sindicato dos Médicos do Norte.

Estas três organizações criticaram unanimemente a política de contratações e de incentivos implementada pelo Ministério da Saúde.

“Como é que se chega a esta situação de rotura? Desde a desregulamentação dos concursos começou a valer tudo. Hospitais com mais influência conseguem abrir vagas, enquanto outros, que têm que fazer os procedimentos normais e corretos não conseguem abrir vagas para os elementos que formam”, salientou Manuela Dias.

A sindicalista deu o exemplo de dois internos que acabaram a especialidade de cirurgia em Vila Real e não conseguiram vaga neste hospital.

Manuela Dias fez questão de salientar que o CHTMAD é “um hospital que tem áreas de referência muito importantes”, no entanto, frisou que são essas mesmas áreas que estão “agora a ficar descapitalizadas nos seus recursos”.

A Ordem dos Médicos e sindicatos exigem ao Ministério da Saúde uma “resolução urgente” para o problema desta unidade hospitalar.

Centro Hospitalar de Vila Real considera denúncias de colapso exageradas 

O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) considerou "completamente exagerado" o cenário de “rutura e colapso” denunciado pela Ordem dos Médicos e sindicatos devido à falta de clínicos nesta unidade.

Em reação ao alerta para a “situação preocupante” que se vive nesta unidade de saúde, que perdeu vários anestesistas nos últimos tempos, dado pelo Sindicato dos Médicos do Norte e o Sindicato Independente dos Médicos , o CHTMAD afirmou ser “completamente exagerado referir qualquer cenário de rutura ou colapso do centro hospitalar”.

A administração esclareceu à agência Lusa que existem no CHTMAD “algumas especialidades que evidenciam estruturalmente carências de médicos para dar resposta a todas as necessidades”.

“Apesar do esforço de contratação de profissionais médicos levado a cabo pelo CHTMAD e pela tutela nos últimos anos, não foi possível corrigir a situação relativamente a algumas dessas especialidades, por indisponibilidade de médicos dessas áreas em concorrerem aos concursos abertos pela tutela para eliminação dessas carências”, acrescentou.

Neste período, segundo a unidade hospitalar, “ocorreu uma dificuldade conjuntural e absolutamente imprevista no serviço de anestesiologia, decorrente da saída de oito especialistas, a maior parte das quais concentrada nos meses de maio e junho de 2015”.

Em resposta aos problemas apontador pelo presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, o CHTMAD disse que conseguiu autorização da tutela para a contratação de especialistas em regime de prestação de serviços, que começaram a concretizar a sua colaboração neste mês de julho.

“Assim, as ligeiras reduções de atividade cirúrgica que se verificaram neste período, começaram de imediato a ser compensadas”, garantiu o hospital

O CHTMAD referiu ainda que se tem debatido “com grandes dificuldades em conseguir atrair e reter profissionais médicos, nomeadamente os mais jovens em início de carreira” e sublinhou que têm vindo a ser feitos todos os esforços “no sentido de conseguir inverter esta situação e criar os mecanismos, no contexto da intervenção possível de cada instituição, para solucionar esta questão”.

Published in Mundo
Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

Mais lidas