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O homem de 74 anos que foi transferido de Faro para Coimbra depois de alegadamente ter sido recusado no S. José, em Lisboa, morreu hoje, disse à agência Lusa fonte dos hospitais de Coimbra.

Segundo fonte do gabinete de comunicação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o idoso faleceu entre as "00:00 e as 00:30 de hoje, na Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)".

O septuagenário estava em coma em Coimbra, para onde tinha sido transportado de ambulância no dia 15 de dezembro, às 03:00, depois de alegadamente o hospital de São José, em Lisboa, ter recusado receber o doente de Faro para tratar um AVC isquémico.

O Centro Hospitalar do Algarve garantiu no domingo que foram cumpridas todas as normas de transferência de doentes.

À agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, anunciou no domingo que vai ser aberto um inquérito para averiguar o caso, apesar de ainda não ter conhecimento formal de qualquer queixa apresentada pela família do utente, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando se encontrava na urgência do hospital de Faro.

O responsável sublinhou que a transferência de doentes é feita e organizada pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) e, em condições ideais, de helicóptero, o que não acontece caso haja algum problema clínico que não permita ao utente fazer a viagem neste modo de transporte ou se as condições climatéricas forem impeditivas de fazer o voo.

"Quando isso acontece, o transporte é feito de ambulância e o hospital de Faro assegurou, como lhe compete, que o doente era transferido com o acompanhamento de um médico e de um enfermeiro especializados em cuidados intensivos", contrapôs o administrador do CHA.

Pedro Nunes disse também que o utente necessitava de ser atendido pela neurorradiologia e, como em Faro não há esse serviço, o hospital avançou para a sua transferência para uma unidade de referência prevista para o efeito e que "não tem de ser obrigatoriamente São José, pode ser, por exemplo, Santa Maria", também em Lisboa, sublinhou.

Lusa/Jornal Médico

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Hospital de Faro
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, afirmou na passada sexta-feira, 11 de setembro, que a qualidade dos cuidados de saúde em Ortopedia está em causa no Hospital de Faro devido à falta de médicos da especialidade.

O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, refutou as acusações da OM, afirmando que a estrutura está a lançar comunicados “idiotas” a um mês das eleições e a levantar problemas “já conhecidos”, e que a administração não pode resolver porque não determina as condições de contratação dos clínicos.

A falta de médicos foi considerada como “gravíssima” pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que acusou a administração do CHA de ter uma “inaceitável incapacidade em manter a qualidade assistencial na especialidade de Ortopedia no hospital de Faro” e de “não conseguir dar resposta atempada aos doentes internados que aguardam cirurgia”.

“As condições de contratação, designadamente aquilo que se pode pagar e as condições que se podem oferecer, desde há quatro anos que não dependem dos conselhos de administração, mas sim são definidas pelo Governo central em diálogo com a OM”, disse Pedro Nunes.

O administrador do CHA considerou que a OM tem “seguramente uma intenção política em mês de eleições” de “ocultar e fazer desviar a atenção de que no Algarve, nestes últimos anos, se procedeu a uma restruturação efetiva dos hospitais”, retirando doentes de corredores de urgências ou de enfermarias.

José Manuel Silva disse à Lusa que a administração do CHA faz uma “gestão desajustada e desadequada” dos recursos humanos, ao não substituir os profissionais que saíram do hospital nos últimos anos e deixar os colegas ao serviço em situação de “sobrecarga”, com turnos de urgência “de um ou dois médicos, quando na escala deveriam estar quatro”.

O bastonário não aceita a justificação da administração do CHA de que os médicos não querem trabalhar no Algarve e os concursos ficam sem candidatos por considerar que na origem do problema estão os preços de contratação à hora “muito baixos” que levam os clínicos a sair do setor público para o privado ou o estrangeiro.

“Quem quer ir trabalhar para um hospital onde têm mais trabalho, mais stresse e recebem menos do que receberiam no privado, a fazer cirurgias adicionais que são contratadas pelo próprio estado e que são melhor pagas do que no setor público”, questionou o bastonário.

José Manuel Silva disse ainda que a falta de ortopedistas em Faro está a fazer com que os internatos não estejam a realizar o número de horas necessárias e isso pode levar o hospital a perder os internos em ortopedia, à semelhança do que se verifica em cirurgia geral.

Pedro Nunes disse que a falta de médicos no Algarve “é conhecida”, mas assegurou que os cuidados de saúde têm sido prestados graças ao “esforço enorme” dos médicos da região e isso devia ser reconhecido pela Ordem.

“Agradecíamos muito a ajuda da OM a estimular os médicos a ir para o Algarve em vez de fazer comunicados idiotas, e sublinho idiotas, a propósito de coisas que eles sabem perfeitamente que existem e que não contribuem para a sua solução”, disse Pedro Nunes.

Lusa/Jornal Médico

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Hospital Cheio
O presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes, disse ontem que tem havido um aumento do número de internamentos de idosos por desidratação e realçou que aquela estrutura precisa do dobro dos médicos.

A situação foi noticiada em manchete pelo jornal Público de ontem, que escrevia que as “urgências do Algarve [estão] cheias com idosos desidratados” e que os “profissionais de saúde estão à beira da exaustão”.

O aumento significativo de doentes começou a sentir-se, segundo Pedro Nunes, há pouco mais de uma semana e “tem-se mantido [pelo que] o hospital foi obrigado a aumentar o número de camas disponíveis para que os doentes não estivessem nos corredores nem ficassem no serviço de urgência”, disse aos jornalistas o presidente do conselho de administração.

“Entretanto, no último mês, contratámos profissionais, conseguimos contratar mais 25 enfermeiros e mais 25 assistentes operacionais já a pensar na necessidade do hospital e na possibilidade de no verão as coisas se poderem agravar”, acrescentou.

Adicionalmente, adiantou, há também a possibilidade de “reativar a antiga enfermaria de Pneumologia no edifício do Departamento de Saúde Mental”, em Faro.

“O acesso às urgências tem sido muito elevado, mas isso é habitual todos os anos no verão. Situa-se entre os 900 a mil doentes por dia. Normalmente, este aumento de acesso é típico do verão, não se associa é a tantos casos graves da área da medicina. Foi a diferença este ano, que nos obrigou a tomar medidas semelhantes às que tomámos no inverno”, referiu Pedro Nunes.

Questionado sobre quantos médicos seriam necessários para fazer frente a situações deste género, o presidente do conselho de administração disse que, “não só por este tipo de circunstâncias, mas pela região” seria preciso “um número muito significativo de médicos, superior ao que tem”.

“O hospital tem à volta de 400 médicos. Não seria exagerado dizer que quase precisaria do dobro. Os grandes hospitais no país chegam a ter à volta de 100 anestesistas e este centro hospitalar tem - para uma região que tem 200 quilómetros de largura, que tem duas maternidades, duas urgências situadas a 60 quilómetros - 18 anestesistas”, afirmou Pedro Nunes.

O presidente da administração do Centro Hospitalar do Algarve ressalvou que “têm sido abertas as vagas para concursos e o hospital tem tido possibilidade e autorização para contratação”.

“Agora, entre ter autorização para contratação e as condições serem atrativas, há uma distância grande”, admitiu.

Ainda assim, Pedro Nunes considerou que “à medida que o país for tendo mais médicos, se não forem sendo drenados pela emigração e se os grandes centros urbanos não continuarem a cativar os médicos, é natural que dentro de algum tempo o Centro Hospitalar do Algarve tenha resposta”, disse Pedro Nunes.

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Urgencia

Os chefes da Urgência do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) ameaçam demitir-se na segunda-feira caso se mantenham as alterações introduzidas em Maio no regulamento daquele serviço, mas a administração diz tratar-se de um "mal-entendido".

Segundo a edição de ontem do Diário de Notícias, o conflito entre os 17 chefes médicos, chefes da Urgência e a administração resulta de algumas medidas contempladas no novo regulamento da Urgência, nomeadamente, a equiparação dos coordenadores de enfermagem aos médicos no que respeita a decisões como a transferência de doentes e a validação de ambulâncias.

Em declarações à Lusa, o administrador do CHA, Pedro Nunes, garantiu que recua "totalmente" nessa decisão caso os médicos façam questão de serem eles a autorizar a validação de ambulâncias, embora considere que essa tarefa é um "acto administrativo" e não um acto médico, pelo que pode ser atribuída a outros profissionais, não sobrecarregando os médicos.

No abaixo-assinado entregue pelos chefes da Urgência à administração, datado de 26 de Maio e publicado no site de Internet do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), os médicos manifestam-se contra a "chefia bicéfala" estabelecida no regulamento e criticam que seja equiparada, "em absoluto pé de igualdade", a autoridade do chefe de equipa e do enfermeiro de coordenação.

Segundo disse à Lusa João Dias, dirigente sindical do SIM, a medida de atribuir os mesmos poderes, nessa matéria, a ambos os profissionais, "não faz qualquer sentido" e pode mesmo colocar em risco a assistência aos doentes, uma vez que a autorização de uma ambulância "não é assim tão simples", sobretudo se o enfermeiro coordenador não estiver a ver o doente.

Outro dos pontos com que os médicos não concordam é a sobrecarga de consultas externas atribuídas a um médico, para além do seu horário normal de trabalho, caso um colega falte ao serviço, acrescentou aquele responsável, acusando a administração do CHA de não ter discutido as novas medidas do regulamento interno com os sindicatos.

Segundo o dirigente sindical, está também a ser avaliada uma nova reestruturação no CHA, que visa colocar os médicos da Urgência de Obstetrícia na dependência da Urgência Central, o que, a concretizar-se, pode fazer com que os chefes deste serviço se associem à intenção de demissão dos 17 chefes das equipas de Urgência do CHA.

De acordo com o abaixo-assinado entregue pelos chefes da Urgência à administração, publicada no site de Internet do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), a manterem-se estas condições "os chefes de equipa manifestam a sua indisponibilidade para a continuidade de funções a partir de 15 de Junho".

Na próxima sexta-feira às 12 horas, a administração do centro hospitalar vai reunir-se com o sindicato para discutir a questão.

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[caption id="attachment_5034" align="alignleft" width="300"]silvajosemanuel1 Em declarações à comunicação social, José Manuel Silva disse que existem problemas nos serviços de saúde de todo o país por via dos cortes impostos “além do que foi preconizado pela ‘Troika’” mas que no caso do Algarve verifica-se “uma agudização de todos os problemas e uma péssima gestão dos recursos humanos”[/caption]

Uma inspecção à gestão do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e um inquérito sobre as afirmações do presidente do Conselho de Administração sobre a actuação dos médicos daquela entidade foram solicitadas pela Ordem dos Médicos, revelou o Bastonário.

“Achamos absolutamente essencial que o ministro da Saúde tire as suas conclusões e tome providências mas que também a Inspecção Geral das Actividades em Saúde faça o seu papel e tal como já foi solicitado por escrito pela Ordem dos Médicos faça uma inspecção ao CHA, disse o bastonário José Manuel Silva, após uma reunião com vários médicos no Algarve, na passada sexta-feira.

Em causa estão um abaixo-assinado que reúne as assinaturas de 182 médicos do Centro Hospitalar do Algarve a denunciar a falta de condições nos hospitais que integram o CHA e queixas de doentes que se deparam com faltas de material.

[caption id="attachment_1312" align="alignleft" width="300"]NunesPedro.jpg O ambiente no CHA adensou-se mais desde que foram conhecidas as afirmações à comunicação social do presidente do Conselho de Administração do CHA, e ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes (na imagem), apelidando de “burros” e “tontos” os médicos do serviço de cardiologia que informaram um doente que não poderiam realizar um exame por falta de material[/caption]

O ambiente naquele CHA adensou-se mais desde que foram conhecidas as afirmações à comunicação social do presidente do Conselho de Administração do CHA, e ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, apelidando de “burros” e “tontos” os médicos do serviço de cardiologia que informaram um doente que não poderiam realizar um exame por falta de material.

Em declarações à comunicação social, José Manuel Silva disse que existem problemas nos serviços de saúde de todo o país por via dos cortes impostos “além do que foi preconizado pela ‘Troika’” mas que no caso do Algarve verifica-se “uma agudização de todos os problemas e uma péssima gestão dos recursos humanos”.

O bastonário lamentou a situação vivida no Centro Hospitalar Algarvio e comentou que estes episódios são prejudiciais ao propósito de atrair para o Algarve mais médicos especialistas.

Sobre os comentários de Pedro Nunes relativamente aos médicos de cardiologia, o presidente do Conselho Distrital do Algarve da Ordem dos Médicos, Ulisses Brito, considerou em comunicado que Pedro Nunes “ao recorrer ao insulto dos médicos que cumprem o seu dever (…) só revela que não preza os profissionais da sua Instituição”.

Caso as afirmações de Pedro Nunes sejam consideradas uma violação de preceitos éticos do Código Deontológico, José Manuel Silva diz que as consequências poderão variar entre uma repreensão ou uma censura.

“Não me parece que se chegasse a uma situação de suspensão e certamente nunca a uma situação de expulsão”, acrescentou.

As condições de atendimento do CHA e as polémicas com o presidente do Conselho de Administração foram motivo para que a Comunidade Intermunicipal do Algarve e o ministro da Saúde se reunissem hoje.

Segundo o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Jorge Botelho, considerou que Pedro Nunes está numa “posição insustentável” e sem condições para continuar a gerir aquele Centro Hospitalar.

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[caption id="attachment_5787" align="alignleft" width="300"]pedronunes “Os autarcas do Algarve têm a percepção que o Dr. Pedro Nunes se colocou, ele próprio, numa posição insustentável para gerir o centro hospitalar. Agora cabe ao senhor ministro tomar as decisões”, afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, referindo-se ao presidente do conselho de administração do CHA[/caption]

Os autarcas algarvios transmitiram ao Ministro da Saúde que o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve está numa “posição insustentável” para gerir os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal.

A posição foi manifestada pelos autarcas algarvios a Paulo Macedo durante uma reunião realizada no Ministério da Saúde para debater a situação da sector na região, depois de um grupo de 180 médicos ter feito um abaixo-assinado a denunciar a falta de condições dos hospitais que integram o Centro Hospitalar do Algarve (CHA) e de queixas de doentes que se deparam com faltas várias.

“Os autarcas do Algarve têm a percepção que o Dr. Pedro Nunes se colocou, ele próprio, numa posição insustentável para gerir o centro hospitalar. Agora cabe ao senhor ministro tomar as decisões”, afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, referindo-se ao presidente do conselho de administração do CHA.

Jorge Botelho frisou que os autarcas entendem que Pedro Nunes, antigo bastonário da Ordem dos Médicos, se colocou nessa “posição insustentável” pelas “posições que recentemente tem tomado de confronto com toda a gente” e transmitiram essa ideia a Paulo Macedo, que “registou” mas disse que só em “casos excepcionais é que procede a alguma substituição” nas administrações.

Jorge Botelho, que preside também à Câmara de Tavira, disse que no Algarve há uma “percepção de falta de confiança e clima instalado entre a classe médica, a classe do centro hospitalar, entre os profissionais do sector e que se está a transmitir à população com faltas várias, de medicamentos, de consumíveis, adiamento de consultas, meios complementares de diagnóstico ou de cirurgias, que obviamente têm muito também a ver com a falta de médicos”.

A falta de clínicos e de atractividade da região para os médicos foi outro dos assuntos debatidos na reunião de mais de duas horas, assim como o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel, que Paulo Macedo garantiu que “iria continuar e com o padrão de qualidade que teve até aqui, segundo Jorge Botelho.

“Houve um conjunto de compromissos, falámos do número de médicos, ou da falta deles, que era a nossa percepção que faltam médicos, faltava um corpo de enfermagem, e o senhor ministro para isso disse-nos que estava prevista a abertura de um concurso para reforço de médicos e que estava muito preocupado com a situação, por causa da questão de o Algarve ter muita gente ao longo do ano e especialmente no verão”, contou ainda Jorge Botelho.

Foi ainda dada a garantia pelo ministro, segundo o autarca, de que se iriam “manter-se os centros hospitalares existentes” e de “de que se iriam manter [os hospitais] de Faro, Portimão e Lagos, obviamente com a preocupação do reforço dos médicos e as questões da logística a ela associada, para que haja prestação de cuidados eficazes à população”.

Jorge Botelho concluiu que o objectivo da AMAL é que o Algarve tenha “acesso a cuidados de saúde eficazes e sem faltas”, preocupação que é partilhada pelo ministro da Saúde.

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[caption id="attachment_5758" align="alignleft" width="300"]hospitaldefaro 182 dos 230 médicos que integram os hospitais de Faro e Portimão, subscreveram um abaixo-assinado queixando-se de falta de condições. Os médicos queixam-se da degradação dos cuidados de saúde prestados à população algarvia, exemplificando com os frequentes adiamentos de cirurgias programadas, por falta de material, os atrasos na realização de exames e a falta de medicamentos. Em resposta, o presidente da administração do CHA, Pedro Nunes, veio classificar de “ridículo” e “desleal” alguns médicos afirmarem que há falta de medicamentos em Faro e Portimão e que as cirurgias são adiadas por falta de material[/caption]

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (Amal) denuncia que  há falta de “prontidão” e de “qualidade na prestação de serviços de saúde” na região e pediu uma reunião ao ministro da Saúde com carácter de urgência.

"É hora de uma vez por todas o Governo olhar para a Saúde no Algarve com o propósito de resolver muitos problemas existentes", lê-se num comunicado entregue  pela Amal aos jornalistas, após os 16 autarcas que compõem a comunidade intermunicipal algarvia se terem reunido para discutir a Saúde na região.

Nesse encontro decidiram pedir, com "carácter de urgência", uma reunião ao ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O Conselho Intermunicipal da Amal, que congrega as 16 autarquias do Algarve, deliberou , por unanimidade, expressar a sua “apreensão pela situação actual” e exigiu da tutela uma "decisão clarificadora" e "célere" para efeitos de normalização do funcionamento das unidades hospitalares.

Um abaixo-assinado subscrito por 182 médicos há 15 dias denunciou a existência de adiamentos de cirurgias programadas no Centro Hospitalar do Algarve (CHA), por falta de material, e a falta de medicamentos nos hospitais públicos de Faro e Portimão.

Preocupados com a falta de médicos e enfermeiros na região, os 16 autarcas algarvios afirmaram que “cabe ao Governo resolver com urgência a suborçamentação do CHA” e “permitir à administração o imediato reforço do quadro técnico de médicos e de enfermagem”.

“A saúde no Algarve, com ou sem reorganização, está a passar sérias dificuldades”, admitiu o presidente do conselho intermunicipal da Amal, reconhecendo, por exemplo que a Amal está preocupada com as dificuldades sérias de resposta em cuidados de saúde no Algarve, designadamente com a falta de médicos e o fecho das valências Psiquiatria e Otorrino do Hospital do barlavento, que passaram para o Hospital de Faro.

A Amal decidiu também exigir a “reabertura das extensões de saúde já encerradas” e “manifesta-se contra mais encerramentos de extensões de saúde, particularmente no interior do Algarve”, tendo em conta que a população que reside nestes concelhos é na sua maioria idosa.

Os autarcas exigem ainda que a “curto prazo” se verifique a melhoria dos cuidados de saúde no Algarve, bem como o aumento do número de camas existentes, e que se encontrem soluções para o enquadramento da lei dos compromissos na sua aplicação à gestão hospitalar, no sentido da sua flexibilização.

O abaixo-assinado dos médicos, que denúncia as más condições dos hospitais de Faro e Portimão, é subscrito por 182 de um universo de 230 médicos especialistas efectivos daquelas duas unidades, ou seja, aproximadamente 80%.

Os médicos queixam-se da degradação dos cuidados de saúde prestados à população algarvia, exemplificando com os frequentes adiamentos de cirurgias programadas, por falta de material, os atrasos na realização de exames e a falta de medicamentos.

O presidente da administração do CHA, Pedro Nunes, já veio classificar de “ridículo” e “desleal” alguns médicos afirmarem que há falta de medicamentos em Faro e Portimão e que as cirurgias são adiadas por falta de material.

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[caption id="attachment_5787" align="alignleft" width="300"]pedronunes “É absolutamente ridículo e uma deslealdade dizer que faltam medicamentos oncológicos ou que faltam medicamentos do HIV”, declarou o presidente do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, admitindo, todavia, que há dificuldades, mas não têm a “dimensão que as pessoas quiseram colocar”[/caption]

O presidente da administração do Centro Hospitalar do Algarve classificou de “ridículo” e “desleal” alguns médicos andarem a dizer que há falta de medicamentos em Faro e Portimão e que as cirurgias são adiadas por falta de material.

“É absolutamente ridículo e uma deslealdade dizer que faltam medicamentos oncológicos ou que faltam medicamentos do HIV”, declarou o presidente do Centro Hospitalar do Algarve (CHA), Pedro Nunes, admitindo, todavia, que há dificuldades, mas não têm a “dimensão que as pessoas quiseram colocar”.

Um abaixo-assinado subscrito por 182 médicos denunciou a existência de adiamentos de cirurgias programadas no CHA, por falta de material, e que havia falta de medicamentos.

Segundo Pedro Nunes, quando havia muito dinheiro, normalmente comprava-se no mês de Novembro para o mês de Janeiro e Fevereiro e depois faziam-se as contas tranquilamente.

Agora “há uma coisa inventada pela ‘troika’ chamada Lei dos Compromissos em que não pode haver qualquer tipo de derrapagem financeira. Em Dezembro a dificuldade é comprar para Dezembro e está fora de causa comprar para Janeiro sem violação da lei”, explicou.

Pedro Nunes admitiu a existência pontual de falta de um medicamento, mas assegurou que o problema foi resolvido a tempo.

“Acho lamentável que haja aproveitamento político destas situações, porque o Algarve precisa de tranquilidade e realmente não serve de nada as pessoas do turismo andarem pelo mundo inteiro a tentar vender a ideia de que Portugal é um sítio óptimo para as pessoas virem de férias ou estar e depois (…) lerem que os hospitais do Algarve estão em ruptura disto ou daquilo, quando na realidade se faz um esforço tremendo (…), até ao esgotamento, para que não falhe nada neste contexto muito difícil que o país atravessa”, afirmou.

“O doente, se por qualquer motivo chegou e não existia um medicamento, esse medicamento é pedido emprestado, é imediatamente desencadeado o processo para pagar o empréstimo e portanto não houve até agora nenhuma falha significativa nos hospitais, tanto de Faro, como Portimão e portanto estar a levantar essa insegurança é inaceitável”.

Sobre a acusação de alguns médicos andarem a dizer que houve cirurgias adiadas por falta de material, Pedro Nunes recordou que já há mais de um ano que as cirurgias programadas são feitas com pelo menos 15 dias de antecedência, só que continuam muItas vezes a ser feitas de véspera.

“Há uns anos, cada um fazia o que lhe apetecia e comprava o que queria e não havia nenhum controlo e por isso é que este hospital de Faro tinha 70 milhões de dívida”, mas agora as coisas começaram a ser controladas e programadas com antecedência, porque a lei obriga”, referiu o médico e administrador.

Pedro Nunes relembrou aos médicos que é necessário colaborar e informar com antecedência os serviços de aprovisionamento daquilo que vão necessitar, porque “hoje em dia o procedimento burocrático é mais lento”.

O facto dos dois hospitais [Faro e Portimão] se terem juntado e se ter criado o CHA também trouxe dificuldades, porque os sistemas informáticos e as aplicações são diferentes e todo o plano informático foi modificado este ano, estando a falar-se de mais cinco mil produtos e mais de 1.500 medicamentos.

Os 16 presidentes de câmara do Algarve vão reunir-se hoje para discutirem o abaixo-assinado subscrito por 182 médicos do CHA.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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