“O pulmão e o ambiente” é o mote da conferência internacional da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) no próximo dia 30 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

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O pneumologista António Morais foi eleito presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) para o triénio de 2019-2021.

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O diretor da Federação Internacional do Envelhecimento defendeu na sexta feira, em Lisboa, a vacinação de adultos contra a pneumonia, uma medida que aumentará a capacidade de participação dos mais velhos na família e no acompanhamento dos netos.

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A Comissão de Tabagismo da SPP está a lançar a 2.ª edição do Curso de e-learning em Tabagismo, agendado para o próximo dia 15 de fevereiro.

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Um inquérito divulgado hoje revela que 27,2% das pessoas já se vacinaram contra a gripe, sendo que a maioria não o fez pela primeira vez.

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A cada hora e meia, uma pessoa morre nos hospitais portugueses com pneumonia, doença que afeta cada vez mais pessoas e que custa ao Estado 218 mil euros por dia, revelou hoje Filipe Froes, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Num encontro com jornalistas destinado a divulgar alguns números da pneumonia em Portugal, como investimento e incidência, o médico pneumologista no Hospital Pulido Valente indicou que por dia são internadas 81 pessoas por pneumonia em Portugal Continental.

Destes internados, 16 irão falecer, o que representa um óbito a cada 90 minutos, indicou o especialista baseando-se num levantamento feito ao longo de 10 anos (entre 2000 e 2009), que espelham a tendência atual, já que “há cada vez mais internamentos e a mortalidade não diminuiu”.

“Esta tendência revela que a incidência da pneumonia aumenta, porque cada vez vivemos mais e com doenças crónicas que predispõem para a pneumonia”, disse, acrescentando que “a pneumonia vai continuar a ser uma das principais causas de internamento no SNS [Serviço Nacional de Saúde] ”.

Esta doença tem custos diretos para o Estado de 80 milhões de euros por ano, o que significa que por dia se gastam 218 mil euros apenas com tratamento e internamento, já que estão excluídos os custos indiretos, como o absentismo laboral.

“Em cada quatro dias e meio gastamos um milhão de euros”, sublinhou Filipe Froes, considerando urgente reduzir estes números através de um reforço da aposta no tratamento, mas sobretudo na prevenção.

A vacinação, o antitabagismo, a alimentação saudável, a atividade física e uma boa higiene oral são fundamentais para reduzir a incidência das pneumonias e das outras doenças crónicas, designadamente aquelas que muitas vezes resultam em pneumonia.

Os dados estatísticos relativos a este período de dez anos demonstram ainda que os doentes que acabaram por falecer tinham, maioritariamente, mais de 65 anos e que quem morre menos são as pessoas de 29 anos.

A título de curiosidade, o médico, consultor da Direção-Geral da Saúde (DGS) para as doenças respiratórias, revelou ainda que nos hospitais a mortalidade aumenta à sexta-feira e durante o fim de semana e que o dia em que se morre menos é a quarta-feira.

“Há uma certa tendência para ir morrer aos hospitais, uma hospitalização da morte, são as chamadas pneumonias de fim de vida”, disse, considerando que uma melhoria dos cuidados continuados e domiciliários em Portugal poderão conduzir a uma diminuição desta realidade, à semelhança do que já acontece no norte da Europa, onde são “criadas condições para as pessoas morrerem em casa”.

O médico considera que este tipo de apoio poderá também contribuir para uma melhoria do tratamento e da prevenção da pneumonia.

Numa perspetiva de derrubar mitos sobre esta doença, Filipe Froes disse que apesar de haver mais internamentos no inverno, a pneumonia não é uma doença sazonal, tanto que é no verão que mata mais.

“Em termos proporcionais, a taxa de mortalidade é maior no verão. A conclusão é que morre-se mais de pneumonias mais graves: há menos pneumonia, mas esta é mais grave, por causa dos agentes”, afirmou.

Há cerca de um mês foi divulgado o relatório anual do Programa Nacional das Doenças Respiratórias da DGS, que já apontava para a alta taxa de mortalidade de pneumonia, que surgia como a principal causa de mortalidade respiratória.

No entanto, Filipe Froes sentiu necessidade de apresentar estes números dissecados do global, por considerar que num relatório anual das doenças respiratórias é impossível haver detalhe sobre cada patologia.

Além disso, dados de dez anos mostram uma evolução e apontam para uma tendência pois incluem na contabilização “anos muito bons” e “anos muito maus”, como foi 2009 (o da gripe A) ou, como se “detetou recentemente”, 2004 e 2005.

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tabaco

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou hoje para os fatores de risco associados ao consumo de tabaco, seja através de cigarros tradicionais ou eletrónicos, salientando que a prevalência de fumadores em Portugal era, em 2014, de 25%.

Em declarações à agência Lusa, na véspera de mais um Dia Mundial do Não Fumador, que se comemora hoje, a coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP, Ana Figueiredo, disse que o tabagismo "é a principal causa de doenças respiratórias em Portugal e em todo o mundo".

A especialista adiantou que a incidência das doenças respiratórias pode ser reduzida através da cessação tabágica, que não deve passar pelo uso do cigarro eletrónico.

“Há estudos que apontam para o facto de os cigarros eletrónicos poderem causar doenças. Lembro que as pessoas inalam o vapor, que pode fazer mal. Muitas pessoas acham que faz menos mal, mas na verdade não sabemos ao certo”, explicou.

No entender da especialista, os portugueses continuam a eleger o tabaco tradicional para os seus consumos de fumadores.

“Houve uma altura, quando os cigarros eletrónicos apareceram, em que as pessoas aderiram e tornou-se uma moda. Mas não nos pareceu que em Portugal fosse uma epidemia tão importante como em outros países. Contudo, não temos dados específicos sobre o número de pessoas que usam os cigarros eletrónicos", referiu.

Na opinião de Ana Figueiredo, independentemente dos estudos e da evidência, as pessoas têm de ter é a noção de que "fumar faz mal".

“Há estudos que dizem que os cigarros eletrónicos podem causar doenças, mas, acima de tudo, o que é importante ter em conta é que o cigarro não é bom. O ideal era não fumarem nada”, vincou.

A coordenadora da Comissão de Trabalho de Tabagismo da SPP lembrou que, segundo dados do Eurobarómetro, a prevalência de fumadores em Portugal era de 25% em 2014 e de 23% em 2013.

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Vials of medications
Mais de 879 mil portugueses com mais de 60 anos já se vacinaram contra a gripe nesta época, segundo o relatório do Vacinómetro, que monitoriza em tempo real a vacinação contra esta doença em grupos prioritários.

Segundo os dados da primeira avaliação do vacinómetro para a época 2015-2016, foram vacinados até à data 776.455 portugueses com idade igual ou superior a 65 anos (38,2%) e 102.886 com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (15,9%).

Uma análise pelos grupos considerados prioritários pela Direção-Geral da Saúde demonstra que se vacinaram 20,6% dos portadores de doenças crónicas e 25% dos profissionais de saúde com contato direto com doentes.

O vacinómetro demonstra ainda que, do total de grupos inquiridos, 92,1% já tinham recebido a vacina contra a gripe noutras épocas, enquanto os restantes (7,9%) se vacinaram este ano pela primeira vez.

A análise revela, até ao momento, não haver grande diferenciação na vacinação por género, tendo recebido a vacina 27,8% de mulheres e 27,1% de homens.

Entre os inquiridos que não se vacinaram, 58,4% não manifestaram intenção de o fazer, ao passo que 41,6% tencionam ainda receber a vacina. Destes últimos, 51% são pessoas com mais de 65 anos.

Lançado em 2009, o Vacinómetro monitoriza a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários e recomendados, num projeto que é uma iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, com o apoio de uma farmacêutica.

Lusa/Jornal Médico

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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