A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou sexta-feira que as novas orientações sobre a gravidez durante a pandemia de Covid-19 passam a ter a indicação "inequívoca" que é autorizada a presença de um acompanhante durante o parto.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, disse ontem ter questionado todos os presidentes de conselhos de administração dos hospitais sobre o cumprimento da orientação da DGS que permite às grávidas ter acompanhamento durante o parto, depois de algumas queixas.
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou hoje uma orientação atualizada sobre gravidez e parto, que pretende minimizar a “exposição à infeção pelo novo coronavírus” de grávidas, recém-nascidos e profissionais em contexto de pandemia de Covid-19.

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Prematuro 1
O parto prematuro, a principal causa de morte perinatal de mães e bebés, pode ser evitado graças a uma descoberta de cientistas norte-americanos publicada recentemente na revista especializada Science Transnational Medicine.

Uma investigação da Universidade de Stanford e da Universidade do Nevada ajudou a localizar o elemento que provoca as contrações da mulher, o que permitiu desenhar um inibidor para as interromper e adiar o parto.

Atualmente, não existe uma estratégia específica para prevenir ou tratar os partos prematuros que provocam a morte ou graves deficiências em inúmeros recém-nascidos todos os anos.

O desencadeador do parto é um canal de cálcio, ou seja, uma proteína semelhante a um poro que se encontra na membrana das células e que controla o fluxo de cálcio até ao interior da célula.

A identificação do canal de cálcio nas células musculares da parede uterina como causador da ativação das contrações permitiu aos médicos identificar o alvo para onde será direcionado um inibidor para as bloquear.

Os investigadores aperceberam-se de que este canal de cálcio está mais presente em mulheres grávidas do que nas não-grávidas, aumentando os índices à medida que a gestação avança.

Os canais de cálcio são conhecidos pela capacidade de conduzir e manter o ritmo cardíaco, pelo que faz sentido que ajudem a preparar o corpo da mulher para o parto, como descobriu a equipa liderada pelo cientista Lihua Ying.

As equipas académicas de Nevada e Stanford desenvolveram um inibidor e testaram-no com sucesso em dois tipos de roedores, conseguindo prolongar as gravidezes e evitar partos prematuros.

Pelo contrário, a estimulação do canal de cálcio acelerou o parto dos ratinhos, comprovando a descoberta.

Lusa/Jornal Médico

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Parto1

O preço dos partos normais e das cesarianas nos hospitais privados chegam a custar nove vezes mais do que no Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo uma avaliação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ontem divulgada. “O diferencial público/privado é maior no caso dos partos, com partos vaginais e cesarianas a custarem no privado cerca de nove vezes mais do que no sector público”, refere um parecer da ERS publicado no site da instituição.

Este parecer surge na sequência de um pedido do ministro da Saúde sobre o limite de preços que os hospitais públicos podem praticar na sua relação com terceiros.

No documento da ERS, constata-se que um parto sem complicações no SNS surge com um preço de 289 euros, enquanto a média dos privados é de 2.985 euros. No caso das cesarianas, no público custam 467 euros e nos privados 4.643 euros.

Também as colonoscopias e mamografias apresentam diferenças consideradas significativas entre público e privado.

Dos casos analisados pela ERS, em todos os serviços, o preço nas tabelas do SNS é inferior, em média, ao que é praticado pela amostra usada de prestadores privados.

A excepção vai para os serviços de urgência, em que o preço na tabela do SNS é cerca de quatro euros mais elevado do que na média dos privados.

O estudo realizado pela ERS teve como objectivo “identificar limites aos preços praticados pelos hospitais públicos” e saber como os preços podem ser usados “para concorrer em mercados nacionais e internacionais de cuidados de saúde complementares à prestação de serviços no âmbito dos contratos-programa do SNS”.

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cesarianaOs interesses económicos do sector da saúde justificam em grande parte o aumento generalizado do número de partos por cesariana, realizados nos últimos anos em Portugal. A conclusão é de um estudo realizado por investigadores do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro (UA) que aponta, igualmente, que o elevado número de cesarianas, efectuado no serviço público de saúde se deve ao facto dos hospitais não terem profissionais suficientes “para que haja tranquilidade” na hora de decidir entre um parto natural e um por cesariana. Perante o cansaço causado por turnos prolongados e na presença de trabalhos de partos morosos, a decisão pela cesariana tende a ser tomada para evitar a vigília médica durante a madrugada. Só entre 1999 e 2009, segundo a OCDE, o número de cesarianas por cada 100 nados-vivos realizadas em hospitais públicos e privados portugueses aumentou em cerca de 70 por cento.

[caption id="attachment_7196" align="alignleft" width="300"]Aida Tavares “Uma das justificações para este excesso de cesarianas está no problema de informação assimétrica que caracteriza o sector da saúde”, explica Aida Isabel Tavares. “Os médicos são agentes económicos com mais informação do que os pacientes e podem induzi-los a realizar mais consultas, mais exames de diagnóstico ou mais tratamentos do que o necessário para que possam atingir os seus objectivos pessoais”[/caption]

Um constrangimento que acarreta custos elevados. “Uma cesariana custa, em média, o dobro de um parto normal”, aponta Aida Isabel Tavares, investigadora do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial (DEGEI) e autora do trabalho realizado com Tânia Rocha. “Se o parto for por cesariana, a mãe e o recém-nascido têm que ficar mais dias no hospital do que se fosse um parto normal, o que significa que tem um custo acrescido por cada dia suplementar no hospital”, diz a responsável que aponta que a alta do parto normal é dada no segundo dia e no parto por cesariana, “se tudo correr bem “, é no terceiro.

“Uma das justificações para este excesso de cesarianas está no problema de informação assimétrica que caracteriza o sector da saúde”, explica Aida Isabel Tavares. “Os médicos são agentes económicos com mais informação do que os pacientes e podem induzi-los a realizar mais consultas, mais exames de diagnóstico ou mais tratamentos do que o necessário para que possam atingir os seus objectivos pessoais”. Estamos perante uma situação de procura induzida, que neste caso leva as parturientes a decidir realizar cesarianas, diz.

No sector privado, a remuneração de um médico obstetra é composta por uma componente fixa e outra variável que depende do número de consultas ou de intervenções realizadas pelo médico. Assim, “poderá acontecer que haja incentivos para que os obstetras procurem induzir as grávidas a fazer uma cirurgia [cesariana] e a realizar mais consultas”. Uma situação que significa mais benefícios económicos, quer para o hospital, quer para o obstetra.

Sector público sem tranquilidade para decidir

Já no sector público, apontam as investigadoras, os médicos ganham uma remuneração fixa, independentemente das consultas ou das cirurgias efectuadas. Assim, a preferência pela cesariana em detrimento do parto natural não se deve a questões económicas mas organizacionais. A opção pela cirurgia deve-se ao facto de “os hospitais não terem profissionais suficientes para que haja tranquilidade na tomada da decisão mais apropriada” e porque “há equipas a fazer turnos de muitas horas e muitas cesarianas são decididas na sequência de trabalhos de parto prolongados, no momento do cansaço e antes de entrar pela madrugada adentro”.

As mais de 27 mil cesarianas registadas em Portugal em 1999, distribuídas pelos sectores público e privado, aumentaram para mais de 34 mil em 2009. A tendência de crescimento mantem-se até hoje. Em 2010 o país registou uma taxa de cesarianas de cerca de 36 por cento (por 100 nados-vivos). Um valor muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde que aponta para que a taxa não deva ultrapassar os 15 por cento, tendo em conta os riscos acrescidos para a saúde de mães e recém-nascidos.

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[caption id="attachment_6243" align="alignleft" width="300"]parto A conclusão é revelada na edição de Fevereiro da revista Teste Saúde, da DECO, que inquiriu 21 instituições de saúde privadas, tendo obtido numa primeira fase apenas quatro respostas, e numa segunda fase 18, depois de ter voltado a inquirir as mesmas unidades de saúde, mas colocando-se no papel de uma grávida[/caption]

Cada vez mais mulheres escolhem hospitais privados para ter os filhos, pagando para tal preços que oscilam entre os 1.000 e os 6.000 mil euros, dependendo da zona do país, do tipo de parto e do tempo de internamento.

A conclusão é revelada na edição de Fevereiro da revista Teste Saúde, da DECO, que inquiriu 21 instituições de saúde privadas, tendo obtido numa primeira fase apenas quatro respostas, e numa segunda fase 18, depois de ter voltado a inquirir as mesmas unidades de saúde, mas colocando-se no papel de uma grávida.

Segundo o estudo, é no norte que se praticam os preços mais baratos, como é o caso do Hospital da Venerável Irmandade de N.ª Sr.ª da Lapa, no Porto, onde um parto normal, com dois dias de internamento custa 1.000 euros.

Em Lisboa, o privado mais barato é o Hospital da Cruz Vermelha, onde o mesmo parto com o mesmo tempo de internamento custa 1.900 euros.

Entre os estabelecimentos mais caros, continua a ser em Lisboa que se praticam os preços mais elevados, com um parto normal a poder chegar aos 4.500 euros no Hospital dos Lusíadas, incluindo internamento.

O mesmo parto custa no Hospital da CUF do Porto 2.850 euros.

Quando há necessidade de realizar uma cesariana, os preços disparam, seja no mais barato - Hospital da Cruz Vermelha - onde o preço atinge os 2.900 euros, ou no mais caro – Hospital da Luz – onde o preço pode chegar aos 6.000 euros.

No Porto, verifica-se igualmente um aumento de preços nas cesarianas, embora sejam ainda assim mais baratos do que na capital: o Hospital da Venerável Irmandade de N.ª Sr.ª da Lapa cobra 2.000 euros por uma cesariana, custo que sobe para os 4.000 euros na CUF.

No Algarve, as instituições de saúde privadas também cobram valores elevados. No Hospital Privado do Algarve, em Portimão, um parto normal com dois dias de internamento custa 3.900 euros, enquanto uma cesariana pode chegar aos 5.500 euros.

A DECO destaca que no sector privado a percentagem de cesarianas realizadas “dispara”, quando comparada com os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde ainda assim, a prevalência de cesarianas realizadas entre 2004 e 2010 foi de 36%, “um valor muito acima da meta traçada pelo Plano Nacional de Saúde para 2010”.

Segundo a DECO, a maioria das mulheres que escolhe o privado fá-lo através de subsistemas ou seguros de saúde.

Quanto às razões mencionadas pelas mulheres para escolherem o privado, as principais foram a garantia de que seria o obstetra que acompanhou a gravidez a realizar o parto, a privacidade, os níveis de conforto e a presença constante de um acompanhante.

As que escolheram o serviço público apontam, para além do preço, as preocupações com a segurança e a existência de um serviço de cuidados intensivos.

Aliás, mesmo entre as que escolheram o privado, a existência de equipamentos especializados, a existência de urgência de neonatologia ou a proximidade de um hospital público com esta valência foram critérios que pesaram na escolha do local.

A DECO sublinha que três das entidades privadas contactadas – Hospital da Ordem da Trindade, no Porto, Hospital Privado de Guimarães e Clínica Médico-cirúrgica de Santa Tecla, em Braga – não esclareceram se tinham neonatologia.

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[caption id="attachment_5591" align="alignleft" width="300"]parto Houve menos mortes fetais nos hospitais, mas aumentaram nos domicílios, indica o estudo, no qual se lê: “Em 2012 houve aumento da taxa de mortalidade sem que tenha existido uma diferença global (com qualquer significado estatístico) na respectiva mortalidade infantil em comparação com o observado no ano anterior ou para 2009”[/caption]

A taxa de natalidade tem vindo a descer nos últimos quatro anos e subiu a mortalidade fetal e pós-neonatal nos últimos dois, indica um estudo comparativo com base nos anos entre 2009 e 2012 realizado pela DGS.

O trabalho estatístico, publicado pela Direcção Geral da Saúde, analisa em quase 200 páginas a evolução da taxa de nascimentos e da mortalidade e salienta nomeadamente um aumento da mortalidade fetal (antes do nascimento) em 2012, comparando com o 2011. A mortalidade neonatal (crianças com menos de 28 dias) manteve-se idêntica a 2011 mas subiu em relação a 2010.

Aumento também da pós-neonatal (crianças com mais de 28 dias e menos de um ano) no mesmo período de comparação, especialmente no Centro e Algarve (exceptuando-se o Alentejo, onde diminuiu).

Houve menos mortes fetais nos hospitais, mas aumentaram nos domicílios, indica o estudo, no qual se lê: “Em 2012 houve aumento da taxa de mortalidade sem que tenha existido uma diferença global (com qualquer significado estatístico) na respectiva mortalidade infantil em comparação com o observado no ano anterior ou para 2009”.

“Na informação disponível dos nascimentos em hospitais públicos observou-se que em 2012 continuam a aumentar os nascimentos de baixo peso apesar da diminuição substancial do número de nascimentos”, diz o estudo, no qual se recomenda uma análise ao “preocupante” aumento da mortalidade fetal tardia.

Na análise dos dados houve menos morte fetal nas regiões Norte e Lisboa mas mais no Centro, Alentejo e Algarve. Também a mortalidade neonatal decresceu em 2012 nas regiões Norte e Lisboa (relativamente a 2009) e subiu nas restantes regiões relativamente a 2010.

Resume o documento que no ano passado o número de nascimentos no Serviço Nacional de Saúde “diminuiu de forma significativa”, uma “tendência que se tem vindo a consolidar”, e tem vindo a aumentar os nascimentos com pesos baixos (menos de 1500 gramas).

E que a mortalidade infantil em 2012 foi globalmente comparável a anos anteriores, ainda que dentro desta tenham aumentado nesse ano os casos de mortalidade fetal e pós-neonatal.

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A mudança necessária
Editorial | Jornal Médico
A mudança necessária

Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.

Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.

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