O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, será hoje reeleito no cargo, numas eleições em que é candidato único a liderar a instituição no triénio 2020-2022.
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, que se recandidata ao cargo sem concorrentes, assume como prioridade do triénio 2020/2022, recuperar a dignidade dos médicos e restituir a ideia de que “vale a pena trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. Em entrevista à agência noticiosa Lusa, o responsável afirma que o panorama atual é marcado por insatisfação e desmotivação dos profissionais e por “completa desvalorização do conhecimento e da responsabilidade dos médicos na sociedade civil”.
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, perspetiva a falta de médicos especialistas na urgência do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) como alarmante, defendendo que a sua resolução é essencial para a maior urgência do país não fechar.
O bastonário da Ordem dos Médicos entende que o primeiro-ministro “não está a saber aproveitar a nova oportunidade que os portugueses lhe deram” ao manter os mesmos ministros da Saúde e das Finanças.
O bastonário da Ordem dos Médicos citou o compositor e cantor brasileiro Caetano Veloso para mostrar que todos nós, enquanto cidadãos, temos um papel a desempenhar na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A Ordem dos Médicos (OM) alertou hoje para a urgência de alterar a forma e os prazos dos concursos para especialidades médicas, lembrando o fecho de urgências de ginecologia/obstetrícia por falta de especialistas.
A Ordem dos Médicos exige que a ministra da Saúde dê explicações sobre a falta de anestesistas ao fim de semana no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e vê neste exemplo o “caminho de desmantelamento” seguido por Marta Temido.
Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.
Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.