A “precariedade dos equipamentos de saúde e a falta de recursos humanos” são os principais problemas que persistem na área da Saúde no concelho de Loures, avançou à agência Lusa o presidente do município, Bernardino Soares (CDU).

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sexta-feira, 22 fevereiro 2019 12:14

Loures: Farmácias entregam medicamentos em casa

Os 206 mil habitantes do concelho de Loures vão poder receber em casa medicamentos e quaisquer outros produtos de farmácia.

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hospitaldesaojoao
O Hospital de São João, no Porto, mantém a liderança do ranking dos hospitais públicos, sendo seguido neste top pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, que subiu duas posições, segundo os resultados de 2014 deste estudo.

De acordo com os resultados provisórios da “Avaliação do Desempenho dos Hospitais Públicos (Internamento) em Portugal Continental (2014)”, coordenado pelo investigador Carlos Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), e disponível no site da instituição, o Hospital de São João repete a liderança.

Em segundo lugar encontra-se o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, uma Parceria Público Privada (PPP) que apenas em 2013 fez parte do ranking e que subiu do quarto para o segundo lugar.

Segue-se o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que em 2012 liderou este top, e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente).

As restantes posições são ocupadas pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, o Centro Hospitalar do Porto, de Lisboa Ocidental, de Tondela-Viseu, de Tâmega e Sousa e a Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste.

Este ranking resultou da avaliação de todos os episódios de internamento para as doenças do aparelho ocular, cardíacas e vasculares, digestivas, endócrinas e metabólicas, ginecológicas e obstétricas, infeciosas, músculo-esqueléticas, neoplásicas, neurológicas, órgãos Genitais Masculinos, dos ouvidos, nariz e garganta, pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo, respiratórias, dos rins e aparelho urinário, do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos, traumatismos e lesões acidentais.

Ao nível do internamento, o ranking analisou o desempenho global, mas também outros indicadores: mortalidade, complicações de cuidados e readmissões.

Das 11 unidades avaliadas, apenas o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte não ocupam os mesmos lugares na avaliação global e na mortalidade.

Assim, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra ocupa o terceiro lugar na avaliação global, mas o quarto ao nível da mortalidade. Já o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que detém a quarta posição na avaliação global, sobe um lugar no indicador da mortalidade.

O ranking voltou este ano a contar com a presença do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz), que ocupou em 2014 o oitavo lugar mas que no ano não figurava entre os melhor classificados.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra é o mais bem classificado no tratamento das doenças do aparelho ocular, enquanto o Centro Hospitalar de São João é o melhor ao nível das doenças cardíacas e vasculares e nas digestivas.

No tratamento das doenças endócrinas e metabólicas, o melhor foi o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que também é o melhor nas doenças ginecológicas e obstétricas.

O Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado nas doenças infeciosas, enquanto nas patologias músculo-esqueléticas o Centro Hospitalar Tondela-Viseu foi o que obteve a melhor nota.

Nas doenças neoplásicas, o melhor lugar é ocupado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e, ao nível doenças neurológicas, o Centro Hospitalar de São João é o mais bem classificado.

No tratamento de doenças dos órgãos genitais masculinos, o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Centro foi o mais bem posicionado, seguindo-se o IPO de Lisboa nas doenças dos ouvidos, nariz e garganta.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra foi o melhor a tratar doenças pediátricas, da pele e tecido celular subcutâneo e respiratórias.

Para tratar as patologias dos rins e aparelho urinário o Centro Hospitalar de Lisboa Norte obteve o melhor lugar, enquanto o Centro Hospitalar de São João tratou melhor as doenças do sangue e órgãos linfáticos e hematopoéticos.

O Centro Hospitalar Tondela-Viseu obteve a melhor classificação ao nível do tratamento de traumatismos e lesões acidentais.

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Sinalética centro de saúde

Cerca de duas centenas de pessoas concentraram-se ontem frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para reivindicar a construção de um novo centro de saúde na freguesia de Santa Iria da Azóia, concelho de Loures.

A manifestação foi convocada pela comissão de utentes de saúde de Santa Iria da Azóia, onde vivem cerca de 18 mil pessoas, tendo sido entregue no final da acção uma carta no Ministério da Saúde, a solicitar uma reunião com o ministro Paulo Macedo.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Machado, da comissão de utentes, referiu que as actuais instalações do centro de saúde funcionam num prédio de habitação de três andares sem elevador, “prejudicando o seu acesso a pessoas com mobilidade reduzida”.

“Não faz mais sentido nesta altura obrigar milhares de utentes a subir mais de 70 degraus para chegar ao terceiro andar para ter um médico”, apontou.

Carlos Machado sublinhou que a reivindicação pelo centro de saúde “já é muito antiga” e que a população da freguesia “está cansada de promessas dos sucessivos Governos”.

“Os vários governos assumiram a promessa, o compromisso de construção, o reconhecimento deste problema, mas o facto é que desde 1986, nenhum dos ministros resolveu este problema”, queixou-se.

Carlos Machado ressalvou que, mais do que problemas no funcionamento dos serviços, as dificuldades de acesso à unidade de saúde são o que mais preocupa os cerca de 18.000 utentes.

No mesmo sentido, alguns dos utentes presentes no protesto queixaram-se à Lusa das dificuldades que têm em aceder à unidade de saúde: “Tenho uma doença na anca e não consigo subir. Não podemos aguentar mais”, afirmou Belmira Pereira, 65 anos.

Já Nazaré Moita, 59 anos, referiu que existem alguns médicos que descem ao rés-do-chão para ver os doentes, mas só “em casos excepcionais”.

O presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), relembrou que a Autoridade Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já tinha demonstrado disponibilidade para assinar com a autarquia um protocolo para a construção de um novo centro de saúde, lamentando, no entanto, a demora na evolução do processo.

“Aguardamos a todo o momento que nos seja feita essa proposta de protocolo que foi anunciada pela secretária de Estado. Ainda não há mais novidades, mas temos expectativa que a ideia seja avançada”, perspectivou.

Numa resposta escrita enviada à Lusa há duas semanas, fonte da ARSLVT disse que reconhece “a importância e a necessidade da construção de uma nova unidade de saúde” e que “decorrem conversações entre a ARSLVT e a Câmara de Loures no sentido de dar seguimento à elaboração de um protocolo de colaboração.

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hospitalbeatrizangeloDois anos depois de terem sido inauguradas as urgências do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, a administração faz um balanço positivo, mas reconhece que ainda há aspectos a melhorar, nomeadamente a nível de transportes para a unidade de saúde.

O hospital Beatriz Ângelo, situado em Loures, abriu portas em Janeiro de 2012 para servir 272 mil habitantes dos concelhos de Loures, Odivelas, Mafra e Sobral de Monte Agraço.

No entanto, as urgências do hospital só abriram um mês depois, há precisamente dois anos.

“Creio que as coisas têm corrido bem e que temos cumprido todos os objectivos que tínhamos”, afirmou à agência Lusa o administrador executivo do Hospital Beatriz Ângelo, Artur Vaz.

O responsável sublinhou que a procura daquela unidade hospitalar tem correspondido às expectativas e que por isso a administração está muito satisfeita com os resultados.

“Tanto a nível financeiro como a nível da qualidade do serviço prestado as coisas estão a correr bem. Um inquérito que fizemos aos utentes mostrou-nos que os níveis de satisfação aumentaram em 2013 face ao primeiro ano de funcionamento”, referiu.

No entanto, apesar de fazer um balanço positivo, Artur Vaz reconheceu que ainda existem alguns problemas que têm de ser resolvidos, nomeadamente nos acessos ao hospital.

“A esse respeito tem existido da nossa parte um grande esforço junto dos operadores de transportes e das autarquias para fazer face a alguns problemas que existem. Já demos passos importantes dentro daquilo que é a nossa responsabilidade”, sublinhou.

O aumento do número de carreiras directas para o hospital e a redução do preço dos bilhetes têm sido as principais reivindicações dos utentes que recorrem à unidade de saúde.

“A avaliação que fazemos destes dois anos não é muito favorável, uma vez que os problemas de fundo mantêm-se. Por um lado o número de carreiras directas ainda não é suficiente e por outro o preço do estacionamento é bastante elevado”, apontou à Lusa Telma Ferreira da Comissão de Utentes de Saúde de Loures (CUSL).

Telma Ferreira disse que desde o início tanto a CUSL como a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos de Odivelas (CUTPO) têm alertado a administração do hospital Beatriz Ângelo da necessidade de melhorar os acessos àquela unidade de saúde.

“Temos falado com eles [administração] e penso que, na medida do que foi possível, eles têm procurado dar resposta às nossas reivindicações. Hoje, por exemplo, já existem duas carreiras que entram dentro do recinto do hospital, coisa que no passado não acontecia”, realçou.

No entanto, além do problema das acessibilidades, Telma Ferreira queixou-se do tempo de espera das urgências, que, em alguns casos, chega a ser de seis horas.

“Temos informações de que o tempo de espera das urgências continua elevado. Em alguns casos de cinco ou seis horas. Compreendemos que existam procedimentos que levam mais tempo, mas algo tem de ser feito para minimizar esta situação”, sublinhou.

Como ponto positivo, Telma Ferreira elogiou a “simpatia no atendimento de todos os funcionários do hospital”.

No mesmo sentido da opinião manifestada pela Comissão de Utentes, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), apontou a necessidade de se solucionarem os problemas de acessibilidade, que persistem dois anos depois da abertura do hospital.

“Estamos a acompanhar com a atenção a evolução da situação e temos mantido um diálogo constante com todas as entidades no sentido de melhorar as acessibilidades ao hospital”, afirmou o autarca.

A título de exemplo, Bernardino Soares referiu que a autarquia tem procurado sensibilizar a entidade gestora do parque de estacionamento do hospital da necessidade de rever as tarifas aplicadas.

“Os preços são muito elevados e numa altura como esta torna-se insuportável para os utentes”, apontou.

O autarca defendeu ainda a necessidade de se arranjar uma solução viável para os cerca de 100 mil utentes das freguesias da zona oriental do concelho que não estão abrangidos pelo equipamento de saúde, tendo de recorrer ao hospital de São José, em Lisboa

“Essa questão não está esquecida e continua a ser um dos problemas que o Governo tem de resolver. A alternativa que existe actualmente não é viável”, apontou o autarca.

 

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[caption id="attachment_6224" align="alignleft" width="300"]transportesboaviagem A câmara do Sobral de Monte Agraço informou em comunicado, que a empresa de transportes Boa Viagem vai colocar em funcionamento, a partir de segunda-feira, uma carreira que vai ligar os concelhos do Sobral e de Mafra aos hospitais de Loures e Pulido Valente, Santa Maria e Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, para tornar a linha rentável[/caption]

Uma nova linha de transportes públicos rodoviários de acesso aos hospitais de Loures e de Lisboa vai entrar em vigor na próxima segunda-feira para servir as populações de Loures, Mafra e Sobral de Monte Agraço.

A câmara do Sobral de Monte Agraço informou em comunicado, que a empresa de transportes Boa Viagem vai colocar em funcionamento, a partir de segunda-feira, uma carreira que vai ligar os concelhos do Sobral e de Mafra aos hospitais de Loures e Pulido Valente, Santa Maria e Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, para tornar a linha rentável.

A nova linha, que atravessa ainda as localidades de Pero Negro, Sapataria (Sobral de Monte Agraço), Milharado, Póvoa da Galega (Mafra), Cabeço de Montachique e centro de Loures, vai ficar em regime experimental até ao final de Abril.

A solução, criada no sentido de resolver o problema da falta de transportes ao hospital de Loures pelas populações de Mafra e Sobral de Monte Agraço, foi decidida em reuniões entre estes municípios e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes e a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada, vão existir dois horários por dia, com saída do Sobral de Monte Agraço às 07:30 e 13:45 e partida de Lisboa às 11:20 e 17:30, passando pelo hospital de Loures às 11:50 e 18:00.

O Hospital Beatriz Ângelo, inaugurado em Janeiro de 2012, serve 272 mil habitantes dos concelhos de Loures, Odivelas, Sobral de Monte Agraço e as freguesias de Malveira, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro do concelho de Mafra.

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[caption id="attachment_5272" align="alignleft" width="300"]hospetalbeatrizangelo Concretamente, Os Verdes exigem ao Governo a criação de mais carreiras directas de Odivelas para a entrada do Hospital Beatriz Ângelo, o prolongamento do horário nocturno e a reposição de carreiras que tinham sido encurtadas. O melhoramento dos acessos ao Hospital de Loures tem vindo a ser reivindicado pelas comissões de utentes, que já organizaram algumas acções de protesto.[/caption]

O deputado José Luís Ferreira, do partido ecologista Os Verdes, entregou hoje na Assembleia da República um pedido de esclarecimentos ao Governo sobre a falta de transportes para o Hospital de Loures, que serve 272 mil habitantes.

No documento entregue na Assembleia da República, Os Verdes referem que a rede de transportes públicos que serve o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, é “deficiente” e que essa situação tem “causado transtorno” aos utentes de vários concelhos.

“É o caso do concelho de Odivelas onde os transportes não são frequentes, são caros, com horários desajustados, uma vez que terminam cedo e deixam as pessoas longe da entrada do Hospital”, refere o documento.

Concretamente, Os Verdes exigem ao Governo a criação de mais carreiras directas de Odivelas para a entrada do Hospital Beatriz Ângelo, o prolongamento do horário nocturno e a reposição de carreiras que tinham sido encurtadas.

O melhoramento dos acessos ao Hospital de Loures tem vindo a ser reivindicado pelas comissões de utentes, que já organizaram algumas acções de protesto.

A administração do hospital e as quatro câmaras abrangidas por este equipamento de saúde têm procurado junto da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa e dos operadores de transporte arranjar uma solução para estes problemas.

O Hospital de Loures abriu portas em Janeiro de 2012 para servir 272 mil habitantes dos concelhos de Loures, Odivelas, Mafra e Sobral de Monte Agraço.

JM/Lusa

 

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Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos
Editorial | Jornal Médico
Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos

Reler as origens do Serviço Nacional de Saúde ajuda a valorizar o presente e pode ser uma forma de aprender para investir no futuro com melhor fundamentação

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