sexta-feira, 11 janeiro 2019 16:35

ULSNA aumenta plano de vacinação contra a gripe

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) revela que já existem casos de gripe no distrito de Portalegre e, como tal, a plano de vacinação foi alargado a toda a população.

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Um total de 64 vagas para médicos está a concurso em unidades de Saúde do Alentejo, em Évora, Beja, Portalegre e litoral, numa iniciativa da Administração Regional de Saúde (ARS) para contratar clínicos de 23 especialidades.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ARS do Alentejo, José Robalo, disse ontem esperar que “o resultado deste concurso seja melhor” do que os de procedimentos idênticos lançados no passado, já que, “muitas vezes, as vagas ficam desertas”.

“De qualquer forma, ultimamente temos conseguido arranjar mais alguns profissionais da área médica, o que está a criar algum equilíbrio na região do Alentejo”, afirmou, acrescentando esperar que, com este novo concurso, se “continue a evoluir nesse sentido”.

De acordo com a Administração Regional de Saúde do Alentejo, os interessados no concurso, publicado em Diário da República na passada sexta-feira, podem candidatar-se às vagas até 13 de julho.

Do total de vagas abertas, 21 dizem respeito ao Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e 15 são para a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA).

Das restantes, 14 são direcionadas para a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), 13 para a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e uma para o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central (ACES).

A concurso estão vagas para 23 especialidades médicas, a maioria das quais para medicina interna (10 vagas), seguindo-se pediatria (sete), psiquiatria (seis), cirurgia geral (quatro), ginecologia e obstetrícia (quatro) e ortopedia (quatro).

“As áreas sempre mais críticas” ao nível da falta de médicos “são sempre as de anestesiologia e de medicina geral e familiar”, disse José Robalo.

Anatomia patológica, cardiologia, endocrinologia, gastrenterologia, dermatovenereologia, hematologia, imunoalergologia, medicina física e reabilitação, neurologia, oftalmologia, oncologia, otorrinolaringologia, patologia clínica, pneumologia, reumatologia, saúde pública e urologia são as outras especialidades com vagas abertas.

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terça-feira, 08 julho 2014 17:58

Médicos em greve: actualização

Greve

Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos negou hoje razões sindicalistas no apoio à greve dos médicos e disse que o que faz está previsto nos estatutos deste organismo, nomeadamente defender a saúde, os doentes e o sector.

José Manuel Silva reagia desta forma às acusações do Ministério da Saúde de uma alegada colagem da Ordem dos Médicos aos sindicatos.

Para o bastonário, o apoio da ordem está inscrito nos estatutos deste organismo e também no código deontológico dos médicos.

“O Ministério da Saúde faz acusações e furta-se ao diálogo”, disse.

José Manuel Silva congratulou-se com “a adesão muito elevada” que este protesto estará a ter, mas ressalvou que o principal objectivo da greve foi “colocar os assuntos da saúde na ordem do dia”.

Questionado sobre a resposta dos doentes aos efeitos desta greve, o bastonário disse que estes “percebem as reivindicações dos médicos”.

Sobre a ausência do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) nesta greve, José Manuel Silva disse que “os médicos estão unidos, porque assinaram o mesmo caderno reivindicativo”.

“O SIM é que acredita que ainda é possível o diálogo. Quem nos dera que fosse verdade”.

Sobre os recentes anúncios do ministro da Saúde de uma alegada cedência a algumas reivindicações, o bastonário esclareceu que a última versão do código de ética ainda não é conhecida, mas que a anterior mantinha a “rolha”, embora disfarçada.

Relativamente à abertura de vagas para concursos médicos, o bastonário ressalvou: “os concursos não beneficiam os médicos. Nós pedimos concursos para beneficiar os utentes, porque são estes que precisam dos médicos”.

FNAM

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) estima que a adesão à greve dos médicos esteja hoje a rondar os 90 por cento a nível médio nacional.

Num comunicado distribuído às redacções, o Ministério da Saúde escusou-se a dar informação sobre a adesão à greve, lembrando: “os únicos dados rigorosos sobre a participação na paralisação são os que resultam do processamento salarial deste mês, pelo que se revela necessário aguardar alguns dias pelo apuramento a realizar por todos os serviços, hospitalares e outros”.

O Ministério da Saúde adianta ainda que as estimativas avançadas pela FNAM revelam “uma impossibilidade aritmética pelo simples facto de que há uma parte dos médicos, os que trabalham nos sectores privado e social, que não faz greve”.

Mário Jorge Neves, dirigente da FNAM, disse hoje aos jornalistas que há serviços e unidades de saúde nos quais os valores de adesão à greve estão a ser superiores aos da paralisação de há dois anos.

“O Ministério da Saúde não consegue apagar a realidade dos factos, os hospitais e os centros de saúde estavam desertos, às moscas”, declarou o dirigente sindical, que participa na concentração junto ao Ministério, em Lisboa, e que junta várias dezenas de clínicos.

Mário Jorge Neves está convicto de que a generalidade dos cidadãos compreende e apoia esta greve, salientando que o protesto visa defender os interesses socioprofissionais, ao mesmo tempo que defende o Serviço Nacional de Saúde.

Região Autónoma da Madeira

O director clínico do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, informou hoje que 43 médicos aderiram ao protesto convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), não colocando em causa, no entanto, o normal funcionamento da estrutura.

"Nós avaliamos os colegas que estão em greve e são 43 o que dá, em relação aos médicos que estão neste momento no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, 7,9%", afirmou Miguel Ferreira.

Declarou ainda que "o bloco operatório está a funcionar em pleno, não tendo acontecido qualquer alteração", salientando que, "eventualmente, algumas consultas foram afectadas, mas nada de significativo".

O responsável considera que a greve "não tem qualquer expressão em relação ao funcionamento regular dos serviços".

Cerca de metade dos médicos dos hospitais de Évora e de Portalegre aderiu hoje ao primeiro de dois dias de greve nacional dos clínicos, segundo fontes sindicais e das administrações hospitalares contactadas pela Lusa.

Évora e Portalegre

Em Évora, a adesão ao protesto no Hospital do Espírito Santo (HESE) foi de 50%, até ao início da tarde, disse à Lusa fonte do gabinete de comunicação da unidade hospitalar.

A mesma fonte admitiu que a paralisação “teve um impacto significativo” no hospital, mas realçou que “todos os serviços estão garantidos”.

No Hospital de Portalegre, a adesão à greve também ronda os 50% neste primeiro dia, afirmou Hugo Capote, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS).

O bloco operatório daquela unidade hospitalar “só está a funcionar para urgências”, explicou o representante sindical, exemplificando ainda que “há consultas que não se estão a realizar”.

Fonte da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que integra os hospitais de Portalegre e de Elvas, referiu que a adesão à greve no conjunto destas duas unidades ronda os “40%”. Todos os serviços destes dois hospitais, frisou a fonte da ULSNA, estão a funcionar com “normalidade”.

Hospital de Santa Maria

Carlos Martins sublinhou que só mais ao final do dia será possível aferir com rigor quantas consultas e cirurgias ficaram por realizar devido a médicos que fizeram greve ou devido a doentes que não compareceram.

O bastonário da Ordem dos Médicos tem apelado aos utentes para evitarem ir às consultas ou realizar exames complementares de diagnóstico, nos serviços de saúde públicos, durante os dois dias de greve, “para evitar despesas e perdas de tempo desnecessárias”.

Questionado sobre uma quebra da afluência de doentes ao Hospital de Santa Maria no dia de hoje, o responsável admitiu que há “menos pessoas nos corredores e nas salas de espera”.

“De alguma forma, sentimos que o apelo [do bastonário] teve efeito, mas origina um esforço acrescido dos médicos para recuperar os doentes que não foram atendidos porque o médicos estava em greve, mas também recuperar os que que não foram por causa do apelo”, disse.

Carlos Martins sublinhou que os profissionais vão ter uma “taxa de esforço adicional” para recuperar o trabalho perdido e que o contribuinte “vai pagar duas vezes”.

“Paga primeiro porque não tem o serviço e paga depois com os impostos as horas extraordinárias ou a produção adicional dos médicos para recuperarem estes dias”, acrescentou.

Sobre a greve, o responsável afirmou respeitar esta forma de protesto e os profissionais que a ela aderem, mas admitiu não concordar com os motivos que estiveram na base da sua convocação.

Afirmando que houve sempre abertura do Ministério da Saúde para negociar, bem como “partilha de documentos e possibilidade de discutir”, Carlos Martins considera que os argumentos do sindicato “não são argumento bastante para uma greve de dois dias”.

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GrávidaO número de partos de grávidas do Alentejo em Badajoz (Espanha) diminuiu nos últimos dois anos, tendo sido registados apenas quatro partos em 2013, o que as autoridades portuguesas justificam com um projecto lançado pela maternidade de Portalegre.

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) explicou hoje à agência Lusa que a diminuição do número de partos em Badajoz está relacionada com a concretização do projecto “Maternidade mais Próxima”, desenvolvido nos centros de saúde do distrito de Portalegre.

A iniciativa, no terreno desde finais de 2011, proporciona cursos de preparação para o parto nos 16 centros de saúde distribuídos pela região. Os cursos são orientados por enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetrícia, traduzindo-se numa “maior proximidade” entre os profissionais de saúde e as grávidas, acrescentou.

Quando a sala de partos do hospital da cidade raiana de Elvas encerrou, em Junho de 2006, foi estabelecido um acordo entre as autoridades de saúde portuguesas e as espanholas para colmatar esse fecho.

A parceria deu a oportunidade às grávidas dos concelhos de Elvas e de Campo Maior de poderem optar pela realização do parto entre o Hospital Materno-Infantil de Badajoz ou os hospitais de Portalegre e de Évora.

No ano do fecho da sala de partos em Elvas, nasceram em Badajoz 141 crianças daqueles dois concelhos alentejanos, tendo o recorde de bebés, 214, sido atingido no ano seguinte, de acordo com dados da ULSNA.

Nos anos seguintes, os bebés de Elvas e Campo Maior nascidos na cidade espanhola, ao abrigo do convénio transfronteiriço, foram: 198 em 2008, 158 em 2009, 167 em 2010, 182 em 2011, 21 em 2012 e quatro em 2013.

O que dá um total de mais de mil partos realizados em Badajoz e, apesar da diminuição nos últimos dois anos, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo afiançou à Lusa que o protocolo com as autoridades de saúde espanholas é para “manter”.

De acordo com a ULSNA, actualmente, falta pagar às autoridades da Estremadura espanhola cerca de 2.300 euros relativos a partos e assistência hospitalar a grávidas do Alentejo, situação que deverá ser regularizada “no decurso deste mês”.

A contrastar com os números de Badajoz, a maternidade do Hospital de Portalegre registou uma subida do número de partos, em 2013.

No ano passado, ocorreram 580 nascimentos naquele hospital alentejano, o que significa mais 20 bebés do que em 2012, congratulou-se a ULSNA, frisando que a unidade de saúde foi “a única” no Alentejo a registar uma subida.

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[caption id="attachment_4121" align="alignleft" width="300"]ambulancia O coordenador da viatura de Portalegre, Hugo Capote, adiantou à Lusa que já foram formados “entre 20 e 30 médicos”, mas que, actualmente, prestam serviço “entre 10 e 12”. “Alguns médicos fizeram a sua actividade na VMER durante cinco ou seis anos, mas, depois, as suas carreiras médicas evoluíram e, a partir de certa altura, optaram por trabalhar a tempo inteiro nos seus serviços”, explicou[/caption]

O acidente provocado por um cavalo no dia de Natal, perto de Évora, e que causou quatro mortos e quatro feridos graves, foi um dos que ocorreu numa zona coberta com viatura médica de emergência, mas que se encontrava inoperacional.

Segundo uma ronda feita pela agência Lusa, nos últimos meses, pelo menos outras quatro viaturas estiveram temporariamente inoperacionais: as de Portalegre, Guarda, Faro e Torres Vedras.

No caso mais grave, em Évora, a administração do hospital confirmou que “a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) estava, momentaneamente, inoperacional” quando ocorreu o acidente, no dia 25 de Dezembro, que envolveu dois automóveis e um cavalo.

A coordenadora da VMER de Évora reconheceu que “em épocas especiais é mais complicado ter médicos disponíveis”, alegando que “a escala é preenchida com horário voluntário” e que os clínicos “nem sempre estão disponíveis”.

A indisponibilidade “esporádica” dos clínicos pode explicar-se, segundo Ireneia Lino, com o facto de “o retorno financeiro” estar a “descer para valores próximos aos dos serviços dentro do hospital”, apesar de ter “um risco acrescido”.

Ainda assim, assinalou que a VMER de Évora tem actualmente “poucos períodos” de paragem, apresentando “dois ou três por cento de inoperacionalidade”.

Na noite da passagem de ano, foi a VMER de Portalegre que não saiu para assistir duas pessoas atropeladas no centro da cidade. Um homem de 42 anos morreu e uma mulher de 36 ficou ferida.

Fonte da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano confirmou que “a VMER esteve inoperacional entre as 20:00 do dia 31 de Dezembro e as 12:00 do dia 01 de Janeiro”, porque “não havia médico disponível”.

O coordenador da viatura de Portalegre, Hugo Capote, adiantou à Lusa que já foram formados “entre 20 e 30 médicos”, mas que, actualmente, prestam serviço “entre 10 e 12”.

“Alguns médicos fizeram a sua actividade na VMER durante cinco ou seis anos, mas, depois, as suas carreiras médicas evoluíram e, a partir de certa altura, optaram por trabalhar a tempo inteiro nos seus serviços”, explicou.

Hugo Capote referiu que “há quase três anos” que não há formação de médicos para a VMER de Portalegre, tendo já sido “solicitada várias vezes ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”.

A situação não é “exclusiva” do Alentejo. Em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, segundo o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, a VMER “esteve 10 dias 100 por cento inoperacional”, em agosto de 2013.

A “situação pode-se agravar dramaticamente” agora com a VMER do Hospital de Vila Nova de Gaia, cuja administração pretende reduzir “o pagamento dos médicos para 11,68 euros e dos enfermeiros para 7,52 euros” por hora, disse.

Também a VMER da Guarda enfrenta “pequenos períodos” de inoperacionalidade, reconheceu à Lusa o seu coordenador, Tiago Saraiva, indicando que as paragens correspondem a cerca de 5%, devido à falta de médicos para o serviço, mas no prazo de dois a três meses o problema deve estar resolvido.

No Algarve, o caso não é tão grave porque existem três viaturas (Faro, Portimão e Albufeira), mas, mesmo assim, de acordo com o Centro Hospitalar do Algarve, “durante o período do Natal, como é normal em feriados e festividades, houve um ou dois dias em que, além de um helicóptero, só esteve accionada uma VMER”.

Segundo o Centro Hospitalar do Algarve, a partir do dia 15 deste mês, vai dispor de 18 médicos que estão a acabar o curso, numa formação a realizar de novo em Março e que deverá tornar a região “num exemplo em termos de activação” dessas viaturas.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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