Quarenta e seis centros de saúde (CS) estarão abertos amanhã e 19 no domingo, dia 1 de janeiro, na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), com vista a dar resposta ao aumento da procura de cuidados de saúde devido à gripe.

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Sinalética centro de saúde

O Ministério da Saúde e a Câmara Municipal do Cadaval assinaram ontem um contrato-programa para construção de um novo centro de saúde no concelho, obra aguardada há mais de uma década pela população.

Adalberto Campos Fernandes afirmou que a melhor forma de assinalar os 37 anos do Serviço Nacional de Saúde, que se completam hoje, é "através de ações concretas", como dando o aval à construção do centro de saúde, indo "ao Cadaval e a outros concelhos mais pequenos e mais isolados do país devolver o SNS aos portugueses".

À espera do novo centro de saúde desde 2004, o presidente da Câmara, José Bernardo Nunes (PSD), afirmou em declarações à Agência Lusa que "espera que, desta vez, as obras se concretizem e não tenham nenhum contratempo", adiantando que o concurso público deverá ser lançado até ao final do ano.

O centro de saúde, que vai servir 8000 utentes, tem sido prometido pelos vários governos e já teve concurso público lançado e empreitada adjudicada.

Populares entregaram ao ministro um abaixo-assinado a pedir a colocação de médicos de família no concelho, também reclamada pelo autarca.

Dos 12.500 utentes existentes no concelho, quatro mil estão sem médico, explicou o diretor do Agrupamento de Centros (ACES) de Saúde Oeste Sul, António Martins, adiantando que essa carência é colmatada por médicos prestadores de serviços, uma solução que não agrada à população, que se queixa no abaixo-assinado de existirem "poucas consultas disponíveis".

O diretor do ACES Oeste Sul esclareceu que o Cadaval está entre as prioridades do agrupamento, logo que a tutela abrir concurso para mais médicos.

Através do contrato-programa assinado, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) vai suportar os encargos da empreitada, orçada em 717 mil euros e com um prazo de construção de nove meses.

O município compromete-se a ceder ao Ministério da Saúde, por 50 anos, o terreno onde se vai localizar a unidade, bem como a lançar o concurso público para a empreitada e a fiscalizar a obra.

Com a nova obra, a extensão da freguesia da Vermelha vai encerrar e os utentes vão ser reencaminhados para a sede do concelho, mantendo-se as extensões do Vilar e de Figueiros.

As novas instalações vêm substituir as atuais, propriedade da Santa Casa da Misericórdia que, desde há vários anos, pretende dar um outro destino àquele espaço.

Depois do contrato celebrado em 2004, o projeto, orçado em 1,6 milhões de euros, foi reformulado, após se constatar que o projeto de arquitetura não se adequava ao terreno.

A reformulação do projeto reduziu o custo da obra para 600 mil euros.

O problema da adequação do projeto ao terreno ficou resolvido em 2008, mas desde essa altura a ARSLVT tem vindo a analisar os projetos de especialidades e não deu até agora autorização para se iniciar a empreitada, nem transferiu para o município o dinheiro para a obra.

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O Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, afirmou que o novo centro de saúde daquela cidade deverá estar concluído no final de 2017 e destina-se a servir um total de 41 mil utentes. Recorde-se que esta obra orçada em 1,1 milhões de euros.

As declarações do autarca à Agência Lusa surgem momentos antes de o município assinar um contrato-programa com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) com vista à construção de uma nova unidade de saúde na cidade.

"Está a escrever-se uma nova página na história do concelho. Esta era uma das obras mais necessárias e prementes", apontou Hugo Martins.

O centro de saúde de Odivelas – um equipamento novo na cidade, uma vez só havia um Centro de Atendimento e Tratamentos Urgentes (CATUS) - será comparticipado em 70% pela ARSLVT e os restantes 30% ficarão a cargo da autarquia. A Câmara de Odivelas ficará igualmente responsável pela elaboração dos projetos, pela cedência do terreno e pelos arranjos exteriores.

O autarca perspetivou que o novo equipamento possa estar concluído até final de 2017 tendo em conta todos os procedimentos administrativos que antecedem o arranque da obra.

Por seu turno, também em declarações à Agência Lusa, o porta-voz da Comissão de Utentes dos Transportes Públicos e Saúde de Odivelas, Manuel André, manifestou-se otimista em relação à conclusão deste processo.

"Desde 2001 que esta situação é falada e já houve várias promessas desde aí. No entanto, estamos confiantes de que desta vez é mesmo para valer", sublinhou.

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sinaletica - centro de saúde

Cinco especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) iniciaram funções no início deste mês no Centro de Saúde (CS) de Portimão, permitindo alargar a cobertura assistencial em cuidados de saúde primários (CSP) e atribuir médico de família (MF) a cerca de 9.500 utentes do concelho de Portimão que se encontravam sem MF atribuído.

De acordo com a notícia avançada no website da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, estes profissionais, colocados no âmbito do concurso nacional lançado no passado mês de junho pelo Ministério da Saúde para médicos de MGF para as unidades de CSP do SNS, foram recebidos pelo presidente do Conselho Diretivo da ARS do Algarve, Dr. Moura Reis, a 4 de agosto, na sede do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Barlavento, em Portimão, onde tiveram oportunidade de ficar a conhecer as instalações e os profissionais das diversas unidades funcionais deste ACES, facilitando desta forma o seu processo de integração na equipa.

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Urgência_jm

Os doentes encaminhados para os hospitais pelos Centros de Saúde ou pela Linha Saúde 24 passam a ter prioridade dentro do mesmo grau de gravidade.

De acordo com um despacho publicado em abril, desde o dia 1 de agosto que todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem dar prioridade ao atendimento de utentes referenciados através dos Cuidados de Saúde Primários ou da Linha Saúde 24, dentro do mesmo grau de prioridade atribuída.

Desta forma, as pulseiras que identificam a cor de prioridade da triagem e as vinhetas que identificam o utente devem estar devidamente assinaladas, quando o doente é reencaminhado pelo centro de saúde ou pela Linha Saúde 24.

Esta é uma forma de orientar o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde, bem como de investir na articulação entre os cuidados primários e os hospitais. Trata-se igualmente de uma forma de evitar que se recorra às urgências hospitalares em situações que devem ser avaliadas pelas equipas dos centros de saúde.

O Orçamento do Estado para este ano já veio dispensar de pagamento de taxas moderadoras, nas urgências hospitalares, os utentes referenciados pelos cuidados de saúde primários e pela Saúde 24.

No que respeita ao atendimento nos Serviços de Urgência de doentes classificados com a cor branca, “não deve ultrapassar os 5% do atendimento global desses serviços, no ano de 2016, e de 2%, no ano de 2017”, define o despacho. O objetivo é desincentivar os doentes na cor branca de se dirigirem aos Serviços de Urgência, e os hospitais de promoverem o tratamento nesses serviços de situações que não são urgentes.

Caso aquela percentagem seja ultrapassada, os hospitais devem desenvolver medidas corretivas, com vista a cumprir o objetivo fixado.

A partir de 2017, os hospitais que não conseguirem cumprir o objetivo de menos de 2% de doentes nos Serviços de Urgência, com classificação de cor branca, serão penalizados, no âmbito dos contratos-programa estabelecidos anualmente com as Administrações Regionais de Saúde.

O diploma legal determina ainda que, sempre que o doente for transferido entre serviços de urgências, deve voltar a ser triado na chegada à urgência de destino, como fator de segurança do doente, face a um eventual agravamento da sua situação clínica durante o transporte.

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centrohospitalardooeste

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) quer, até ao final do ano, trabalhar com os centros de saúde da região, para reduzir a afluência às urgências de casos considerados não urgentes e as listas de espera das consultas.

A presidente do conselho de administração do CHO, Ana Paula Harfouche, disse ontem à agência Lusa que "a articulação com os Agrupamentos de Centros de Saúde Oeste Norte e Oeste Sul é um dos compromissos para cumprir até ao final do ano", no âmbito do contrato-programa assinado em abril.

A articulação com os ACES Oeste Norte e Oeste Sul vai passar, numa primeira fase, pelo cruzamento do historial clínico dos utentes e pelo reencaminhamento progressivo dos doentes para os centros de saúde, à medida que for resolvida a falta de médicos de família.

"Se o médico da urgência souber que o doente fez uma TAC [Tomografia Axial Computorizada] há dois dias ou há dois meses não irá pedir outra TAC", exemplificou, alertando para as poupanças económicas e para a redução das radiações provocadas no doente e nos profissionais aquando da realização do exame.

Com a articulação, o CHO pretende “desentupir” as urgências de Caldas da Rainha e Torres Vedras e reduzir as listas de espera das consultas externas hospitalares.

"Temos 530 episódios em média e só 20% são urgentes. Há um grande trabalho a fazer nos próximos anos", afirmou Ana Paula Harfouche.

Ir à urgência “por uma gripe já não se justifica quando o doente tem o centro de saúde que lhe dá resposta. Se a gripe se prolongar por mais de três dias, então deve recorrer à urgência", exemplificou a administradora.

O CHO, do qual fazem parte os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, serve 293 mil habitantes dos concelhos do Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Torres Vedras e parte de Alcobaça e de Mafra.

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EstudoCSP

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, anunciou ontem que o Governo pretende construir "17 novos centros de saúde até 2017".

"Queremos relançar de novo a reforma dos cuidados de saúde primários", disse Fernando Araújo, na cerimónia de assinatura do contrato-programa para a construção de nova unidade de saúde do Pinhal Novo, concelho de Palmela.

O novo equipamento do Pinhal Novo (onde já existe uma extensão de saúde) integra-se no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Arrábida.

Segundo o governante, em junho vai ser aberto um concurso para 14 médicos neste ACES.

Fernando Araújo acredita que a contratação de novos médicos vai permitir reduzir em 30% a 40% o número de utentes sem médicos de família (cerca de 26% no ACES Arrábida) e lembrou que, a partir de junho, utentes e médicos de família vão poder escolher os hospitais onde querem receber tratamento.

Antes, a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Rosa Valente, tinha também referido a intenção de renovar/remodelar meia centena de unidades de saúde, para melhorar a prestação de cuidados.

De acordo com o contrato-programa que ontem foi assinado com a Câmara de Palmela, a nova unidade de saúde será construída pelo município, mas com financiamento da ARSLVT, num terreno com cerca de 3.000 metros quadrados.

O terreno é cedido pela autarquia, na zona sul do Pinhal Novo, e a obra tem um custo estimado de 1,184 milhões de euros.

Segundo o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, a nova unidade de Saúde do Pinhal Novo era uma reivindicação da população local com mais de duas décadas.

"No momento em que foi inaugurada a atual extensão de saúde, já os pinhalnovenses reclamavam a construção de uma outra unidade para fazer face às necessidades da população", disse o autarca, que prometeu tudo fazer para que a nova extensão de saúde seja concluída até final do próximo ano de 2017.

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Medica Família 1

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou ontem que até ao final do verão serão colocados, em Sintra, 19 novos médicos de família, metade das necessidades do concelho.

Adalberto Campos Fernandes, que esteve presente na assinatura dos contratos-programa para a construção de três unidades de saúde em Sintra, revelou que 19 jovens médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar vão integrar o quadro de médicos de família do concelho até ao final do primeiro semestre deste ano.

"Cobre-se, assim, metade do défice de cobertura de médicos de família no concelho de Sintra. Daqui a um ano vamos colocar os restantes 19 que faltam. Ou seja, no verão do ano que vem poderemos declarar Sintra como um concelho livre da ausência de médicos de família", afirmou o ministro.

A comunicação mereceu fortes aplausos de toda a plateia presente, sobretudo do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que minutos antes, na sua intervenção, tinha alertado, precisamente, para a necessidade de médicos de família no concelho.

Sintra vai ter quatro novos centros de saúde que, no total, vão implicar um investimento de 6,5 milhões de euros, sendo que o Governo disponibiliza-se a financiar três unidades em 5,6 milhões.

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo irá investir na construção das novas unidades de cuidados de saúde de Agualva, Algueirão-Mem Martins e de Queluz, onde será também instalada uma unidade de pedopsiquiatria do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Desse investimento, segundo consta dos contratos-programa, a Câmara de Sintra vai contribuir com 1,8 milhões de euros, além de executar a obra e ceder os terrenos e edifícios recuperados.

Além disso, a autarquia vai ainda financiar totalmente o Centro de Saúde na Estefânia, no valor de 875 mil euros.

As quatro novas unidades de saúde vão, no total, servir cerca de 135 mil pessoas.

A autarquia informou ainda que na segunda-feira vai ser lançado o concurso público para a construção do Centro de Saúde de Queluz (1,4 milhões de euros), cujas obras de construção deverão arrancar em setembro.

Basílio Horta disse hoje que "a parceria virtuosa" com o Governo traduziu-se na "chegada a bom porto" de uma "velha aspiração" da Câmara Municipal.

"Depois de um longo caminho, nem sempre fácil, chegámos hoje a bom porto. Sintra foi abandonada na Saúde. Depois de muito lutarmos, quase três anos, finalmente temos a concretização de uma velha aspiração", sustentou o autarca.

Já o ministro da Saúde afirmou que o investimento nos novos equipamentos "não são mais do que obrigação".

"Não estamos a fazer nada de especial. Estamos a fazer a nossa obrigação, com enorme sentido de responsabilidade. O tempo perdido está perdido e vamos é falar no que se está a fazer e para fazer", sublinhou.

Adalberto Campos Fernandes adiantou também que "seguramente, ainda este ano" haverá um "impulso significativo" na criação de novas unidades de saúde familiar em todo o país, sem precisar o número.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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