Sinalética centro de saúde

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Alto Seixalinho e a Câmara do Barreiro exigiram hoje a construção de um novo centro de saúde na freguesia, alertando que o fecho da Unidade do Bocage causa problemas à população.

António Pacheco, da Comissão de Utentes, disse à agência Lusa que a população está contra o encerramento da Unidade de Saúde do Bocage e a transferência para a unidade de Santo André, considerando que vão ser causados problemas de acessibilidade e financeiros. "Estamos preocupados com os cerca de 16 mil utentes deste centro de saúde que vai encerrar. A sua transferência para Santo André, que é insuficiente para os absorver, vai também trazer problemas aos utentes desse centro de saúde", afirmou.

No dia em que se realizou um protesto junto às actuais instalações, este responsável acrescentou que o edifício actual da Unidade de Saúde do Bocage é "inadequado", defendendo que a solução passa por construir um novo equipamento de raiz na freguesia. "Grande parte da população que aqui está é idosa, com dificuldades de mobilidade e financeiras, e não está disponível para esta mudança, que vai causar também um pandemónio no hospital. Queremos a urgente construção de um centro de saúde de raiz digno para utentes e profissionais", salientou, referindo que existe um terreno cedido pela autarquia para o efeito.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) confirmou recentemente que a Unidade de Saúde do Bocage, no Barreiro, vai ser encerrada depois da conclusão do novo Centro de Saúde de Santo António da Charneca, pois não reúne condições. Segundo aquela entidade, a decisão de construção do Centro de Saúde de Santo António da Charneca, que está prestes a ser inaugurado, vem dar resposta às necessidades no concelho.

Carlos Humberto (PCP), presidente da Câmara do Barreiro, afirmou-se, por seu turno, “solidário” com os utentes no protesto de hoje. "A minha presença é sinal de solidariedade para com os utentes que vão perder a proximidade e uma parte dos utentes são pessoas idosas. O encerramento cria problemas financeiros mas, acima de tudo, de proximidade e de acesso à saúde", disse.

O autarca lembrou que a autarquia tem colocado à disposição das entidades oficiais terrenos e equipamentos, criticando a decisão de transferência dos utentes. "Cria um problema sério às pessoas que precisam com regularidade do médico ou postos de enfermagem", frisou.

A Comissão de Utentes, em conjunto com a autarquia e a União de Freguesias vai pedir reuniões com o ministro da Saúde e a Comissão de Saúde da Assembleia da República, bem como avançar com uma petição para reunir 4.000 assinaturas e levar a discussão ao parlamento.

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Utentes em espera

O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, no distrito de Santarém, tem 41.400 utentes sem médico de família, uma situação que só ficaria resolvida com a colocação de 23 médicos, indicou a directora do ACES.

A directora executiva do ACES do Médio Tejo, Sofia Theriaga, revelou à agência Lusa que tem cerca de 41.400 utentes sem médico de família, de um total de 235.100 utentes pertencentes a 11 concelhos.

Para colmatar as necessidades de prestação de cuidados de saúde seria necessário contratar 23 médicos, "uma situação que se prevê que se venha a agravar com o pedido de aposentação em curso de cinco profissionais médicos", afirmou.

O ACES Médio Tejo cobre os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

"Sendo uma área muito dispersa e do interior torna-se bastante difícil a captação de médicos, quer por profissionais a concorrer para as vagas abertas em concurso, quer por mobilidade", apontou Sofia Theriaga, tendo observado que o ACES Médio Tejo foi recentemente contemplado com 439 horas mensais de prestação de serviços.

A gestora disse ainda que, no que concerne ao concelho de Abrantes, um dos mais afectados com a falta de médicos e onde cerca de 40% da população não tem médico de família, a disponibilidade de médicos na zona "é bastante crítica".

"Por um lado, a realidade a nível de valores/hora praticada no Centro Hospitalar do Médio Tejo é consideravelmente superior à dos centros de saúde, o que dificulta a acção de recrutamento por ser impossível concorrer com os honorários praticados directamente pelo hospital", vincou.

Por outro lado, continuou, "a zona geográfica do centro de saúde é consideravelmente distante dos pólos centrais (Lisboa, Porto, Coimbra), o que faz com que seja absolutamente necessário persuadir médicos com disponibilidade total a facultar todas as suas disponibilidades para esta zona, processo este relativamente moroso, dado os problemas de logística que necessitam ser acautelados".

A directora executiva do ACES disse ainda à Lusa que a freguesia de Tramagal "é a mais afectada", contando apenas com um profissional de saúde para 2.752 utentes. "Todas as outras, com maior ou menor número de horas afectas, estão a prestar cuidados de saúde primários dentro das necessidades", assegurou.

Para minimizar a situação de Abrantes, aquela responsável disse que o ACES Médio Tejo aguarda que seja assinado o protocolo de incentivos à constituição de Unidades de Saúde Familiares (USF) entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), documento que se encontra para apreciação.

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Sinalética centro de saúde

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou a construção de um novo centro de saúde em Figueira de Castelo Rodrigo, orçamentado em mais de 589 mil euros.

O contrato de empreitada para a sua construção foi assinado, na semana passada, entre a Unidade Local de Saúde da Guarda e a empresa Biosfera Construções, Unipessoal, Lda.

Segundo a ARSC, a nova unidade de saúde será edificada em terreno cedido pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e tem um prazo de execução de um ano. Com a sua construção, serão criadas "melhores condições de atendimento aos utentes" e serão optimizadas as condições de trabalho dos profissionais que ali prestam serviço, "destinadas a uma população estimada em 6.260 habitantes, as novas instalações irão substituir as actuais, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, proporcionado maior comodidade e mais conforto a utentes e profissionais", refere a ARSC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O novo centro de saúde de Figueira de Castelo Rodrigo ficará equipado com sete gabinetes, cinco de consulta médica e dois de enfermagem, e uma sala para tratamentos.

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Paulo Langrouva, disse à agência Lusa que recebeu o anúncio da construção do novo centro de saúde com "grande satisfação". Segundo o autarca, o concelho esperava "há já 16 anos" pela concretização da obra que é "uma necessidade imperiosa, tendo em conta que o actual centro de saúde se encontra em estado de degradação e já não satisfaz as condições mínimas para atender condignamente a população". A nova unidade de saúde "é de todo urgente" no município, para que seja assegurado "um serviço de qualidade, de excelência e com condições condignas às populações locais".

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csalfandegadafeA Assembleia Municipal de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, aprovou uma moção a reclamar a resolução urgente da falta de médicos no Centro de Saúde do concelho, denunciando que existem “períodos sem qualquer clínico”.

O documento aprovado por unanimidade na última reunião foi enviado à Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, ao ministro da Saúde e à presidente da Assembleia da República.

Contactada pela Lusa, a administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) desmente a alegada falta de médicos e adianta que reforçou o atendimento na “consulta aberta” para “garantir o normal funcionamento”.

A moção da Assembleia Municipal é a segunda iniciativa deste órgão autárquico de maioria socialista, que há um ano já tinha remetido um ofício à ULSNE alertando para o mesmo problema.

No documento é manifestada a “preocupação” deste órgão autárquico com a “existência de vários períodos ao longo da semana sem médicos na "consulta aberta" e com o facto de haver períodos em que não se encontra qualquer clínico no Centro de Saúde” de Alfândega da Fé.

O texto lembra que a ULSNE já tinha sido alertada para o problema e que “em vez de melhorar tem vindo a agravar-se”.

Os subscritores reconhecem que “não há utentes a descoberto” nesta unidade de saúde, porém “recentemente, um dos médicos com mais utentes ficou doente, prevendo-se um período de recuperação de meses”, pelo que, defendem é “urgente a sua substituição até ao seu retorno ao activo”.

“Sendo a situação descrita como muito grave e previsivelmente prolongada no tempo, vimos pedir a máxima urgência na resolução deste problema, porquanto os utentes dos serviços de saúde do nosso concelho não merecem continuar a ser votados ao ostracismo”, lê-se na moção, aprovada por unanimidade.

Em resposta por escrito, a administração da ULSNE começa por garantir que este Centro de Saúde “disponibiliza a cobertura integral de cuidados aos 5.172 habitantes do município de Alfândega da Fé, com um rácio de um médico para 1.293 utentes, enquanto que o “considerado adequado é de um médico para 1.550”.

Estes números atestam, para aquela entidade, “que não se verifica a alegada falta de médicos” e explica que dos cinco clínicos do quadro de pessoal, um está a exercer funções de presidente da Câmara, a socialista Berta Nunes, e outro encontra-se de baixa médica.

A administração da ULSNE assegura que adoptou “desde logo, medidas no sentido de garantir o normal funcionamento do centro”, nomeadamente “foi reforçado o apoio à consulta aberta”, que funciona entre as 08:00 e as 22:00, com o apoio de mais dois médicos, dos centros de saúde de Mirandela e Carrazeda de Ansiães.

A administração da entidade que gere as unidades de saúde da região rejeita “falhas no atendimento” e adianta que “está a proceder a uma reorganização”, no sentido de o Centro de Saúde “mais eficiente, através de uma melhor programação e aproveitamento dos recursos existentes”.

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hospitaldeabrantesA Câmara Municipal de Abrantes recebeu autorização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para avançar com incentivos financeiros de 9 mil euros por ano aos médicos de família que queiram instalar-se no concelho.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), disse que a ARSLVT informou "não ter nada a opor" aos incentivos financeiros que a autarquia quer dar a médicos para estes se fixarem em Abrantes, concelho com cerca de 40 mil habitantes e que tem actualmente 40% dos utentes sem médico de família atribuído.

No início do ano, a ARS-LVT havia negado a pretensão da autarquia, tendo então considerado que o incentivo financeiro criado pela autarquia para a instalação de médicos na futura Unidade de Saúde Familiar (USF) era um "factor de promoção de desigualdade entre municípios", uma leitura assente na disponibilidade financeira que Abrantes demonstrou ter e que poderia diferir em outros municípios.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, não concordou com o chumbo aos incentivos à contratação de médicos e reclamou da decisão, tendo referido que a decisão "não fazia sentido" e vincado a "enorme quantidade de utentes do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo sem médico de família", em particular no concelho de Abrantes. "Sem mais explicações, a ARS-LVT simplesmente informou agora nada ter a opor", disse a autarca.

Além dos incentivos, o município já adjudicou as obras no valor de um milhão de euros para requalificar o edifício da antiga rodoviária de Abrantes, no centro da cidade, e ali colocar a funcionar a USF e o novo centro de saúde, que será deslocalizado da unidade hospitalar de Abrantes, onde está actualmente sediado.

"A obra física já está adjudicada, está agora no Tribunal de Contas, mas precisamos de profissionais de saúde que queiram integrar esta equipa no âmbito da Unidade de Saúde Familiar", reforçou Maria do Céu Albuquerque.

O incentivo financeiro, que servirá de complemento salarial, será suportado pelo orçamento camarário e durará dois anos, podendo ser prorrogado por mais um.

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sinaletica-centro de saúde arslvtOs deputados do PS eleitos por Setúbal questionaram o Governo sobre o encerramento do Centro de Saúde da Trafaria, em Almada, referindo que o centro de saúde para onde foram deslocados os utentes se encontra "sobrelotado".

Em comunicado, os deputados consideram que, em 2013, no âmbito de Reorganização dos Serviços de Saúde, o Centro de Saúde da Trafaria foi "parcialmente desmantelado, esvaziando os inúmeros serviços prestados à população e colocando o Centro a funcionar apenas das 08:00 às 14:00".

"Deixou de funcionar a consulta de adultos, todos os utentes foram transferidos para o Centro de Saúde da Costa da Caparica, e ficaram apenas a funcionar os serviços de enfermagem para pensos e cuidados de enfermagem primários e o Serviço de Neonatologia para o seguimento de grávidas e crianças", adianta o documento.

Os deputados socialistas acrescentam que também os utentes de utentes de risco, e que necessitam de cuidados diários, e os cidadãos portadores de deficiência transitaram para a Costa da Caparica e que, a 17 de Fevereiro, invocando questões de segurança, nomeadamente um curto-circuito, foram encerradas as instalações da Trafaria.

"A maioria da população abrangida é idosa e tem dificuldades de mobilidade, assim como um nível de rendimentos modesto, o que dificulta a deslocação ao Centro de Saúde da Costa de Caparica, que se encontra sobrelotado com um elevado número de utentes sem médico de família", salienta.

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sinaletica-centro de saúdeUma acção de limpeza e higienização obrigou hoje ao encerramento do edifício do Centro de Saúde de Sousel, no distrito de Portalegre, por um período de oito dias, disse à agência Lusa fonte da unidade.

De acordo com a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), a acção de limpeza e higienização vai ser efectuada por uma questão de “precaução”, uma vez que, nos últimos dias, foram registados “odores anómalos” nalguns espaços do edifício.

Garantindo que “não está em causa a saúde pública”, a fonte da ULSNA explicou que, durante o período de encerramento do edifício, todos os actos médicos e de enfermagem vão ser praticados nas extensões de saúde do concelho (Cano, Casa Branca e Santo Amaro).

Por outro lado, a ULSNA indicou que, até ao dia 24 deste mês, o Centro de Saúde de Fronteira, situado a cerca de 13 quilómetros, vai receber os utentes de Sousel que estejam sujeitos a tratamentos de fisioterapia.

O quartel dos bombeiros voluntários e o Centro de Artes e Espectáculos de Sousel, espaços contíguos ao centro de saúde, estão também à disposição dos utentes “caso surja alguma eventualidade”.

Durante o período de encerramento do edifício do Centro de Saúde, o município de Sousel garante também transportes de hora a hora para que os utentes possam deslocar-se a outras extensões de saúde, sucedendo o mesmo com as ambulâncias dos bombeiros.

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[caption id="attachment_6528" align="alignleft" width="300"]cscastelodepaiva Gonçalo Rocha tem defendido que, apesar do encerramento da extensão de saúde, justificava-se tentar encontrar uma solução para garantir um atendimento de proximidade, que evitasse deslocações à sede do concelho (na imagem) de cerca de 2.000 utentes das freguesias de Santa Maria e S. Martinho de Sardoura[/caption]

A GNR foi ontem chamada a Sardoura, Castelo de Paiva, para garantir a retirada de mobiliário daquela extensão de saúde, encerrada em 31 de Dezembro, disse à Lusa o presidente da câmara.

Segundo Gonçalo Rocha, o momento foi contestado por dezenas de populares que contestam o encerramento daquele equipamento.

Ao princípio da manhã, uma empresa de mudanças chegou ao local para retirar o equipamento e mobiliário da extensão que tem funcionado em instalações cedidas pela junta local.O presidente da câmara lamentou hoje que a tutela da saúde "não ouça as populações e tenha mandado chamar a GNR".

Em declarações à Lusa, o edil lamentou a situação, sobretudo porque, sublinhou, têm sido realizadas reuniões para tentar encontrar uma solução para o problema, o que não fazia prever a situação de hoje.

Gonçalo Rocha tem defendido que, apesar do encerramento da extensão de saúde, justificava-se tentar encontrar uma solução para garantir um atendimento de proximidade, que evitasse deslocações à sede do concelho de cerca de 2.000 utentes das freguesias de Santa Maria e S. Martinho de Sardoura.

O autarca esteve no local e prometeu à população que vai convocar, "para as próximas semanas", uma manifestação, à escala concelhia, para protestar contra o esvaziamento de serviços, nomeadamente na área de saúde.

À Lusa, disse estar muito preocupado com a possível saída de três médicos do centro de saúde, o que vai fragilizar ainda mais a assistência à população.

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A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
A Organização Mundial de Saúde alude que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são cruciais para a obtenção de promoção da saúde a nível global. Neste sentido, a Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) tem estabelecido estratégias que têm permitido marcar posição dos mesmos na comunidade médica geral.

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