Mais de 124 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo eram obesas em 2016, o que significa 11 vezes mais do que há quatro décadas, segundo um relatório hoje divulgado pelas Nações Unidas e pela revista The Lancet.

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Entre 2008 (1ª ronda) e 2019 (5ª ronda), todas as regiões portuguesas mostraram um decréscimo na prevalência de excesso de peso (incluindo obesidade). Este decréscimo foi mais acentuado na Região dos Açores, com uma diminuição de 10,7% (46,6% em 2008 vs 35,9% em 2019), e na região do Centro (38,1% em 2008 vs 28,9% em 2019), com uma diminuição na prevalência de 9,2% nos últimos 11 anos.

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Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que envolveu mais de cinco mil crianças da Área Metropolitana do Porto, concluiu que a obesidade infantil em Portugal “continua a aumentar”, revelou hoje a responsável.

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O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, considera que os governos de vários países têm de congregar esforços para combater a obesidade infantil.

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Investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) estão a participar num estudo europeu, financiado em dez milhões de euros, para identificar a obesidade infantil na Europa e testar as melhores abordagens para prevenir esta condição.

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Muitos alunos do 1.º ciclo não fazem aulas de Educação Física, apesar de Portugal ser vice-campeão europeu da obesidade infantil, alertou o Conselho Nacional das Associações de Professores e de Profissionais de Educação Física.

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A investigadora Ana Rito alertou para o facto de a esperança de vida dos portugueses pode baixar caso nada de faça nada para reduzir os números da obesidade infantil, dos mais altos da Europa.

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A investigadora Liane Costa, que este ano terminou o Internato de Formação Específica em Pediatria, no Hospital de São João, no Porto, venceu o Prémio Banco Carregosa/SRNOM, no valor de 20 mil euros, com um trabalho na área da obesidade infantil.

Segundo a investigadora, o trabalho, denominado “Childhood Obesity - Related Inflammation and Vascular Injury – Impact on the Kidney”, “contribuiu substancialmente para a compreensão do impacto da obesidade no rim e na vasculatura de crianças em idade escolar”.

Liane Costa explicou que “a maioria dos mecanismos envolvidos na associação entre obesidade, disfunção vascular e lesão renal são ainda largamente desconhecidos e têm sido muito pouco explorados em idade pediátrica”.

Assim, “foi nosso objetivo contribuir para um melhor conhecimento destes mecanismos, através do estudo de uma amostra de crianças pré-púberes saudáveis, provenientes de uma coorte de nascimentos portuguesa (Geração XXI)”.

No seu trabalho, a investigadora observou que “o consumo de álcool durante a gravidez e a obesidade materna contribuíram para o impacto da obesidade na função renal das crianças”, o que, em seu entender, “reforça a necessidade de estratégias preventivas em relação à obesidade, ainda antes do nascimento”.

“Propusemos uma nova forma de ajuste da função renal ao tamanho corporal, o que constitui um resultado com importantes implicações na investigação e prática clínica”, explicou.

Para a jovem médica, de 32 anos, este prémio é “uma motivação suplementar para conjugar as duas vertentes – clínica assistencial e de investigação”.

“Espero que seja um bom exemplo, sobretudo, para os colegas mais novos de que, de facto, é possível fazer clínica, sermos internos da especialidade e ao mesmo tempo fazermos investigação. Espero que sirva como motivação extra, sobretudo, para os meus colegas mais novos”, sublinhou.

Liane Costa pretende continuar com a sua formação, na área da nefrologia pediátrica, mantendo, em simultâneo, a sua atividade de investigação.

“Irei tentar aplicar este prémio na prossecução de objetivos nesta linha de investigação em que estou agora envolvida”, acrescentou.

Segundo o estudo 2013-2014 da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação), 33,3% das crianças entre os 02 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças afetadas por esta epidemia.

O Prémio Banco Carregosa/ Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos tem um valor total de 25 mil euros - 20 mil euros para o projeto classificado em 1.º ligar e cinco mil euros a dividir por duas menções honrosas, e será hoje entregue no Porto.

Criado pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, patrocinado pelo Banco Carregosa e com coordenação científica de Sobrinho Simões, o galardão visa distinguir projetos de investigação clínica em Portugal.

Numa nota enviada à Agência Lusa, o presidente da SRNOM, defende que a Ordem tem que estimular mais a atividade de investigação clínica junto dos jovens médicos e apoiá-los na sua formação.

“Esta questão dos prémios, nomeadamente do estímulo que existe à investigação, pode funcionar neste duplo sentido e pode servir para melhorar a qualidade do exercício da medicina por parte dos jovens e o interesse na investigação”, referiu.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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