Displaying items by tag: David Duarte

ARS LVT
O presidente demissionário da Administração Regional de Saúde de Lisboa teve acesso a um relatório do hospital de São José que confirma que o doente que morreu com um aneurisma roto não devia ser transferido.

Na comissão parlamentar de saúde que ontem (19 de janeiro de 2016) analisou o caso de David Duarte, o ainda presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) disse ter tido acesso a um relatório interno do hospital de São José no qual um diretor de serviço afirma que o jovem de 29 anos não tinha condições para ser transferido para outra unidade.

Luís Cunha Ribeiro acrescentou que o documento indica também que, mesmo que tivesse condições para uma transferência, o hospital não tinha conhecimento de outra unidade que pudesse tratar o caso de David Duarte.

"Face ao que o doente tinha, não havia condições para o transportar, nem outro hospital teria condições para o tratar se tivesse condições para ser transferido", afirmou Luís Cunha Ribeiro aos jornalistas no final da comissão parlamentar.

O responsável, que apresentou a demissão do cargo na sequência deste caso mas ainda não foi substituído, sublinhou que não deve ser posta em causa a confiança no São José apenas por causa de uma única situação.

"Não é justo que se ponha em causa a confiança num hospital por uma situação destas", declarou.

Lusa/Jornal Médico

Published in Mundo

hospitalsjosé

A presidente do Hospital de São José afirmou hoje ter a certeza de que o médico tomou a decisão correta no caso do jovem de 29 anos que morreu em dezembro com um aneurisma roto.

Na comissão parlamentar de saúde que hoje analisa o caso do jovem David Duarte, Teresa Sustelo insistiu que não se tentou transferir o doente para outra unidade "porque não tinha condições" para o ser, à luz das recomendações internacionais.

"Tenho a certeza de que tomou a decisão certa para o doente", declarou a ainda presidente da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o São José.

Confirmando que não foi contactada qualquer outra unidade hospitalar para transferir David Duarte, a responsável acrescentou ainda que o médico não contactou outros profissionais para que a intervenção se realizasse mesmo durante o fim de semana.

Segundo Teresa Sustelo, "em caso de vida ou morte" os profissionais podem ser chamados e não se recusam a comparecer.

"O médico em causa estava absolutamente convencido de que o doente conseguia sobreviver até ter as equipas prontas na segunda-feira", afirmou em declarações aos jornalistas após ser ouvida pelos deputados na comissão parlamentar.

Teresa Sustelo voltou a frisar que as guidelines internacionais indicam que nos casos como o de David Duarte a intervenção pode ser realizada até 72 horas.

A presidente do São José, que colocou o seu lugar à disposição na sequência deste caso, afirmou ainda desconhecer outros casos semelhantes naquela unidade hospitalar, que ao fim de semana não tem equipas completas de neurocirurgia vascular.

Sobre a decisão de não tentar transferir o doente, Teresa Sustelo revelou que, segundo as normas internacionais, casos como o de David Duarte correm um risco acrescido de 24% a 37% ao serem transferidos.

Relativamente à proposta feita pelo Centro Hospitalar de Lisboa Central para recuperar as equipas de neurocirurgia vascular 24 sobre 24 horas, Teresa Sustelo disse nunca ter tido reservas por parte do Ministério da Saúde, mas reconheceu que a proposta esbarrou no Ministério das Finanças por questões orçamentais.

Lusa

Published in Mundo

Hospital Santa Maria
O presidente de Santa Maria garantiu hoje que o seu hospital nunca foi contactado por São José para receber o jovem que morreu com um aneurisma, apesar de inicialmente ter tido a informação de que recusou ajuda que lhe foi pedida.

Ouvido hoje na comissão parlamentar de Saúde, a pedido do PCP, Carlos Martins explicou que pôs imediatamente o lugar à disposição porque foi contactado pelo ministro que lhe disse que “o presidente da Administração Regional de Saúde [ARS] se demitiu e que havia outras duas pessoas na mesma situação” [os presidentes dos hospitais de Santa Maria e São José].

O caso de David Duarte, que morreu na madrugada de 14 de dezembro após ter dado entrada no São José com um aneurisma roto, está hoje a ser apreciado na comissão parlamentar de saúde.

O presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria entendeu então deixar total liberdade ao ministro para tomar as medidas que entendesse necessárias.

Até porque, acrescentou, nesse dia [22 de dezembro] “ao final de tarde, os dados disponíveis pelo ministro eram de que Santa Maria tinha sido acionado e não tinha respondido”.

Carlos Martins terá tomado por boa essa informação, mas à noite (nesse mesmo dia), o diretor de serviço disse-lhe “que Santa Maria não tinha disso acionado”, facto de que o presidente do Conselho de Administração disse ter provas.

O responsável deu ainda a entender que teria tido resposta para o jovem se tivesse sido contactado, já que desde 2008 aquele hospital dispõe de um sistema que funcionou sempre e que consiste numa “escala voluntária”, em que os profissionais sabem que podem ser chamados para comparecer no hospital e que têm um pagamento percentual estipulado

“De acordo com o relatório que solicitei, não temos nenhum registo de falha neste período de tempo, nenhum registo de morte ou recusa de qualquer profissional de comparecer no hospital em caso de necessidade. É essa a prática, diria que quase corrente, em Santa Maria”, afirmou.

O responsável sublinhou que “até prova em contrário, o sistema montado desde 2008 funcionou: prevenções para resposta quando necessário”.

Lusa

Published in Mundo

Adalberto_Campos_Fernandes
O PS e o PCP aprovaram hoje um requerimento para ouvir o ministro da Saúde e os dirigentes da saúde demissionários na sequência da morte de um jovem com um aneurisma roto no Hospital de São José, em Lisboa.

O requerimento do PCP foi aprovado na Comissão Parlamentar de Saúde, com as abstenções do PSD e do CDS, disse fonte do grupo parlamentar comunista, acrescentando que o Bloco de Esquerda não estava presente.

O requerimento solicitava a audição urgente do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e dos demissionários presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa, Cunha Ribeiro, e presidentes dos conselhos de administração dos centros hospitalares de Lisboa Norte (CHLC), Carlos Martins, e de Lisboa Central (CHLC), que inclui o hospital de São José, Teresa Sustelo.

Em causa está a morte de David Duarte, de 29 anos, que deu entrada no hospital de São José numa sexta-feira a necessitar de “uma intervenção da área da neurocirugia", tendo acabado por não ser "intervencionado porque a equipa especializada neste tipo de intervenção, ao invés de estar ao serviço no hospital, como as boas práticas clínicas assim o exigiram, encontrava-se em situação de prevenção”.

O PCP lamenta que “apesar desta situação ser conhecida das várias entidades” só depois da morte do rapaz e da notoriedade adquirida pelo acontecimento é que os responsáveis “apresentaram a demissão”, tendo também posto o cargo à disposição o “Presidente do Conselho de Administração do centro Hospitalar de Lisboa Norte, que inclui o hospital de Santa Maria, por ter os mesmo problemas e as mesmas limitações”.

Para os comunistas, “esta situação não se desliga do desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde”, da “retração da sua capacidade de resposta”, da “desvalorização dos profissionais de saúde e das suas carreiras”.

O requerimento do grupo parlamentar do PCP foi assim justificado com a “gravidade da situação, que contraria plenamente todo o discurso propagandístico do anterior executivo quanto à capacidade de resposta do SNS,” e com a necessidade de debater as “consequências da política e das opções do anterior executivo”.

Lusa

Published in Mundo
Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?
Editorial | Jornal Médico
Mulher, autonomia e indicadores – uma história de retrocesso?

O regime remuneratório das USF modelo B há muito que é tema para as mais diversas discussões, parecendo ser unânime a opinião de que necessita de uma revisão, inexistente de forma séria desde a sua implementação.