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A Câmara Municipal do Seixal anunciou que existem 28.279 pessoas sem médico de família inscritas nas unidades de saúde do concelho, referindo que é necessário mais investimento na área da saúde.

"De acordo com dados de 2015 disponibilizados pelo ACES Almada/Seixal regista-se a existência de 28.279 utentes sem médico de família inscritos nas unidades de saúde, dos quais 14.619 na freguesia de Amora e 13.660 na freguesia de Corroios", refere uma tomada de posição da autarquia liderada por Joaquim Santos.

O documento acrescenta que os dados "totalizam 17,4% da população inscrita nos serviços de saúde públicos, percentagem acima da média nacional que é de 12,1%".

"É também evidente a insuficiência de recursos humanos e equipamentos na Península de Setúbal, como podemos constatar pela cobertura de camas hospitalares a nível nacional que em 2010 era de 3,4 camas para mil habitantes, enquanto na Península de Setúbal era de 1,73 camas por mil habitantes em 2012", frisa o autarca do PCP.

A autarquia reafirma que é necessário construir o hospital no Seixal, construir o novo Centro de Saúde de Corroios e concretizar o alargamento imediato dos horários de funcionamento nos três centros de saúde do concelho.

De acordo com Joaquim Santos, "o município tem, desde sempre, assumido a promoção da saúde da população como uma prioridade da agenda política".

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Medicos2

O Secretário de Estado da Saúde anunciou na quinta-feira a abertura de 42 vagas para médicos nos Agrupamentos dos Centros de Saúde (ACES) da península de Setúbal, para reduzir o número de utentes sem médico de família.

"Foi hoje [quinta-feira] lançado o aviso para o concurso de Medicina Geral e Familiar. Foram abertas 14 vagas no ACES do Arco Ribeirinho (Barreiro/Moita/Montijo), 14 no ACES Almada/Seixal e 14 no ACES Arrábida (Palmela/Sesimbra/Setúbal)", disse Fernando Araújo.

"Vamos tentar que estas 42 vagas sejam preenchidas na totalidade, o que permitirá reduzir o número de utentes sem médico de família em 30 a 40 por cento. O número de vagas é mais ou menos adequado ao numero de candidatos. Acreditamos que a maior parte destas vagas será ocupada no princípio de julho", acrescentou.

O secretário de Estado falava à Lusa depois de um encontro informal com cerca de uma centena de militantes socialistas, médicos e outros convidados, no âmbito da iniciativa "90 Minutos Com", promovida pelo PS/Setúbal, onde foram abordadas diversas questões sobre a saúde na região.

No encontro, que afinal durou quase três horas e foi muito participado, Fernando Araújo não só explicou e justificou a necessidade de algumas medidas do Governo na área da saúde, como também registou críticas de profissionais de saúde, designadamente por causa da falta de médicos anestesistas no Hospital de São Bernardo, que obriga ao adiamento de intervenções cirúrgicas programadas.

Confrontado com as dúvidas dos enfermeiros sobre a reposição das 35 horas de trabalho por semana, Fernando Araújo esclareceu que o Ministério da Saúde "ainda está a negociar com os sindicatos dos enfermeiros", mas afirmou-se convicto de que haverá um acordo dentro de pouco tempo.

"Ainda estamos a negociar a aplicação dessa medida com os sindicatos. Diria que muito rapidamente [os enfermeiros] irão ter orientações para poderem organizar os serviços, de modo a podermos cumprir uma lei aprovada na Assembleia da República sem que haja faltas ou lacunas na prestação de cuidados de saúde aos utentes", disse.

Questionado por um dos participantes no encontro sobre uma eventual separação entre os setores público e privado na área da saúde, o secretário de Estado respondeu que a "prioridade do Governo é defender o Serviço Nacional de Saúde [SNS]".

"Vamos tentar clarificar a questão das incompatibilidades, vamos tentar que o sistema seja cada vez mais transparente, que as opções e a forma de trabalho seja mais clara para todos, para que não haja dúvidas sobre isso. Vamos caminhar de uma forma tranquila, ponderada, de modo a evitar que haja problemas no SNS", disse.

"Temos, acima de tudo, uma enorme vontade de defender o SNS. Essa é a nossa grande prioridade. Fá-lo-emos, seguramente, na defesa do interesse público, na defesa do interesse dos utentes, independentemente dos lóbis que possam existir ou não. Há vontade, há capacidade, e iremos conseguir fazê-lo, seguramente", concluiu.

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Consulta aberta

A Câmara de Mafra decidiu criar incentivos para atrair e fixar médicos de família no concelho, para colmatar a falta destes profissionais.

Em reunião pública, o executivo municipal aprovou por unanimidade uma proposta através da qual o município vai apoiar com 400 euros mensais, durante um período de dois anos, os médicos de família que venham a exercer a sua profissão no concelho durante cinco anos.

A atribuição de 400 euros mensais destina-se a apoiar a aquisição ou arrendamento de habitação ou, em alternativa, o transporte de médicos que não residam no concelho.

O presidente da Câmara explicou que, face ao aumento demográfico e da taxa de natalidade no concelho, em contraciclo com o país, a medida visa atrair médicos e reduzir o número de utentes sem médico de família.

Hélder Sousa Silva adiantou que dos 67.600 utentes, 40% estão sem médico de família, estando por isso em falta 18 médicos.

Segundo o autarca, o número de médicos em falta poderá baixar a breve prazo para 12 se, no âmbito de um concurso de contratação, forem atribuídas as seis vagas destinadas a Mafra das 12 que estão previstas para o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul.

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sinaletica - centro de saúde

O presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, afirmou ontem que a situação que se vive no Centro de Saúde da Marinha Grande é "arrasadora".

Após a visita às instalações do centro de saúde e de um encontro com os médicos que trabalham neste serviço, no âmbito do Dia Mundial do Médico de Família, Carlos Cortes lamentou a falta de médicos e de condições físicas que existe na Marinha Grande.

"Esta situação é arrasadora para a intervenção do Ministério da Saúde e, por isso, o Ministério e a ARS Centro vão ser informados desta situação e vamos solicitar que as medidas que estão para ser adotadas sejam rapidamente resolvidas a bem dos utentes desta região", adiantou Carlos Cortes.

O responsável salientou que os utentes deste centro de saúde "não são menos importantes que os utentes de outras zonas e dá impressão que há aqui duas velocidades e que os utentes da Marinha Grande são de segunda, mas não são".

Carlos Cortes denunciou que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Pinhal Litoral, do qual faz parte o Centro de Saúde da Marinha Grande, "tem 40 mil utentes sem médico de família, um quarto dos quais - isto é, 10 mil - estão sem médico de família na Marinha Grande".

"Por isso, tínhamos de vir cá e dar o apoio e registámos que está a ser desenvolvido um esforço muito importante por parte dos profissionais de saúde e do ACES Pinhal Litoral no sentido de fazer face às dificuldades", acrescentou.

O presidente da Secção Regional do Centro informou ainda que "faltam seis médicos neste centro de saúde para os utentes serem devidamente bem acompanhados" e "há também necessidades de administrativos, que é uma carência que se nota em várias áreas da zona centro".

O responsável constatou ainda a "deterioração" do edifício, "que não é compatível com os parâmetros que se tem de ter hoje para um bom atendimento".

"Os profissionais estão exaustos. O edifício está quase a cair, precisa de obras e dá-nos um pouco a sensação que este centro de saúde foi esquecido pela tutela, apesar de várias vezes vários intervenientes terem chamado a atenção do poder político para esta situação. A Ordem dos Médicos veio dar um reforço positivo e chamar a atenção novamente para que este centro de saúde seja priorizado em termos de intervenção do Ministério da Saúde", sublinhou.

Segundo foi transmitido a Carlos Cortes, "tem havido intenção do ministério de resolver a situação", mas "a verdade é que ela não está resolvida". "Alguém vai ter de pensar e resolver estas deficiências", disse, lamentando que esta seja a "regra".

Este responsável lembrou ainda o problema do ‘burnout’ dos médicos, "que não tem a ver com os problemas que têm com os seus doentes, mas tem a ver fundamentalmente porque o sistema não está a funcionar e não está a dar a resposta devida".

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Medicos2

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, reconheceu ontem a falta de médicos de família no litoral alentejano, situação que afeta "cerca de 30 por cento" dos utentes, comprometendo-se com o reforço de profissionais no próximo verão.

"Não há muita população sem médico de família [no Alentejo], o litoral alentejano é talvez a pior situação no contexto da região, com 28 a 30 por cento de cidadãos sem médico de família", disse o governante em declarações aos jornalistas, após a tomada de posse do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

O secretário de Estado assegurou que os serviços de saúde no Alentejo serão reforçados com mais "12 ou 13" médicos de família, a partir do verão, alguns dos quais destinados ao litoral alentejano.

"Vamos ter médicos de família novos a partir de junho e uma parte necessária virá para aqui para a região do litoral alentejano", declarou.

Questionado a propósito da falta de médicos de outras especialidades na ULSLA, que inclui o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, Manuel Delgado disse ter como objetivo "trabalhar com o conselho de administração para criar linhas de financiamento especiais para o recrutamento de profissionais".

O secretário de Estado da Saúde terminou ontem em Santiago do Cacém uma visita de dois dias a várias unidades do Serviço Nacional de Saúde no Alentejo, que teve como objetivo perceber "a realidade", "os problemas" e as "virtudes do trabalho que se faz na região".

Após a tomada de posse, o presidente do conselho de administração da ULSLA, Paulo Espiga, assegurou aos jornalistas que, até ao final deste ano, o novo Centro de Saúde de Sines, também no Alentejo Litoral, deverá entrar em funcionamento.

"Em final de novembro, princípio de dezembro estará certamente a funcionar", disse, quando questionado pelos jornalistas a propósito das novas instalações do Centro de Saúde de Sines, cujo auto de consignação da obra foi assinado no final de 2014.

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quinta-feira, 19 maio 2016 17:52

SNS vai contratar mais médicos de família

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O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, assegurou ontem que o país vai contar até setembro com mais médicos de família, reconhecendo que a sua falta é um “problema” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Isso é um problema e nós temos que preencher logo que possível as vagas de médicos de família. E aqui, a boa notícia, é que nós vamos ter médicos de família novos, a sair da sua formação, durante o mês de junho”, disse.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao hospital de Portalegre, o governante afirmou que, “até agosto/setembro”, vão ser colocados profissionais de norte a sul do país e que “alguns deles” vão exercer no Alentejo. Manuel Delgado não especificou quantos médicos de família vão entrar no SNS, assegurando apenas que será um “número significativo”.

Lamentando a existência de utentes sem médico de família, o secretário de Estado sublinhou que no Alentejo vive-se “alguma discrepância” nesta matéria.

“Aqui no Alentejo há alguma discrepância. Por exemplo, na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano só oito por cento da população é que não tem médico de família, o que é muito bom”, enalteceu.

O secretário de Estado da Saúde, que iniciou ontem uma visita de dois dias ao Alentejo, dando “ênfase” aos cuidados de saúde primários, explicou que a sua deslocação pretende “não só identificar os sucessos, mas também identificar os problemas” relacionados com o setor.

“Há aqui um sinal, no Alentejo, desde o ano passado para este que é positivo. Em termos gerais, diminuiu o número de atendimentos nas urgências, o que é sinal de que, eventualmente, do ponto de vista da resposta mais programada, as coisas melhoraram”, afirmou.

Ontem em Portalegre, o governante inaugurou as novas instalações do hospital de dia do Hospital José Maria Grande, unidade que está em funcionamento desde novembro de 2015, visitando de seguida o serviço de cirurgia.

Manuel Delgado visitou depois a Unidade de Saúde Familiar (USF) “Raia Maior", em Campo Maior, fechando a manhã com a apresentação de um projeto de intervenção, relativo a clínica de alta resolução, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

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O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou ontem que até ao final do verão serão colocados, em Sintra, 19 novos médicos de família, metade das necessidades do concelho.

Adalberto Campos Fernandes, que esteve presente na assinatura dos contratos-programa para a construção de três unidades de saúde em Sintra, revelou que 19 jovens médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar vão integrar o quadro de médicos de família do concelho até ao final do primeiro semestre deste ano.

"Cobre-se, assim, metade do défice de cobertura de médicos de família no concelho de Sintra. Daqui a um ano vamos colocar os restantes 19 que faltam. Ou seja, no verão do ano que vem poderemos declarar Sintra como um concelho livre da ausência de médicos de família", afirmou o ministro.

A comunicação mereceu fortes aplausos de toda a plateia presente, sobretudo do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que minutos antes, na sua intervenção, tinha alertado, precisamente, para a necessidade de médicos de família no concelho.

Sintra vai ter quatro novos centros de saúde que, no total, vão implicar um investimento de 6,5 milhões de euros, sendo que o Governo disponibiliza-se a financiar três unidades em 5,6 milhões.

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo irá investir na construção das novas unidades de cuidados de saúde de Agualva, Algueirão-Mem Martins e de Queluz, onde será também instalada uma unidade de pedopsiquiatria do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Desse investimento, segundo consta dos contratos-programa, a Câmara de Sintra vai contribuir com 1,8 milhões de euros, além de executar a obra e ceder os terrenos e edifícios recuperados.

Além disso, a autarquia vai ainda financiar totalmente o Centro de Saúde na Estefânia, no valor de 875 mil euros.

As quatro novas unidades de saúde vão, no total, servir cerca de 135 mil pessoas.

A autarquia informou ainda que na segunda-feira vai ser lançado o concurso público para a construção do Centro de Saúde de Queluz (1,4 milhões de euros), cujas obras de construção deverão arrancar em setembro.

Basílio Horta disse hoje que "a parceria virtuosa" com o Governo traduziu-se na "chegada a bom porto" de uma "velha aspiração" da Câmara Municipal.

"Depois de um longo caminho, nem sempre fácil, chegámos hoje a bom porto. Sintra foi abandonada na Saúde. Depois de muito lutarmos, quase três anos, finalmente temos a concretização de uma velha aspiração", sustentou o autarca.

Já o ministro da Saúde afirmou que o investimento nos novos equipamentos "não são mais do que obrigação".

"Não estamos a fazer nada de especial. Estamos a fazer a nossa obrigação, com enorme sentido de responsabilidade. O tempo perdido está perdido e vamos é falar no que se está a fazer e para fazer", sublinhou.

Adalberto Campos Fernandes adiantou também que "seguramente, ainda este ano" haverá um "impulso significativo" na criação de novas unidades de saúde familiar em todo o país, sem precisar o número.

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A Ordem dos Médicos congratulou-se hoje com a revogação do diploma que atribuía aos médicos de família a realização de medicina do trabalho, uma obrigação que os clínicos contestaram.

Em causa está uma portaria publicada em maio de 2014 que veio regular a possibilidade de a promoção e vigilância da saúde de determinados grupos de trabalhadores – independentes, de serviço doméstico, agrícolas sazonais, aprendizes de artesãos, pescadores e funcionários de microempresas – poder ser assegurada através de unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A Ordem dos Médicos e a Associação de Medicina Geral e Familiar contestaram esta portaria, tendo mesmo apelado aos clínicos para se recusarem a realizar as consultas.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos manifestou o seu regozijo e aplaudiu a revogação desta portaria que “impunha aos já sobrecarregados médicos de família a realização de atos próprios da especialidade de medicina do trabalho, desvirtuando ambas as especialidades e institucionalizando uma prática mistificadora que defraudava os direitos dos próprios trabalhadores”.

Este organismo referiu concordar com a prestação de verdadeiros cuidados médicos do trabalho por parte do SNS e, por isso, sugeriu “que seja considerada a criação de uma carreira de Medicina do Trabalho nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES)”.

Tal poderia ser feito, segundo a proposta da Ordem, “através da implementação de uma experiência piloto, nomeadamente contratando dois médicos do trabalho por ACES para desempenhar as competentes funções, quer no âmbito dos trabalhadores anteriormente envolvidos pela Portaria 112/2014, quer para os seus próprios funcionários, cumprindo assim a lei”.

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Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade

Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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