A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou ontem os três candidatos que, em maio, vão tentar garantir o posto de diretor-geral desta agência da ONU, com três finalistas provenientes do Reino Unido, Etiópia e Paquistão.

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vacina bebe

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a eliminação do sarampo e da rubéola em Portugal, mas o diretor-geral da Saúde alerta para a importância de se manter a vacinação contra estas doenças.

“A OMS certificou a eliminação do sarampo e da rubéola em Portugal. São grandes vitórias, grandes conquistas, feitos muito importantes, resultado do Programa de Vacinação, que conseguiu acabar com este risco”, afirmou ontem o diretor-geral da Saúde, Francisco George aos jornalistas, lembrando que o sarampo é uma doença especialmente grave em crianças.

O responsável admitiu ainda que a vacinação pode ser o “maior inimigo” da própria vacinação. Não "se vendo a doença", que foi eliminada pelas vacinas, corre-se o risco de não continuar a imunizar as crianças.

“As mães não sabem hoje em dia o que é o sarampo. Ele não existe, não circula. É fundamental continuar a vacinar, garantir a imunização de grupo”, sublinhou, reforçando a importância de assegurar que há uma barreira de proteção se um caso de sarampo vier eventualmente a ser importado (através de viajantes, de migrantes ou turistas).

“É preciso continuar a vacinar contra o sarampo e a rubéola apesar de não termos em Portugal a circulação dos vírus”, insistiu.

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angola

Angola não confirma oficialmente qualquer novo caso de febre-amarela há mais de dois meses, registando 4.065 casos suspeitos contabilizados desde o início da epidemia, em dezembro passado, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O último relatório daquela entidade indica que o último caso de febre-amarela em Angola foi confirmado laboratorialmente a 23 de junho. O documento acrescenta que na última semana de agosto há registo de 24 casos suspeitos, não confirmados.

No total, e até 1 de setembro, a OMS, que está a trabalhar diretamente com as autoridades de saúde angolanas na contenção da epidemia de febre-amarela, referiu a contabilização de 884 casos confirmados da doença em Angola e 372 mortes que se suspeita serem motivados pela doença.

Destes, 121 óbitos foram confirmados laboratorialmente como provocados pela epidemia de febre-amarela.

A OMS já havia afirmado anteriormente que a epidemia em Angola "está a retroceder" e o novo relatório confirma que desde 23 de junho não foi confirmado qualquer dos casos suspeitos da doença que entretanto surgiram.

A transmissão da doença, que é feita pela picada do mosquito (infetado) "aedes aegypti", que, segundo a OMS, no início desta epidemia estava presente em algumas zonas de Viana, Luanda, em 100% das casas. No município registaram-se os primeiros casos.

Trata-se do mesmo mosquito responsável pela transmissão da malária, a principal causa de morte em Angola, e que se reproduz em águas paradas e na concentração de lixo, dois problemas (época das chuvas e falta de limpeza de resíduos) que afetaram a capital angolana entre 2015 e 2016.

A epidemia alastrou para a vizinha República Democrática do Congo (RDCongo), com 2.603 casos suspeitos. No total, a OMS refere que foram confirmados 75 casos laboratorialmente, dos quais pelo menos 56 comprovadamente importados de Angola.

Até 1 de setembro, a epidemia matou 106 pessoas na RDCongo.

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angola

O Ministério da Saúde angolano informou ontem que a nova campanha de vacinação contra a febre-amarela, a qual se encontra em curso, já possibilitou a vacinação de 81% da população alvo, em 22 municípios de 12 das 18 províncias de Angola. A campanha poderá ainda estender-se por mais 15 dias.

Em 10 dias foram vacinadas mais de 2,4 milhões dos 2,9 milhões de pessoas previstas. É sabido que a adesão da população a esta iniciativa tem sido notória, permitindo às equipas vacinar mais de 150 mil pessoas diariamente.

A nova campanha, que abrange as províncias de Cabinda, Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Cuando Cubango, Huíla, Lunda Norte, Lunda Sul, Malange, Uíge e Zaire, vai permitir aumentar a cobertura de 51 para 73 municípios, elevando igualmente a população imunizada de 13 milhões para mais de 16 milhões.

Até 28 de julho registavam-se no país um total de 3818 casos suspeitos de febre-amarela, dos quais 879 foram laboratorialmente confirmados, o mesmo acontecendo com 119 dos óbitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Angola enfrenta um surto de febre-amarela, que desde dezembro de 2015 já vitimou mortalmente um total de 369 pessoas, situação que parece agora estar a melhorar, uma vez que até a última semana de julho, estava há seis semanas sem novos casos confirmados da doença, de acordo com dados da OMS.

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Por cada euro investido no tratamento da depressão e da ansiedade ganham-se quatro em saúde e capacidade de trabalho, revela hoje um estudo que estima em 870 mil milhões o custo anual das doenças mentais no mundo.

Publicado hoje na revista científica The Lancet Psychiatry e coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o estudo estima, pela primeira vez, os benefícios de investir em tratamentos para as formas mais comuns de doença mental a nível global, tanto para a saúde, como para a economia.

"Sabemos que o tratamento da depressão e da ansiedade faz sentido em termos de saúde e bem-estar. Este novo estudo confirma que faz muito sentido a nível económico também", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada num comunicado conjunto da OMS e do Banco Mundial.

Para a dirigente, é agora preciso "encontrar maneira de assegurar que o acesso aos serviços de saúde mental se torna uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que eles vivam".

O número de pessoas que sofre de depressão e/ou ansiedade aumentou quase 50% entre 1990 e 2013, de 416 milhões para 615 milhões em todo o mundo.

Atualmente, cerca de uma em cada dez pessoas sofre de doenças mentais e estas representam 30% do peso global das doenças não fatais.

As situações de emergência e de conflito contribuem ainda mais para o problema, estimando a OMS que, durante essas crises, cerca de uma em cada cinco pessoas seja afetada por depressão e ansiedade.

O estudo agora publicado calcula os custos do tratamento e os respetivos benefícios em 36 países de baixo, médio e alto rendimento entre 2016 e 2030.

O custo de apostar no tratamento, sobretudo em aconselhamento psicossocial e medicação antidepressiva, é estimado em 147 mil milhões de dólares (128 mil milhões de euros).

No entanto, escrevem os autores do estudo, o retorno compensa largamente o custo.

Um aumento de cinco por cento na participação da força de trabalho e na produtividade é valorizada em 399 mil milhões de dólares (349 mil milhões de euros) e a melhoria na saúde equivale a mais 310 mil milhões de dólares (271 mil milhões de euros) em retorno.

O problema é que o investimento atual em serviços de saúde mental está muito abaixo das necessidades.

Segundo a OMS, os governos investem em saúde mental uma média de três por cento dos seus orçamentos para a saúde, variando entre menos de um por cento nos países de baixo rendimento e cinco por cento nos países de alto rendimento.

"Apesar de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo viverem com doenças mentais, a saúde mental continua na sombra", disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado no mesmo comunicado.

"Não é apenas uma questão de saúde pública, é uma questão de desenvolvimento. Temos de atuar agora porque a perda de produtividade é algo que a economia global simplesmente não pode pagar".

Os resultados deste estudo estarão em debate numa série de eventos coorganizados pela OMS e pelo Banco Mundial, que decorrem entre quarta e quinta-feira em Washington, no âmbito das Reuniões de Primavera do Banco Mundial - Fundo Monetário Internacional.

Ministros das finanças, agências de desenvolvimento, especialistas em desenvolvimento, académicos e médicos vão discutir como colocar a saúde mental no centro da agenda da saúde e do desenvolvimento, tanto a nível global, como a nível nacional.

Durante estes eventos, alguns países que tiveram êxito a apostar na saúde mental, incluindo o Brasil que desenvolveu uma rede de cuidados psicossociais, vão partilhar os desafios que enfrentaram e como os ultrapassaram.

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quarta-feira, 06 abril 2016 15:48

Quase um milhão de portugueses com diabetes

Diabetes 3

Quase um milhão de portugueses com mais de 30 anos sofre de diabetes, doença que mata mais de 12 pessoas por dia em Portugal, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje divulgado.

De acordo com o primeiro relatório global sobre a Diabetes da OMS, a prevalência da diabetes tem vindo a aumentar nas últimas décadas e Portugal não é exceção, estimando-se que 9,2% dos portugueses (aproximadamente 952 mil pessoas) sofram desta doença, predominantemente homens (10,7%), mas também mulheres (7,8%).

Estes números são inferiores aos apurados pelo Observatório Nacional da Diabetes, relativamente a 2014, segundo os quais a prevalência estimada da doença na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos foi de 13,1%, a que se juntam mais de 2 milhões de pessoas com pré-diabetes.

No que respeita à mortalidade, o relatório da OMS apresenta estimativas de morte por diabetes e por elevados níveis de glucose no sangue superiores a 4.500 óbitos por ano.

De acordo com aquele organismo, as mortes por diabetes atingem as 4.690, sendo que morrem mais homens por este motivo entre os 30 e os 69 anos e mais mulheres depois dos 70 anos, idade a partir da qual as mortes por diabetes disparam.

Entre os 30 e os 69 anos morreram por ano 660 pessoas devido à diabetes (410 homens e 250 mulheres), com mais de 70 anos morreram com esta doença 1.670 homens e 2.360 mulheres.

O número de mortes atribuíveis a elevados níveis de glucose no sangue é superior, chegando aos 6.770: entre os 30 e os 69 anos morreram 690 homens e 33 mulheres, números que sobem para 2.290 e 3.460, respetivamente, a partir dos 70 anos.

O relatório da OMS usa como estimativas para a mortalidade atribuível à diabetes e ao excesso de açúcar no sangue o período 2000-2012, baseado em tabelas estatísticas mundiais de saúde de 2014.

Aqui também os números do Observatório Nacional da Diabetes são menos animadores do que os da OMS, já que no que respeita à letalidade intra-hospitalar, o relatório revelava que em 2014, cerca de um quarto das pessoas que morreram nos hospitais tinham diabetes, correspondendo a 11.736 óbitos em números absolutos.

A OMS faz ainda um apanhado dos fatores de risco para a diabetes, apontando como mais prevalente o excesso de peso, seguido do sedentarismo e finalmente da obesidade.

O relatório indica que em Portugal 6,18 milhões de pessoas (59,8%) têm excesso de peso, mais de metade da população, sendo que esta prevalência é mais evidente nos homens (65%) do que nas mulheres (55%).

A obesidade tem uma prevalência mais baixa (22,1%), atingindo ainda assim quase 2,3 milhões de portugueses, sendo que é mais esbatida a diferença entre homens (21,4%) e mulheres (22,8%).

O sedentarismo, ou falta de atividade física, tem uma prevalência de 37,3% em Portugal, com 33,5% de homens e 40,8% de mulheres fisicamente inativos.

Número de adultos com diabetes quadriplicou desde 1980

Cerca de 422 milhões de adultos em todo o mundo viviam com diabetes em 2014, quatro vezes mais do que em 1980, revela também o estudo.

No mesmo período, informa o relatório, a prevalência da diabetes quase duplicou, de 4,7% para 8,5% da população adulta, o que reflete um aumento dos fatores de risco associados, como o excesso de peso e a obesidade.

"A diabetes está a aumentar. Já não é uma doença de países predominantemente ricos e a prevalência está a aumentar constantemente em todo o lado, mais marcadamente nos países de médio rendimento", escreve a diretora-geral da OMS no prefácio do relatório.

Com efeito, segundo os dados disponíveis no documento, na última década a prevalência da diabetes aumentou mais nos países de médio e baixo rendimento do que nos países ricos.

Mais de 80% das mortes por diabetes ocorrem em países de baixo e médio rendimento.

A OMS estima que em 2030 a diabetes seja a sétima maior causa de morte.

Em 2012, pode ler-se no relatório da OMS, a doença provocou 1,5 milhões de mortes, e o excesso de glucose no sangue causou mais 2,2 milhões de mortes, por aumentar os riscos de doenças cardiovasculares.

Quarenta e três por cento destas 3,7 milhões de mortes ocorrem antes dos 70 anos.

A diabetes é uma doença crónica e grave que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando o corpo não consegue usar eficazmente a insulina que produz (diabetes tipo 2).

Trata-se de um "importante problema de saúde pública", uma das quatro doenças não transmissíveis definidas como prioritárias pelos líderes mundiais.

Embora a OMS não possa distinguir os números de doentes com cada um dos tipos de diabetes - são precisos exames laboratoriais  para distingui-los, a maioria tem a diabetes tipo 2. Esta doença ocorria quase inteiramente em adultos, mas atualmente já aparece nas crianças.

Todos os tipos de diabetes, incluindo a diabetes gestacional, que aparece na gravidez, provocam complicações em diferentes partes do corpo e aumentam o risco de morte prematura.

Entre as complicações associadas à diabetes estão o ataque cardíaco, o acidente vascular-cerebral, a falência renal, a amputação de pernas, a perda de visão e os danos neurológicos.

Na gravidez, a diabetes gestacional não controlada aumenta o risco de morte fetal e outras complicações.

A OMS sublinha que, embora não se saiba como prevenir a diabetes de tipo 1, é possível prevenir a diabetes de tipo 2 e as complicações associadas a todos os tipos.

A prevenção, recorda a organização, passa por políticas que abranjam toda a população e que contribuam para a melhoria da saúde de todas as pessoas, tenham ou não diabetes, como fazer exercício regular, ter uma alimentação saudável, evitar fumar e controlar a tensão arterial e as gorduras no sangue.

"Não existe uma política ou uma intervenção para assegurar que isto acontece. É necessária uma abordagem de todo-o-governo e toda-a-sociedade", escrevem os autores do relatório da OMS, que recordam que a doença representa um peso económico substancial para os doentes e famílias, mas também para as economias nacionais, devido aos gastos médicos e aos dias de trabalho perdidos.

Quanto aos doentes com diabetes, a OMS diz que o ponto de partida para manterem a qualidade de vida é um diagnóstico precoce, já que quanto mais tempo uma pessoa vive com diabetes não diagnosticada, piores são as suas perspetivas.

A OMS defende por isso o acesso a meios de diagnóstico básicos nos serviços de saúde primários.

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Telemedicina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apelou hoje aos Estados-membros da Europa que invistam na saúde eletrónica, que afirmou ter potencial para salvar vidas e poupar dinheiro.

Num relatório hoje publicado sobre a saúde eletrónica (e-saúde), ou seja, qualquer atividade em que um meio eletrónico seja usado para fornecer informação, recursos ou serviços relacionados com a saúde, a OMS conclui que a e-saúde é já uma realidade na maioria dos Estados-membros da Europa.

"Em muitos países, a e-saúde está a revolucionar os serviços de saúde e a informação necessária para apoiá-los. Os pacientes têm mais poder porque têm acesso a informação e aconselhamento. Isto está a aumentar a qualidade da saúde e a desafiar os papéis tradicionais dos profissionais de saúde", disse Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa.

A e-saúde, acrescentou a responsável, "poupa vidas e dinheiro, mas apesar de muitos exemplos inspiradores, este relatório mostra que a e-saúde não está a ser adotada homogeneamente na Região. É preciso mais investimento na e-saúde para se alcançar os objetivos da agenda Saúde 2020".

Dos 47 Estados-membros da região europeia da OMS que responderam ao inquérito, 93% (42 países) disponibilizaram financiamento público para programas de e-saúde, 81% (35 países) relatam que as suas organizações de saúde usam redes sociais para promover mensagens em campanhas de saúde e 91% (40 países) dizem que os cidadãos usam as redes sociais para procurar informação sobre saúde.

No entanto, 81% dos Estados-membros dizem não ter qualquer política nacional para governar os media sociais na saúde, o que torna o setor informal e não regulado.

Também a saúde móvel - o uso de tecnologias móveis para apoiar a informação e a prática de saúde - tem vindo a crescer: 22 países têm programas de m-saúde apoiados pelo governo; a utilização das aplicações para aceder a registos dos doentes aumentou 25% desde 2009 e o uso dos telemóveis para relembrar os utentes das suas consultas aumentou 21% no mesmo período.

No entanto, a crescente utilização não tem sido acompanhada de regulação, já que 73% dos países inquiridos (33 Estados-membros) não têm uma entidade responsável pela supervisão da qualidade, segurança e fiabilidade das aplicações móveis e apenas três países fizeram uma avaliação dos programas apoiados pelo Governo.

Na tele-saúde, 83% dos países usam a tele-radiologia e 72% usam a monitorização remota dos pacientes, mas apenas 27% (12 países) têm uma política ou uma estratégia dedicada à tele-saúde.

O relatório recomenda por isso um maior compromisso político na saúde eletrónica, a criação de estratégias dedicadas ao setor, uma orientação para a tele-saúde e mais regulação na saúde móvel.

Defende ainda uma aposta na literacia digital e de saúde dos profissionais de saúde e do público em geral, "para garantir que os serviços de e-saúde são adotados com sucesso e que as desigualdades são reduzidas com a digitalização dos serviços.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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