A segunda edição da Cimeira Internacional de Envelhecimento Saudável – International Healthy Aging Summit – irá ter lugar no Altis Grand Hotel, em Lisboa, nos próximos dias 20 e 21 de março. O evento, que se destina ao grande público e aos segmentos profissional e estudante profissional, conta com dois dias de apresentações e discussões e com um terceiro dia reservado a uma formação intensiva para o segmento profissional.

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O envelhecimento da população e a pressão que exerce sobre as contas públicas, nomeadamente sobre a saúde, traz desafios que podem prejudicar a avaliação do rating de Portugal, alertou a agência Moody’s.

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Cientistas do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes descobriram que a manipulação de um gene ajudou a reverter o envelhecimento celular, num estudo com células da pele de ratos publicado na revista Nature Communications.

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O presidente do Instituto Português de Sangue e Transplantação (IPST) afirmou que o envelhecimento da população pode diminuir as dádivas de sangue, pelo que é importante convencer os mais novos a dar sangue.

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As despesas globais com cuidados de saúde deverão atingir os 8,7 biliões de dólares até 2020, uma subida significativa face aos 7 biliões registados em 2015. 

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Os resultados de um inquérito da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 60% das pessoas consideram que os idosos não são respeitados, levando aquele organismo a lançar um alerta para a generalização da discriminação em função da idade, sobretudo nos países ricos, com impacto negativo na saúde física e mental dos idosos, contribuindo para a depressão e isolamento.

A chamada de atenção, decorrida ontem a propósito do Dia Internacional das Pessoas Idosas, resultada de um estudo que abrangeu mais de 83 mil pessoas em 57 países com o objetivo de avaliar as atitudes perante os idosos em todas as faixas etárias, que permitiu concluir que os níveis mais baixos de respeito surgem nos países de alto rendimento.

"Esta análise confirma que o etarismo [discriminação em função da idade] é extremamente comum. No entanto a maioria das pessoas não tem qualquer consciência dos estereótipos subconscientes que mantém sobre as pessoas mais velhas", afirmou o diretor da OMS para o Envelhecimento e Curso de Vida, John Beard.

O responsável compara esta forma de discriminação com o sexismo e o racismo e lembra que é possível mudar as normas sociais. "É tempo de parar de definir as pessoas pela sua idade. Isso resultará em sociedades mais prósperas, mais igualitárias e mais saudáveis."

“As atitudes negativas sobre o envelhecimento e os idosos podem ter "consequências significativas para a saúde física e mental" dos idosos, alertou a OMS.

Outros estudos igualmente recentes, citados pela OMS, demonstram que as pessoas mais velhas que têm uma ideia negativa do seu próprio envelhecimento não recuperam tão bem das doenças e vivem em média menos 7,5 anos do que as pessoas com uma atitude mais positiva.

Estima-se que, até 2025, o número de pessoas com mais de 60 anos duplique, e até 2050 deverá alcançar os dois mil milhões em todo o mundo.

A coordenadora do departamento de Envelhecimento e Curso de Vida na OMS, Alana Officer, recordou que "o etarismo pode ter muitas formas", incluindo a representação das pessoas idosas como frágeis, dependentes e desligadas da realidade nos media, práticas discriminatórias como o racionamento dos cuidados de saúde por idade ou políticas institucionais como a reforma obrigatória a uma determinada idade.

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Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra descobriram um novo mecanismo que explica o atraso no envelhecimento com a diminuição do consumo de calorias, anunciou hoje a Universidade daquela cidade.

Uma equipa de investigadores do CNC da Universidade de Coimbra (UC), liderada por Cláudia Cavadas, “descobriu um novo mecanismo que explica a forma como a diminuição do consumo de calorias atrasa o envelhecimento”, afirma a UC numa nota hoje divulgada.

O estudo foi publicado na última edição da revista norte-americana Procedings of National Academy of Sciences (PNAS).

A investigação do CNC “descreve um mecanismo inédito que explica que a redução de calorias aumenta a molécula ‘neuropeptídeo Y’ (NPY)”, a qual é responsável por estimular a ‘reciclagem celular’, acrescenta a UC.

A ‘reciclagem celular’, denominada autofagia, foi estudada nos “neurónios de uma zona cerebral responsável pelo envelhecimento do corpo, o hipotálamo”.

Os resultados obtidos sugerem que “a redução de calorias, em percentagens de 20% a 40%, sem se prescindir de nutrientes, pode atrasar o envelhecimento em ratinhos, por aumentar a produção de NPY, que estimula, por sua vez, a autofagia no hipotálamo”, explica a mesma nota.

A investigação, realizada durante “cerca de três anos no CNC” e que envolveu vários especialistas, “mostra, pela primeira vez, que o NPY no hipotálamo é um elemento fundamental para que ocorra um aumento da autofagia induzida pela restrição calórica”, sublinha Cláudia Cavadas.

A comunidade científica já sabia que a diminuição de calorias atrasa o envelhecimento, mas este estudo do CNC descobriu que “o NPY explica como esse atraso ocorre no hipotálamo, e é nesta molécula que poderá estar a chave para combater os impactos negativos do envelhecimento”, explica a investigadora.

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A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra vai receber 2,4 milhões de euros da Comissão Europeia para investigar, durante cinco anos, uma área do envelhecimento humano, anunciou hoje aquela unidade.

Segundo Joaquim Murta, director da Faculdade de Medicina, trata-se de um projecto que visa a contratação de uma equipa de investigadores para estudar a biologia do envelhecimento humano, numa área que ainda não está definida.

"Será uma equipa super diferenciada, com laboratórios, investigação e ligação à parte clínica, num nicho específico da área do envelhecimento", explicou à agência Lusa o professor de medicina da UC.

O projecto da Faculdade de Medicina da UC foi um dos quatro nacionais aprovados pela Comissão Europeia, juntamente com os das Universidades do Minho, do Porto e Lisboa.

A investigação em envelhecimento é uma prioridade regional, tendo a Comissão Europeia também seleccionado para financiamento o projecto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) para criação do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento, no âmbito do Programa Horizonte 2020.

Trata-se de um projecto de 20 milhões de euros em consórcio entre a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes, universidades de Newcastle (Reino Unido), Groningen (Holanda) e Mayo Clinic (Estados Unidos da América), projectado para funcionar nas instalações do antigo Hospital Pediátrico de Coimbra.

A candidatura passou à segunda fase, segundo Joaquim Murta, que prevê um desfecho positivo do processo, até porque a Comissão Europeia "já adiantou milhares de euros", antevendo que dentro de "ano e meio ou dois anos" o espaço do antigo pediátrico esteja reabilitado e pronto a acolher o Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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