Portugal surge como um dos únicos quatro países da região europeia em que a percentagem da despesa em saúde pública apresentou uma redução entre 2000 e 2017, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgado.

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A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) garantiu que os resíduos hospitalares encontrados no terreno onde decorrem as obras de construção do novo Centro de Saúde de Nisa não apresentam riscos para a saúde pública.

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Um artigo de investigadores da Universidade do Porto, publicado na revista “EuroHealth”, alerta para a falta de médicos de saúde pública em Portugal e para o envelhecimento dos atuais profissionais, pondo em risco a qualidade de serviços à população.

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DinheiroSaude

Vinte e cinco projectos portugueses para a promoção da saúde pública, de hospitais, universidades e organizações não-governamentais, vão ser financiados com nove milhões de euros, dados por Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi ontem anunciado.

Os projectos foram escolhidos por um comité de selecção do programa Iniciativas de Saúde Pública, programa suportado pelos três países doadores e destinado a dez estados europeus, incluindo Portugal.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que hoje divulgou numa nota o número de projectos nacionais aprovados, é a entidade que gere o programa em Portugal .

As propostas aprovadas, de acordo com as áreas temáticas definidas no regulamento do programa, visam a redução das desigualdades entre utentes no domínio da nutrição e a melhoria dos serviços de saúde mental, da prevenção e do tratamento de doenças transmissíveis e do uso dos sistemas de informação de saúde.

Um dos 25 projectos, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, pretende criar um sistema de vigilância para a tuberculose na população de risco. Outro, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, propõe-se avaliar o desempenho do Programa Nacional para a Saúde Mental e conceber um novo modelo de financiamento e de organização.

O programa Iniciativas de Saúde Pública, cujo processo de candidaturas terminou em Novembro, decorre até 2016, com o financiamento dos três países doadores do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (2009-2014) a ser atribuído ao abrigo de um memorando de entendimento assinado, em 2012, com Portugal.

Ao todo, em Portugal, foram apresentadas 171 candidaturas, das quais foram validadas 101.

O programa Iniciativas de Saúde Pública prevê também, conforme o contrato-programa acordado entre Portugal e Noruega, Islândia e Liechtenstein, a realização de um inquérito nacional, com exame físico, a 4.200 utentes do Serviço Nacional de Saúde, entre os 25 e os 74 anos, e que está a cargo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

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ebola_tratamento

O director-geral da Saúde, Francisco George, revelou que o parecer do colégio da especialidade de saúde pública da Ordem dos Médicos sobre o Ébola foi divulgado sem que todos os elementos daquele órgão fossem consultados.

De acordo com Francisco George, que falava durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, houve elementos do colégio da especialidade de saúde pública que já solicitaram uma reunião para avaliar o documento, que foi publicado no site da Ordem dos Médicos.

Nesse documento, assinado por Pedro Serrano, da direcção do colégio da especialidade de saúde pública, e noticiado hoje pela imprensa, os especialistas consideram que "o risco teórico de virmos a ter casos de Ébola em Portugal é alto" e que isso está "fortemente associado ao posicionamento de Portugal como país integrante daquilo que se convencionou chamar Países de Língua Oficial Portuguesa".

Os especialistas fazem ainda uma contextualização das relações, geográficas e humanas de vizinhança dos três países onde grassa a epidemia (Serra Leoa, Guiné-Conacri e Libéria) e os países lusófonos com permanente ligação a Portugal: Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e, mais remotamente (em termos de risco de exportação), Moçambique.

"Dadas as antigas e fortíssimas relações de proximidade e de actual plataforma giratória entre este grupo de países, nenhum outro país europeu está tão em risco de ser contaminado do exterior, a partir dos grandes centros de foco da doença em África, como Portugal", refere o parecer publicado no site da Ordem dos Médicos.

O documento sublinha os sistemas da saúde frágeis destes países, considerando "praticamente inexistente a vigilância epidemiológica" (particularmente a de nível local).

Os especialistas defendem ainda que é "evidente e urgente que seja montada, implementada ou reforçada em Portugal uma apertada vigilância dos aeroportos e portos, o que incluiria uma presença permanente de estruturas de Saúde Pública e a formação em medidas de Saúde Pública do pessoal aeroportuário que controla a entrada de passageiros".

"Seria também importante criar uma base de dados com os portugueses que residem nestes e noutros países de África considerados de risco, de molde a conseguir monitorizar as deslocações entre zonas de risco e a fazer-lhes chegar informação sobre as medidas a adoptar para a sua segurança", acrescentam.

No parecer, os especialistas do colégio de saúde pública consideram ainda que Portugal não está preparado para lidar com o vírus do Ébola e que as autoridades têm emitido "mensagens de enganosa tranquilidade".

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hospital luanda

Angola passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de infecção por ébola, depois de casos confirmados na República Democrática do Congo (RDCongo), avançou hoje à Lusa a Directora Nacional de Saúde Pública angolana.

"Até há uma semana, Angola era considerada como um país de baixo-médio risco. Neste momento entra para o grupo de países com risco moderado a alto, porque tem um país vizinho com a epidemia confirmada", explicou Adelaide de Carvalho, referindo-se à classificação internacional sobre a propagação da doença.

A também porta-voz da comissão sobre o ébola em Angola garantiu à Lusa que "não existe" qualquer notificação de casos suspeitos da epidemia no país ou sequer "rumores". "Não fomos alertados para nenhuma situação que nos levasse à investigação até ao momento", disse Adelaide de Carvalho.

A RDCongo confirmou no domingo os seus primeiros casos da febre hemorrágica ébola, que já afecta quatro outros países africanos. A validação resultou da análise às amostras retiradas a pessoas com uma febre hemorrágica que causou 13 mortos desde 11 de Agosto no noroeste do país.

"O facto de ter um país vizinho a notificar casos [de ébola] faz colocar [Angola] numa posição de maior risco, relativamente à semana anterior", disse, por seu turno, a responsável angolana da Saúde Pública.

Angola, através de sete províncias, partilha uma vasta fronteira terrestre com a RDCongo.

De acordo com Adelaide de Carvalho, face a este "risco de proximidade" as autoridades sanitárias angolanas estão a "redobrar" e a "acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta a vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira.

"Identificar claramente quem é o viajante e orientar no sentido de notificar algum caso que se inscreva naquilo que está definido como quadro suspeito. É o redobrar da vigilância, estamos a apelar aos nossos técnicos para estarem muito mais atentos a qualquer indício", sublinhou Adelaide de Carvalho.

Desde o início da epidemia de ébola, em Março, e até 20 de Agosto, a Organização Mundial de Saúde contabilizou 1.427 mortos em 2.615 casos identificados.

A Libéria é o país mais afectado, com 624 mortos em 1.082 casos, seguindo-se a Guiné-Conacri com 407 vítimas mortais.

A Serra Leoa e a Nigéria registaram, respectivamente, 392 mortos e cinco mortos.

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O Japão está pronto a oferecer doses do medicamento experimental ZMapp desenvolvido no país para travar o surto de Ébola que ameaça o planeta, anunciou hoje o porta-voz governamental.

“O nosso país está, caso a Organização Mundial de Saúde o requeira, preparado para fornecer o medicamento que está pronto para ser aprovado e num trabalho de cooperação com o produtor”, disse Yoshihide Suga.

A Organização Mundial de Saúde tem discutido a utilização de medicamentos ainda não aprovados como uma forma de combater o surte de Ébola em África que já provocou a morte a mais de 1.400 pessoas, com outros milhares infectados.

Actualmente não existe nenhum medicamento específico de combate ao vírus Ébola apesar de várias drogas estarem em desenvolvimento.

A utilização de um medicamento experimental denominado ZMapp em dois cidadãos norte-americanos e num padre espanhol abriu um intenso debate ético sobre a utilização de medicamentos não homologados.

O medicamento, disponível em quantidades muito pequenas, forneceu dados promissores nos dois cidadãos americanos, mas o padre espanhol acabaria por morrer.

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A Mapp Bioparmaceutical, companhia produtora do medicamento já disse ter enviado para África todas as doses disponíveis da nova droga.

No caso do medicamento japonês, desenvolvido pela Fujifilm Holdings e que foi aprovado em Março pelas autoridades do Japão como antigripal, está em testes nos Estados Unidos, não coloca problemas de fornecimento e, de acordo com o porta-voz, estão disponíveis doses para 20.000 pessoas.

Desde o início da epidemia de Ébola em Março e até 20 de Agosto, a Organização Mundial de Saúde contabilizou 1.427 mortos em 2.615 casos identificados.

A Libéria é o país mais afectado, com 624 mortos em 1.082 casos, seguindo-se a Guiné-Conacri com 407 vítimas mortais.

A Serra Leoa e a Nigéria registaram, respectivamente, 392 mortos e cinco mortos

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canada

O governo canadiano anunciou que vai doar à Organização Mundial de Saúde (OMS) até mil doses de um medicamento experimental contra o ébola para a sua utilização nos países africanos mais afectados pelo surto infeccioso.

A ministra da Saúde do Canadá, Rona Ambrose, afirmou, em comunicado, estar “satisfeita por oferecer a vacina experimental desenvolvida por investigadores canadianos para ajudar a lutar contra o surto infecioso de ébola” actualmente a alastrar em vários países de África Ocidental.

Rona Ambrose disse que o país da América do Norte vai doar entre 800 e mil doses do medicamento, do total de cerca de 1.500 que detém. A governante canadiana precisou que a vacina, conhecida como VSV-EBOV, nunca foi testada em seres humanos, apenas em animais, ainda que os resultados tenham sido animadores.

"O Canadá acredita que esta vacina experimental é um recurso global, pelo que estamos a partilhá-lo com a comunidade internacional, uma vez que temos uma pequena quantidade no nosso país", sublinhou Rona Ambrose

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O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo
Editorial | Jornal Médico
O Novo Livro Azul tem um passado e um futuro a defender e a promover num novo ciclo

O Novo Livro Azul da APMGF é um desejo e uma necessidade. Volvidos 30 anos é fácil constatar que todos os princípios e valores defendidos no Livro Azul se mantêm incrivelmente atuais, apesar da pertinência do rejuvenescimento que a passagem dos anos aconselha. É necessário pensar, idealizar e projetar a visão sobre os novos centros de saúde, tendo em conta a realidade atual e as exigências e necessidades sentidas no futuro que é já hoje. Estamos a iniciar um novo ciclo!

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