A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) justifica o aumento do número de cirurgias realizadas em entidades dos setores social e privado, em 2018, com a redução dos tempos máximos de resposta garantidos.

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) quer reduzir as listas de espera para cirurgias nos Açores e apela à necessidade de medidas que incentivem o internato médico na região.

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A Comissão de Utentes do Serviço Regional de Saúde da Madeira alertou, hoje, para o aumento das listas de espera para cirurgias entre 2015 e 2018, apesar de ter sido criado um programa para combater este problema.

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A Ordem dos Médicos (OM) acolhe positivamente a criação de um grupo para avaliar a gestão das listas de espera em consultas e cirurgias, mas considera não se tratar da auditoria externa que tinha sido solicitada.

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O Governo vai criar um grupo técnico independente para avaliar os sistemas de gestão das listas de espera para consultas e cirurgias, após um relatório do Tribunal de Contas que pôs em causa a fiabilidade dos dados oficiais.

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cirurgia
O secretário regional da Saúde da Madeira anunciou hoje que vai ser implementado, ainda este ano, um plano de recuperação cirúrgica para colmatar o problema das listas de espera no arquipélago.

Manuel Brito fez este anúncio na comissão parlamentar de Saúde e Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa da Madeira, que durou cerca de três horas e contou com a presença do diretor clinico do hospital do Funchal, João Manuel Rodrigues, a presidente do conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (Sesaram), Lígia Correia, e da responsável pelo Instituto de Saúde (IASAUDE), Ana Nunes.

O deputado do CDS-PP Mário Pereira apontou que, “neste momento, ascendem a 86.370” os inscritos nas listas de espera no hospital do Funchal, das quais cerca de 17 mil são para intervenções cirúrgicas.

“Ainda este ano, em outubro, será implementado um programa de recuperação cirúrgica específico para recuperar as listas de espera”, informou Manuel Brito, salientando ser necessário efetuar a sua atualização e que haverá uma contratualização com os médicos, abrangendo sobretudo as especialidades mais problemáticas.

Na ocasião, Manuel Brito defendeu a importância de a região aproveitar "a experiência" de programas implementados a nível nacional. "Por estarmos de costas viradas, perdemos [Madeira] muitos milhões", disse.

Questionado sobre os problemas que se têm verificado no bloco operatório, devido às elevadas temperaturas que se têm registado na região, realçou que haverá “a substituição do equipamento de maneira a se ajustar às necessidades”, estando prevista, também, para breve, a entrada em funcionamento de novas salas incluídas no projeto de recuperação do hospital do Funchal.

O secretário regional complementou que “todas as disfunções” verificadas na principal unidade de saúde do arquipélago “confirmam que é preciso um novo hospital”, pelo que os investimentos imediatos que são necessários “não devem condicionar” a construção dessa nova unidade.

“Todas as obras que forem necessárias para assegurar a segurança dos doentes [no hospital], custe o que custar, com o sem PAEF (programa de ajustamento económico e financeiro), temos de fazer”, sublinhou.

Ainda sobre a construção de um novo hospital, o governante defendeu “ser muito difícil, tecnicamente, ter uma nova unidade, com chave na mão antes de sete anos”, acrescentando que, “até final do mês”, será apresentado o relatório técnico para ser colocado em discussão pública.

Manuel Brito considerou que “o novo hospital é uma causa regional” e "um bom investimento", que deve “comprometer todos”, insistindo haver a “possibilidade de compromisso para inscrever o projeto como de interesse comum” e mencionando que decorrem encontros com os responsáveis do Ministério da Saúde sobre o assunto.

O responsável também assegurou que se vai manter a contratualização médica, referindo que o recurso aos serviços privados apenas acontecerá depois “da capacidade interna estar esgotada”.

Manuel Brito e os outros responsáveis responderam ainda a perguntas relacionadas com o problema da falta de médicos, das altas problemáticas, de medicamentos, da rutura no armazenamento de várias vacinas, entre outros.

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O tempo médio de espera para cirurgia no Centro Hospitalar de Leiria foi de três meses em 2014 e 90% dos doentes foram operados dentro do prazo definido, disse hoje o Conselho de Administração desta unidade de saúde.

O relatório sobre o desempenho operacional e económico de 2014 do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), que integra os hospitais de Santo André, Alcobaça e Pombal, demonstra ainda que "a demora média de internamento regista uma duração de 6,3 dias, a mortalidade situa-se nos 5,5 por cento e a taxa de internamentos com complicações cifra-se pelos 2,7 por cento", indicadores que o Conselho de Administração (CA) considera serem de "qualidade e compatíveis com os melhores registos internacionais".

O mesmo documento refere ainda que, entre 2006 a 2014, a consulta externa cresceu 79,8 por cento, sendo que as primeiras consultas aumentaram 92 por cento, indicador que permite "perceber a capacidade da instituição de receber novos utentes em consulta", refere o CHL.

"As intervenções cirúrgicas totais, no mesmo período, passaram de 9.607 para 15.795, significando um crescimento de 64,4 por cento, sendo que, relativamente à cirurgia de ambulatório, de 2006 a 2014, passou-se de 2.953 para 8.112, um crescimento de 174,7 por cento, o que demonstra de forma expressiva e clara a melhoria da resposta à procura deste tipo de cuidados assistenciais", lê-se ainda no documento.

De salientar, no entanto, que para o aumento destes números também contribuiu o facto de o CHL passar a integrar o Hospital de Pombal, em 2011, e o de Alcobaça, em 2013.

Os indicadores de qualidade assistencial mostram ainda que, no ano passado, realizaram-se 257.184 consultas externas e 26.392 internamentos.

O CHL efectuou ainda 15.795 cirurgias, das quais 8.112 em ambulatório. O hospital de dia teve um registo de 10.312 sessões, enquanto o serviço domiciliário realizou 2.183 visitas. Dados estes que "ultrapassaram as metas definidas".

Apesar dos resultados positivos, o CHL constata ainda a falta de médicos de algumas especialidades, o que se traduz numa "incapacidade de resposta nos tempos definidos".

Segundo o CA, o hospital tem procurado "promover uma estratégia de recrutamento de especialistas", tendo contratado "mais 13 médicos em 2014".

Quanto aos resultados económicos e financeiros, o ano de 2014 manteve um resultado líquido positivo superior a um milhão de euros e resultados operacionais de 451.320 euros, que "quase triplicaram face a 2013".

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ascendeu a quatro milhões de euros, "o melhor resultado desde 2010".

"Em termos médios anuais, entre 2007 e 2014, o resultado líquido foi de 1,6 milhões de euros, e o EBITDA de 4,4 milhões de euros, o que demonstra a sustentabilidade do projecto empresarial do CHL", assegura o CA.

Garantindo uma autonomia financeira de 74 por cento, o CHL garantiu um prazo médio de pagamento a fornecedores de 43 dias.

O relatório do CHL revela ainda a "significativa aposta na modernização de instalações e equipamentos", entre 2006 a 2014, que se traduziu num investimento que "ultrapassou os 37,6 milhões de euros".

Para 2015, o CA revela ter previsto um orçamento que ascende os 4,2 milhões de euros, "em verbas próprias" para a modernização dos três hospitais que integram o CHL.

"Mesmo com recursos limitados, e num contexto nacional especialmente difícil, o CHL conseguiu crescer e afirmar-se, sendo acreditado pela Joint Commission International", afirma fonte do CA à agência Lusa.

Segundo o CA, os resultados positivos são consequência da "definição clara do projecto estratégico do CHL", de uma "gestão rigorosa", de uma "motivação contínua dos colaboradores com a melhoria efectiva das condições de trabalho" e de um "grande investimento na transparência, proximidade, partilha de informação e mobilização de todos".

"Os resultados que temos são excelentes, mas estamos convictos de que poderíamos fazer ainda melhor com mais recursos, especialmente humanos, que, estamos certos, nos serão disponibilizados em breve", conclui o CA.

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Espera 2
Os directores clínicos vão ter as suas competências reforçadas a partir de sexta-feira, relativamente às listas de espera para cirurgia de doentes oncológicos, uma medida que visa dar resposta ao aumento de casos de cancro nos últimos anos.

De acordo com uma portaria hoje publicada em Diário da República, “o peso das doenças oncológicas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem vindo a aumentar nos últimos anos, prevendo-se uma pressão ainda maior ao longo das próximas décadas”, o que justifica a adopção de medidas que respondam no imediato às necessidades dos doentes.

As medidas adoptadas visam ainda capacitar o SNS para o esperado aumento de entradas em lista de espera para cirurgia, mas também para responder ao aumento de necessidades como diagnósticos – em particular imagiologia e anatomia patológica –, oncologia médica, radioterapia e cuidados de suporte.

Assim, uma das medidas previstas é o reforço dos mecanismos de acompanhamento e monitorização dos doentes oncológicos, para perceber se as respostas existentes estão adequadas à procura de tratamento cirúrgico e, caso não estejam, adoptar medidas correctivas.

As unidades regionais de gestão de inscritos para cirurgia (URGIC) vêem acrescidas às suas actuais competências a obrigação de analisar e emitir pareceres relativamente aos relatórios mensais apresentados pelo director clínico da unidade hospitalar e propor medidas correctivas para aprovação pela respectiva Administração Regional de Saúde.

Os utentes classificados como prioritários passam a ter que ser acompanhados e monitorizados com uma periodicidade semanal, bem como os utentes inscritos para cirurgia com diagnóstico de neoplasia maligna, devendo ser enviada uma lista nominal ao director clínico da unidade hospitalar.

Ao director clínico compete, em especial, agendar a cirurgia desses utentes e reportar mensalmente à URGIC todos os utentes que ultrapassam os tempos máximos de resposta garantidos.

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Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos
Editorial | Jornal Médico
Serviço Nacional de Saúde – 40 Anos

Reler as origens do Serviço Nacional de Saúde ajuda a valorizar o presente e pode ser uma forma de aprender para investir no futuro com melhor fundamentação

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