O presidente da Câmara de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, reclamou ontem a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde local, encerrado com a Reforma da Saúde de 2008.

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A empresa que subcontrata médicos para o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital reconheceu hoje que teve “dificuldade em responder à prestação” e informou que tem condições para normalizar a situação a partir de segunda-feira.

“A MediPeople tem sentido dificuldade em responder à prestação em causa desde 04 de janeiro, após ter sido informada pelo profissional (...) alocado à prestação que não iria poder dar continuidade à sua colaboração”, disse a empresa à agência Lusa.

Em 28 de dezembro, esse médico justificou a sua impossibilidade com o facto de “ter sido colocado no internato numa cidade longe de Oliveira do Hospital”, no distrito de Coimbra, mas que poderia assegurar os turnos de sexta-feira e sábado.

A MediPeople informou “de imediato a unidade e iniciou esforços de recrutamento que visavam a substituição do profissional”. Entre os dias 06 e 07, "foi assegurado profissional para iniciar” funções na segunda-feira, dia 11.

Nas últimas semanas, a empresa tem sido visada publicamente a propósito do deficiente funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

“Tudo apontava para que a prestação ficasse normalizada a 11 de janeiro", o que não se verificou. "As verdadeiras razões não são do nosso conhecimento”, afirmou hoje a gerência.

Entretanto, a MediPeople está “a tentar encontrar uma solução transitória até ao final” desta semana, com a promessa de normalizar a situação no dia 18.

Na segunda-feira e na terça-feira “foram apresentados dois profissionais para iniciar a prestação de serviços no próximo dia 18 e até agora a MediPeople não recebeu nenhuma resposta”.

“A impossibilidade de alocar um médico com maior celeridade” para o SAP de Oliveira do Hospital “deve-se, essencialmente, ao facto de ser uma localização remota”, que obriga os profissionais a residir na cidade, “sendo por isso necessário algum tempo para tratar de todo a logística”, acrescentou.

As críticas ao funcionamento do SAP têm partido, designadamente, dos médicos de família e utentes do Centro de Saúde, Câmara Municipal, forças políticas e Ordem dos Médicos.

Numa resposta escrita à Lusa, a MediPeople, com sede em Lisboa, reagiu hoje às diversas acusações de incapacidade de resposta do dispositivo médico da sua responsabilidade.

Num documento enviado na semana passada ao Ministério da Saúde e outras entidades, os médicos da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Oliveira do Hospital manifestaram-se indisponíveis para assegurar o funcionamento do SAP a partir de segunda-feira, dia 11.

Nesse dia, um médico subcontratado apresentou-se na unidade, mas desistiu, segundo o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte (ACES-PIN).

"O médico veio e foi-se embora", disse na ocasião à Lusa o diretor do ACES-PIN, Avelino Pedroso.

A MediPeople presta serviço na UCSP desde 2013, com contratos anuais “sucessivamente renovados”. O último findou em 31 de dezembro.

A empresa foi então abordada pela Administração Regional de Saúde do Centro “para um ajuste direto” para janeiro e fevereiro.

“Apesar dos valores de faturação serem os mesmos de 2013, respondeu afirmativamente, pois não antevia nessa altura qualquer dificuldade na prestação em causa”, disse.

Lusa

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A Câmara de Oliveira do Hospital revelou na última sexta-feira (8 de janeiro) ter acordado com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro uma “solução provisória” para assegurar o funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local nas próximas semanas.

O presidente deste município do distrito de Coimbra, José Carlos Alexandrino, disse à agência Lusa que o entendimento com a ARS do Centro, liderada pelo médico José Tereso, garante uma “solução precária” para a falta de médicos de família no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

O acordo terá efeitos a partir de segunda-feira, com a entrada em funções de "dois médicos nesta fase”, colocados pela empresa privada de subcontratação destes profissionais cujo afastamento foi hoje exigido pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (OM).

“Não podemos continuar a ter uma saúde terceiro-mundista em Oliveira do Hospital”, disse o autarca, que cumpre um segundo mandato pelo PS, com estatuto de independente, vincando que aquela empresa “tem vindo a falhar sistematicamente”.

No entanto, a Câmara Municipal reclama uma “solução definitiva com mais qualidade médica”, que deveria passar pela transformação do atual SAP num Serviço de Urgência Básica, uma proposta que José Carlos Alexandrino apresentou numa reunião com a ARS, na tarde de quinta-feira.

“Esta proposta concreta foi bem aceite”, disse, prevendo que a “solução provisória” dure apenas “duas ou três semanas”, enquanto o Ministério da Saúde não viabilizar uma solução diferente através da colocação de médicos com vínculo ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comunicado divulgado hoje, ao fim da tarde, o líder regional da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, manifestou solidariedade para com os médicos da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Oliveira do Hospital, que na quinta-feira se manifestaram indisponíveis para assegurar o funcionamento do SAP do Centro de Saúde a partir de hoje.

Perante as “falhas inaceitáveis” de preenchimento de escala por parte da empresa de subcontratação, “que obriga os médicos daquele serviço a cumprir com dois turnos seguidos”, Carlos Cortes “enaltece o esforço e abnegação” daqueles profissionais.

“Está na hora de rescindir o contrato com esta empresa, que está a provocar graves danos no desempenho profissional dos médicos da UCSP de Oliveira do Hospital e nos seus doentes”, recomenda, exortando o Ministério da Saúde a “resolver os problemas causados pelas empresas incumpridoras” no país.

Entretanto, o fundador do SNS, António Arnaut, defendeu napassada sexta-feira, dia 8, que importa “acabar com essa vergonha que são as empresas mediadoras que exploram os médicos e os enfermeiros”.

Em declarações à Lusa, em Coimbra, o antigo ministro socialista preconizou ainda a reposição das carreiras médicas, que evitariam “essa tal vergonha de contratação de médicos à hora ou ao fim de semana” em unidades do SNS.

Lusa/Jornal Médico

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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