A Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro apresentam amanhã, em Coimbra, um "projeto transfronteiriço inovador de investigação e deteção precoce da leucemia", foi hoje anunciado.

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Um projeto destinado a doentes com leucemia e linfoma presta apoio domiciliário a mais de 200 utentes, na maior parte idosos, evitando que passem horas no Centro Hospitalar de São João (CHSJ), no Porto, à espera de uma transfusão.

 

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Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (iMM) de Lisboa descobriram que um composto químico a ser testado no tratamento de um determinado cancro pode ser igualmente eficaz no combate contra um outro cancro, uma leucemia frequente em crianças.

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leucemia

Uma equipa de investigadores, incluindo o português Delfim Duarte, concluiu que células de leucemia, o cancro do sangue, "fogem" e resistem à quimioterapia porque movimentam-se de forma rápida na medula óssea, sem se fixar num sítio específico.

A descoberta, cujos resultados foram publicados esta semana na revista Nature, abre portas para novos tratamentos, que, segundo a equipa, devem ser concebidos para travar o movimento destas células.

Cientistas do Imperial College de Londres estudaram, numa experiência com recurso a ratos, um tipo agressivo de leucemia aguda, a leucemia linfoblástica aguda de células T, um cancro de uma espécie de glóbulos brancos, que se caracteriza pelo aumento descontrolado destas células, responsáveis pela defesa do organismo contra agentes invasores.

Uma das teorias avançadas para explicar a resistência desta leucemia agressiva ao tratamento inicial, a quimioterapia, e a sua reincidência é a capacidade de os tumores se protegerem em locais específicos da medula óssea.

"[Contudo,] surpreendentemente, verificámos que, ao contrário do que tinha sido proposto anteriormente, as células de leucemia são extremamente rápidas e não têm localização preferencial na medula óssea. Ou seja, de forma simplificada, a leucemia 'foge' e resiste à quimioterapia", sustentou à Agência Lusa o investigador Delfim Duarte, a realizar o doutoramento em leucemia e microambiente da medula óssea, no Imperial College de Londres.

A equipa utilizou uma "técnica inovadora" de observação ao microscópio, 'in vivo', em ratinhos com leucemia linfoblástica aguda de células T.

A técnica, explicou o hematologista no Instituto Português de Oncologia do Porto, Delfim Duarte, "permitiu seguir, pela primeira vez, e em tempo real, as células de leucemia dentro da medula óssea", possibilitando "estudar o seu comportamento (movimento e estruturas com que interagem) e a sua localização".

Para o estudo, foi analisado o comportamento das células de ratinhos "doentes", com leucemia, e de células humanas de leucemia transplantadas em ratinhos imunodeficientes.

Os investigadores concluíram que quanto mais agressiva era quimioterapia administrada, mais rapidamente se movimentavam as células tumorais, resistindo ao tratamento.

O grupo observou também que a leucemia linfoblástica aguda de células T, predominante em crianças, destrói os osteoblastos, células do osso "essenciais à produção normal de sangue".

As conclusões a que chegaram os cientistas foram verificadas a partir de biópsias de medula óssea de doentes humanos, na Austrália. A equipa da qual faz parte Delfim Duarte, um dos primeiros coautores do artigo publicado na Nature, está a averiguar qual a proteína envolvida no movimento das células da leucemia estudada, que possa servir como alvo terapêutico.

Além disso, pretende "explorar tratamentos que protejam os osteoblastos e permitam diminuir algumas complicações da doença", como anemia, infeções ou hemorragias. O estudo teve a colaboração de investigadores do Instituto Francis Crick, igualmente em Londres, no Reino Unido, e da Universidade de Melbourne, na Austrália.

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imm

Uma equipa de investigadores portugueses descobriu como travar a evolução de um tipo de leucemia frequente nas crianças, através da utilização de um composto farmacológico, abrindo portas ao desenvolvimento de uma terapêutica alternativa à existente actualmente.

O trabalho foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sob a coordenação de João Taborda Barata, com “resultados bastante promissores no que respeita ao potencial desenvolvimento de uma terapêutica alternativa para tratamento da leucemia linfoblástica aguda de células T (LLA-T), um tipo de leucemia bastante frequente em crianças”, revela o instituto.

Publicada na revista científica Oncogene, a investigação estudou o papel da proteína ‘CHK1’ em doentes e concluiu que esta se encontra ‘hieratizada’, permitindo a viabilidade das células tumorais e a proliferação da doença.

“Demonstrámos que a expressão do gene CHK1 está aumentada neste tipo de leucemia. O curioso é que o CHK1 serve como uma espécie de travão para a multiplicação celular, mas acaba por ajudar as células leucémicas porque as mantém sob algum controlo. Se inibirmos o CHK1 as células tumorais ficam tão ‘nervosas’ – o que chamamos de ‘stresse replicativo’ – que acabam por morrer”, explica João Barata.

Deste modo, o CHK1 constitui “um novo alvo molecular para potencial intervenção terapêutica em leucemia pediátrica”, acrescenta.

A equipa de investigadores utilizou um composto farmacológico (PF-004777736) para inibir o gene CHK1 e verificou que o composto induzia a morte de células de LLA-T (leucemia linfoblástica aguda de células T), sem afectar as células T normais.

A investigação conseguiu assim observar que a utilização daquele composto farmacológico é capaz de interferir na proliferação das células afectadas e de interromper o seu ciclo de vida, diminuindo o desenvolvimento da doença.

Apesar de este tipo de leucemia ser um cancro que apresenta grande sucesso terapêutico nas crianças, os efeitos secundários resultantes das terapias actuais são bastante consideráveis.

A LLA- T é um cancro do sangue (tumor líquido) especialmente frequente em crianças e que se caracteriza por um aumento descontrolado do número de linfócitos T (glóbulos brancos), as células do sistema imunitário responsáveis por identificar e combater agentes externos causadores de infecção.

A incidência de LLA em geral é relativamente similar na Europa e nos Estados Unidos da América, com um caso em cada 50.000 habitantes, sendo mais frequente no sexo masculino do que no sexo feminino e apresentando dois picos de incidência: dos dois aos cinco anos e após os 50 anos de idade.

Lusa/JM

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Leucemia

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que uma determinada alteração cromossómica aumenta em 2.700 vezes o risco de um subtipo de leucemia aguda com mau prognóstico.

O estudo publicado na revista Nature, a que a Lusa teve hoje acesso, descreve os mecanismos cromossómicos que estão subjacentes a um subtipo de leucemia aguda com mau prognóstico, caracterizada pelo aumento do número de cópias (amplificação) de genes do cromossoma 21.

Esta investigação internacional teve a participação do Serviço de Genética do IPO do Porto e revela que “os indivíduos que são portadores de uma fusão entre os cromossomas 15 e 21 têm uma predisposição muito aumentada (2.700 vezes) para aquele tipo de leucemia”.

“Este risco aumentado relaciona-se com o facto de aquele cromossoma alterado ter dois centrómeros, o que faz com que possa ser puxado simultaneamente para as duas células filhas durante a divisão celular. Este processo origina várias quebras cromossómicas que resultam em alterações genéticas mais complexas que depois originam a leucemia”, explicou o director do Serviço de Genética do IPO/Porto, Manuel Teixeira.

Esta descoberta “ajuda a perceber que quem tem estas alterações cromossómicas, que são herdadas, tem maior predisposição para este tipo de leucemia, permitindo, assim, que as pessoas fiquem mais atentas e possam fazer uma vigilância mais apertada”, disse Manuel Teixeira.

Os portadores dessa anomalia genética, “poderão fazer uma espécie de rastreio (uma análise ao sangue) regularmente para garantir que a doença é detectada o mais cedo possível, permitindo-lhes iniciar o tratamento precocemente”. O investigador Manuel Teixeira salientou que “não é certo que todos os indivíduos com esta alteração cromossómica venham a sofrer de leucemia, embora o risco seja muito elevado”.

Este trabalho mostra ainda que as pessoas que não têm aquela alteração cromossómica podem também desenvolver este tipo de leucemia por um mecanismo cromossómico ligeiramente diferente, mas a probabilidade de tal ocorrer é muito inferior.

A leucemia linfoblástica aguda é o tipo de cancro mais comum em crianças e o subtipo de leucemia associada a amplificação de genes do cromossoma 21 representa cerca de 2% dos casos.

Os tipos de leucemia mais comuns em crianças estão associados a outras alterações cromossómicas identificadas anteriormente e apresentam taxas de sobrevivência acima de 90%, mas o subgrupo causado por amplificação de genes do cromossoma 21 têm ainda relativamente mau prognóstico.

Por não ser uma alteração muito comum, o investigador explicou que foi necessário reunir vários casos, envolvendo a participação de laboratórios do Reino Unido, França, Bélgica, EUA e Portugal.

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imbruvicaO director da Agência de Segurança Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (ANSM) francesa autorizou o uso temporário em doentes com leucemia do Imbruvica (ibrutinib) um medicamento ainda sem autorização de introdução no mercado (AIM) francês, indicado no tratamento de certas formas de leucemia.

A ANSM “decidiu dar um parecer favorável ao pedido de autorização de uso temporário do Ibrutinib” aos pacientes com certas formas de cancro de sangue, disse Dominique Maraninchi, citado pela Sciences et Avenir, revista científica francesa.

O Ibrutinib é um medicamento desenvolvido pela farmacêutica Janssen-Cilag e concebido para o tratamento de pacientes que sofrem de forma refractária de leucemia linfocítica crónica, comum em adultos, bem como àqueles com uma forma rara de linfoma, o linfoma de células do manto, que afecta anualmente entre 600 e 700 novas pessoas na França.

Em 2012, a Alta Autoridade para Saúde de França registou a forma refractária de leucemia linfocítica crónica em 30 por cento de 4.464 novos casos de pacientes.

Segundo a publicação científica, a Ibrutinib tem um estatuto especial concedido a alguns fármacos, pelo que apesar de ainda não ser autorizada no mercado, a sua venda não é, de resto, proibida, até porque as autorizações temporárias no mercado são emitidas sob certas condições.

“Produtos que beneficiam (os pacientes) devem ser utilizados para o tratamento de doenças graves ou raras para o qual não existe tratamento adequado”, desde que haja uma “forte presunção de eficácia e segurança para uso”, lembra a revista científica francesa.

Os exames feitos ao Ibrutinib foram bem suportados pelos pacientes, tendo a taxa de resposta global de doentes tratados sido de 50 a 71 por cento, com uma remissão sustentada, refere um estudo publicado pela revista New England em Junho do ano passado.

A directora da divisão de Avaliação da ANSM, Cécile Delval, disse que, apesar destes resultados fornecido pelo laboratório, a sua instituição decidiu autorizar o uso temporário da droga a este grupo de pacientes.

De acordo com a ANSM existem dois tipos de autorizações temporárias para a colocação do medicamento no mercado: uma que é emitida a pedido do médico que prescreve.

A outra categoria de autorização de uso temporário - atribuída à Ibrutinib para tratar formas raras de leucemia - abrange grupos ou subgrupos de pacientes definidos com precisão e é emitido por um período de um ano após a notificação da comissão para o lançamento do produto no mercado, refere o organismo francês.

 

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Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos
Editorial | Jornal Médico
Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos

Reler as origens do Serviço Nacional de Saúde ajuda a valorizar o presente e pode ser uma forma de aprender para investir no futuro com melhor fundamentação

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