Portugal surge como um dos únicos quatro países da região europeia em que a percentagem da despesa em saúde pública apresentou uma redução entre 2000 e 2017, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgado.

Published in Atualidade

O Conselho Estratégico da Saúde apela ao Governo para que assuma como prioridade um financiamento da saúde de pelo menos 5% do PIB e considera que o Programa de Estabilidade não garante reforço de verbas nem sustentabilidade do setor.

Published in Atualidade

DinheiroSaude
A despesa corrente das famílias com a saúde aumentou 3,1% em 2014, segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), depois de no ano anterior ter diminuído 4,5%.

Os dados da Conta Satélite da Saúde do INE, ontem divulgados, mostram que, globalmente, a despesa corrente em saúde aumentou 1,3% em 2014, registando ainda assim uma taxa de crescimento inferior à do Produto Interno Bruto (2,2%).

“Para 2013 estima-se uma despesa de 15.681,9 milhões de euros, representando 9,1% do PIB, o que traduz um crescimento de 1,3% face a 2013”, refere o INE.

Desde 2010 que a despesa corrente em saúde tem registado taxas de crescimento inferiores à do PIB. Em 2013, por exemplo, o PIB cresceu 0,6% enquanto a despesa corrente em saúde diminuiu 1,6%.

Para 2014, o INE estima um ligeiro aumento, de 0,7%, da despesa corrente pública e um crescimento de 2,5% da despesa corrente privada, que tinha diminuído significativamente no ano anterior.

Em 2013, a despesa corrente pública e privada tinha crescido 0,3% e 4,1% respetivamente.

Nesta despesa privada, o INE contempla o que é suportado por seguros, instituições sem fins lucrativos ou pelas famílias.

Em relação às famílias, estima-se em 2014 o aumento de 3,1% da despesa com saúde, depois da diminuição de 4,5% registada em 2013.

Numa análise global entre 2000 e 2010, a despesa corrente privada aumentou em média 5,6% ao ano, alcançando depois um crescimento moderado em 2011 e 2012 e uma redução de 4,1% em 2013.

No caso da despesa corrente pública, entre 2000 e 2010 cresceu em médico 5% ao ano, havendo depois reduções “muito significativas” em 2011 e 2012, “traduzindo o impacto de medidas políticas gerais de contenção da despesa e de medidas sectoriais como a política do medicamento”.

Em 2013 a despesa corrente pública continuou a diminuir, mas a um ritmo moderado (-0,3%) e em 2014 estima-se um aumento de 0,7%.

A análise do INE aos agentes financiadores da saúde permite perceber que entre 2012 e 2014 quase 65% da despesa do sistema de saúde foi financiada através da administração pública. Por seu lado, nos mesmos anos, 27,7%, em média, da despesa corrente foi suportada diretamente pelas famílias.

Published in Mundo

mendigoOs países mais “ricos”, com Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado, são os que apresentam menor qualidade organizacional na prestação de cuidados de saúde mental para grupos socialmente marginalizados, revela um estudo publicado por investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

A investigação, realizada em 14 capitais europeias, conclui que o contexto macroeconómico dos países, em particular o PIB, explica parte das diferenças de qualidade organizacional observadas.

O estudo, denominado “Factors associated with quality of services for marginalized groups with mental health problems in 14 European countries” e publicado na última edição do BMC Health Services Research, teve como objectivo, comparar a organização dos serviços de saúde mental para grupos socialmente marginalizados na Europa.

“As características macroeconómicas dos países estão relacionadas com a qualidade organizacional dos serviços prestadores de cuidados de saúde mental, destacando-se a influência do PIB, isto é, quanto maior o PIB, menor a qualidade”, explica Diogo Costa, investigador do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que utilizou dados recolhidos no âmbito do projecto PROMO – Best Practices in Promoting Mental Health in Socially Marginalized People in Europe.

Nesse sentido, importa destacar ainda que a desigualdade social (medida através do Coeficiente de Gini), bem como o número de programas ou valências disponibilizados pelos serviços para grupos marginalizados relacionam-se também com a melhor organização na prestação de cuidados de saúde mental direccionados a estes grupos.

Para fazer a medição da qualidade organizacional dos serviços é utilizada uma ferramenta, criada para o efeito, que avalia componentes como a acessibilidade dos serviços, a existência de equipas multidisciplinares, supervisão ou rede de referenciação.

Segundo o investigador do ISPUP, Diogo Costa, a explicação para os resultados registados pode ser explorada sob dois ângulos. Por um lado, “os países mais “ricos” deverão ter um menor número de pessoas marginalizadas na sua população e, como tal, serão os que menos necessitam de investimento fragmentado em integração social e cuidados de saúde mental”. Por outro lado, “apesar de mais eficientes na organização dos serviços, com um apoio mais específico e direccionado, acabam por ser superados pelos países mais “pobres” no que concerne à qualidade”, porque “os serviços podem ver-se forçados a prestar uma variedade de cuidados com poucos recursos, mas que se reflectem em melhores pontuações no índice específico que utilizamos para esta medição”, afirma Diogo Costa.

Published in Atualidade
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

Mais lidas