Portugal é um dos quatro países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com maior prevalência de casos de demência entre a população: ligeiramente acima de 20 casos por cada mil habitantes, comparativamente com a média de 15 per capita na OCDE. A informação é do relatório divulgado hoje “Health at a Glance 2019”, da OCDE, que prevê uma duplicação dos casos em 2050.

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Os casos de demência (perda de funções cognitivas com a idade) poderão triplicar até 152 milhões em todo o mundo em 2050, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apresentou um guia para prevenir a doença.

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Um estudo pioneiro efetuado em 11 países, incluindo Portugal, sobre uma forma de demência pouco conhecida descobriu uma forte componente genética e um perfil diferente do das doenças de Alzheimer e Parkinson, segundo um artigo publicado por investigadores portugueses.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) implementou um Observatório dedicado às demências e anunciou que o número de pessoas com estas doenças vai triplicar nos próximos 30 anos, devendo atingir os 152 milhões em 2050.

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Um inquérito feito às unidades de cuidados de saúde primários a nível nacional revela que mais de nove em cada 10 centros de saúde não têm profissionais dedicados especialmente às demências.

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A ocorrência de demência, incluindo Alzheimer, parece estar a estabilizar nas nações mais ricas, de acordo com um estudo divulgado hoje.

Dados da Suécia, Holanda, Reino Unido e Espanha mostram que a percentagem de população com demência – um termo que abrange as doenças neurodegenerativas do cérebro – se encontra estável, bem como o número de novos casos, indica o estudo publicado na revista The Lancet Neurology.

Investigadores liderados por Carol Brayne, professora no Instituto de Saúde Pública da Universidade de Cambridge, compararam a ocorrência de demência em pessoas idosas em dois períodos diferentes nas últimas décadas.

Encontraram poucas diferenças nos dois períodos e num caso, até uma pequena diminuição, na percentagem de população afetada.

Esta tendência pode ser o resultado de melhores condições de vida e educação, bem como melhorias no tratamento e prevenção de doenças vasculares que levam a enfartes e paragens cardíacas, dizem os investigadores.

Se confirmadas, as conclusões deste estudo representam boas notícias e sugerem que a iminente “epidemia da demência” – maioritariamente devido a uma população envelhecida – pode ser menos severa do que se receava.

Estas conclusões são, no entanto, contestadas por outros especialistas.

Aproximadamente 7% das pessoas com mais de 65 anos sofre de algum tipo de demência – essa percentagem sobe para 40% aos 80 ou 85 anos, de acordo com diferentes estimativas.

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A cidade de Viana do Castelo vai dispor, a partir de Fevereiro de 2015, de um centro especializado em demências, fruto da cooperação entre a Misericórdia local e a associação Hope, informou ontem fonte daquela instituição.

Segundo o secretário da Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, a estrutura, que terá capacidade para acolher até 20 utentes, vai ser criada num imóvel onde já funcionou uma creche, e que se encontrava devoluto.

O edifício vai ser sujeito a "pequenas obras de adaptação", processo que deverá ser "célere", já que "não necessita de licenciamento" e terá "custo reduzido".

"O edifício já dispõe de condições para funcionar nas novas funções, mas interiormente precisa de pintura e limpeza", explicou Albino Ramalho.

O protocolo de cooperação entre as duas instituições vai ser assinado na sexta-feira, às 11 horas, nas instalações da Santa Casa, em pleno centro histórico da cidade de Viana do Castelo.

De acordo com a Misericórdia, trata-se da primeira unidade da região com intervenção especializada em diversas demências, “incluindo a modalidade Snoezelen, uma terapia à base de estimulação sensorial, orientada para pacientes com a doença de Alzheimer".

O novo serviço vai funcionar como centro de dia e vem, segundo a Santa Casa, "preencher uma lacuna existente no distrito".

Em Viana do Castelo, a associação Hope integra outra iniciativa destinada a apoiar pessoas com problemas de memória ou demência, os seus familiares ou cuidadores. Trata-se do Café Memória, que começou a funcionar na cidade em Novembro, nos quartos sábados de cada mês, numa iniciativa da Associação Alzheimer Portugal em parceria com o grupo Sonae Sierra e com o apoio da Câmara Municipal local.

Consiste num ponto de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como respectivos familiares e cuidadores para a partilha de experiências e suporte mútuo, com o acompanhamento de profissionais de saúde ou de acção social.

O Café Memória de Viana do Castelo, o primeiro da região Norte, pretende também "sensibilizar a comunidade para a relevância crescente do tema das demências e envolvê-la na prossecução da sua missão, nomeadamente, através da prática de voluntariado".

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O projeto VIDAS - Valorização e Inovação em Demências, da responsabilidade da União das Misericórdias Portuguesas, que visa identificar a população com demências, é hoje apresentado oficialmente, em Fátima.

À agência Lusa, o responsável pelo projeto, Manuel Caldas de Almeida, explicou que o VIDAS arrancou há perto de cinco meses, numa primeira fase com a organização técnica dos vários pilares, sendo agora possível avançar para o terreno.

Manuel Caldas de Almeida referiu que, conjuntamente com duas universidades portuguesas, foram “estabelecidas várias baterias de testes”, que vão agora ser aplicados por seis psicólogos.

Estes psicólogos vão fazer testes junto de 1.600 pessoas, dispersas por 23 lares e 15 apoios domiciliários, para conseguir perceber quais as que têm defeitos cognitivos, concretizando mais uma fase do projecto.

Segundo Manuel Caldas de Almeida, após este levantamento, segue-se o trabalho de vários médicos neurologistas que, através de uma amostra aleatória, vão fazer o diagnóstico preciso das demências que estas pessoas têm.

Caldas de Almeida sublinhou que existem actualmente em Portugal entre 160 mil a 180 mil pessoas com demência, das quais 80 mil a 90 mil têm Alzheimer, mas não existem “dados concretos sobre a realidade nos lares, nos apoios domiciliários, nos centros de dia”.

O projeto VIDAS, cuja apresentação, a partir das 10H00, no Centro João Paulo II, conta com a presença do secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho, tem três pilares: investigação, avaliação arquitectónica e ambiental, e formação.

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Redimensionar as listas de utentes e rever a Carreira Médica é um imperativo
Editorial | Jornal Médico
Redimensionar as listas de utentes e rever a Carreira Médica é um imperativo

A dimensão das listas de utentes e a Carreira Médica são duas áreas que vão exigir, nos próximos tempos, uma reflexão e ação por parte dos médicos de família.

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