global
Um investimento entre 87 mil e 165 mil milhões de euros poderia fazer com que o tratamento do cancro através da radioterapia salvasse milhões de vidas até 2035, refere um estudo divulgado no passado dia 26.

Segundo o estudo, publicado no The Lancet Oncology e apresentado no Congresso Europeu do Cancro de 2015, em Viena de Áustria, citado pela AFP, se os países de baixo e médio rendimento tivessem acesso maciço à radioterapia, seria possível salvar "cerca de 27 milhões de anos de vida" a pacientes com cancro.

Tal situação, refere o documento, traria um benefício económico entre 248 mil e 326 mil milhões através da poupança em tratamentos de saúde e maior produtividade.

Milhões de pessoas morrem de cancro tratável por causa de um "subinvestimento crónico" na radioterapia - que é altamente eficaz em termos de custos em relação a muitos medicamentos contra o cancro, disseram os autores.

"Há um equívoco generalizado de que os custos da prestação de radioterapia está fora do alcance de todos, mas apenas nos países mais ricos. Nada poderia estar mais longe da verdade", disse o autor Rifat Atun da Universidade de Harvard, em Boston.

"O nosso trabalho mostra claramente que este serviço essencial pode ser implantado com segurança e tratamento de alta qualidade em países de baixo e médio rendimento e que o investimento em larga escala é viável e altamente rentável".

Os especialistas descobriram que, em 2035, mais de 12 milhões de novos pacientes com cancro poderiam beneficiar de radioterapia - o acesso ao tratamento por parte das pessoas andam atualmente nos 40%-60%.

A situação é pior na países pobres, onde nove em cada dez pessoas não têm acesso à radioterapia. Em muitos países de África é "praticamente inexistente", e cerca de 40 países não possuem instalações de radioterapia de todo.

"Mesmo em países de alto rendimento, como o Canadá, Austrália e Reino Unido, o número de instalações de radioterapia, equipamento e pessoal treinado são inadequados", disseram os autores.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas, havia cerca de 14 milhões de novos casos de cancro em 2012 e 8,2 milhões de mortes. Este valor é suscetível de aumentar para 22 milhões de novos casos por ano dentro de duas décadas.

Lusa/Jornal Médico

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Um grupo de investigadores, onde trabalha um português, acaba de publicar um estudo que pode ajudar a impedir que as mulheres com cancro da mama desenvolvam metástases.

O artigo, da autoria de Bruno Simões, atualmente a trabalhar no Institute of Cancer Sciences, da Universidade de Manchester, está publicado na edição de setembro da revista Cell Reports.

Conforme o investigador explicou à Lusa, o trabalho partiu do pressuposto de que três em cada quatro mulheres com cancro da mama expressam, nas células do carcinoma, um recetor (uma proteína).

Estas pessoas, prosseguiu, recebem nos seguintes cinco anos uma terapia anti hormonal, precisamente porque apresentam esse recetor.

“O problema é que cerca de uma em cada três destas mulheres acaba por desenvolver resistência e acaba por apresentar um segundo tumor em outro local do corpo (metástases)”, disse.

O trabalho deste grupo de cientistas foi “encontrar mecanismos para reduzir a formação das metástases”.

“Descobrimos que existem uma células estaminais do cancro que sobrevivem a este tratamento anti hormonal”, disse, acrescentando que “estas células apresentam uma elevada atividade de uma via de sinalização (Notch)”.

Os investigadores concluíram que é possível reduzir substancialmente o aparecimento destas células resistentes à terapia (potencialmente aumentando a sobrevivência dos doentes) se for acrescentado um inibidor da via de sinalização Notch aos tratamentos convencionais anti hormonais.

“As moléculas ALDH1 e NOTCH4 estão presentes em tumores com fraca resposta aos tratamentos convencionais (anti hormonais), sugerindo que estes bio-marcadores poderão vir a ser usados para predizer a resposta dos doentes aos tratamentos com anti-estrogénios”, prossegue o autor do artigo.

Lusa

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O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) já realizou a criopreservação de ovócitos ou de tecido ovárico a 93 mulheres com cancro desde 2010, ano em que o seu Centro de Preservação da Fertilidade arrancou.

Até ao momento, já foram consultadas 145 mulheres para tomada de decisão sobre a preservação da sua fertilidade, das quais 93 "realizaram técnica de preservação da fertilidade", antes do início da terapêutica oncológica, refere o CHUC, numa nota de imprensa.

O Centro de Preservação da Fertilidade (CPF), que conta desde 2014 com novas instalações, surgiu pela importância de se responder "às necessidades reprodutivas de doentes, que irão realizar tratamentos possivelmente comprometedores da sua função reprodutiva futura, designadamente os doentes oncológicos", explana o hospital.

De acordo com o CHUC, este centro "é o único serviço do Sistema Nacional de Saúde que disponibiliza a técnica de criopreservação de tecido ovárico".

O centro disponibiliza também a preservação de esperma, tendo-o feito a 188 homens até dezembro de 2014, informou em fevereiro à agência Lusa a diretora do centro, Ana Almeida Santos.

"Idealmente, os doentes têm de vir assim que lhes é diagnosticado o cancro", visto que se deve fazer a preservação antes de o tratamento começar, aclarou, considerando que, "no momento em que se trata da doença, também se tem que pensar na vida para além do cancro".

Segundo a psicóloga do centro, Cláudia Melo, para além da preservação da fertilidade, a possibilidade de se falar no futuro e de o doente ter um projeto de parentalidade "leva a uma melhor adaptação na sobrevivência" - uma fase com "níveis de depressão e ansiedade muito elevados".

A equipa do CPF é composta por seis médicos, uma psicóloga, dois embriologistas e uma farmacêutica e, apesar de estar localizado em Coimbra, está disponível para "servir e tratar" doentes de todo o território nacional.

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A Quercus voltou hoje a alertar para os danos que os herbicidas provocam na saúde, realçando que até a Ordem dos Médicos diz ser "inaceitável" a "inação governativa" no sentido de avançar com medidas para evitar alguns cancros.

"Aumenta a contestação ao uso de herbicidas, e outros pesticidas. A Ordem dos Médicos (OM)[no último número da sua revista] defende a proibição do glifosato, o principal herbicida utilizado em Portugal, e em todo o mundo", afirma a associação de defesa do ambiente, em comunicado.

A Plataforma Transgénicos Fora, que inclui a Quercus, tem apelado a várias entidades, das autarquias aos agricultores, para que deixem de utilizar herbicidas, como o glifosato, para eliminar ervas daninhas em jardins e outros locais públicos, com o argumento de que são responsáveis por danos na saúde, podendo provocar cancro.

Em março, a plataforma repetiu a denuncia baseando-se nas conclusões da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, que classificou o glifosato como agente cancerígeno provável e nos trabalhos de cientistas sobre as consequências do produto para o ambiente.

Na altura, a multinacional Monsanto, de agricultura e biotecnologia, principal alvo das acusações dos ambientalistas, garantiu que os herbicidas de glifosato no mercado "são seguros para a saúde humana", o que é comprovado por "um dos maiores bancos de dados científicos" sobre um produto agrícola.

Agora, a Quercus cita o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, que no editorial da revista da organização, refere-se aos efeitos de químicos na saúde e defende que, "para o glifosato, a conclusão é clara: este herbicida deveria ser suspenso em todo o mundo".

O bastonário salienta que "abundam os cancros de origem indeterminada, e parte decorre certamente da sociedade altamente industrializada e química em que vivemos", sendo o glifosato um exemplo, e "para os cancros que já podem ser evitados no presente, a inação governativa é inaceitável".

É que, para o responsável da Ordem dos Médicos, a iniciativa de agir nesta área "cabe ao Governo e à Direção Geral de Saúde".

A Quercus realçou que "os cancros podem ter origem nos pesticidas que são vendidos pelas empresas do ramo e aplicados indistintamente por entidades públicas que afirmam que a sua utilização e a sua existência nas ruas e nos produtos agrícolas não trazem problemas para a saúde das pessoas".

Para os ambientalistas, a agricultura biológica é um exemplo prático de que é possível produzir alimentos de qualidade sem o recurso a pesticidas de síntese que, sendo produzidos para matar uma grande diversidade de seres vivos, aniquilam muita da flora microbiana humana e entram na circulação sanguínea.

"A utilização do glifosato é particularmente grave nas Regiões Vitícolas, com especial destaque para a Região Demarcada do Douro", sendo a "região do país com maior consumo deste químico", denuncia a associação.

A Quercus lançou a Campanha contra Herbicidas em Espaços Públicos, através da qual desafia as autarquias a aderirem ao Manifesto.

"Autarquia Sem Glisofato", iniciativa que já conta com a adesão de vários municípios e freguesias que optaram por métodos diferentes dos químicos, como a monda manual e mecânica.

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Cancro investigacao
Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra descobriu como a melatonina, hormona que ajuda a regular o sistema imunitário, pode combater células cancerígenas, anunciou hoje a Universidade de Coimbra.

A melatonina é uma hormona cujas características “permitem chegar a qualquer célula, ajustar o ciclo sono-vigília, manter um envelhecimento saudável e regular o sistema imunitário”.

Os resultados de um estudo desenvolvido por investigadores do CNC, já publicado na revista Oncotarget, sugerem que “o sucesso de um tratamento à base da melatonina depende da atividade da mitocôndria da célula cancerígena, a qual é responsável pela produção da sua energia celular”, afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota hoje divulgada.

“A atividade energética da célula depende do seu estado de evolução, o que significa que a melatonina só é eficaz num determinado estado evolutivo da célula cancerígena”, salienta a mesma nota.

O estudo “abre caminhos na investigação do cancro, ao indicar a necessidade de criar tratamentos adequados ao estado evolutivo e energético da célula cancerígena, evitando aplicar terapias não específicas que podem danificar células importantes” ou não ter qualquer efeito terapêutico.

“Descobrimos que a melatonina matava as células cancerígenas através de uma via mitocondrial” e que “quando as mitocôndrias das células cancerígenas estavam ativas, a melatonina diminuía a proliferação dessas células e impedia a produção da energia que elas necessitavam”, afirma o investigador do CNC Ignacio Vega-Naredo.

Esta investigação apresenta “o tratamento com melatonina como uma estratégia promissora no tratamento de tumores, atacando células estaminais cancerígenas responsáveis pela sua reincidência”, acrescenta o especialista do CNC.

As células estaminais cancerígenas utilizadas neste estudo foram “células cancerígenas embrionárias estaminais”, nas quais se procurou compreender o mecanismo que torna as células do cancro vulneráveis à melatonina.

Embora não se conheça com rigor o verdadeiro mecanismo que está na origem dos tumores, “sabe-se que as células estaminais cancerígenas são responsáveis pelo desenvolvimento do cancro”.

Estas células “são ótimas para realizar investigação sobre possíveis tratamentos devido à sua capacidade de escaparem às terapias, algo que pode explicar o ressurgimento dos tumores”, sustenta Ignacio Vega-Naredo.

Isto é, “se for possível combater estas células tão resistentes, será possível intervir em qualquer tipo de célula maligna”, acredita o investigador.

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Uma molécula para terapia inovadora no tratamento de vários tipos de cancro patenteada pela Universidade de Coimbra (UC) está a revelar, de acordo com os estudos efetuados, a “eficácia desejada”, anunciou ontem esta instituição.

“Vários estudos e experiências realizadas em ratinhos, entre 2011 e 2014, provaram a eficácia da molécula Redaporfin”, descoberta na UC, para o tratamento de diversos tipos de cancro, “através de terapia fotodinâmica” (tratamento inovador que “permite eliminar células cancerígenas de forma precisa”), afirma a UC numa nota ontem divulgada.

De acordo com os ensaios realizados, “86% dos ratos com tumores diversos que foram tratados com esta tecnologia, seguindo exigentes protocolos de segurança, ficaram curados”, salienta a mesma nota, adiantando que “não se observaram efeitos secundários, como acontece com os tratamentos convencionais”, como a quimioterapia.

O estudo, que acaba de ser publicado no European Journal of Cancer, demonstrou igualmente uma “taxa de reincidência da doença muitíssimo baixa”, revelando a eficácia do fármaco.

Os testes efetuados “previram com rigor quando é que a resposta ao tratamento iria surgir, com que doses e em que circunstâncias seriam obtidos os efeitos terapêuticos no doente”, salienta o diretor da química medicinal deste projeto, Luís Arnaut.

As previsões estão a ser “confirmadas nos ensaios clínicos em curso”, acrescenta o investigador da UC.

Esta confirmação é “excecional” porque, “na grande maioria dos estudos, muito do conhecimento adquirido nos testes em animais não é confirmado nos humanos”, mas “neste caso foi possível chegar à dose adequada para obter resultado terapêutico nos doentes sem efeitos adversos, como previsto”, explica Luís Arnaut.

Estão a decorrer ensaios com doentes oncológicos em hospitais portugueses até ao final deste ano e os resultados já conhecidos e validados cientificamente “fundamentam a expectativa” de que a terapia fotodinâmica com a molécula Redaporfin se revele “mais eficaz que as terapêuticas convencionais”, admite Luís Arnaut.

Grande parte do percurso está feita e o primeiro fármaco português para tratamentos oncológicos poderá estar no mercado “dentro de três a quatro anos”, acredita o investigador e catedrático do Departamento de Química da UC.

Iniciada há mais de uma década, a investigação envolve perto de quatro dezenas de investigadores dos grupos de Luís Arnaut e de Mariette Pereira, da UC, da empresa Luzitin SA (criada para desenvolver este projeto), e de uma equipa de médicos do Instituto Português de Oncologia do Porto.

O aspeto mais inovador do tratamento fotodinâmico com Redaporfin reside no facto de “estimular o sistema imunitário do paciente, ou seja, a terapia limita o processo de metastização do tumor”, isto é, “o sistema imunitário fica alerta e ativa a proteção antitumoral contra o mesmo tipo de células cancerígenas noutras partes do organismo”, conclui Luís Arnaut.

Fundada, em 2010, pela Bluepharma e inventores da Redaporfin, a Luzitin – que realizou os estudos de pré-clínicos para obter autorização para a realização de ensaios clínicos com a Redaporfin – está, desde 2014, a realizar em Portugal um ensaio clínico de fase I/II com doentes de cancro avançado da cabeça e pescoço.

A Luzitin SA é financiada pela farmacêutica de Coimbra Bluepharma e pela sociedade de capital de risco Portugal Ventures.

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Células Cancro
Um novo tratamento para o cancro, baseado na ativação do sistema imunológico, através de moléculas biológicas, tem "resultados muito interessantes", mas é caro e a sua aplicação vai depender da decisão dos responsáveis hospitalares, afirmou hoje um especialista.

"Estes tratamentos são uma grande revolução e estão indicados para cancros mais avançados, pois para cancros em fases iniciais temos outras alternativas", disse à agência Lusa o vice diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM).

Bruno Silva Santos avançou que o tratamento, na área da imunoterapia, chamado pembrolizumab, vai estar disponível em Portugal a partir deste mês e "é necessário que o Serviço Nacional de Saúde tenha dinheiro para comparticipar", uma decisão que "tem de ser tomada ao mais alto nível nos vários hospitais", pois é "realmente caro", custando cerca de 100 mil euros.

Já o ipilimumab, o outro tratamento que segue o mesmo princípio, já está aprovado nos EUA e na Europa e é usado em Portugal para o melanoma metastático e "é impressionante o efeito que essa molécula teve", acrescentou.

O investigador falava a propósito de um encontro marcado para sábado, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, para informar profissionais ligados à investigação pré-clínica e à prática clínica acerca do avanço desta alternativa.

"Trata-se de anticorpos, moléculas biológicas produzidas por células vivas", diferentes dos tratamentos feitos com drogas químicas, como a quimioterapia, e que começaram por ser usadas no tratamento do melanoma metastático, referiu.

No último ano, os resultados foram alargados a outros tipos de cancro, incluindo o do pulmão, e atualmente decorrem ensaios clínicos para perceber em que cancros sólidos estes anticorpos têm resultados mais interessantes.

"O que eles fazem é remover o travão que impede que o sistema imunitário, neste caso os linfócitos T, esteja ativamente a combater o cancro", explicou, e o objetivo é "reverter o processo em que o sistema imunitário está a perder a batalha para o cancro".

Até agora, tentava-se focar a luta nas células cancerígenas, eliminando-as com quimioterapia, radioterapia ou com cirurgia, mas em muitos casos os cancros são resistentes a estas terapias.

Para poder receber este tratamento, o doente não pode estar demasiado debilitado ou ter doenças autoimunes.

"Se tivermos um tumor em estadio 1 e 2, os estados iniciais, ainda são relativamente fáceis [de ser] alvejados pelos outros tratamentos mais baratos, mais estabelecidos na clínica e de mais fácil acesso", enquanto a imunoterapia "surge para os estadios 3 e 4 que são casos mais avançados".

E para o cancro do pulmão, "tipicamente induzido pelo fumo do tabaco, este tratamento pode dar uma nova esperança", realçou o responsável do IMM, um dos especialistas a participar no encontro.

Acerca do valor do novo tratamento, Bruno Silva Santos defendeu ser necessário fazer as contas ao custo dos outros tratamentos, nomeadamente quando se prolongam por vários anos.

"Os locais credenciados para tratamentos médicos de saúde têm todos e por igual acesso a este tratamento, depois é a questão de quem é que consegue pagar", admitiu.

Perante a taxa de sucesso entre 50% e 60% apresentada pela imunoterapia, os investigadores procuram "biomarcadores, parâmetros biológicos, que permitam prever a resposta dos doentes para otimizar os recursos".

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Um estudo publicado na revista norte-americana Circulation concluiu que os refrigerantes e outras bebidas açucaradas podem estar na origem de até 184 mil mortes anualmente em todo o mundo.

Segundo o estudo, divulgado ontem, estima-se que 133 mil pessoas tenham morrido em todo o mundo devido a diabetes, 45 mil a patologias cardiovasculares e 6.450 a cancros associados ao consumo deste tipo de bebidas.

“Muitos países no mundo apresentam um elevado número de mortes causadas por um único fator dietético – os refrigerantes e outras bebidas açucaradas (...), pelo que reduzir significativamente [o seu consumo] ou eliminá-las da dieta deve ser uma prioridade à escala planetária”, defendeu Dariush Mozaffarian, o principal autor do estudo e decano da Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade de Tufts, em Boston (Massachusetts).

As estimativas de consumo foram efetuadas a partir de 62 inquéritos alimentares preenchidos por 611.971 pessoas entre 1980 e 2010 num total de 51 países.

Os investigadores também estimaram as quantidades de açúcar disponíveis, a nível nacional, em 187 países e estabeleceram uma analogia entre a incidência da diabetes, de patologias cardiovasculares e cancro segundo zonas geográficas e as suas populações.

O impacto do consumo de sodas e de outras bebidas açucaradas sobre a mortalidade varia significativamente entre as diferentes populações, oscilando entre uma taxa inferior a 1% entre os japoneses com mais de 65 anos, até 30% entre os mexicanos com menos de 45 anos.

Entre as 20 nações mais populosas, o México teve durante o período do estudo a taxa de mortalidade anual mais elevada, atribuída ao consumo dessas bebidas, com 405 mortes por cada um milhão de adultos, ou seja, 24 mil no cômputo de um ano.

Os Estados Unidos situaram-se em segundo lugar, com 25 mil mortes por ano.

Cerca de 76% das mortes ligadas ao consumo de refrigerantes e de outras bebidas açucaradas ocorreram em países de baixos e médios rendimentos.

No total, a proporção de jovens adultos que sofrem de doenças crónicas como a diabetes, atribuídas ao consumo destas bebidas, mostrou ser maior do que a dos adultos mais velhos.

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Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança
Editorial | Jornal Médico
Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança

O futuro tem hoje 5 dias! Inacreditável! Quem é que tem agenda para mais de 5 dias? A pandemia COVID-19 alterou profundamente a vida quotidiana, a prestação de cuidados de saúde e a organização dos serviços de saúde está totalmente alterada. O isolamento social é a orientação primordial de confrontação da pandemia. Mas é necessário promover o apoio de proximidade essencial e aprender a fazê-lo em segurança.

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