Estão abertas as candidaturas para os Prémios Pfizer, a mais antiga distinção na investigação Biomédica em Portugal. Os Prémios Pfizer resultam de uma parceria entre a Pfizer e a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa (SCML), com o objectivo de contribuir para a dinamização da investigação em Ciências da Saúde em Portugal.

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A 62.ª edição do Prémio Pfizer vai distinguir dois projetos inovadores que apresentam avanços na investigação de novos antibióticos e na área do cancro gástrico.

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segunda-feira, 17 setembro 2018 15:17

Prémios Pfizer: Cerimónia acontece já em outubro

A cerimónia de entrega dos Prémios Pfizer 2018 decorre já no próximo mês, dia 18 de outubro, às 18:00, no Teatro Thalia, em Lisboa.

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quarta-feira, 19 agosto 2015 13:00

Abertas as candidaturas aos Prémios Pfizer 2015

Equipa Joao Barata
Decorre até 15 de Setembro o período para apresentação de candidaturas à 59.ª edição dos Prémios Pfizer, uma iniciativa que resulta de uma parceria da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa (SCML) com os Laboratórios Pfizer.

Os trabalhos podem ser submetidos, através do endereço eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Em comunicado, as entidades promotoras explicam que na atribuição dos prémios o júri apreciará o mérito dos trabalhos e projetos apresentados e a sua decisão será conhecida durante uma sessão solene a realizar no mês de novembro.

Os interessados deverão consultar o regulamento no site oficial da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa www.scmed.pt.

Reconhecida como a mais antiga distinção na investigação biomédica em Portugal, os Prémios Pfizer visam estimular e desenvolver a investigação científica, cobrindo todos os ramos da medicina humana. Os Prémios Pfizer foram criados em 1955 e, ao longo de décadas de existência, já premiaram mais de 500 investigadores.

Os Prémios Pfizer distinguem os melhores trabalhos de investigação básica e clínica, elaborados total ou parcialmente em instituições portuguesas por investigadores portugueses ou estrangeiros e conferem anualmente um prémio monetário no valor de 20.000 euros para cada um dos projetos vencedores em cada área.

Três cientistas portugueses reconhecidos em 2014

Na edição de 2014 os projetos premiados apresentaram avanços significativos no conhecimento sobre a vida e descrição de um novo ponto de controlo na divisão celular, uma nova solução para a expansão e transplantação das células estaminais da medula óssea e resultados promissores para futura terapêutica alternativa para o tratamento de leucemia frequentes em crianças.

João Taborda Barata e Henrique Veiga Fernandes, ambos do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina de Lisboa e Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) foram os cientistas vencedores da 58.ª edição dos Prémios Pfizer.

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[caption id="attachment_5422" align="alignleft" width="300"]artritereumatoide O algoritmo, "de apoio à decisão clínica", que avalia a quantidade de medicamento no sangue e a presença de anticorpos contra fármacos biológicos bloqueadores de moléculas inflamatórias, foi testado, ao longo de um ano, em 105 doentes que tiveram uma "probabilidade de resposta à terapêutica cerca de dez vezes superior", comparativamente a outros doentes. A reumatologista adiantou à agência Lusa que o algoritmo pode ser aplicado a outras doenças crónicas inflamatórias, igualmente incapacitantes, que são tratadas com os mesmos medicamentos, como as espondilartrites - artrite reactiva, artrite da psoríase - e as artrites associadas a doenças inflamatórias do intestino, colite ulcerosa e doença de Crohn.[/caption]

A reumatologista Sandra Garcês, vencedora do Prémio Investigação Clínica da Pfizer, hoje anunciado, acredita que, com o modelo de optimização terapêutica que a sua equipa desenvolve, o Serviço Nacional de Saúde pode poupar até 20 milhões de euros por ano.

A médica, do Hospital Garcia de Orta, em Almada, lidera a equipa que desenvolveu um algoritmo para optimizar a terapêutica a doentes com artrite reumatóide, patologia que afecta, principalmente, as articulações.

O algoritmo, "de apoio à decisão clínica", que avalia a quantidade de medicamento no sangue e a presença de anticorpos contra fármacos biológicos bloqueadores de moléculas inflamatórias, foi testado, ao longo de um ano, em 105 doentes que tiveram uma "probabilidade de resposta à terapêutica cerca de dez vezes superior", comparativamente a outros doentes.

A reumatologista adiantou à agência Lusa que o algoritmo pode ser aplicado a outras doenças crónicas inflamatórias, igualmente incapacitantes, que são tratadas com os mesmos medicamentos, como as espondilartrites - artrite reactiva, artrite da psoríase - e as artrites associadas a doenças inflamatórias do intestino, colite ulcerosa e doença de Crohn.

O próximo passo será testar e validar a dose mínima de medicamentos para cada doente.

Segundo a investigadora, que iniciou em 2008 o trabalho ao abrigo de um programa de doutoramento financiado pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, muitos dos doentes, que respondem bem à terapêutica, têm sem necessidade "concentrações plasmáticas de fármaco muito elevadas, muito superiores às que estão preconizadas".

Sandra Garcês crê que, com os novos critérios de avaliação da resposta terapêutica propostos, é possível fazer um tratamento personalizado aos doentes, mais eficaz e com menos custos, que se traduziria numa poupança anual de 20 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde.

Os investigadores Margarida Amaral e Luís Ferreira Moita são os outros vencedores, na categoria Prémio Investigação Básica da Pfizer.

Margarida Amaral, professora na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, integra uma equipa europeia que analisou cerca de 800 genes, que, quando inibidos, diminuem a actividade da proteína ENaC, hiperactiva nos doentes com fibrose quística.

Num subgrupo de sete genes, foi identificado um que codifica uma enzima da família cinase, com o qual foi possível, depois de testado em culturas de pulmão de doentes, ter "resultados muito positivos" e normalizar a função da ENaC "até ao nível do das células normais".

A docente, especializada em bioquímica e biologia molecular, explicou à Lusa que não interessava bloquear o funcionamento da proteína, pois tal procedimento poderia causar edema pulmonar (acumulação de líquido nos pulmões) nos doentes com fibrose quística, que têm "as vias respiratórias desidratadas".

Depois da identificação do gene, a ideia é desenvolver um fármaco, a partir da enzima, que possa ser testado.

A fibrose quística é uma doença genética que resulta do mau funcionamento das glândulas de secreção externa, manifestando-se com mais frequência nos pulmões e no intestino, ao ponto de interferir na respiração e na digestão dos alimentos.

Luís Ferreira Moita coordena uma equipa do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que conseguiu testar, com êxito, em ratinhos, a eficácia de um grupo de medicamentos, habitualmente usados no tratamento do cancro, no bloqueio da sépsis, infecção generalizada no organismo.

Os investigadores usaram, em doses mais reduzidas, a epirrubicina, a doxorrubicina e a daunorrubicina, fármacos que pertencem às antraciclinas e que são utilizados, em doses maiores, na quimioterapia. A equipa concluiu que "são muito eficazes" para travar um grupo de "mediadores inflamatórios" (substâncias produzidas pelo organismo quando há uma infecção ou agressão) que, segundo Luís Ferreira Moita, "são essenciais para o início da sépsis".

A equipa vai fazer, no próximo ano, um ensaio com 20 doentes e comparar os resultados com os de pacientes não submetidos àqueles medicamentos, para ver se os primeiros "têm uma menor taxa de mortalidade, menos lesões de órgãos, se precisam de menos medidas de intervenção terapêutica ou internamentos mais curtos", adiantou o investigador.

Ferreira Moita esclareceu à Lusa que os fármacos da família das antraciclinas "ajudam a tolerar melhor a infecção", mas não a combatem, pelo que vai continuar a ser necessário usar antibióticos e controlar a origem da infecção.

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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