segunda-feira, 22 maio 2017 10:07

Jovens obesos aumentam risco de cancro do cólon

Um estudo realizado na Dinamarca e apresentado no 24.º Congresso Europeu de Obesidade, que decorre no Porto, sugere que rapazes com excesso de peso podem ter risco acrescido de cancro do cólon na idade adulta.

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O cancro do cólon passou, em 2010 e 2011, a ser o terceiro com maior incidência na zona sul do país, confirmando os receios dos especialistas que há anos alertam para o crescimento deste tumor, associado a hábitos alimentares.

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quinta-feira, 18 fevereiro 2016 12:27

Morrem 11 pessoas por dia devido ao cancro do cólon

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O presidente da Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo – Europacolon considera “dramático” que, em 2016, morram onze pessoas por dia devido ao cancro do cólon, quando este número podia ser reduzido se fossem realizados rastreios.

A propósito dos números do Registo Oncológico Nacional (RON) de 2009, ontem divulgados, que apontam para um aumento do cancro do cólon na última década, Vitor Neves começou por lamentar que estes dados sejam apresentados sete anos depois.

O cancro do cólon “já é a primeira causa de morte de doença oncológica em Portugal”, afirmou, apresentando dados europeus de 2012, os quais apontam para 7.200 novos casos desta doença, nesse ano.

“São onze pessoas que morrem por dia em Portugal, devido a esta doença, e isso é dramático num país europeu, em 2016”, afirmou.

Vitor Neves prosseguiu, lamentando que não exista ainda um rastreio desta doença, o qual permite reduzir a incidência do cancro do cólon e, sobretudo, os casos de doença avançada.

“A política preventiva deve substituir a curativa”, defendeu, recordando que, além de salvar vidas, os rastreios permitem “poupar dinheiro”.

O presidente da Europacolon disse estranhar que, até ao momento, o ministro da Saúde não se tenha pronunciado sobre a intenção de realizar um rastreio de base populacional, organizada pela tutela.

“Os casos pontuais [de rastreio] são bons, mas são atitudes. Precisamos de um rastreio de base populacional, tal como acontece com o cancro na mama”, defendeu.

De acordo com a diretora do ROR-Sul, Ana Miranda, na região sul, “o cancro do cólon tem vindo a subir nesta década”, aumentando de 32 novos casos, por 100 mil habitantes, em 2000, para 42 novos casos, em 2010.

“O cancro do cólon é uma preocupação, porque está muito associado aos hábitos alimentares. Mudámos da dieta mediterrânica – com frutas e legumes - para uma dieta com alimentos processados, refinados, com mais açúcares, hidratos de carbono menos consumos de frutas e legumes”, disse.

O cancro do cólon e do reto é o mais comum na Europa e o terceiro a nível mundial.

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doentecancro

Os casos de cancro de pele deverão quase triplicar e os de tumor do cólon duplicar na região sul de Portugal em 2020, comparando com o final da década de 1990, segundo projecções ontem apresentadas em Lisboa.

De acordo com a directora do Registo Oncológico Regional do Sul, Ana Miranda, em 2020 haverá mais de 600 novos casos por ano de melanoma, quando no princípio deste século se registavam cerca de 250 casos anuais.

A projecção indica que em 2020 haverá 635 novos casos de melanoma, quando em 2008 se registaram 395 casos diagnosticados.

Estes são dados e projecções do Registo Oncológico do Sul, mas Ana Miranda lembrou que se trata de uma área geográfica que representa praticamente metade do país.

Também os novos casos de cancro do cólon vão registar um aumento significativo, passando em 2020 para mais de 1.800 nos homens e cerca de 1.200 nas mulheres, uma duplicação face ao que sucedia em 1998.

Ana Miranda, que hoje participou no Congresso Nacional de Saúde Pública, explicou que o aumento de cancro do cólon tem muito a ver com o desenvolvimento dos rastreios e defende que esta é a melhor forma de detectar precocemente a doença, reduzir a sua gravidade e a mortalidade.

Só entre 1998 e 2009 o tumor do cólon aumentou 34% em pessoas a partir dos 45 anos, “muito provavelmente devido a um melhor diagnóstico e a uma melhor sensibilização da população para o problema”.

Já em relação ao cancro da pele, no mesmo período, o aumento foi de 50% nos homens e de 35% nas mulheres.

Segundo Ana Miranda, a exposição intensa ao sol em idades jovens, a par de um melhor diagnóstico, estarão na base deste aumento.

A especialista considera que “campanhas bem organizadas” podem reverter esta situação, alertando que as campanhas de sensibilização devem ser “feitas nos locais e no momento certo”, juntando várias entidades.

Embora o aumento de casos revelado pelas projecções seja significativo, Ana Miranda considera que os serviços de saúde em Portugal precisam de estar preparados não apenas para os novos casos, mas para a prevalência total, ou seja, para o número de pessoas que vão conviver com a doença oncológica, à medida que aumenta a sobrevivência neste tipo de patologia.

Os mais recentes dados do Registo Oncológico do Sul, de 2009, mostram que os tumores mais frequentes no homem são o da próstata, da traqueia, brônquios e pulmão, do cólon, da bexiga e do recto.

Na mulher, o cancro mais frequente é o da mama (quase um terço dos casos), o do cólon e o do colo do útero e útero.

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Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade

Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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