quinta-feira, 17 janeiro 2019 11:12

SPG: Cancro digestivo mata um português por hora

A Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG) alertou para o aumento do número de casos de cancro digestivo. Atualmente, esta doença mata uma pessoa por hora em Portugal.

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Nos dias 19, 20 e 21 de maio, a Europacolon Portugal promove um peditório de âmbito nacional com o objetivo de apoiar os pacientes com cancro digestivo, os seus familiares e cuidadores, desenvolver atividades e ações no âmbito da prevenção, promover o rastreio e diagnóstico precoce dos tipos de cancro digestivo rastreáveis, o aconselhamento e apoio multidisciplinar aos pacientes, a promoção da melhoria de vida e o alargamento de cuidados médicos e promoção da investigação.

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Com uma incidência de mais de 12 mil novos casos anuais e uma mortalidade que ronda os 1.700 óbitos em Portugal, o cancro digestivo continua a ser subdiagnosticado. Falta uma estratégia de prevenção eficaz e sobretudo os meios de diagnóstico necessários a um rastreio de base populacional, tantas vezes prometido pelo poder político quantas as adiadas. Uma escassez que a contratação com o setor privado e social não conseguiu resolver, nem o aumento da capacidade de resposta dos hospitais centrais do SNS. Em muitos casos, o tempo de espera para os doentes seguidos num hospital público é superior a um ano, o que é absolutamente inaceitável no entender de médicos e também das associações de doentes. Como também são inaceitáveis as iniquidades que se registam ao nível das acessibilidades: denuncia o presidente da Europacolon Portugal

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EuropaColon

A Europacolon, Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, defende que a capacidade de resposta para a realização de colonoscopias na região da Grande Lisboa continua a ser preocupante. Um ano após intervenções e promessas por parte do Ministério da Saúde, o tempo de espera continua a ser de cinco a seis meses no sector público e no privado convencionado.

“Um utente quando tem uma prescrição para fazer colonoscopia é porque apresenta alguma sintomatologia que justifique esse exame e a sua realização deve ser feita num tempo adequado. As colonoscopias devem ser realizas, segundo a legislação, num prazo de oito semanas e idealmente em apenas três. Aqui o tempo faz a diferença, trata-se de uma doença que mata, mas que pode ser rastreada num estádio inicial” , alerta Vítor Neves, Presidente da Europacolon.

“Em Lisboa existem apenas seis unidades de saúde que realizam colonoscopias  pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) por um valor entre os 14 e os 28 euros, com anestesia. No sector privado os exames continuam a custar mais de 400 euros. Além disso, as clínicas não aceitam marcações por telefone, o que faz despoletar episódios de  terceiro mundo em plena capital. No resto do país, no entanto, os exames são realizados em apenas duas semanas. O que nos leva a concluir que o número de especialistas e clínicas para a realização das colonoscopias, em Lisboa, é manifestamente insuficiente face às necessidades”, conclui.

O cancro colo-rectal é o mais comum na Europa e o terceiro a nível mundial, em Portugal mata 11 pessoas por dia e é a doença oncológica com mais incidência, com cerca de 7.500 novos casos por ano. Para reduzir o número de casos na Europa e prevenir situações de lista de espera, a associação Europacolon tem vindo a debater-se pela implementação de um rastreio de base populacional e pelo registo nacional de doentes e a publicação anual de estudos epidemiológicos, em todos os países da Europa.

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Investigação Oncológica

O grupo hospitalar Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil organiza na sexta-feira, no Porto, Coimbra e Lisboa, encontros destinados a “reforçar a proximidade com médicos de família e enfermeiros” na prevenção do cancro digestivo.

Em declarações à Lusa, o director do Serviço de Gastrenterologia do IPO/Porto, que promove a iniciativa, afirmou que o objectivo é “tornar mais personalizados e alargados os canais de comunicação para a referenciação de doentes” nos três centros.

“Achamos que, se do outro lado houver rostos, se encurtam distâncias, se facilita a comunicação e se proporciona uma melhor referenciação”, sublinhou Mário Dinis Ribeiro, referindo que esta é a primeira vez que os três IPO se juntam para uma iniciativa nesta área.

Sendo o cancro digestivo dos “principais problemas de saúde pública” esta é “uma acção fundamental que a longo prazo terá com certeza efeitos positivos na prevenção e diagnóstico nesta área junto da comunidade”, explicou.

“Significa investir um bocadinho no futuro porque grande parte do público são jovens médicos e, portanto, a ideia é que eles conheçam os rostos do outro lado e possam contactá-los sempre que necessário através de um telefonema ou através de um e-mail e vice-versa”, frisou.

A meta é trabalhar melhor a prevenção e diagnóstico precoce no âmbito do cancro digestivo em particular do estômago e do intestino.

“Como cidadãos gostaríamos de encontrar a cura para todos doentes com cancro mas, não sendo possível, podemos ter um objectivo mais terreno que é aumentar a sobrevivência das pessoas que padecem. Uma das formas de aumentar a sobrevivência é diagnosticar precocemente e uma das formas de diagnosticar precocemente é estar a atento a coisas que são simples, como a idade, factores de risco ou história familiar. E ninguém melhor do que a Medicina Familiar para ter esses dados antes mesmo de se hospitalizar”, salientou.

Portanto, frisou o especialista, “em algumas circunstâncias, perante alguns factores de risco, que pode ser por exemplo a idade, se as pessoas forem submetidas a esquemas de rastreio a tendência é para que as lesões sejam detectadas precocemente e que de cancro digestivo aquele indivíduo não faleça”.

Actualmente, existe a indicação da Direcção Geral de Saúde para que indivíduos com mais de 50 anos façam o rastreio através da pesquisa de sangue oculto nas fezes, seguido do exame de diagnóstico se for positivo, mas “não há uma organização deste processo, nem uma centralização dos dados”, lamentou Mário Dinis Ribeiro.

“Existem indicações, recomendações, mas continua a ser algo muito individual, muito na dependência do médico assistente”, frisou.

Durante o curso serão exploradas as temáticas da prevenção e diagnóstico precoce e respondidas todas as questões relativamente a casos clínicos concretos que os médicos e enfermeiros irão apresentar.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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