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O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza o “VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes | XXVII Reunião Anual do NEDAI”, nos dias 21 a 25 de junho, no Porto.

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Os medicamentos destinados ao tratamento de doenças autoimunes dermatológicas e reumatológicas vão beneficiar de um regime excecional de comparticipação, segundo uma portaria publicada em Diário da República.

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O 26.º Congresso Nacional de Medicina Interna começa hoje em Braga e decorre até dia 30 de agosto, com o tema "Degrau a degrau, construir o futuro!", num momento em que a pandemia de covid-19 trouxe a certeza de que "os internistas são essenciais".
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segunda-feira, 17 agosto 2020 10:31

Sanofi chega a acordo para compra de Principia Biopharma

O gigante farmacêutico francês Sanofi anunciou hoje ter chegado a acordo com a administração da norte-americana Principia Biopharma para a compra desta empresa especializada em tratamentos de doenças autoimunes.

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Lelita_Santos

O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) organiza, entre os dias 16 e 18 de Abril, o IV Congresso Nacional de Auto-imunidade e a sua XXI Reunião Anual. O evento realiza-se em Coimbra, sob o lema “Do Órgão ao Organismo”.

Em entrevista ao nosso jornal, a professora Lèlita Santos, presidente do evento, explicou a lógica que presidiu à construção de um programa científico diversificado através do qual se procurou, uma vez mais, afirmar o compromisso dos internistas no acompanhamento destes doentes e estimular a formação e a investigação na área da auto-imunidade.

JORNAL MÉDICO | Este ano adoptaram como tema “Do Órgão ao Organismo”. No que se traduz esta escolha?

Lèlita Santos | Demonstrar que estas patologias são realmente “sistémicas” necessitando de uma abordagem do doente no seu todo e avaliando todos os órgãos que, no conjunto das suas manifestações, ajudarão a perceber o diagnóstico, o prognóstico e orientar para a melhor terapêutica, a mais adequada àquele doente com aquelas manifestações clínicas. Apesar dos avanços no tratamento destas doenças, ao longo dos anos, a grande dificuldade a nível de cuidados passa pelo controlo da patologia durante a sua evolução e pela ocorrência de períodos em que a patologia se manifesta de forma aguda. É isso que tentamos perceber.

JM | A abordagem da patologia auto-imune é cada vez mais multidisciplinar, para a qual concorrem grande número de competências. Esta dimensão reflecte-se no programa?

LS | Esse é um dos nossos objectivos. Na medicina moderna não se pode deixar de trabalhar em equipa. O conhecimento não é exclusivo de uma ou outra especialidade e deve tratar o doente quem o sabe fazer e tem competências para tal. Assim, a multidisciplinaridade é importante mas, sobretudo, o seguimento partilhado do doente é fundamental. No congresso vão participar internistas e médicos de Medicina Geral e Familiar, cardiologistas, nefrologistas, gastroenterologistas, pneumologistas e vários investigadores, todos ligados à área da auto-imunidade. O Internista é o especialista que conhece o organismo como um todo e pode congregar e gerir todas estas competências dando-lhes o fio condutor. Penso que a multidisciplinaridade está bem representada.

JM | Sendo a Medicina Interna (MI) protagonista no estudo, investigação e acompanhamento das doenças auto-imunes, o acompanhamento dos doentes envolve certamente outras dimensões do universo da Saúde. Quem são e como se articulam com MI os demais actores nesta área?

LS | Os Internistas, com a sua visão global são, sem dúvida, médicos particularmente vocacionados para a abordagem das doenças auto-imunes, de forma abrangente e metódica, na sua variabilidade clínica, na complexidade da sua evolução, no tratamento e nas complicações, principalmente quando têm envolvimento multiorgânico. Há necessidade, na equipa que apoia o doente, de outras valências específicas e de pessoas dedicadas e conhecedoras na área das doenças auto-imunes. Das equipas e/ou dos centros de referência e/ou das unidades de doenças auto-imunes devem fazer parte enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, dietistas e assistentes sociais que possam completar, em conjunto com o doente, o apoio e o tratamento.

JM | À semelhança de edições anteriores, este ano o congresso conta com alguns convidados estrangeiros, que irão abordar temas “de peso”… O que determinou a escolha?

LS | A escolha destes convidados deve-se a dois factos principais. São clínicos com vasta experiência nas doenças auto-imunes sistémicas e que fazem investigação nas respectivas áreas específicas, como por exemplo no transplante de células hematopoiéticas, terapêutica altamente promissora para as doenças auto-imunes. Por outro lado, estes nossos convidados têm recebido, nos seus centros, vários Internos de Medicina Interna para curtos estágios ou formação o que tem permitido manter mesmo uma colaboração muito proveitosa em termos de investigação e projectos em comum, que é fundamental mantermos.

JM | Outro dos temas seleccionados para “conferência” foi o dos “registos em auto-imunidade”. Que caminho já se percorreu em Portugal nesta área e quais as lacunas que ainda é preciso integrar?

LS | Em Portugal está a fazer-se o caminho a passo lento mas seguro. Calcula-se que existem cerca de 500 mil portugueses que sofrem de doenças auto-imunes (5% da população) e os registos completos e actualizados permitem perceber melhor as patologias presentes. Neste sentido, o NEDAI, desenvolveu o Registo Informático de Doenças Auto-Imunes (RIDAI), uma plataforma on-line que permite informatizar as consultas de doenças auto-imunes e que serve de base para o registo destas doenças a nível nacional. O desenvolvimento desta base de dados teve, sobretudo, dois objectivos: conseguir perceber a realidade do país e as variações regionais, de forma a analisar estas doenças e ajudar os médicos a tratar dos seus doentes através de protocolos terapêuticos. Permite ainda comparar e incorporar os nossos registos em registos internacionais, colaborar melhor em ensaios clínicos multicêntricos e em programas de investigação alargados.

JM | Formação, investigação e competências em doenças auto-imunes: qual a realidade portuguesa?

LS |Existe muito interesse por parte dos nossos jovens internos e especialistas na área de formação em doenças auto-imunes sistémicas e isso é bem visível nos estágios, formações e cursos que frequentam. A investigação na área está também em franco desenvolvimento, quer na investigação básica, quer clínica, nos centros de investigação, nas faculdades ou nos hospitais.

A discussão sobre a temática das competências em determinadas áreas do conhecimento médico é, também, muito actual e está a ser feita no seio das instituições representativas. O que se pode dizer é que as doenças auto-imunes sistémicas são complexas e que há necessidade de um conhecimento global e holístico para a sua abordagem, seguimento e tratamento. Aquilo que se assemelha à polipatologia e polimedicação, faz com que a avaliação global ou multidimensional, se torne num instrumento fundamental, para estes doentes. O estudo clínico, a investigação e a aquisição de competências na área necessitam muita dedicação.

JM | Quais os cursos pré-congresso que irão ter lugar este ano?

LS | Os Cursos pré-congresso são muito importantes para todos nós e ajudarão a desenvolver e consolidar os conhecimentos e técnicas que já praticamos. Como habitualmente, dedicam-se aos mais jovens mas, também, a todos os colegas de Medicina Interna e de outras especialidades, interessados nesta área. Estão programados cursos de Imagiologia nas Doenças Auto-imunes Sistémicas (DAIS), Dor nas DAIS, capilaroscopia periungueal, infiltrações articulares e avaliação e interpretação laboratorial das DAIS, num total de cinco, em que estarão envolvidos cerca de 140 clínicos.

JM | Casos clínicos interactivos… Um formato pouco comum. Como se vão consubstanciar nesta edição?

LS | A apresentação e discussão de casos clínicos é, cada vez mais, um formato mais apetecível nas reuniões médicas. É muito interessante raciocinar sobre os casos, dar opiniões, muitas vezes divergentes ou controversas, perante um doente “real”. É assim que se desenvolvem os conhecimentos, que se trocam ideias, num trabalho de equipa como no cenário habitual do dia-a-dia da prática clínica. A apresentação dos casos clínicos de forma interactiva permite tudo isto. Este ano teremos logo no primeiro dia, a apresentação de três casos clínicos interactivos, seleccionados a partir dos casos que nos foram enviados pelos responsáveis das mais de 40 consultas e diversas unidades de doenças auto-imunes de todo o país.

JM | Este ano a “Crise” não inspirou nenhuma mesa do evento… Já não constitui factor crítico, ou, mantendo-se, tem hoje menos peso do que há um ano atrás?

LS | A “crise” está presente e, seguramente, vai ser algures nas várias palestras, aflorada. Claro que ainda é crítica. Temos a certeza que queremos estar do lado das soluções e os Internistas têm consciência do seu papel na defesa dos doentes, em conjunto com os mesmos. É isso que temos feito.

JM | Inovação diagnóstica e terapêutica: há novidades?

LS | A área de investigação para o diagnóstico e terapêuticas nestas doenças, está em franca ascensão e desperta o interesse não só dos clínicos mas, também, da indústria farmacêutica, muito necessária para a inovação e pesquisa de novos testes de diagnóstico, de alvos terapêuticos e de fármacos que atinjam esses alvos.

Existem, cada vez mais marcadores para o diagnóstico precoce destas patologias, biomarcadores de atingimento de órgão e exames para diagnóstico imediato. Por outro lado, o desenvolvimento de fármacos dirigidos a alvos terapêuticos subjacentes ao desenvolvimento das doenças é uma necessidade sentida e aguardamos algumas novidades neste congresso principalmente dos resultados de diversos ensaios clínicos em curso.

JM | Este ano vamos ter uma mesa redonda dedicada às associações de doentes. Como se posicionam hoje e que papel podem desempenhar na melhoria do tratamento das DAIS?

LS | Os doentes são os nossos parceiros e o nosso estímulo. Queremos que uma das faces desta parceria seja a participação activa dos doentes, nomeadamente através das suas associações, nos nossos encontros. Os doentes devem conhecer as nossas motivações e os clínicos têm de tentar responder às suas dúvidas e resolver as suas dificuldades.

JM | E os prémios vão para…

LS | Temos, tradicionalmente no nosso Congresso, prémios para os melhores pósteres. Assim, como habitualmente, haverá um prémio de 1.000 euros para o melhor trabalho original de casuística ou investigação (este prémio tem o patrocínio de uma empresa farmacêutica) e um prémio de 500 euros para o melhor póster de caso clínico.

Embora os valores destes prémios sejam apenas simbólicos, servirão, para os mais jovens, como incentivo para a melhoria da qualidade da investigação clínica nesta área, beneficiando, como sempre, os doentes.

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Investigação em cobaias
Investigadores da Universidade britânica de Bristol anunciaram ontem uma importante descoberta na luta contra as doenças autoimunes debilitantes, nomeadamente a esclerose múltipla, ao revelar como parar as células que atacam o tecido de um corpo saudável.

Ontem, a revista ScienceDaily refere que a equipa de pesquisadores descobriu como converter as células que agem como agressoras em protectoras contra a doença.

De acordo com a publicação científica, esta é uma descoberta que pode levar à utilização generalizada de imunoterapia específica de antigénio – substância que estimula a produção de anticorpos contra agressões – para o tratamento de muitas doenças autoimunes, incluindo a esclerose múltipla (MS), diabetes do tipo 1, doença de Graves, e lúpus eritematoso sistémico (LES).

Para o investigador David Wraith, que liderou a pesquisa, “a compreensão das bases moleculares da imunoterapia específica de antigénio abre novas e excitantes oportunidades para aumentar a selectividade da abordagem ao fornecer marcadores preciosos para medir se o tratamento é eficaz. Estas conclusões têm implicações importantes para os muitos pacientes que sofrem de doenças autoimunes difíceis de tratar”.

A equipa de investigadores da Universidade de Bristol revelou como a administração de fragmentos de proteínas que normalmente são o alvo para o ataque leva à correcção da resposta autoimune, em que as células reagem contra o próprio corpo.

Este tipo de conversão tem sido aplicada às alergias, conhecidos como "dessensibilização alérgica", mas a sua aplicação às doenças autoimunes terá sido feita apenas recentemente.

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As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: