E se a vacina da gripe fosse substituída por pastilhas efervescentes? A ideia nasceu na Universidade de Aveiro (UA).

Published in Atualidade

Uma investigação de uma equipa de psicólogas da Universidade de Aveiro (UA) conclui que objetos contaminados são mais bem recordados pela memória humana, devido ao sistema imunológico comportamental, divulgou a academia.

Published in Atualidade

reitoria

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveu um novo tipo de cimento ósseo com características com vista à reparação de vértebras fraturadas, de acordo com anúncio feito pela instituição.

De acordo com informação avançada pela UA, os investigadores adicionaram, pela primeira vez, estrôncio, manganês e açúcar aos habituais ingredientes, o que resultou numa melhoria do desempenho biológico do cimento bem como das suas propriedades mecânicas.

Estes fatores tornaram este cimento desenvolvido na UA "muito promissor para regeneração óssea e engenharia de tecidos e em particular na reparação de vértebras fraturadas" devido, por exemplo, à osteoporose ou a acidentes, referiu a investigadora do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC), Paula Torres, a qual desenvolveu este material inovador no âmbito do seu doutoramento em Ciência e Engenharia de Materiais na UA, que começou há cinco anos.

O trabalho contou com a colaboração de investigadores de outros departamentos da UA e de outras instituições nacionais e da Robert Mathys Stiftung Foundation, na Suíça.

Segundo a nota da UA, os resultados obtidos ao longo das várias fases do estudo culminaram na obtenção de um cimento com propriedades gerais muito promissoras.

"Com base nestes resultados, pode concluir-se que os objetivos inicialmente estabelecidos foram alcançados com um grau de satisfação relativamente elevado", congratulou-se Paula Torres, adiantando que a próxima fase dos trabalhos passa por levar o cimento para testes 'in vivo', isto é em animais.

Published in Mundo

Pessoa-mexendo-no-computador.

Vai ser criada em Portugal uma plataforma que integra um projeto internacional, informando os doentes acerca da investigação de medicamentos, incluindo os ensaios clínicos e chamá-los a participar no desenvolvimento de novos tratamentos. Desta Comissão fazem ainda parte Inês Alves, de uma associação de doentes, Nuno Gago, da Universidade de Aveiro, Helena Beaumont, do Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Cristina Lopes e José Antunes, da Associação da Indústria Farmacêutica Portuguesa (APIFARMA).

O objetivo desta plataforma, que irá integrar a Academia Europeia de Doentes para a Inovação Terapêutica (EUPARI segundo a sigla inglesa), é “criar uma comunidade de pessoas informadas relativamente à sua potencial intervenção na investigação ligada ao desenvolvimento de medicamentos”, podendo ser doentes ou de associações de doentes, mas também profissionais de algumas áreas, de acordo com Beatriz Lima, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Deste grupo fará parte a presidente da Associação de Doenças Reumáticas, Elsa Mateus, a quem caberá preparar a plataforma nacional, que se estima que esteja pronta até dezembro.

“Inicialmente, o projeto estava pensado para 12 plataformas nacionais. Neste momento, já estão previstas 19, até ao final de 2016, e Portugal é uma delas”, afirmou a responsável em entrevista à Agência Lusa.

Com as iniciativas em aberto, o grupo pretende angariar parceiros entre unidades de investigação, indústria, academias e associações de doentes e preparar “workshops” e “eventualmente, uma conferência de lançamento, em dezembro”, acrescentou.

Nas palavras de Elsa Mateus, a participação de Portugal é de extrema importância, quer do ponto de vista nacional, quer europeu, pois “existe um grande desconhecimento sobre todo o processo de investigação e desenvolvimento de medicamentos o que, muitas vezes, dá azo a alguns receios”.

“Este sentimento de receio que, muitas vezes, é gerado por acontecimentos pontuais, seja substituído por um conhecimento ou uma consciencialização informada sobre o papel e potenciais consequências, positivas ou negativas”, afirmou a responsável acrescentando que, “muitas vezes, faltam algumas competências porque o doente é perito na sua própria doença e não propriamente em todo o processo ou na linguagem científica”.

Um doente que entra num processo de experimentação, "espera retirar algum benefício e tem de avançar tendo a noção de que tem benefícios e poderá vir a correr alguns riscos", defendeu a professora da Faculdade de Farmácia, estabelecendo uma diferenciação concreta entre “o cidadão como utilizador, a partir doo momento em que o medicamento está aprovado” e “o cidadão como interveniente ativo no processo de desenvolvimento”, “porque quando as pessoas entram nos ensaios clínicos é exatamente disso que se trata”.

É ainda esperado que o conhecimento acerca dos tratamentos surta efeito na forma como os doentes utilizam os medicamentos.

Published in Mundo

investigacao 4

Investigadores das universidades de Vila Real e de Aveiro anunciaram hoje “avanços importantes” no estudo do cancro da mama, a partir de experiências que revelaram que o exercício físico ajudou a travar a doença.

O estudo, que junta sete investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e da Universidade de Aveiro (UA), decorreu no âmbito do projeto “Avaliação bioquímica, morfológica e funcional do catabolismo muscular associado ao cancro da mama: o papel do exercício físico” e é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O principal objetivo foi avaliar os efeitos da atividade física de longa-duração (35 semanas) no cancro da mama quimicamente induzido pelo agente carcinogénico “N-metil-N-nitrosureia” (MNU) em ratos fêmea.

Segundo explicou, em comunicado, a investigadora Ana Faustino, o protocolo de exercício físico com a duração de 35 semanas aplicado neste trabalho foi o mais longo realizado até à data neste modelo. “Se pensarmos na translação para o homem, equivale a aproximadamente 25 anos de prática de atividade física moderada”, salientou a cientista acrescentando que “os resultados obtidos sugerem que a prática de exercício físico ao longo da vida contribui para uma redução do número de lesões neoplásicas e da sua agressividade, e para uma maior vascularização dessas lesões”.

Nesta investigação, foram utilizados 50 ratos fêmea da estirpe “sprague-dawley” com quatro a cinco semanas de idade, e, após um período de quarentena e de adaptação às condições do laboratório, os animais foram aleatoriamente divididos em quatro grupos experimentais: sedentário (MNU 01), exercitado (MNU 02), controlo sedentário (03) e controlo exercitado (04).

Só os animais dos grupos MNU receberam o agente carcinogénico. Após um período de adaptação, os animais dos grupos 02 e 04 foram exercitados num tapete rolante a uma velocidade constante de 20 metros por minuto, 60 minutos por dia e cinco das por semana, nas 35 semanas.

No final do protocolo experimental, verificou-se que todos os animais dos grupos MNU desenvolveram cancro da mama, e, como expectável, os animais dos grupos controlo não desenvolveram qualquer lesão neoplásica.

No total foram observadas 71 lesões neoplásicas no grupo MNU sedentário e 50 lesões neoplásicas no grupo MNU exercitado. Verificou-se também que o número de lesões malignas foi superior no grupo MNU sedentário (39 lesões malignas) quando comparado com o grupo MNU exercitado (21 lesões malignas).

Na análise dos dados obtidos por ultrassonografia e imunohistoquímica observou-se uma maior vascularização das neoplasias dos animais que foram submetidos ao protocolo de exercício físico (grupo MNU exercitado).

“Esta redução na agressividade das lesões neoplásicas do grupo MNU exercitado poderá estar relacionada com a maior vascularização dessas lesões (maior aporte de oxigénio) e consequentemente à redução da hipoxia que, segundo alguns autores, induz uma maior agressividade das lesões neoplásicas”, explicou Ana Faustino. E continuou: “os resultados suportam a prática de exercício físico moderado para a prevenção de cancro da mama, ou mais concretamente, de fenótipos mais agressivos desta doença”.

Integram a equipa os investigadores Ana Faustino, Mário Ginja, Adelina Gama, Paula A. Oliveira, Maria João Pires e Bruno Colaço (UTAD) e Rita Ferreira (UA).

Published in Mundo

conceitos - neurociências
A Universidade de Aveiro (UA) anunciou hoje a criação de um banco de imagiologia do sistema nervoso central, salvaguardando o anonimato, para partilha e discussão de casos clínicos entre a comunidade médica.

O “Biobanco de Neuroimagem”, assim designado, consiste num repositório de imagens médicas do sistema nervoso central que, salvaguardado o anonimato e a codificação dos dados, permite o acesso à informação neurorradiológica para fins científicos e educacionais.

O objetivo do projeto é “promover maior rigor nos diagnósticos e aprofundando o conhecimento da patologia neurológica em geral”.

Participam como parceiros no Biobanco a Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia (SPNR), o Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) , através do Instituto de Engenharia Eletrónica e Telemática de Aveiro (IEETA) da UA e a empresa BMD software.

A plataforma, já disponível, consiste num repositório imagiológico multimodalidade, devidamente catalogado, “carregado” no sistema por utilizadores devidamente credenciados pela SPNR.

Permite aceder a informação sobre casos clínicos com valor técnico, educacional e científico, “que podem ser consultados, descarregados, comentados e seguidos de forma dinâmica pelos utilizadores das comunidades médica e científica”.

O Biobanco de Neuroimagem decorre da aplicação à escala nacional (SPNR) das potencialidades desenvolvidas no projeto European Medical Information Framework (EMIF), emif.eu, que envolve 57 parceiros, entre elas a Universidade de Aveiro, e inclui instituições de ensino superior, instituições de saúde e grupos farmacêuticos.

Published in Mundo

hortasurbanas

Os níveis de cádmio, cobre, chumbo e zinco em solos de hortas urbanas e em pastagens situadas na área do Grande Porto ultrapassam os valores máximos definidos pela União Europeia (UE) para a presença em zonas agrícolas destes metais pesados e potencialmente tóxicos. As conclusões, que são extensíveis às hortas urbanas do restante território nacional, pertencem a uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) que, não desaconselhando o consumo humano e animal de produtos hortícolas e de pastagens que crescem em áreas urbanas ou industriais, apontam para a necessidade de avaliação da qualidade dos solos e do risco para a saúde pública da ingestão dos produtos em causa.

A análise das centenas de amostras de solo recolhidas em hortas situadas nos arredores da cidade do Porto, mais concretamente na Maia, em Leça da Palmeira, em Matosinhos e em São Mamede de Infesta, revelou que as concentrações de metais pesados são comparáveis aos valores observados noutras cidades europeias, nomeadamente em Espanha, no Reino Unido ou na Holanda. Com uma diferença. Ao contrário destes e de outros países da UE, em Portugal não estão fixados limites para elementos potencialmente tóxicos em solos de áreas agrícolas, residenciais e industriais. Muito menos estão definidos no país procedimentos para avaliação de risco para o ambiente e saúde humana nessas áreas e definidos critérios para a remediação de solos contaminados.

De facto, apela Sónia Rodrigues, investigadora do Departamento de Química (DQ) e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, “é crucial implementar critérios de qualidade de solos que sejam adequados aos tipos de solo mais comuns em Portugal”. A coordenadora do estudo revela que “os níveis de chumbo observados nos solos são superiores àqueles observados em área rurais em Portugal”. E nas plantas, nomeadamente no azevém que serve de pasto a animais que poderão entrar na cadeia alimentar dos portugueses, “obtiveram-se valores de cádmio, cobre e zinco que excederam os critérios de qualidade para forragens animais”.

Ainda sem se debruçarem sobre os eventuais problemas para a saúde que a ingestão de produtos plantados à beira das estradas pode acarretar, os investigadores da UA incidiram a sua investigação nos alimentos consumidos por vacas e ovelhas nesses locais ou noutros de características urbanas. No caso das vacas, a ingestão diária excede os limites de cobre em sete locais estudados e os limites de chumbo em oito. Os cientistas do DQ apontam que é preciso avaliar a exposição efectiva de animais aos pastos cultivados nas cidades, assim como os riscos para a saúde humana. Um trabalho que está por fazer no país.

“Os consumidores devem ter preocupação em perceber a origem dos produtos vegetais e animais que consomem”, diz Sónia Rodrigues. No caso de os produtos serem oriundos de áreas urbanas ou industriais, alerta a investigadora, “deverá haver interesse em saber se foi efectuada uma análise da qualidade do solo e dos produtos em causa”.

De notar que o estudo da UA se focou na análise de elementos inorgânicos potencialmente tóxicos mas, aponta Sónia Rodrigues, “poderão ocorrer também contaminantes orgânicos em solos com origem em actividades industriais ou serem resultado da urbanização”.

Neste momento a equipa de investigação tem já a decorrer estudos adicionais para avaliação não só da disponibilidade de elementos potencialmente tóxicos para serem transferidos para as plantas mas também ao nível da sua bioacessibilidade, ou seja da disponibilidade para serem absorvidos no sistema gastrointestinal humano após a ingestão de solos (especialmente no caso das crianças através do gesto de levarem a mão à boca depois de mexerem na terra) e alimentos contaminados.

Published in Atualidade

cesarianaOs interesses económicos do sector da saúde justificam em grande parte o aumento generalizado do número de partos por cesariana, realizados nos últimos anos em Portugal. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro (UA) que aponta, igualmente, que o elevado número de cesarianas, efectuado no serviço público de saúde se deve ao facto dos hospitais não terem profissionais suficientes “para que haja tranquilidade” na hora de decidir entre um parto natural e um por cesariana. Perante o cansaço causado por turnos prolongados e na presença de trabalhos de partos morosos, a decisão pela cesariana tende a ser tomada para evitar a vigília médica durante a madrugada. Só entre 1999 e 2009, segundo a OCDE, o número de cesarianas por cada 100 nados-vivos realizadas em hospitais públicos e privados portugueses aumentou em cerca de 70 por cento.

[caption id="attachment_7196" align="alignleft" width="300"]Aida Tavares “Uma das justificações para este excesso de cesarianas está no problema de informação assimétrica que caracteriza o sector da saúde”, explica Aida Isabel Tavares. “Os médicos são agentes económicos com mais informação do que os pacientes e podem induzi-los a realizar mais consultas, mais exames de diagnóstico ou mais tratamentos do que o necessário para que possam atingir os seus objectivos pessoais”[/caption]

Um constrangimento que acarreta custos elevados. “Uma cesariana custa, em média, o dobro de um parto normal”, aponta Aida Isabel Tavares, investigadora do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial (DEGEI) e autora do trabalho realizado com Tânia Rocha. “Se o parto for por cesariana, a mãe e o recém-nascido têm que ficar mais dias no hospital do que se fosse um parto normal, o que significa que tem um custo acrescido por cada dia suplementar no hospital”, diz a responsável que aponta que a alta do parto normal é dada no segundo dia e no parto por cesariana, “se tudo correr bem “, é no terceiro.

“Uma das justificações para este excesso de cesarianas está no problema de informação assimétrica que caracteriza o sector da saúde”, explica Aida Isabel Tavares. “Os médicos são agentes económicos com mais informação do que os pacientes e podem induzi-los a realizar mais consultas, mais exames de diagnóstico ou mais tratamentos do que o necessário para que possam atingir os seus objectivos pessoais”. Estamos perante uma situação de procura induzida, que neste caso leva as parturientes a decidir realizar cesarianas, diz.

No sector privado, a remuneração de um médico obstetra é composta por uma componente fixa e outra variável que depende do número de consultas ou de intervenções realizadas pelo médico. Assim, “poderá acontecer que haja incentivos para que os obstetras procurem induzir as grávidas a fazer uma cirurgia [cesariana] e a realizar mais consultas”. Uma situação que significa mais benefícios económicos, quer para o hospital, quer para o obstetra.

Sector público sem tranquilidade para decidir

Já no sector público, apontam as investigadoras, os médicos ganham uma remuneração fixa, independentemente das consultas ou das cirurgias efectuadas. Assim, a preferência pela cesariana em detrimento do parto natural não se deve a questões económicas mas organizacionais. A opção pela cirurgia deve-se ao facto de “os hospitais não terem profissionais suficientes para que haja tranquilidade na tomada da decisão mais apropriada” e porque “há equipas a fazer turnos de muitas horas e muitas cesarianas são decididas na sequência de trabalhos de parto prolongados, no momento do cansaço e antes de entrar pela madrugada adentro”.

As mais de 27 mil cesarianas registadas em Portugal em 1999, distribuídas pelos sectores público e privado, aumentaram para mais de 34 mil em 2009. A tendência de crescimento mantem-se até hoje. Em 2010 o país registou uma taxa de cesarianas de cerca de 36 por cento (por 100 nados-vivos). Um valor muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde que aponta para que a taxa não deva ultrapassar os 15 por cento, tendo em conta os riscos acrescidos para a saúde de mães e recém-nascidos.

Published in Atualidade
Pág. 1 de 2
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas