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sida - campanhasUm projecto inovador em Portugal vai levar informação sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e desenvolver rastreios, junto das populações migrantes, com o objectivo de diminuir as infecções e fazer um levantamento da sua prevalência nestas comunidades.

Este projecto surge porque a evidência tem mostrado que a população migrante apresenta um risco aumentado de infecção pelo VIH, pelas hepatites C e B e pela sífilis, resultante das condições e das características dos processos migratórios, explicou à Lusa Daniel Simões do Grupo de Activistas sobre Tratamentos de VIH/Sida (GAT), uma das associações promotoras.

A natureza do seu estatuto legal, as barreiras linguísticas e culturais, a falta de informação, a exclusão social, assim como um tendencial menor acesso aos serviços de saúde potenciam o isolamento e colocam os imigrantes em maior risco de exposição a infecções sexualmente transmissíveis, acrescentou.

Além do GAT, a Associação para a Prevenção e Desafio à Sida (SER+) e a Associação de Intervenção Comunitária Desenvolvimento Social e de Saúde (AJPAS) são as organizações promotoras do projecto, que vão estar no terreno em três zonas geográficas da Grande Lisboa (Cascais, Lisboa, Amadora, Sintra), a partir de Abril, disse Daniel Simões.

O mês de Março será totalmente dedicado à formação de técnicos e de mediadores comunitários, assim como ao mapeamento das regiões a abranger.

“Vamos promover o rastreio de doenças sexualmente transmissíveis em comunidades migrantes e perceber qual o nível de informação que estas comunidades têm. Simultaneamente vamos ligar as pessoas que necessitem aos serviços de saúde”, adiantou.

Como ponto de partida, as três associações contam com os “contactos que já têm no terreno”: o GAT tem um centro de rastreio na Mouraria, a SER+ já teve uma experiência de rastreio comunitária, e a AJPAS tem experiência de trabalho com comunidades da Amadora e de Sintra.

“Vamos aumentar a nossa área de intervenção, em termos geográficos e em termos de equipa técnica, para distribuir informação nas zonas, divulgar o serviço de rastreio e tentar encaminhar as pessoas para o fazerem”, disse.

Paralelamente, as associações vão tentar fazer parcerias, para que haja rastreios não só nos seus espaços, mas também noutros espaços, como associações de imigrantes.

Quanto a dados sobre a prevalência destas infecções, entre os imigrantes em Portugal, não existem, e esta foi uma das razões de ser do projecto, que pretende assim responder ao desafio levantado pelo programa de prevenção do VIH, no sentido de se obter mais informação actual e aprofundada sobre as prevalências.

“O que se sabe é que as comunidades migrantes oriundas destes países – principalmente África Subsariana, mas também outros países africanos – têm tendência para ser mais facilmente infectados. Além disso, sabe-se que, nas comunidades de risco destes países, há prevalências na ordem dos 50%, designadamente de Hepatite C”.

Este projecto, que é apresentado hoje em Lisboa, foi um dos 14 trabalhos que distinguidos pelo Programa Gilead GÉNESE, em Janeiro, que lhe atribuiu 30 mil euros (dez mil por cada associação) para um ano.

Este valor “não cobre o total do projecto, mas é um bom motor de arranque”, afirmou Daniel Simões, acrescentando que as associações vão continuar a procurar novas fontes de financiamento e de sustentabilidade para poder continuar.

 

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virussidaUma nova vacina contra a sida, que tem estado a ser testada em primatas desde 2013, passou de forma satisfatória os primeiros testes, anunciou o investigador brasileiro que dirigiu a experiência, Edércio Cunha Neto.

“Colocámos à prova a resposta imunitária dos animais e os resultados foram excelentes”, declarou Neto à edição digital do diário Folha de São Paulo.

Segundo outra cientista, Susan Ribeiro, que também participa no projecto, “as respostas” nos primatas “foram muito mais intensas do que foi encontrado nos ratos”.

A vacina está a ser desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com o instituto estatal Butantan.

Em entrevista dada à Efe em Novembro, Neto dissera que as investigações têm como objectivo encontrar um método seguro e eficaz de imunização contra a sida para ser usado em seres humanos.

 

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[caption id="attachment_6205" align="alignleft" width="300"]9jornadasvih No primeiro dia das jornadas estarão em destaque temas como as infecções emergentes e reemergentes, as doenças infecciosas invasivas, a infecção por VIH e os novos tratamentos para a Hepatite C, em conferências e mesas redondas que contam com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais[/caption]

A cura funcional da sida, as infecções emergentes e os novos fármacos para o VIH, são alguns dos temas a debater nas 9as Jornadas de Actualização em Doenças Infecciosas do Hospital de Curry Cabral, organizadas pelo Serviço de Doenças Infecciosas desta unidade hospitalar. Decorrerão nos dias 30 e 31 de Janeiro, a partir das 9 horas, na Culturgest e irão reunir cerca de 700 especialistas nacionais e internacionais.

Este encontro bianual de infecciologia, que de acordo com os organizadores “será provavelmente o de maior importância a nível nacional”, tem como objectivo discutir os últimos avanços no diagnóstico e no tratamento das doenças infecciosas e fazer o ponto da situação no País.

No primeiro dia das jornadas estarão em destaque temas como as infecções emergentes e reemergentes, as doenças infecciosas invasivas, a infecção por VIH e os novos tratamentos para a Hepatite C, em conferências e mesas redondas que contam com a participação de vários especialistas nacionais e internacionais.

No segundo dia das Jornadas, que contam com a presença do Ministro da Saúde, Paulo Macedo, Fernando Maltez e António Ramalho de Almeida, infecciologista e pneumologista, respectivamente, apresentarão um livro editado em Portugal sobre história das doenças infecciosas. A tuberculose e a co-infecção VIH/VHC serão os temas científicos que se destacam no programa deste dia de encerramento das jornadas.

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terça-feira, 21 janeiro 2014 16:36

ViiV: Tivicay (dolutegravir) aprovado na Europa

tivicay

A ViiV Healthcare, empresa constituída em 2009 pela GlaxoSmithKline e pela Pfizer para o desenvolvimento de medicamento indicados no tratamento da infecção por VIH, anunciou hoje que a Comissão Europeia (CE) aprovou o seu novo inibidor da integrase Tivicay (dolutegravir), para administração em combinação com outros anti-retrovirais no tratamento da infecção por VIH em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade.

O programa de desenvolvimento clínico do Tivicay foi muito abrangente, tendo incluído doentes não submetidos a tratamento prévio com anti-retrovirais, doentes com historial de tratamento com anti-retrovirais e ainda doentes cuja estirpe viral havia desenvolvido resistência a inibidores da integrase disponíveis no mercado.

A aprovação hoje anunciada, tem como suporte os resultados de quatro ensaios clínicos de fase III nos quais 2,557 adultos foram submetidos a tratamento com Tivicay ou com um comparador. O pedido de aprovação agora aceite pela União Europeia incluiu ainda resultados de um quinto ensaio clínico que avaliou o impacto do tratamento com Tivicay em crianças com 12 ou mais anos de idade.

“A aprovação, hoje, do Tivicay constitui um passo importante, que abre portas a novas combinações terapêuticas para pessoas que vivem com o VIH na Europa. O programa de desenvolvimento do Tivicay só foi possível graças à adesão dos doentes infectados com o VIH e dos profissionais de saúde que nele participaram e desejamos, também com eles, ir mais além movidos no compromisso de encontrar uma resposta global para o VIH/SIDA”, afirmou Dominique Limet, CEO da ViiV Healthcare.

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Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro

O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.