Displaying items by tag: obesidade

A ligação entre a doença renal e a obesidade foi o tema escolhido para o Dia Mundial do Rim, que se assinala esta quinta-feira.

Published in Atualidade
Tagged under
sexta-feira, 28 outubro 2016 13:18

Batalha lança projeto de combate à obesidade infantil

A Câmara Municipal da Batalha, em articulação com o Agrupamento de Escolas do concelho, vai lançar o projeto "Batalha Saudável" com o objetivo de combater a obesidade infantil.

Additional Info

  • Imagem 720*435 Imagem 720*435
Published in Mundo
Tagged under

obeso

Portugal tinha, em 2014, 16,6% de adultos obesos, um valor acima da média da União Europeia (UE 15,9%) e a tendência para o excesso de peso aumenta com a idade e diminui com a escolaridade, divulga hoje o Eurostat.

Em Portugal, a maior taxa de obesidade era as pessoas entre os 65 e os 74 anos (22,1%), seguindo-se o grupo entre os 45 e os 64 anos (21,9%) e o das pessoas com mais de 75 anos (16,7%).

Entre os 18 e os 24 anos a taxa de obesidade era, em 2014, de 5,7% e a das pessoas entre os 25 e os 34 anos de 9,4%.

Na média da UE, a taxa de obesidade mais alta é também registada entre as pessoas na faixa etária 65-74 anos (22,1%), seguindo-se a do grupo 45-64 (19,6%), a das pessoas a partir dos 75 anos (17,3%), a do grupo entre os 35 e os 44 (14,2%) e as faixas etárias 29-34 (9,9%)e 18-24 (5,7%).

Analisando por nível de escolaridade, a taxa mais alta, em Portugal, era de 20,9% para as pessoas com mais baixa educação, seguindo-se as de média educação (10.7%) e as que têm um nível alto de educação (8,6%).

A média da UE é, respetivamente, de 19,9%, 16,0% e 11,5%.

Numa análise de género verifica-se uma existência superior de obesidade entre as mulheres (17,8%) do que nos homens (15,3%), valores que contrariam a média europeia (16,1% de homens obesos e 15,7% de mulheres).

Considera-se obesa a pessoa cujo índice de massa corporal é superior a 30.

Published in Mundo
Tagged under

obeso

Armando Carvalho, especialista em Medicina Interna, lançou um alerta na comunidade acerca da possibilidade de a obesidade se tornar, no futuro, a principal causa de doença do fígado. Declarações à Agência Lusa surgem no âmbito das X Jornadas do Núcleo de Estudo de Doenças do Fígado, que decorrem amanhã e sábado, em Coimbra.

"O grande consumo de açúcar que se verifica será responsável pelo problema do fígado gordo não alcoólico, que afeta 20% da população portuguesa e que pode evoluir para doenças graves", atestou.

Segundo o especialista, as doenças hepáticas são uma causa muito importante de doença em Portugal, apesar de serem uma área que "não tem merecido tanto atenção como, por exemplo, as cardiovasculares”.

O diretor do serviço de Medicina Interna A do CHUC e professor universitário em Coimbra defendeu um plano nacional para as doenças do fígado, que envolvesse as várias causas.

Relativamente às hepatites B e C, que são uma causa importante de morte e de indicação para transplante hepático, Armando Carvalho avança a existência de tratamento eficaz para estas doenças.

"A terapêutica atual permite o controlo da hepatite B e a cura da hepatite C em mais de 95% dos casos, pelo que a curto prazo estas doenças terão um impacto muito menor na saúde", sublinhou.

A doença hepática alcoólica, que é a principal causa de cirrose, vai ser outro dos temas abordados abordado nas X Jornadas do Núcleo de Estudo de Doenças do Fígado, em que são esperados mais de uma centena de especialistas de medicina interna na área da hepatologia.

A cirrose hepática e o estádio avançado das doenças hepáticas crónicas também vão ser discutidos na sua vertente de doença sistémica, sendo abordadas algumas manifestações noutros órgãos ou sistemas (cérebro, pulmão, rim, coagulação).

Published in Mundo
Tagged under

obeso

Um estudo desenvolvido na Universidade de Cambridge, e publicado na revista The Lancet, defende a ideia de que o excesso de peso diminui a esperança média de vida em um ano, valor que ascende aos 10 anos em casos de obesidade severa, refutando ideias anteriormente transmitidas de que poderia não representar um perigo.

O risco de morte até aos 70 anos é uma das evidências avançada por esta investigação, ideia que cresce de “forma constante e acentuada” com o aumento da cintura. Acresce maior preocupação para as mulheres, nas quais o risco de morte é três vezes superior ao dos homens. Também as pessoas com peso abaixo do considerado “normal” sofrem de um elevado risco mortal.

“O estudo demonstra definitivamente que o excesso de peso ou a obesidade estão associados ao risco de morte prematura”, afirmou o autor do estudo, Emanuele Di Angelantonio, acrescentando que aumentam todos os riscos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doenças respiratórias e cancro. “Os obesos severos perdem 10 anos de esperança média de vida”, sublinhou.

A amostra deste estudo abrangeu um total de quatro milhões de adultos em quatro continentes distintos.

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicados em 2014, já davam conta da existência de 1,9 mil milhões de adultos com excesso de peso e 600 milhões sofriam de obesidade. Em 2014, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, mais de 1,9 mil milhões de adultos tinham excesso de peso e 600 milhões eram obesos.

Published in Mundo
Tagged under

Obesidade

Mais de um milhão de portugueses sofrem de obesidade e cerca de metade da população adulta tem excesso de peso, lembra a Ordem dos Nutricionistas, que reclama mais profissionais nos centros de saúde.

“A obesidade é um peso muito além do peso e tem faltado atuação governamental para a resolução deste problema”, refere a Ordem dos Nutricionistas numa nota a propósito do Dia Nacional e Europeu da Obesidade, que se assinala a 21 de maio.

A Ordem considera que é essencial aumentar o número de nutricionistas nos cuidados de saúde primários, permitindo a aplicação de um “sistema integrado de vigilância alimentar e nutricional”.

Também a Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, que organizou um seminário sobre o tema, lembra que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 16,4% da população adulta portuguesa sofre de obesidade e que 52,8% da população tem excesso de peso.

“Vivemos numa sociedade que incentiva o consumo de comida rápida, altamente prejudicial para a saúde, e o sedentarismo das oito horas de escritório”, indicam os especialistas da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO).

O seminário “Obesidade: uma responsabilidade de todos” pretende abordar o contributo de todo a sociedade para a prevenção do excesso de peso, segundo explicou a presidente da SPOE, Paula Freitas, lembrando que professores, médicos, enfermeiros, nutricionistas, políticos, autarcas, todos podem contribuir.

As implicações do excesso de peso estendem-se a outros problemas de saúde, com a obesidade a estar intrinsecamente relacionada com diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Também para assinalar o Dia Nacional e Europeu da Obesidade, a Direção-geral da Saúde (DGS) vai começar a lançar um conjunto de vídeos de curta duração com receitas saudáveis, partilhadas nas redes sociais.

Published in Mundo
Tagged under

obeso
A percentagem da população mundial obesa ultrapassou em quatro décadas o número de pessoas mal nutridas, quando em 1975 não chegava a metade da percentagem de população subalimentada, de acordo com um estudo divulgado ontem pela The Lancet.

O número total de pessoas obesas em todo o mundo subiu de 105 milhões, em 1975, para 641 milhões, em 2014. A percentagem de homens obesos em todo o mundo mais do que triplicou (de 3,2% para 10,8%) e a das mulheres mais do que duplicou (6,4% para 14,9%), de acordo com o que é o mais exaustivo estudo mundial sobre o índice de massa corporal (IMC) até agora realizado, divulgado ontem pela prestigiada revista médica britânica.

Em contrapartida, no mesmo período, a percentagem de pessoas subnutridas caiu mais modestamente, cerca de um terço, tanto no caso dos homens (de 13,8% para 8,8%) como no das mulheres (de 14,6% para 9,7%).

Por outro, a esperança média de vida aumentou de menos de 59 anos para mais de 71 anos, a um ritmo de 3,6 meses por ano ao longo das últimas quatro décadas, pelo que, demonstra o estudo, o mundo está não apenas mais gordo como mais saudável.

Mas também mais desigual, como decorre do facto de ser bastante mais acelerada a progressão da obesidade que o avanço população global - sobretudo nas regiões mais pobres do mundo - que consegue fugir à subnutrição.

No período em análise, a média mundial do IMC, corrigido dos fatores relacionados com a idade, subiu dos 21,7 para 24,2 nos homens, e de 22,1 para 24,4 nas mulheres, o que resulta na conclusão de que a humanidade engordou ao ritmo médio de 1,5 quilos por década.

Se a taxa de obesidade mantiver o atual ritmo de escalada, em 2025, cerca de um quinto dos homens (18%) e das mulheres (21%) em todo mundo serão obesos, e mais de 6% dos homens e 9% das mulheres sofrerão de obesidade severa (IMC de 35,0 ou mais).

“Nos últimos 40 anos, passámos de um mundo em que a prevalência da subalimentação mais do que duplicava a da obesidade para um mundo em que há mais pessoas obesas do que subnutridas”, sintetiza Majid Ezzati, professor da Escola de Saúde Pública do Imperial College em Londres, citado pela The Lancet.

“Se a atual tendência se mantiver, não apenas o mundo irá falhar o objetivo de em 2025 atingir a prevalência da obesidade verificada em 2010, como a taxa de mulheres com obesidade severa será superior à das mulheres subnutridas”, acrescenta.

Com exceção de algumas sub-regiões da África Subsaariana e da Ásia, a tendência de alteração do peso nos pratos da balança da obesidade e da subnutrição verifica-se a nível global, assim como em todas as regiões do mundo – aconteceu em 2004 no caso das mulheres e em 2011 nos homens.

Com efeito, a subalimentação mantém-se como um problema muito sério de saúde pública nas regiões mais pobres do planeta, e os autores do estudo alertam mesmo para o perigo da tendência do aumento da obesidade vir a provocar um efeito de negligência das políticas públicas direcionadas ao flagelo da subnutrição.

Por exemplo, no sul da Ásia, cerca de um quarto da população é subalimentada e as percentagens de homens e mulheres subnutridos nas regiões da África Oriental e Central são respetivamente de 15% e 12%.

Timor-Leste, Etiópia e Eritreia são os países com os IMC mais baixos em todo o mundo. Timor-Leste tem o índice de massa corporal mais baixo nas mulheres (20,1) e a Etiópia o mais baixo no caso dos homens (20,1). Mais de um quinto dos homens na Índia, Bangladesh, Timor-Leste, Afeganistão, Eritreia e Etiópia e mais de um quarto das mulheres no Bangladesh e Índia são subnutridos.

O índice de massa corporal é um indicador adotado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), usado para o diagnóstico do baixo peso, sobrepeso e da obesidade. O IMC é calculado a partir dos dados do peso e altura.

O estudo divulgado pela The Lancet resulta do levantamento e análise dos dados relativos ao IMC de adultos (mais de 18 anos) entre 1975 e 2014 constantes em 1698 estudos da população de 186 países, cobrindo 99% da população mundial com aquela faixa etária.

Published in Mundo
Tagged under

obeso
A obesidade e outras formas de hiperalimentação foram responsáveis pela morte de 210 pessoas em 2013 e, no mesmo ano, 71 pessoas morreram devido a desnutrição e outras deficiências nutricionais, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o relatório “Portugal – Alimentação Saudável em Números 2015”, que é hoje apresentado em Lisboa, registou-se um “forte crescimento do número de utentes com registo de obesidade e excesso de peso (embora desigual por região) que poderá ser devido a diferentes fatores, entre eles uma maior atenção dos profissionais de saúde a este fenómeno”.

O documento indica que, em 2014, existiam 620.769 utentes com registo de obesidade. No mesmo ano, eram 497.167 os utentes com registo de excesso de peso.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), “a questão das desigualdades sociais e o seu impacto no acesso e consumo adequado de alimentos e consequentemente no estado de saúde dos indivíduos parece assumir uma importância ainda maior no atual contexto de crise económica que se faz sentir na Europa e em particular em Portugal”.

“É de esperar que a atual situação de instabilidade económica, caracterizada pelas elevadas taxas de desemprego, aumentos consideráveis ao nível da carga fiscal com impacto também no que se refere ao preço dos alimentos e a redução de salários e dos apoios sociais prestados pelo Estado, tenha um impacto considerável nos índices de pobreza e desigualdades sociais em Portugal”, lê-se no sumário da publicação.

O mesmo relatório refere que “Portugal mantém-se como um dos países europeus com maior desigualdade na distribuição de rendimento e taxas mais elevadas de risco de pobreza monetária, tendo nas últimas décadas a taxa de pobreza mantido um nível elevado e relativamente estável”.

“É expectável que um período marcado por crescentes desigualdades na distribuição de rendimento e por elevadas taxas de pobreza tenha um significativo impacto no consumo alimentar e estado de saúde da população portuguesa, podendo estar comprometida a garantia da segurança alimentar para um número elevado de agregados familiares portugueses, isto é, a garantia do acesso a alimentos em quantidade suficientes, seguros e nutricionalmente adequados”, prossegue o documento.

Os autores do documento consideram que, tendo em conta que “a obesidade e outras doenças crónicas, como as doenças cardiovasculares, cancro ou diabetes estão claramente dependentes de uma alimentação saudável”, o “ investimento na prevenção e promoção de hábitos alimentares saudáveis é decisivo quando mais de 50% dos adultos portugueses sofre de excesso de peso”.

“A promoção de hábitos alimentares saudáveis exige trabalho concertado com outros setores a médio prazo. Os serviços de saúde necessitam de se preparar melhor para lidar de forma integrada com outros setores da sociedade na prevenção da pandemia da obesidade e na promoção de hábitos alimentares saudáveis”, lê-se nas recomendações que constam do relatório.

A DGS sublinha que “a alimentação de má qualidade afeta com maior intensidade crianças, idosos e os grupos socioeconomicamente mais vulneráveis da nossa população, aumentando as desigualdades em saúde. O investimento na promoção de hábitos alimentares deverá permitir reduzir desigualdades em saúde”.

No entanto, este organismo refere que “a estabilização do crescimento da obesidade e do aumento do peso corporal, medido através do Índice de Massa Corporal, registado pelas crianças portuguesas nos últimos quatro anos é um dos marcos assinalados pelo relatório”.

“Ainda assim, a proporção de crianças com excesso de peso em Portugal, acima da média europeia, e a sua relação com as desigualdades sociais, mantêm-se no topo das preocupações do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável”, indica a DGS.

Entre os vários dados que constam do documento, a DGS destaca o facto de “os hábitos alimentares inadequados dos portugueses constituírem o primeiro fator de risco de perda de anos de vida”.

“Estudos internacionais apontam a má alimentação como responsável por 11,96% do total de anos de vida prematuramente perdidos pelas mulheres portuguesas, percentagem que sobe para 15,27% no sexo masculino. A obesidade e outras doenças crónicas, como as doenças cardiovasculares, cancro ou diabetes estão claramente dependentes de uma alimentação saudável”, lê-se no sumário da publicação.

Published in Mundo
Pág. 5 de 8
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.