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O aumento da resistência aos antibióticos representa “um imenso perigo para a saúde mundial”, indicou hoje a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, na apresentação de uma investigação do organismo sobre esta temática.

Esta resistência, acrescentou Margaret Chan, “atinge níveis perigosamente elevados em todas as partes do mundo”. A pesquisa, publicada hoje em Genebra, revela que todas as pessoas podem um dia ser afetados por uma infeção resistente a estes medicamentos.

A resistência aos antibióticos ocorre quando as bactérias evoluem e se tornam resistentes aos antibióticos utilizados para tratar as infeções, segundo a OMS. Este flagelo mundial deve-se, essencialmente, ao consumo excessivo de antibióticos e à sua má utilização.

Perto de metade (44%) das pessoas que participaram no inquérito – que não pretende ser exaustivo e que foi realizado pela OMS nos 12 países – considera que a resistência aos antibióticos é um problema das pessoas que abusam dos antibióticos. Dois terços dos inquiridos julgam que não existe qualquer risco de resistência aos medicamentos nas pessoas que utilizem corretamente o tratamento antibiótico que lhes é prescrito.

“Na verdade, qualquer pessoa pode, a qualquer momento e em qualquer país, sofrer uma infeção resistente aos antibióticos”, sublinhou a OMS, que assinala, a partir de hoje, a semana mundial para um bom uso dos antibióticos.

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A bastonária da Ordem dos Nutricionistas (ON) congratulou-se com o facto da Organização Mundial da Saúde classificar os alimentos processados como cancerígenos e a carne vermelha como potencialmente cancerígena, considerando ser uma oportunidade para aumentar o consumo de hortofrutícolas.

Coube à Organização Mundial da Saúde (OMS) esta classificação que coloca alimentos como o fiambre, bacon, salsichas ou presunto ao nível do tabaco, em termos de efeitos prejudicais para a saúde de quem os consome.

O estudo da Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro (IARC, na sigla em inglês) indica que a carne processada é cancerígena para os seres humanos e alerta para o facto de a carne vermelha também é “provavelmente” cancerígena.

O relatório referiu que a ingestão diária de 50 gramas de carne processada – menos de duas fatias de bacon – aumenta a probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal (também conhecido como cancro do intestino) em 18%.

A classificação foi bem recebida pela bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, que não ficou, contudo, surpreendida.

“Para os profissionais de saúde, o facto não é novidade. Há estudos que associam estes alimentos ao cancro, assim como identificam os hortofrutícolas como potenciais diminuidores do risco de doença oncológica”, disse à agência Lusa.

Alexandra Bento reconhece que “não é fácil mudar hábitos alimentares de um dia para o outro”, mas afirmou ser esta uma oportunidade para recuperar o consumo da dieta mediterrânica, que foi abandonada nos últimos tempos.

“Se sabemos que há uma relação entre os hábitos alimentares e a saúde e que os erros alimentares podem levar a doenças, nomeadamente ao cancro, então devemos pensar nos alimentos que devem ser a base da nossa alimentação”, afirmou, numa referência aos hortofrutícolas.

Em relação às carnes vermelhas, a nutricionista diz que esta apenas deve ser consumida esporadicamente.

“Em alimentação não devemos diabolizar alimentos, mas devemos consumi-los com peso e medida”, adiantou.

Alexandra Bento reconhece que “as fileiras vão posicionar-se”, numa referência aos produtores destes produtos.

O documento foi elaborado por um grupo de trabalho composto por 22 especialistas de 10 países, que foram convocados para o Programa de Monografias da IARC, organização com sede na cidade francesa de Lyon.

O grupo de trabalho considerou que existem “provas suficientes” de que a ingestão de carne processada está ligada ao cancro colo-rectal.

A IARC especificou que o termo “carne vermelha” está associado a “todos os tipos de carne muscular de mamíferos, como carne de vaca, vitela, porco, carneiro, cavalo ou cabra”.

Por sua vez, a carne processada está relacionada com produtos “que foram transformados através de um processo de salga, fumeiro, fermentação ou outros processos para melhorar o sabor ou conservação”.

Nesta categoria estão incluídos, entre outros, produtos como salsichas, presunto, carne enlatada, bacon e preparados ou molhos à base de carne.

 Lusa/Jornal Médico

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Cinco anos após a lei que veio regular o teor de sal no pão português, médicos e nutricionistas reconhecem os benefícios da medida na saúde, mas consideram que muito está ainda por fazer para reduzir o sal na alimentação.

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão classifica como “excelentes” os resultados do diploma que diminui o sal no pão, mas admite que se deve ir mais longe, reduzindo ainda mais o teor de sal no pão e noutros alimentos.

“Seria uma mais-valia, de uma forma discreta, baixar ainda mais a quantidade de sal no pão. Uma descida lenta, de 10 a 15%, em um ou dois anos não ia ser notado em termos de paladar”, defendeu à agência Lusa o presidente da Sociedade de Hipertensão, José Mesquita Bastos.

O médico advoga que esta redução adicional não deve ser feita por legislação, pelo contrário, deveria ser uma iniciativa da indústria feita sem publicitação: “Devia ser de uma forma anónima. Se o público sabe pensa que se não tem sal não tem sabor”.

A Sociedade de Hipertensão frisa que a redução do sal na alimentação é fundamental para diminuir doenças cérebro-cardiovasculares e recorda que desde 2003 houve um decréscimo de 46% da mortalidade por AVC, 12% dos quais atribuídos à redução do sal.

Para a Ordem dos Nutricionistas, estes dados são positivos, mas ainda assim os portugueses continuam a consumir diariamente o dobro do sal que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em declarações à Lusa, a bastonária Alexandra Bento refere que os adultos ingerem 10,7 gramas de sal por dia e as crianças consomem 7,9 gramas, quando a OMS aconselha um máximo de cinco e 3,5 gramas, respetivamente.

“ A lei teve efeitos positivos. Mas a legislação nem sempre é o melhor caminho. Em saúde, as medidas devem ser globais e não isoladas. Para termos uma política de saúde eficaz na área da alimentação temos de ter também ações de sensibilização aos profissionais de saúde e ao público”, afirmou Alexandra Bento, que lembra que 20% do sal ingerido é adicionado na comida pelos próprios consumidores.

O setor da panificação admite que, numa primeira fase, os consumidores estranharam a redução do sal no pão, mas passados cinco anos “as pessoas estão adaptadas e satisfeitas”.

José Francisco, presidente da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação (ACIP), disse à Lusa que o setor tem ido além da legislação e que muito do pão consumido em Portugal tem já metade do teor de sal do que a própria lei define.

“Podemos dizer que hoje em dia muito do pão é comido com meio sal. É fácil encontramos pão com 0,7 ou 0,8 gramas”, afirmou.

A legislação que obrigou o pão português a conter menos sal, e que entrou em vigor a 12 de agosto de 2010, estabelecia um máximo de 1,4 gramas de sal por 100 de pão.

O presidente da ACIP defende que “este esforço, para bem da saúde pública, não pode ser apenas do pão”, tendo de ser transversal a outros setores e alimentos.

Segundo dados da Direção-geral da Saúde, mais de 33% da ingestão de sódio pelos portugueses deve-se ao consumo de sopa de legumes, seguindo-se o leite, o queijo e o iogurte. O pão contribui apenas com 6,4%.

José Francisco apela ainda às autoridades públicas que façam análises periódicas à indústria de panificação e que produzam grelhas analíticas, no que se refere ao sal, um trabalho de acompanhamento que diz que não tem sido feito.

Sobre os caminhos futuros para promover a redução do sal na alimentação, a Sociedade de Hipertensão vai organizar em novembro um fórum com vários especialistas nacionais e internacionais, mas admite já que as empresas de ‘catering’ e as superfícies comerciais que fornecem refeições já prontas são algumas das que devem merecer atenção especial.

O presidente da Sociedade diz que, em análises efetuadas em restaurantes, chegou a ser encontrada uma sopa com três gramas e meia de sal, mais de metade do que deve ser o consumo limite diário.

A Ordem dos Nutricionistas também defende que é preciso “juntar à mesma mesa” os setores da indústria e restauração para que sejam implementadas medidas de autorregulação e conjuntas.

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Perto de 400 milhões de pessoas no mundo não têm acesso aos mais elementares serviços de saúde, segundo um relatório do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado na passada sexta-feira.

Segundo um novo relatório intitulado “Seguir a cobertura de saúde universal”, com dados de 2013, pelo menos 400 milhões de pessoas no mundo são privados do acesso aos serviços de saúde mais elementares, como os cuidados pré-natais, a vacinação infantil, o tratamento da tuberculose ou mesmo o acesso a água potável e serviços sanitários.

“Este relatório é um sinal de alarme: ele mostra que estamos longe de atingir a universalidade dos serviços de saúde”, afirmou Tim Evans, director do departamento Saúde e População do Banco Mundial, em comunicado.

O mesmo responsável defendeu que deve ser "estendido o acesso aos serviços e proteger os mais pobres das despesas de saúde que lhes causam graves dificuldades financeiras”.

O relatório, o primeiro a envolver os serviços de saúde em 37 países, segundo o Banco Mundial, mostra igualmente que seis por cento dos habitantes nos países analisados vivem numa extrema pobreza e não dispõem de mais do que 1.25 dólares por dia para viverem.

A OMS e o Banco Mundial recomendam que os países prossigam o objectivo de uma cobertura de saúde universal pelo menos para 80 por cento da sua população.

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quinta-feira, 23 abril 2015 18:52

Malária ainda mata 600.000 pessoas por ano

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A ONU alertou hoje para as cerca de 600 mil mortes anuais que a malária ainda provoca, afirmando ser urgente tomar medidas que reforcem os avanços contra a doença.

A crescente resistência do parasita da malária ao medicamento de última geração 'artemisinin' está a acentuar as fragilidades na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da doença, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Richard Cibulskis, coordenador do Programa de Malária Global da OMS, salienta, no entanto, os progressos “fenomenais” feitos na luta contra a doença, referindo que entre 2000 e 2013 a incidência global da malária caiu 30% e o número de mortes desceu 40%.

Ainda assim, a luta não está ganha, avisou Cibulskis em vésperas do Dia Mundial da Luta contra a Malária, que se realiza a 25 de Abril.

A doença matou 584 mil pessoas em 2013, com as crianças abaixo dos cinco anos a representarem pelo menos três quartos dessas mortes, segundo dados divulgados pela OMS.

A OMS estima que 278 milhões de pessoas ainda não têm acesso às redes mosquiteiras com insecticida que protegem as populações da doença.

A maior preocupação da OMS é neste momento a resistência do parasita ao 'artemisinin'.

A resistência do parasita à medicação tem sido detectada no sudeste asiático e há suspeitas de que o mesmo esteja a acontecer na América do Sul.

O parasita da malária é transmitido através de picadas de mosquitos e infecta os glóbulos vermelhos.

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ébola2O Ébola atingirá um pico de entre 5.000 e 10.000 novos casos por semana no início de Dezembro, estimou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O director-geral adjunto da OMS Bruce Aylward adiantou, em conferência de imprensa, que a taxa de mortalidade da epidemia se situa nos 70 por cento nos três países da África ocidental mais afectados – Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri.

A OMS estima que a partir do pico de entre 5.000 e 10.000 casos em Dezembro, o número de infectados comece a diminuir paulatinamente graças às acções da luta contra a infecção que estão a ser aplicadas.

O representante da OMS sublinhou que esta é apenas uma previsão que pretende orientar a luta internacional contra o vírus, que provoca a febre hemorrágica.

A contagem mais recente do actual surto de Ébola indica a existência de 8.194 infectados, dos quais 4.447 morreram. Aylward sublinhou que a grande maioria dos casos se mantêm naqueles três países africanos.

Em teoria, parece apontar-se para uma taxa de sobrevivência de 50 por cento, mas os números mascaram a realidade, destacou o director-geral adjunto da OMS.

“Há estes casos que conhecemos, estas mortes que nos são reportadas, mas isso não significa que se divida um número pelo outro e dizer quantas pessoas esta doença mata”, esclareceu.

“Para ter esse número, é preciso pegar num grupo de pessoas, segui-las durante o curso da doença e perceber quantos sobrevivem. Neste conjunto de pessoas, que nós sabemos que estão doentes e conhecemos o desfecho, o que estamos a encontrar é uma mortalidade de 70 por cento, é quase o mesmo número nos três países”, declarou Bruce Aylward.

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A directora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou hoje que a epidemia de Ébola na África Ocidental “avança mais rápido” que a mobilização dos esforços para travá-la, podendo trazer consequências “catastróficas”.

“Os actuais efectivos de socorro nacional e internacional são tristemente inadequados”, declarou, depois de uma reunião regional sobre o surto de Ébola, em Conacri, referindo que o encontro "deve marcar uma transformação na luta contra a epidemia”.

“Se a situação continuar a deteriorar-se, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, assim como pode haver perturbações socioeconómicas e um alto risco de propagação para outros países", salientou Margaret Chan, que descreveu o surto como sendo, “de longe, o maior de sempre na história de quatro décadas desta doença”.

“Está a tomar áreas com movimento populacional fluido em fronteiras mais maleáveis e mostrou uma capacidade de espalhar-se através de viagens aéreas, ao contrário do que se tinha visto em outros surtos”, acrescentou, salientando que os casos estão a acontecer não só em áreas rurais de difícil acesso, mas também em capitais densamente povoadas.

“Os governos podem precisar de usar as forças policiais e de defesa civil para garantir a segurança das equipas de resposta. Alguns já o estão a fazer”, disse.

A OMS e os líderes dos países da África Ocidental mais afectados pelo surto de Ébola reuniram-se hoje, em Conacri, para organizar, pela primeira vez, uma resposta conjunta à crise.

O objectivo do plano de emergência, entre a OMS, Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria é prevenir e detectar casos suspeitos, aperfeiçoar a vigilância nas fronteiras e reforçar o centro de coordenação sub-regional de epidemias da organização da ONU na Guiné-Conacri, bem como coordenar o envio de "várias centenas" de trabalhadores humanitários para o terreno.

Depois de lançar um plano de resposta para conter a propagação do vírus Ébola, Margaret Chan anunciou que convocou um comité de emergência da OMS na próxima quarta-feira para avaliar as implicações internacionais deste surto na África Ocidental.

Este surto de febre hemorrágica causou, após sete meses, 729 mortos – 339 na Guiné Conacri, 233 na Serra Leoa, 156 na Libéria e um na Nigéria –, indica o último balanço da OMS.

Destas 729 mortes registadas pela OMS, 485 são casos confirmados de Ébola.

A OMS anunciou um apoio financeiro de 75 milhões de euros ao plano e Margaret Chan justificou "este aumento dos recursos" pela "amplitude" do surto.

A epidemia, surgida no início do ano, foi declarada primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa.

O vírus do Ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

A febre manifesta-se através de hemorragias, vómitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença.

Esta é a primeira vez que se identifica e se confirma uma epidemia de Ébola na África Ocidental, até agora sempre registadas em países da África Central.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje uma emergência sanitária mundial devido ao aumento dos contágios de poliomielite nos últimos seis meses, depois de detectar casos em mais de uma dezena de países.

A decisão foi tomada após várias reuniões no seio do Comité de Emergência da OMS, formado por especialistas na matéria, que recomendaram a declaração do estado de emergência porque estes contágios podem representar uma ameaça para o resto do mundo, afirmou Bruce Aylward, director-geral adjunto da OMS.

Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde especifica que a propagação internacional da poliomielite até agora “constitui um ‘evento extraordinário’ e um risco público de saúde para outros Estados, para o qual é essencial uma resposta internacional coordenada”.

“A situação actual é um forte contraste em relação ao estado de quase-cessação da propagação do poliovírus selvagem desde Janeiro de 2012 até à época de baixa transmissão (de Janeiro a Abril) de 2013. Se nada for feito, esta situação pode resultar na impossibilidade de erradicar globalmente uma das doenças mais graves e evitáveis por vacina”, refere o comunicado do Comité, que revela ter considerado estarem reunidas as condições para decretar uma emergência de saúde pública.

No final de 2013, 60 por cento dos casos de pólio tinham origem na propagação internacional do poliovírus selvagem, e existiam provas de que os viajantes adultos contribuem para esta propagação, segundo a OMS.

Já este ano, mesmo durante a época de baixa transmissão, houve contaminação internacional de três dos dez países onde existem actualmente infecções: na Ásia central (do Paquistão ao Afeganistão), no Médio Oriente (da Síria ao Iraque) e na África central (dos Camarões à Guiné Equatorial).

“Uma resposta internacional coordenada é considerada essencial para travar esta propagação e para prevenir nova contaminação, tendo em vista o período de elevada transmissão, em Maio e Junho. Medidas unilaterais podem ser menos eficazes”, sustenta o Comité de Emergência da OMS.

As consequências de mais casos de propagação internacional são particularmente graves actualmente, tendo em conta o elevado número de países livres de pólio, mas alvos de conflitos e frágeis, onde os serviços de imunização foram “severamente comprometidos” e, por isso, “correm o risco de uma reinfecção”, refere.

Segundo a OMS, a prioridade máxima dos países infectados deve ser a de interromper a transmissão desta doença no interior das fronteiras “o mais rapidamente possível” através da “imediata e total aplicação das estratégias de erradicação, entre as quais campanhas de imunização suplementar com vacina oral, vigilância do poliovírus e imunização de rotina”.

Os países que a organização considera representarem o maior risco para a transmissão internacional são o Paquistão, Camarões e Síria, aos quais a OMS recomenda que declarem o estado de emergência de saúde pública e garantam que a população e visitantes de mais de quatro semanas recebem vacinação antes de viagens internacionais, devendo também os visitantes, pelo menos, ser vacinados aquando da partida.

Quanto aos países infectados, mas que não estão actualmente a exportar a doença – Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria – a OMS recomenda que declarem também o estado de emergência e recomendem a vacinação.

Os especialistas do Comité deverão voltar a avaliar a situação dentro de três meses.

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral. Atinge em particular crianças com menos de cinco anos.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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