Os médicos de família apresentaram, no passado sábado, uma proposta para que as listas de utentes passem a ter em conta as dificuldades de acesso a serviços de saúde em cada município, sugerindo listas que vão de 800 até 1800 doentes.

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Um em cada cinco médicos de família recebem todas as semanas pedidos de baixas médicas desnecessárias e 8% confessam que acabam por ceder aos doentes, mesmo sem motivos clínicos, revela um estudo hoje divulgado.

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Um grupo de médicos de família lançou uma petição manifestando-se contra a emissão de atestados para a carta de condução nos centros de saúde, considerando que pode bloquear a atividade das unidades e é incompatível com o seu trabalho.

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Na sequência da notícia que dava conta do alerta lançado pelos deputados do PSD de Viseu, que criticavam a demora da instalação do equipamento de TAC na Unidade Hospitalar de Lamego, o Conselho de Administração (CA) do Centro Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) esclareceu, em declarações ao Jornal Médico, que a instalação continua prevista “até final de 2017, uma vez que este mesmo equipamento envolve recursos financeiros avultados”.

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Os deputados do PSD de Viseu lamentaram ontem o facto de 4.000 pessoas não terem médico de família atribuído na região Douro Sul, no norte do distrito de Viseu.

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O Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou ontem em Coimbra, que, no final deste ano, o número de portugueses sem médico de família baixará para cerca de 500 mil.

As declarações surgem aquando do 37.º aniversário do SNS, promovidas pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e a Administração Regional de Saúde do Centro, tendo como tema "O Serviço Nacional de Saúde e o resgate da dignidade". O encontro contou com a presença do primeiro ministro, António Costa, entre outras entidades governamentais.

Nos últimos meses foi feita "a maior colocação de médicos de família de que há memória em Portugal", afirmou o governante, sublinhando que "fecharemos este ano com pouco menos de 500 mil portugueses sem médico de família".

Quando "chegámos [ao Governo], em novembro, havia um milhão e 100 mil portugueses sem médico de família", salientou o Ministro da Saúde, que falava na sessão de homenagem ao SNS, que hoje comemora o 37.º aniversário, e ao seu criador António Arnaut.

Além desta, outras importantes medidas, como a instalação (em curso) de 684 camas de cuidados continuados, têm sido adotadas pelo Governo, exemplificou Adalberto Campos Fernandes.

No mesmo dia "foi aprovado um documento importantíssimo" pelo Governo, durante a reunião de Conselho de Ministros dedicada exclusivamente à saúde, que decorreu em Coimbra, sobre a regulamentação dos atos de saúde por parte dos diferentes profissionais ligados ao setor.

O documento, cuja validação pelas diversas ordens profissionais foi sublinhada pelo governante, procura garantir a sinergia entre os grupos profissionais envolvidos, simultaneamente ou de forma articulada, na prestação de cuidados de saúde, valorizando o trabalho em equipa e a interdependência.

"Eu sei que hoje as notícias são mais saber se é proibido fumar à porta" de escolas ou unidades de saúde "porque isso é que é a espuma da comunicação social", pois é "mais interessante e mais apelativo".

Mas "nós assumimos que no SNS está muita coisa por fazer e há muita coisa que está mal", reconheceu Adalberto Campos Fernandes.

"A escassez de recursos implica que em cada momento o país faça escolhas criteriosas, objetivas, onde não será possível em cada momento dar tudo a todos em iguais condições", sublinhou.

O ministro frisou que a obrigação da tutela "é começar por definir prioridades e dar àqueles que mais precisam aquilo que ‘emergentemente’ necessitam".

As cerimónias de homenagem ao advogado António Arnaut, autor da lei que criou o SNS em 1978, incluiu a inauguração de um busto do advogado de Coimbra, que ficou localizado no centro de uma rotunda que dá acesso ao auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Na sessão, o primeiro-ministro, António Costa, disse que a melhor forma de defender o SNS é desenvolver mais políticas de saúde na rede pública.

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Mais de 6000 utentes vão ter médico de família a partir de 1 de outubro, quando entrarem em funcionamento as novas 14 Unidades de Saúde Familiar (USF), modelo B, através das quais os profissionais de saúde auferem melhores remunerações.

De acordo com o Ministério da Saúde, as 14 USF que transitaram do modelo A para o B situam-se na Administração Regional de Saúde do Norte (12), do Centro (uma) e de Lisboa e Vale do Tejo (uma).

Com esta transição, o Ministério da Saúde espera atribuir médico de família a mais 6000 utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sendo que as 14 USF modelo B cobrem um total de 170 mil utentes.

Os dados da tutela indicam que, atualmente, existem cerca de 455 USF, das quais 223 correspondem ao modelo B e outras 232 modelo A.

Nas USF estão inscritos 5.413.472 utentes, dos quais 2.404.550 em unidades do modelo A e 3.014.922 do modelo B.

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) defendeu hoje que o número de médicos de família no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, deve aumentar de oito para 16.

Dos mais de 22 mil utentes inscritos no Centro de Saúde, 8.396 “não têm médico de família”, disse à agência Lusa o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, no final de uma visita à sede da instituição “a pedido dos médicos que ali prestam serviço”, oito ao todo, dos quais dois estão atualmente na situação de baixa por doença.

“Seriam necessários pelo menos mais oito médicos”, adiantou, frisando que a unidade de saúde “tem agregado um Serviço de Atendimento Permanente (SAP)”, aberto 24 horas, cujos turnos do dia são da responsabilidade de uma empresa privada.

Esta empresa de contratação de médicos “não consegue assegurar todos esses turnos” e os profissionais adstritos ao Centro de Saúde “acabam por ajudar”, lamentou Carlos Cortes, o que cria “enormes dificuldades".

Integrado no Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte, o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital compreende ainda oito extensões de saúde dispersas pelo concelho e está a mais de uma hora de viagem e a cerca de 80 quilómetros da capital do distrito, onde está localizado o “hospital de referência” da região, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Carlos Cortes disse que os médicos “estão muito preocupados” com a insuficiência de meios humanos, podendo a situação agravar-se nesta “época de gripe”, e realçou que em janeiro passado foram atendidos 90 utentes por dia, muitos deles com sintomas desta doença.

“Os doentes procuram melhor resposta, que aqui é muito deficiente, o que os obriga a dirigirem-se às urgências hospitalares”, em Coimbra, dificultando o atendimento com situações que deveriam ser resolvidas ao nível dos cuidados de saúde primários, defendeu.

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos vai interpelar a Administração Regional de Saúde do Centro sobre a escassez de médicos de família no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

Lusa

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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