Sinalética centro de saúde

Cerca de duas centenas de pessoas concentraram-se ontem frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para reivindicar a construção de um novo centro de saúde na freguesia de Santa Iria da Azóia, concelho de Loures.

A manifestação foi convocada pela comissão de utentes de saúde de Santa Iria da Azóia, onde vivem cerca de 18 mil pessoas, tendo sido entregue no final da acção uma carta no Ministério da Saúde, a solicitar uma reunião com o ministro Paulo Macedo.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Machado, da comissão de utentes, referiu que as actuais instalações do centro de saúde funcionam num prédio de habitação de três andares sem elevador, “prejudicando o seu acesso a pessoas com mobilidade reduzida”.

“Não faz mais sentido nesta altura obrigar milhares de utentes a subir mais de 70 degraus para chegar ao terceiro andar para ter um médico”, apontou.

Carlos Machado sublinhou que a reivindicação pelo centro de saúde “já é muito antiga” e que a população da freguesia “está cansada de promessas dos sucessivos Governos”.

“Os vários governos assumiram a promessa, o compromisso de construção, o reconhecimento deste problema, mas o facto é que desde 1986, nenhum dos ministros resolveu este problema”, queixou-se.

Carlos Machado ressalvou que, mais do que problemas no funcionamento dos serviços, as dificuldades de acesso à unidade de saúde são o que mais preocupa os cerca de 18.000 utentes.

No mesmo sentido, alguns dos utentes presentes no protesto queixaram-se à Lusa das dificuldades que têm em aceder à unidade de saúde: “Tenho uma doença na anca e não consigo subir. Não podemos aguentar mais”, afirmou Belmira Pereira, 65 anos.

Já Nazaré Moita, 59 anos, referiu que existem alguns médicos que descem ao rés-do-chão para ver os doentes, mas só “em casos excepcionais”.

O presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), relembrou que a Autoridade Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) já tinha demonstrado disponibilidade para assinar com a autarquia um protocolo para a construção de um novo centro de saúde, lamentando, no entanto, a demora na evolução do processo.

“Aguardamos a todo o momento que nos seja feita essa proposta de protocolo que foi anunciada pela secretária de Estado. Ainda não há mais novidades, mas temos expectativa que a ideia seja avançada”, perspectivou.

Numa resposta escrita enviada à Lusa há duas semanas, fonte da ARSLVT disse que reconhece “a importância e a necessidade da construção de uma nova unidade de saúde” e que “decorrem conversações entre a ARSLVT e a Câmara de Loures no sentido de dar seguimento à elaboração de um protocolo de colaboração.

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quarta-feira, 25 fevereiro 2015 12:00

Pedrógão Grande prevê novo centro de saúde

sinaletica - centro de saúde

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, disse que vai ser construído um novo centro de saúde na sede do concelho, tendo o município anunciado a disponibilização do terreno onde está o antigo pavilhão desportivo.

“Nós disponibilizamos o terreno dentro da vila, junto à unidade de cuidados continuados da Misericórdia, onde está o antigo pavilhão desportivo, que vai ser demolido”, declarou Valdemar Alves, referindo que esta estrutura, “com 40 anos, não tem condições nenhumas”.

Segundo Valdemar Alves, trata-se de um projecto em parceria com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARS Centro).

O autarca referiu que o actual edifício que alberga o centro de saúde tem diversos problemas, como a cobertura em fibrocimento, a que acresce, exemplificou, janelas “sem segurança nenhuma”. “O chão já está todo degradado, andamos nós, agora, a reparar”, afirmou o presidente da câmara.

O responsável explicou que vai realizar-se “uma reunião para dividir tarefas” entre a câmara e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro para concretizar a construção do novo centro de saúde, que considera “fundamental” para o concelho.

Em resposta escrita enviada ontem à Lusa, a ARS Centro fez saber que “está sempre receptiva às pretensões das autarquias, pelo que se manifesta disponível para analisar, conjuntamente com a autarquia, as suas intenções relativamente ao centro de saúde de Pedrógão Grande”.

Quanto à falta de médicos no concelho, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande mostrou-se convencido de que o problema seja resolvido a curto prazo.

No município circula um abaixo-assinado, que já recolheu cerca de 700 assinaturas do movimento dos “Indignados com o estado da saúde em Pedrógão Grande”, nomeadamente “com a ausência de cobertura médica no centro de saúde” local.

“O concelho de Pedrógão Grande será talvez o único no país, em que a sede do concelho não tem assegurado o funcionamento normal do centro de saúde”, acrescenta o documento.

Um dos promotores do documento, Luís Fernandes, disse que o centro de saúde “precisa de pelo menos mais um médico”, esclarecendo que a estrutura “funciona apenas quatro horas diárias com médico, à excepção de quinta e sexta-feira”.

“Nestes dois dias, há médico todo o dia”, declarou, salientando que existem “muitas queixas” e um “sentimento grande de revolta”.

Este movimento agendou para hoje, com início às 20 horas, na Casa da Cultura de Pedrógão Grande, um debate, para analisar esta situação.

A ARS Centro adiantou que, “relativamente à falta de médico na unidade de saúde, devido a aposentação”, esta entidade e o Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior “estão a envidar esforços no sentido de poder colocar um médico logo que haja essa possibilidade”.

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O novo Centro de Saúde da Lousã custou 2,3 milhões de euros e começou hoje a funcionar, apenas com "serviços mínimos", mais de dois anos e meio após a sua construção.

"Começámos hoje a trabalhar, mas em serviços mínimos, dando resposta só às situações agudas, visto que o sistema informático não está ainda a funcionar", disse à agência Lusa o coordenador da Unidade de Saúde Familiar (USF) Serra da Lousã.

Além desta unidade, com 10.500 utentes inscritos, as novas instalações albergam também a USF Trevim Sol, que presta cuidados de saúde a cerca de 8.000 pessoas, incluindo as que são atendidas na Extensão de Saúde de Serpins.

"Falta ainda montar os quiosques electrónicos", adiantou o médico João Rodrigues.

Construído pelo Ministério da Saúde em terreno cedido pelo município, nos arredores da vila, o edifício veio substituir as instalações arrendadas há três décadas à Misericórdia local, no centro da Lousã.

Acolhendo as exigências dos profissionais de saúde, dos utentes e dos partidos da oposição, a Câmara Municipal, liderada pelo socialista Luís Antunes, criou um plano de transportes públicos, que funcionam a partir de hoje, de segunda a sexta-feira, ligando a zona urbana ao Centro de Saúde.

"Esta solução minimiza, mas irá resolver o erro base da escolha da localização", afirmou João Rodrigues, frisando que "o médico de família tem de estar próximo das pessoas".

Numa informação aos utentes, disponibilizada hoje no site da USF Serra da Lousã e afixada nas instalações, o coordenador realça "a orientação solar do edifício, privilegiando a orientação sul dos gabinetes de consulta e a instalação de equipamentos de uso das energias renováveis".

Outro dos "pontos positivos" é a existência de "estacionamento para todos os potenciais utilizadores e profissionais", destaca.

Como "pontos negativos", a USF Serra da Lousã refere "a localização, fora do centro da vila, dificultando a acessibilidade", "as serventias, sem passeios na maioria dos acessos, e a ligação deficiente à rede viária principal", além da "ausência de garagens e de espaço para armazém".

Os serviços acolhidos no novo edifício "estão com falta de espaço, nomeadamente de gabinetes médicos para formação, salas de espera e espaço comum. Além disso, um elevador pequeno que não permite transportar um doente em maca", segundo o coordenador daquela unidade.

Para já, "estamos sem acesso ao sistema informático, sem possibilidades de aceder aos processos clínicos, receituário e agendas", esclarece.

O novo Centro de Saúde da Lousã custou 2.297.400,81 euros, tendo sido contemplado com um financiamento europeu de 1.952.790,69 euros.

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CS Alvito

O PCP manifestou-se hoje preocupado com a "grave carência" de clínicos em centros de saúde do Baixo Alentejo, onde mais de 15 mil utentes, cerca de 12% da população abrangida, estarão sem médico de família.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o Grupo Parlamentar do PCP refere que fez um levantamento e percebeu que faltam 12 médicos de família na área de intervenção da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA).

A falta dos 12 clínicos "corresponde a mais de 15 mil utentes sem médico de família", ou seja, "cerca de 12% da população", considerando que a Unidade Territorial para Fins Estatísticos (NUT) do Baixo Alentejo tinha 125 mil habitantes em 2011, aponta o PCP.

Trata-se de "uma carência acima da média nacional, que rondará os 10%", frisa o PCP, precisando que a falta de clínicos afecta os centros de saúde de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Ferreira do Alentejo e, com destaque, Moura, onde há "cerca de 7.500 utentes" sem médico de família.

O PCP manifestou-se também preocupado com a "carência" de assistentes operacionais e técnicos, "com maior acuidade para a área administrativa", o que "põe em causa o atendimento dos utentes".

O número de enfermeiros, apesar de não apresentar "uma falta com a gravidade da dos clínicos", poderia ser reforçado, defende o PCP, referindo que o reforço das equipas de enfermagem nos centros de saúde de Aljustrel, Almodôvar, Ferreira do Alentejo e Moura, com um total de sete enfermeiros, "melhorava a capacidade de respostas dos serviços em alguns programas de saúde concretos".

De acordo com o PCP, "em apenas quatro" dos 13 centros de Saúde do Baixo Alentejo "não se registam quaisquer carências ao nível dos recursos humanos".

No passado dia 17, a ULSBA anunciou hoje ter contratado seis médicos de família, que começaram a trabalhar esta semana para "colmatar a carência" de clínicos nos centros de saúde de Aljustrel, Moura, Ferreira do Alentejo, Vidigueira e Almodôvar.

A ULSBA reafirmou "o seu propósito de tomar todas as providências para assegurar que todos os utentes da responsabilidade da ULSBA tenham um médico de família".

A contracção dos seis médicos de família, embora "minorando o problema, é manifestamente insuficiente para a falta que existe", lamenta o PCP, referindo que os deputados comunistas João Ramos e Carla Cruz já questionaram o Ministério da Saúde sobre o "problema" da falta de clínicos na ULSBA.

Através da pergunta, os deputados querem saber se o Ministério da Saúde confirma os números apontados pelo PCP e que diligências está a desenvolver para cumprir a resolução aprovada na Assembleia da República, que partiu de um projecto do grupo parlamentar comunista e recomenda ao Governo que "estabeleça medidas políticas de colocação de recursos humanos médicos no distrito de Beja".

Os deputados também querem saber se o Ministério da Saúde confirma a falta de assistentes operacionais e técnicos e qual a sua implicação nos serviços e se está prevista a colocação de profissionais desta categoria e de algum procedimento para recrutamento de enfermeiros.

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Informática

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) confirmam que o problema informático que afectou durante um mês os centros de saúde de Castelo Branco levou a perda de dados de utilizadores.

"A base de dados foi reposta e também toda a parte de infra-estruturas. Mas o problema foi grande e existem utilizadores que perderam dados" adiantou fonte oficial daquela estrutura.

Segundo a SPMS, estão ainda a tentar recuperar os dados perdidos por alguns dos utilizadores do sistema informático.

A mesma fonte esclareceu também que o problema não esteve relacionado com nenhum ataque de piratas informáticos.

"Posso garantir que o problema no sistema informático dos centros de saúde de Castelo Branco não teve a ver com 'hackers'. Aquilo que se passou foi um 'crash' na base de dados e não foi possível recuperar por corrupção de ‘data files’", referiu à agência Lusa a mesma fonte.

Garantiu ainda que se tratou de uma intervenção "complexa" no sistema informático, mas disse que da parte dos SPMS "está tudo regularizado".

O alegado ataque de piratas informáticos ao sistema chegou a ser falado na sessão pública da Câmara de Castelo Branco, realizada no dia 18 de Julho, por um vereador do PSD.

Os dois centros de saúde de Castelo Branco estiveram sem sistema informático quase um mês, situação que causou imensos transtornos, não só aos utentes como também aos profissionais de saúde.

A direcção distrital do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas emitiu também um comunicado, através do qual, além de várias críticas, manifestou preocupação com os dados clínicos dos utentes e lamentou o facto de ninguém esclarecer o assunto.

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Santa Casa da Misericórdia

A Santa Casa da Misericórdia inaugurou na sexta-feira um centro de saúde de proximidade que prestará cuidados primários a mais de 7.500 habitantes dos bairros da Liberdade e da Serafina, em Campolide, Lisboa, a partir de hoje.

“Este bairro [da Liberdade] é uma bofetada na cara de todas as pessoas que têm conforto, que têm trabalho e que podem viver o seu dia-a-dia com menos preocupação. É extraordinário como no centro de uma cidade existem pessoas que vivem desta maneira”, disse o provedor da Santa Casa de Lisboa, Pedro Santana Lopes, na inauguração.

Santana Lopes referia-se às muitas casas sem água canalizada, infra-estruturas ou saneamento básico que existem em ambos os bairros, onde “há pessoas que vivem quase em prateleiras, casas muito apertadas”, a maioria imigrantes, grande parte deles indocumentados, além de muitas famílias carenciadas.

Foi por isso que a Santa Casa entendeu abrir ali, na cave do Centro Social Paroquial de São Vicente Paulo, uma unidade de saúde, “na qual as pessoas, em princípio, podem receber cuidados de saúde a título gratuito, mas mediante processos que estão estipulados”, disse.

“Muitas vezes as pessoas não têm a situação regularizada, nem meios de transporte, nem dinheiro para ir às urgências ou receberem determinado tipo de tratamentos”, destacou, acrescentando que “quem não pode, vai ser tratado à mesma”, apesar da “filtragem cuidadosa” em relação a quem precisa de facto.

A Santa Casa tem já outras sete unidades de saúde semelhantes e ainda três extensões de saúde em outros bairros mais carenciados de Lisboa e em breve vai também “ficar com responsabilidades na área da Musgueira”, num espaço equivalente a este do bairro da Liberdade.

Santana Lopes salienta que “o papel da Santa Casa não é fazer polémicas com o Governo”. No entanto, já não é a primeira vez que manifesta publicamente “preocupação pela distância dos cuidados de saúde em relação aos territórios onde estão populações mais isoladas ou mais desprotegidas”.

“Acho que, seja qual for a ideologia, seja qual for o Governo ou o sistema politico, a saúde será sempre um bem primeiro, faz parte da condição humana e, por isso, naturalmente, assisto com preocupação a estas transformações do papel do Estado”, disse, salientando que as Misericórdias que têm meios “podem-se chegar à frente”, assim como as Instituições de Solidariedade Social, “mas então criem-lhes também condições legislativas e outras que são precisas”.

O provedor referia-se, nomeadamente, à lei de bases de economia social que “precisa de regulamentação”.

Na adaptação do edifício ao centro de saúde, a Santa Casa gastou 50 mil euros e em relação aos gastos de funcionamento tem uma estimativa que “está perfeitamente controlada em termos do orçamento de saúde”.

De acordo com a Santa Casa, em 2013, as sete unidades e as três extensões de saúde que tem em bairros de Lisboa registaram 24.624 utentes com cartão válido (cartão que identifica o utente), um acréscimo de 9,5% face a 2012.

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Espera 2

Mais de 8.600 utentes dos 21.131 inscritos no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos não têm médico de família, admitiu o Ministério da Saúde, que reconhece a dificuldade em contratar os seis clínicos necessários.

Na resposta a uma pergunta feita no final de Fevereiro pelo Bloco de Esquerda, o Ministério da Saúde afirma que 41% dos utentes inscritos no Centro de Saúde de Salvaterra de Magos estão sem médico de família, sendo a situação mais grave a de Glória do Ribatejo, onde “cerca de 80% da população não tem médico de família”. Em Marinhais 69% da população não tem médico de família e em Foros de Salvaterra são cerca de 40%, adianta o Ministério.

A resposta às questões colocadas pelos deputados bloquistas João Semedo e Helena Pinto adianta que a Unidade de Cuidados de Saúde de Salvaterra de Magos tem actualmente sete clínicos, dois deles com pedido de aposentação pendentes e um aposentado com contrato de trabalho até Julho de 2015, sendo necessários “mais seis médicos para garantir a atribuição de médico de família aos mais de 8.600 utentes sem médico”.

“Até à presente data (03 de Junho) apenas foi possível a contratação de uma médica em regime de prestação de serviços com 40 horas semanais, não havendo médicos interessados em preencher as horas de prestação de serviço contratadas e disponíveis”, afirma.

Segundo o Ministério, não é possível a abertura imediata de concurso para integração de médicos que tenham concluído a especialidade de Medicina Geral e Familiar por não existirem no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria médicos internos a concluir o internato em 2014.

Assim, adianta, “apenas se vislumbra a possibilidade de contratação, com recurso a contratos de trabalho” a termo certo, de duas médicas que tinham saído do quadro da Sub-região de Saúde de Santarém e que pediram para voltar a exercer funções no ACES Lezíria.

O Ministério refere, ainda, a entrada em funcionamento, no final de Outubro último, da Unidade de Cuidados na Comunidade de Salvaterra de Magos (único concelho servido pelo ACES Lezíria que não dispunha desta estrutura), o que obrigou à reafectação dos enfermeiros colocados nas extensões de saúde.

Segundo o documento, ficou assegurada a permanência de pelo menos um enfermeiro em cada extensão de saúde, tendo sido reforçada a equipa de enfermagem do Centro de Saúde de Salvaterra com mais um elemento.

“Não obstante, o Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo está ciente das dificuldades e, juntamente com a direcção executiva do ACES Lezíria, está a trabalhar no sentido de encontrar soluções que possibilitem a melhoria dos cuidados a prestar às populações deste concelho”, acrescenta.

As perguntas feitas pelo BE sobre quando serão reabertas as extensões de Granho e Muge ficaram sem resposta, afirmando apenas o Ministério, quanto à data de inauguração da extensão de Foros de Salvaterra, que as novas instalações estarão concluídas “em breve”, mantendo-se afecto o médico que tem contrato de trabalho como aposentado até Julho de 2015.

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Conselho Popular

Dezenas de pessoas impediram, na manhã de hoje, a abertura das instalações da Junta de Freguesia em Almargem do Bispo, concelho de Sintra, em protesto contra a transferência do centro de saúde local para Negrais.

O presidente da União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, Rui Maximiano (PS), disse à Lusa que se deslocava para Lisboa quando lhe “telefonaram da junta a dizer que um grupo de pessoas não deixa abrir as instalações".

O protesto prende-se com a decisão do Agrupamento de Centros de Saúde de Sintra (ACSS) de concentrar, a partir de hoje, os serviços prestados nas unidades de Almargem do Bispo, Dona Maria e Sabugo na extensão de saúde de Negrais.

A decisão levara já dezenas de populares de Dona Maria, na sexta-feira de manhã, a cortarem a estrada municipal 544, que liga a aldeia a Almargem do Bispo. Os moradores queixaram-se da distância de mais de 15 quilómetros e da falta de transportes públicos para Negrais. Os protestos estenderam-se esta manhã ao Sabugo e a Negrais, com a GNR a confirmar que dezenas de pessoas estão também concentradas junto ao posto médico do Sabugo.

Em Negrais, a CDU de Sintra promoveu uma concentração que juntou cerca de três dezenas de pessoas.

O Centro de Saúde de Negrais “esteve para fechar no ano passado e não se percebe como é que agora dizem que é o único pólo com condições para concentrar as extensões de saúde da freguesia", afirmou Paula Borges, da CDU de Sintra.

A coligação tinha marcado uma visita pelos centros de saúde que iam fechar, mas decidiu transferir a acção para "denunciar a incapacidade" do equipamento de Negrais para "suportar os utentes abrangidos pelas extensões a encerrar".

Os eleitos da CDU e do movimento independente Sintrenses com Marco Almeida manifestaram na última reunião de câmara "preocupação" pela deficiente prestação de cuidados de saúde primários e hospitalares no concelho.

O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta (eleito pelo PS), escreveu uma carta ao ministro Paulo Macedo a solicitar uma reunião com carácter de urgência para analisar a situação da saúde no município.

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A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
A Organização Mundial de Saúde alude que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são cruciais para a obtenção de promoção da saúde a nível global. Neste sentido, a Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) tem estabelecido estratégias que têm permitido marcar posição dos mesmos na comunidade médica geral.

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