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Hospital Bragança

A realização de análises clínicas, nos centros de saúde e hospitais, por decisão da administração da Unidade Local Saúde do Nordeste (ULSNE), pode ter "graves consequências" para utentes e para a região. O alerta é da Associação Nacional dos Laboratórios (ANL). Em declarações aos jornalistas, José Chaves, presidente da ANL, alertou ainda para as consequências da medida que a concretizar-se, afirma, poderá acarretar o fim da rede de laboratórios clínicos na região e os custos sociais associados.

Segundo o dirigente, a ULSNE está a apresentar algumas alternativas aos laboratórios, que passam "por um acordo bilateral", com "uma redução de 30% nos custos das análises" e, se aqueles não a aceitarem, "será feito um concurso para que concorram com a melhor proposta, partindo sempre de um tecto máximo de 30% para o serviço convencionado".

Uma proposta que se não for aceite pêlos operadores privados, levará a que a ULSNE proceda à "internalização" dos serviços de análises clínicas, nos centros de saúde ou nos hospitais da região.

"Esta situação, a acontecer, vai retirar à população a liberdade de escolher o local onde quer fazer as suas análises e, por outro lado, retirar qualquer tipo de viabilidade financeira e de sustentabilidade aos laboratórios existentes na região nordestina", enfatizou José Chaves.

Os representantes da ANL acreditam que, com esta posição, a ULSNE vai criar "uma situação menos cómoda para outros utentes, assim como para os benificiários do Serviço Nacional de Saúde".

Numa reunião promovida ontem pela ANL, em Bragança, foi apresentado o documento "Análises Clínicas no Nordeste Transmontano: cinco pontos que os utentes devem saber", sobre as consequências da internalização das análises e os direitos que assistem aos utentes. Um documento que a associação pretende distribuir junto da população.

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[caption id="attachment_6644" align="alignleft" width="300"]centrohospitalardacovadabeira "Queremos dar a possibilidade ao cidadão que tem vida activa profissional de não ter de estar a utilizar o seu tempo de trabalho para vir fazer as respectivas análises quando necessita de as fazer", explicou o presidente do conselho de Administração do CHCB, Miguel Castelo Branco[/caption]

O laboratório de análises do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) vai passar a estar aberto ao sábado de manhã como forma de facilitar o acesso ao serviço por parte dos utentes, anunciou hoje aquela unidade hospitalar.

"Queremos dar a possibilidade ao cidadão que tem vida activa profissional de não ter de estar a utilizar o seu tempo de trabalho para vir fazer as respectivas análises quando necessita de as fazer", explicou o presidente do conselho de Administração do CHCB, Miguel Castelo Branco.

Este responsável adiantou que o alargamento de horário foi sugerido pelo próprio serviço, na sequência de um inquérito de satisfação realizado junto dos utentes.

"Nós vamos tentando saber quais são as necessidades que os utentes e potenciais utilizadores do serviço de saúde vão sentindo e, no caso, o que foi dito pelos inquiridos é que achavam que seria boa ideia que o serviço funcionasse ao sábado. Portanto, o serviço predispôs-se a fazer isso e avançámos", acrescentou.

Miguel Castelo Branco esclareceu ainda que o processo não implica a contratação de mais profissionais e que "do ponto de vista organizativo não é muito complicado visto que depende da essencialmente boa vontade dos profissionais envolvidos", já demonstrada pelos mesmos. O novo horário passa a entrar em vigor já no sábado.

De acordo com o CHCB, o inquérito que deu origem a esta alteração foi realizado naquele serviço em maio de 2013 e revelou um grau de satisfação global de 96%.

Responderam ao inquérito 504 utentes, 314 do sexo feminino e 175 do sexo masculino.

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[caption id="attachment_5166" align="alignleft" width="300"]analisesclinicas “A efectivar-se esta medida, é o fim da linha para os laboratórios de análises clínicas do distrito”, lê-se no documento que partiu de um dos laboratório convencidos de Bragança (BragançaLab), e no qual os trabalhadores pedem que seja reavaliada[/caption]

Trabalhadores do sector privado dirigiram uma carta aberta à administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) a alertarem que a internalização das análises clínicas em toda região ditará o fim dos laboratórios convencionados.

Em Março de 2012, a administração da ULSNE decidiu retirar aos laboratórios convencionados este serviço e encaminhar todos os doentes para os hospitais públicos nas três maiores cidades da região (Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros), medida que pretende agora alargar aos restantes concelhos do Nordeste Transmontano.

“A efectivar-se esta medida, é o fim da linha para os laboratórios de análises clínicas do distrito”, lê-se no documento que partiu de um dos laboratório convencidos de Bragança (BragançaLab), e no qual os trabalhadores pedem que seja reavaliada.

A ULSNE pagava anualmente dois milhões de euros aos privados para a realização deste tipo de exames e a internalização apenas nas três maiores cidades correspondeu a uma poupança de metade daquele valor, segundo dados da administração.

A medida originou manifestações dos trabalhadores dos prestadores convencionados que, poucos meses apôs a entrada em vigor, denunciavam a falência de um dos três laboratórios privados de Bragança, o despedimento de 30 funcionários, num universo de cerca de uma centena, e uma quebra na facturação “de 50 a 60%”.

Na carta aberta agora divulgada, alegam que o alargamento da medida aos restantes concelhos irá originar a destruição “de largas dezenas de postos de trabalho qualificado e [que] será posto em causa um serviço essencial para a população”.

Os signatários falam em “perseguição aos laboratórios convencionados” por não verem, “por exemplo, qualquer serviço de radiologia internalizado”.

A administração da ULSNE respondeu, também por escrito, numa nota enviada à Lusa, em que esclarece que os serviços públicos estão dotados de “três laboratórios especializados – em Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela - equipados com elevada diferenciação humana e tecnológica, necessária aos padrões de excelência para a realização de análises clínicas”.

Salienta que “a internalização das análises clínicas veio possibilitar a disponibilização imediata, via informática, dos resultados no processo clínico do doente, sem necessidade de nova deslocação para levantamento dos mesmos, nem apresentação em papel nas consultas”.

A ULSNE esclarece ainda que “o alargamento da internalização de análises clínicas a todo o distrito de Bragança constitui uma possibilidade em análise, no entanto, tal só acontecerá no momento em que estiverem reunidas todas as condições (nomeadamente ao nível do estabelecimento de um circuito adequado de colheitas), que ofereçam aos utentes a garantia máxima de qualidade, segurança e conforto”.

Refere também que este pressuposto é o “motivo pelo qual a internalização não se verificou, ainda, ao nível de meios complementares de diagnóstico de outras especialidades”.

JM/Lusa

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