“A esperança média de vida em Portugal aumentou substancialmente na última década”, atingindo em 2017 os 81,6 anos, acima da média da União Europeia (UE), com 80,9. Não obstante, no início deste ano, 600 mil portugueses não tinham médico de família. Os dados são do relatório “Situação da Saúde na UE” de 2019, divulgado hoje em Bruxelas.

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Portugal está no grupo de 29 países do mundo com uma esperança média de vida de 80 anos ou mais, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgado.

O Japão é, com uma média de 83,7 anos, o país do mundo com maior esperança média de vida, logo seguido pela Suíça, com 83,4 anos. Na região europeia, mantêm também esperanças médias de vida acima dos 82 anos a Espanha, Itália, Islândia, Israel, França e Suécia, enquanto o Luxemburgo figura com 82 anos exatos.

Segundo a lista da OMS, com base em dados de 2015, na zona do Pacífico, além do Japão há mais três países com esperança média de vida acima dos 82 anos: Singapura, Austrália e a Coreia do Sul.

Portugal surge com uma esperança média de vida de 81,1 anos, em décimo terceiro lugar na tabela europeia, ao mesmo nível da Finlândia e da Bélgica e à frente de países como a Alemanha, a Dinamarca ou a Grécia.

Na tabela de 50 países da zona europeia assumida pela OMS, a Suíça lidera a esperança de vida para o conjunto dos dois sexos, com 83,4 anos, seguida de Espanha (82,8) e de Itália (82,7). No fim da tabela está o Turquemenistão (com 66,3 anos) e o Uzbequistão (69,4 anos).

A esperança média de vida global, em todo o mundo, foi em 2015 de 71,4 anos. De uma forma geral, em todos os países, e em todas as regiões no seu conjunto, as mulheres vivem mais que os homens, com uma esperança média mundial de 73,8 anos, enquanto os homens se ficam pelos 69,1 anos.

O relatório da OMS salienta que ainda há 22 países no mundo onde a esperança de vida fica abaixo dos 60 anos, todos eles situados na África subsaariana.

Globalmente, a esperança de vida quando atingidos os 60 anos tem crescido continuamente, passando de 18,7 anos em 2000 para 20,4 anos em 2015.

Quanto à mortalidade materna, definida pelo número de mães que morrem por cada 100 mil nascimentos, foi estimada globalmente, no passado, em 216 , o que faz com que 830 mulheres morram no mundo a cada dia devido a complicações da gravidez e do parto.

“Quase todas essas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos e a maioria poderia ter sido evitada”, refere o documento da OMS.

A região africana lidera as cifras de mortes maternas, com a Serra Leoa a ter os piores níveis (1.360 em 100 mil). Na Europa, Finlândia, Grécia, Islândia e Polónia são os países com melhor classificação, com uma taxa de três mortes maternas por cada 100 mil nascimentos. Portugal surge sensivelmente a meio da tabela, com 10 em cada 100 mil.

Relativamente à mortalidade infantil, a OMS aponta para que 5,9 milhões de crianças com menos de cinco anos tenham morrido no ano de 2015, com um ratio de 42,5 mortes por cada 100 mil nascimentos. Cerca de 45% dessas mortes ocorreram em recém-nascidos, com uma mortalidade neonatal de 19 por 100 mil nascidos.

Na região europeia, a esmagadora maioria dos países tem níveis de mortalidade infantil abaixo dos 10 por 100 mil nascimentos, com o Luxemburgo a apresentar a melhor taxa (1,9), seguido da Islândia (2,0) e da Finlândia (2,3). Portugal situa-se no grupo dos 20 países da região com melhores indicadores, com 3,6 mortes abaixo dos cinco anos por 100 mil crianças nascidas, à frente de outros países do sul como Espanha (4,1), França (4,3) e Grécia (4,6).

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A esperança de vida em Portugal continua acima da média europeia, mas a obesidade é um risco crescente para a saúde no país, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) hoje publicado em Londres.

A esperança de vida em Portugal é, após o nascimento, de 77,4 anos para os homens e 83,9 anos para as mulheres, enquanto depois dos 65 anos é de 17,9 anos para os homens e 21,7 anos para as mulheres.

A média europeia é de 73,1 anos para os homens e 80,3 anos para as mulheres após o nascimento e de 15,9 anos para os homens e 19,6 anos para as mulheres depois dos 65 anos.

Porém, a prevalência de peso excesso de peso em portugueses adultos aumentou de 53,7% em 2010 para 55,6% em 2014, mantendo-se superior nos homens do que as mulheres.

Este cenário coincide com o panorama geral captado pelo relatório da OMS sobre o Estado de Saúde na Europa em 2015, publicado a cada três anos e que abrange 53 países.

"Portugal tem, como todos os países que entraram para a União Europeia antes de 2004, uma esperança de vida muito elevada. E as boas notícias são que, em toda a região, a mortalidade infantil desceu e a esperança de vida continua a aumentar", saudou Claudia Stein, diretora do departamento de Informação, Verificação, Investigação e Inovação da OMS para a Europa.

Porém, disse à agência Lusa, "nem tudo são boas notícias, porque o consumo de álcool e tabaco continua muito elevados, apesar de ter baixado nos últimos anos, e a obesidade continua a aumentar: a Europa é a região com maior índices de obesidade, atrás dos EUA".

Em Portugal, a informação relativa ao consumo de tabaco refere-se apenas a 2010 e 2012, tendo-se registado uma evolução positiva, pois a percentagem de fumadores terá baixado de 23,8% para 22,4%, mas a estatísticas sobre o consumo de álcool após os 15 anos são omissas depois de 2011.

O relatório indica também que o número de portugueses cujas vidas são interrompidas por doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas está em declínio: baixou de 242 em 100.000 em 2010 para 235,6 em 100.000 em 2012.

"Embora a esperança de vida tenha aumentado e estejamos no bom caminho para atingir os objetivos da Estratégia Saúde 2020, estes fatores de risco podem achatar a curva. Cabe aos governos fazer algo sobre isto", vincou Claudia Stein.

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2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos
Editorial | Rui Nogueira
2020: Linhas de provocação de uma nova década com novas obrigações para novos contextos

Este ano está quase a terminar e uma nova década vai chegar. O habitual?! Veremos! Na saúde temos uma viragem em curso e tal como há 40 anos, quando foi fundado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções.

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