Displaying items by tag: Oncologia

O Conselho Nacional da Ordem dos Médicos (CNOM) entende que há clínicos que estão a ser “impedidos de proteger a vida de doentes com cancro”, denunciando barreiras no acesso a “medicamentos potencialmente inovadores” que colocam “doentes em risco de vida”.
Published in Atualidade

A Consulta Externo de Pediatria do Hospital de São João, no Porto, conta a partir de sexta-feira com instalações remodeladas, incluindo um espaço dedicado ao tratamento oncológico para crianças e jovens em ambiente totalmente pediátrico, anunciou, hoje, a instituição.

Published in Atualidade
quarta-feira, 06 dezembro 2017 15:44

Encontro de Oncologia Entre o Douro e Vouga

Com o objetivo de potenciar a ligação entre os cuidados de saúde primários (CSP) e os cuidados hospitalares, realizaram-se no passado dia 24 de novembro os Encontros de Oncologia Entre o Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira.

Published in Atualidade
Tagged under

Portugal tem atualmente cerca de 500 mil sobreviventes de cancro e perto de 100 mil doentes em tratamento, segundo dados ontem apresentados pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Published in Atualidade

[caption id="attachment_5888" align="alignleft" width="300"]nunomiranda “Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse Nuno Miranda, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente[/caption]

O director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, afirmou que “nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis” e que, em oncologia, existe uma “sobrevalorização” de medicamentos.

Nuno Miranda falava ontem durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, requerida pelo PS, CDS-PP e PCP, a propósito do documento “em defesa dos doentes oncológicos”, elaborado por 65 oncologistas contra o despacho que regulamenta a prescrição e dispensa de medicamentos inovadores.

“Temos gato por lebre. Nem todos os medicamentos inovadores são igualmente úteis”, disse, lembrando que cada medicamento novo que chega ao mercado custa 70 a 100 mil euros por ano e doente.

Segundo Nuno Miranda, as aprovações destes fármacos “são cada vez mais precoces”, existindo casos em que posteriormente são retirados do mercado.

A este propósito, deu o exemplo de um medicamento que, apesar de ter aprovação da FDA (Estados Unidos) e EMEA (Europa), não foi aprovado pelo Infarmed, em Portugal, e que mais tarde foi retirado do mercado por causar mais danos do que benefícios.

Para o director do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, o despacho que motivou as críticas dos 65 oncologistas “só por si tenta transmitir apenas equidade”.

“O despacho aprova um programa de monitorização em relação a estes medicamentos, mas o doente pode continuar a ser seguido nos hospitais de origem, o qual assegurará os custos associados. Como se vai fazer [entre os IPO e os hospitais de origem] a articulação não sei”, disse.

As novas regras determinam que os pedidos de medicamentos inovadores passem a ser fundamentadamente formulados por Centros Especializados para Utilização Excepcional de Medicamentos (CEUEM) que são, para a área da oncologia, apenas os três IPO.

A este propósito os administradores dos IPO de Lisboa, Porto e Coimbra apresentaram aos deputados indicadores destas unidades de saúde, como o facto de representarem mais de 50 por cento do atendimento dos doentes e “provavelmente dos mais complicados”, como lembrou o presidente do IPO do Porto.

Este responsável disse que existem hospitais que têm orçamentos superiores aos 258 milhões de euros adstritos aos IPO, sublinhando o grau de complexidade dos doentes atendidos nestas três estruturas.

Published in Medicamento

[caption id="attachment_5686" align="alignleft" width="300"]bertanunes “Uma pessoas que tenha o salário mínimo, que tenha duas ou três pessoas no agregado familiar e que tem que ir uma vez por semana ao IPO ao Porto, gasta todo o dinheiro que receberia e depois não lhe sobra para mais nada e é impossível as pessoas arcarem com este tipo de custo”, frisou a médica, que foi dirigente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar[/caption]

A Câmara de Alfândega da Fé, no Distrito de Bragança, presidida pela médica de família Berta Nunes, está a assegurar transporte a perto de 30 doentes oncológicos nas deslocações de centenas de quilómetros para tratamentos e consultas que o Ministério da Saúde deixou de comparticipar.

Há dois meses que uma viatura e motorista da autarquia transportam duas a três vezes por semana estes doentes de Trás-os-Montes até ao Porto e Coimbra para receberem os cuidados médicos que não existem na região.

As alterações à comparticipação no transporte de doentes feitas pelo Ministério da Saúde cortaram o apoio a estes doentes, que não têm capacidade financeira para pagar do seu bolso despesas que podem ascender a 100 euros em cada viagem, como contou à Lusa a presidente da Câmara.

Embora não seja uma competência municipal, a autarca socialista, que é também médica de família, afirmou que a Câmara teve de assumir este serviço porque “não podia aceitar que as pessoas por problemas económicos deixassem de ter acesso a saúde em situações graves como é o caso destas doenças oncológicas, que podem até por em causa a vida dos doentes”.

Entre este grupo de doentes apoiados pelo município está um casal, ambos com cancro, que têm de se deslocar regularmente do extremo de Trás-os-Montes a Coimbra para tratamentos, exames e consultas.

“Estamos a falar de pessoas que muitas vezes até têm direito a transporte em ambulância, simplesmente da forma como neste momento os institutos e os hospitais estão a funcionar, mesmo pessoas que teriam direito não lhe é atribuído esse direito”, afirmou a autarca.

A maior parte destes doentes, segundo disse, são pessoas de meia-idade e seniores de famílias sem capacidade financeira para pagar transportes para grandes distâncias que “podem ficar em cerca de 100 euros” por cada deslocação.

“Uma pessoas que tenha o salário mínimo, que tenha duas ou três pessoas no agregado familiar e que tem que ir uma vez por semana ao IPO ao Porto, gasta todo o dinheiro que receberia e depois não lhe sobra para mais nada e é impossível as pessoas arcarem com este tipo de custo”, frisou a médica, que foi dirigente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

A presidente da Câmara insurge-se contra a legislação do transporte de doentes, argumentando que “quando se faz uma legislação como a que a foi feita e não se atende às distâncias que as pessoas têm que percorrer até ao local onde tem que ser tratadas” está-se “mais uma vez a onerar e a discriminar negativamente as pessoas que estão a maior distancia dos grandes centros e que são sempre as pessoas o interior”.

O transporte custa cerca de dois mil euros por mês à esta autarquia com dificuldades financeiras agravadas, segundo a presidente, pelos cortes nas transferências do Estado.

Berta Nunes contabiliza uma perda de “um milhão de euros por ano” desde 2010, “num contexto de cortes em que o próprio Estado está a retirar o apoio às pessoas e a obrigar as autarquias a substituí-lo”.

A presidente afirmou que tentará sensibilizar o ministro da Saúde para esta questão se Paulo Macedo aceitar o convite da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Trás-os-Montes para estar presente na próxima reunião, no início de Fevereiro, para ouvir as preocupações dos autarcas transmontanos.

 

 

Published in Atualidade
Pág. 3 de 3
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.