Sinalética centro de saúde

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) anunciou a construção de um novo centro de saúde em Figueira de Castelo Rodrigo, orçamentado em mais de 589 mil euros.

O contrato de empreitada para a sua construção foi assinado, na semana passada, entre a Unidade Local de Saúde da Guarda e a empresa Biosfera Construções, Unipessoal, Lda.

Segundo a ARSC, a nova unidade de saúde será edificada em terreno cedido pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo e tem um prazo de execução de um ano. Com a sua construção, serão criadas "melhores condições de atendimento aos utentes" e serão optimizadas as condições de trabalho dos profissionais que ali prestam serviço, "destinadas a uma população estimada em 6.260 habitantes, as novas instalações irão substituir as actuais, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, proporcionado maior comodidade e mais conforto a utentes e profissionais", refere a ARSC, em comunicado enviado à agência Lusa.

O novo centro de saúde de Figueira de Castelo Rodrigo ficará equipado com sete gabinetes, cinco de consulta médica e dois de enfermagem, e uma sala para tratamentos.

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Paulo Langrouva, disse à agência Lusa que recebeu o anúncio da construção do novo centro de saúde com "grande satisfação". Segundo o autarca, o concelho esperava "há já 16 anos" pela concretização da obra que é "uma necessidade imperiosa, tendo em conta que o actual centro de saúde se encontra em estado de degradação e já não satisfaz as condições mínimas para atender condignamente a população". A nova unidade de saúde "é de todo urgente" no município, para que seja assegurado "um serviço de qualidade, de excelência e com condições condignas às populações locais".

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csalfandegadafeA Assembleia Municipal de Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, aprovou uma moção a reclamar a resolução urgente da falta de médicos no Centro de Saúde do concelho, denunciando que existem “períodos sem qualquer clínico”.

O documento aprovado por unanimidade na última reunião foi enviado à Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, ao ministro da Saúde e à presidente da Assembleia da República.

Contactada pela Lusa, a administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) desmente a alegada falta de médicos e adianta que reforçou o atendimento na “consulta aberta” para “garantir o normal funcionamento”.

A moção da Assembleia Municipal é a segunda iniciativa deste órgão autárquico de maioria socialista, que há um ano já tinha remetido um ofício à ULSNE alertando para o mesmo problema.

No documento é manifestada a “preocupação” deste órgão autárquico com a “existência de vários períodos ao longo da semana sem médicos na "consulta aberta" e com o facto de haver períodos em que não se encontra qualquer clínico no Centro de Saúde” de Alfândega da Fé.

O texto lembra que a ULSNE já tinha sido alertada para o problema e que “em vez de melhorar tem vindo a agravar-se”.

Os subscritores reconhecem que “não há utentes a descoberto” nesta unidade de saúde, porém “recentemente, um dos médicos com mais utentes ficou doente, prevendo-se um período de recuperação de meses”, pelo que, defendem é “urgente a sua substituição até ao seu retorno ao activo”.

“Sendo a situação descrita como muito grave e previsivelmente prolongada no tempo, vimos pedir a máxima urgência na resolução deste problema, porquanto os utentes dos serviços de saúde do nosso concelho não merecem continuar a ser votados ao ostracismo”, lê-se na moção, aprovada por unanimidade.

Em resposta por escrito, a administração da ULSNE começa por garantir que este Centro de Saúde “disponibiliza a cobertura integral de cuidados aos 5.172 habitantes do município de Alfândega da Fé, com um rácio de um médico para 1.293 utentes, enquanto que o “considerado adequado é de um médico para 1.550”.

Estes números atestam, para aquela entidade, “que não se verifica a alegada falta de médicos” e explica que dos cinco clínicos do quadro de pessoal, um está a exercer funções de presidente da Câmara, a socialista Berta Nunes, e outro encontra-se de baixa médica.

A administração da ULSNE assegura que adoptou “desde logo, medidas no sentido de garantir o normal funcionamento do centro”, nomeadamente “foi reforçado o apoio à consulta aberta”, que funciona entre as 08:00 e as 22:00, com o apoio de mais dois médicos, dos centros de saúde de Mirandela e Carrazeda de Ansiães.

A administração da entidade que gere as unidades de saúde da região rejeita “falhas no atendimento” e adianta que “está a proceder a uma reorganização”, no sentido de o Centro de Saúde “mais eficiente, através de uma melhor programação e aproveitamento dos recursos existentes”.

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hospitaldeabrantesA Câmara Municipal de Abrantes recebeu autorização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para avançar com incentivos financeiros de 9 mil euros por ano aos médicos de família que queiram instalar-se no concelho.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), disse que a ARSLVT informou "não ter nada a opor" aos incentivos financeiros que a autarquia quer dar a médicos para estes se fixarem em Abrantes, concelho com cerca de 40 mil habitantes e que tem actualmente 40% dos utentes sem médico de família atribuído.

No início do ano, a ARS-LVT havia negado a pretensão da autarquia, tendo então considerado que o incentivo financeiro criado pela autarquia para a instalação de médicos na futura Unidade de Saúde Familiar (USF) era um "factor de promoção de desigualdade entre municípios", uma leitura assente na disponibilidade financeira que Abrantes demonstrou ter e que poderia diferir em outros municípios.

Maria do Céu Albuquerque, presidente da autarquia, não concordou com o chumbo aos incentivos à contratação de médicos e reclamou da decisão, tendo referido que a decisão "não fazia sentido" e vincado a "enorme quantidade de utentes do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo sem médico de família", em particular no concelho de Abrantes. "Sem mais explicações, a ARS-LVT simplesmente informou agora nada ter a opor", disse a autarca.

Além dos incentivos, o município já adjudicou as obras no valor de um milhão de euros para requalificar o edifício da antiga rodoviária de Abrantes, no centro da cidade, e ali colocar a funcionar a USF e o novo centro de saúde, que será deslocalizado da unidade hospitalar de Abrantes, onde está actualmente sediado.

"A obra física já está adjudicada, está agora no Tribunal de Contas, mas precisamos de profissionais de saúde que queiram integrar esta equipa no âmbito da Unidade de Saúde Familiar", reforçou Maria do Céu Albuquerque.

O incentivo financeiro, que servirá de complemento salarial, será suportado pelo orçamento camarário e durará dois anos, podendo ser prorrogado por mais um.

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sinaletica-centro de saúde arslvtOs deputados do PS eleitos por Setúbal questionaram o Governo sobre o encerramento do Centro de Saúde da Trafaria, em Almada, referindo que o centro de saúde para onde foram deslocados os utentes se encontra "sobrelotado".

Em comunicado, os deputados consideram que, em 2013, no âmbito de Reorganização dos Serviços de Saúde, o Centro de Saúde da Trafaria foi "parcialmente desmantelado, esvaziando os inúmeros serviços prestados à população e colocando o Centro a funcionar apenas das 08:00 às 14:00".

"Deixou de funcionar a consulta de adultos, todos os utentes foram transferidos para o Centro de Saúde da Costa da Caparica, e ficaram apenas a funcionar os serviços de enfermagem para pensos e cuidados de enfermagem primários e o Serviço de Neonatologia para o seguimento de grávidas e crianças", adianta o documento.

Os deputados socialistas acrescentam que também os utentes de utentes de risco, e que necessitam de cuidados diários, e os cidadãos portadores de deficiência transitaram para a Costa da Caparica e que, a 17 de Fevereiro, invocando questões de segurança, nomeadamente um curto-circuito, foram encerradas as instalações da Trafaria.

"A maioria da população abrangida é idosa e tem dificuldades de mobilidade, assim como um nível de rendimentos modesto, o que dificulta a deslocação ao Centro de Saúde da Costa de Caparica, que se encontra sobrelotado com um elevado número de utentes sem médico de família", salienta.

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sinaletica-centro de saúdeUma acção de limpeza e higienização obrigou hoje ao encerramento do edifício do Centro de Saúde de Sousel, no distrito de Portalegre, por um período de oito dias, disse à agência Lusa fonte da unidade.

De acordo com a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), a acção de limpeza e higienização vai ser efectuada por uma questão de “precaução”, uma vez que, nos últimos dias, foram registados “odores anómalos” nalguns espaços do edifício.

Garantindo que “não está em causa a saúde pública”, a fonte da ULSNA explicou que, durante o período de encerramento do edifício, todos os actos médicos e de enfermagem vão ser praticados nas extensões de saúde do concelho (Cano, Casa Branca e Santo Amaro).

Por outro lado, a ULSNA indicou que, até ao dia 24 deste mês, o Centro de Saúde de Fronteira, situado a cerca de 13 quilómetros, vai receber os utentes de Sousel que estejam sujeitos a tratamentos de fisioterapia.

O quartel dos bombeiros voluntários e o Centro de Artes e Espectáculos de Sousel, espaços contíguos ao centro de saúde, estão também à disposição dos utentes “caso surja alguma eventualidade”.

Durante o período de encerramento do edifício do Centro de Saúde, o município de Sousel garante também transportes de hora a hora para que os utentes possam deslocar-se a outras extensões de saúde, sucedendo o mesmo com as ambulâncias dos bombeiros.

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[caption id="attachment_6528" align="alignleft" width="300"]cscastelodepaiva Gonçalo Rocha tem defendido que, apesar do encerramento da extensão de saúde, justificava-se tentar encontrar uma solução para garantir um atendimento de proximidade, que evitasse deslocações à sede do concelho (na imagem) de cerca de 2.000 utentes das freguesias de Santa Maria e S. Martinho de Sardoura[/caption]

A GNR foi ontem chamada a Sardoura, Castelo de Paiva, para garantir a retirada de mobiliário daquela extensão de saúde, encerrada em 31 de Dezembro, disse à Lusa o presidente da câmara.

Segundo Gonçalo Rocha, o momento foi contestado por dezenas de populares que contestam o encerramento daquele equipamento.

Ao princípio da manhã, uma empresa de mudanças chegou ao local para retirar o equipamento e mobiliário da extensão que tem funcionado em instalações cedidas pela junta local.O presidente da câmara lamentou hoje que a tutela da saúde "não ouça as populações e tenha mandado chamar a GNR".

Em declarações à Lusa, o edil lamentou a situação, sobretudo porque, sublinhou, têm sido realizadas reuniões para tentar encontrar uma solução para o problema, o que não fazia prever a situação de hoje.

Gonçalo Rocha tem defendido que, apesar do encerramento da extensão de saúde, justificava-se tentar encontrar uma solução para garantir um atendimento de proximidade, que evitasse deslocações à sede do concelho de cerca de 2.000 utentes das freguesias de Santa Maria e S. Martinho de Sardoura.

O autarca esteve no local e prometeu à população que vai convocar, "para as próximas semanas", uma manifestação, à escala concelhia, para protestar contra o esvaziamento de serviços, nomeadamente na área de saúde.

À Lusa, disse estar muito preocupado com a possível saída de três médicos do centro de saúde, o que vai fragilizar ainda mais a assistência à população.

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CS NazaréO aumento de pessoas sem isenção do pagamento de taxas moderadoras está a preocupar a Câmara da Nazaré, que quer a implementação no Centro de Saúde de uma aplicação informática que permita aos utentes fazerem prova dos rendimentos.

Numa proposta aprovada por todo o executivo, a Câmara pede que sejam “accionados os mecanismos necessários com vista à implementação de uma aplicação no sistema informático” do Centro de Saúde da Nazaré, que permita “‘in loco’ fazer o reconhecimento da insuficiência económica dos utentes”.

A proposta apresentada por António Trindade, eleito pelo Grupo de Cidadãos Independentes, tem por base, segundo o vereador, a existência de “múltiplas reclamações dos utentes do concelho sobre o cancelamento, sem justificação aceitável, do benefício do direito à isenção das taxas moderadoras a pensionistas e outros beneficiários que se encontram em situação de insuficiência económica”.

Segundo António Trindade, trata-se de situações que, por impedirem os utentes de usufruírem da isenção das taxas moderadoras e dos cuidados de saúde primários e hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), estão a provocar “o agravamento do estado de saúde às famílias mais debilitadas economicamente por não terem capacidade financeira para poderem suportar os encargos com o pagamento das taxas exigidas pelos respectivos serviços”.

Na proposta aprovada, a autarquia explica que, mesmo nos casos em que os utentes apresentam no Centro de Saúde os documentos comprovativos da sua insuficiência económica, são informados pelos serviços da impossibilidade de resolver a questão e aconselhados a “solicitarem apoio de terceiros, com meios para aceder à Internet, para reclamarem esse direito através do site do Ministério da Saúde”.

Uma metodologia com a qual o executivo da Nazaré não concorda, apresentando como alternativa a implementação de uma aplicação informática que “facilite a vida à população, para que todo o processo possa ser tratado no seu Centro de Saúde, sem necessidade de deslocações e recurso a serviços de terceiros”, explicou o presidente, Walter Chicharro (PS).

Na solicitação enviada à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a Câmara solicita ainda que os serviços de atendimento dos centros de saúde sejam instruídos no sentido de “dar a assistência e informação necessária sobre os mecanismos de apoio para reclamação” para “agilizar os procedimentos e abreviar a resposta” do Ministério da Saúde aos utentes.

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csaveiroO horário dos centros de saúde vai ser alargado até às 22 horas, enquanto durar o surto de gripe, "onde tal se revelar necessário e possível", anunciou o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Paulo Macedo, que esta tarde se reuniu com as administrações regionais de saúde (ARS), disse à Lusa que vai avaliar a medida, que visa descongestionar as urgências hospitalares que visitou durante a manhã.

"Na reunião com as administrações regionais de saúde vamos avaliar em conjunto a possibilidade de os centros de saúde, quando necessário e possível, durante o período de surto de gripe, alargarem os horários", disse.

Paulo Macedo, que falava à Lusa no final de uma visita de surpresa à urgência do Hospital de Aveiro, justificou que "há muitos casos que não são graves e que vêm para a urgência e que os centros de saúde podem tratar adequadamente".

De acordo com o ministro, a hipótese que está a ser equacionada com as ARS é do alargamento temporário até às 22 horas, até ao final de Fevereiro, período que pode ser prolongado se o surto de gripe persistir.

"Iremos ver as áreas em que isso é possível para este surto de gripe, que ainda está no seu início, mas que queremos precaver", explicitou, admitindo que a medida não se venha a aplicar a todos os centros de saúde do país.

Outro dos temas a discutir com as administrações regionais de saúde é a verificação das condições que a Lei impõe aos lares de idosos, no que respeita a cuidados médicos e de enfermagem.

"Vamos também analisar a questão da afluência de idosos às urgências, provenientes de lares, com pouco acompanhamento. Vamos analisar se está a ser cumprido o que é exigido, quanto aos cuidados médicos e de enfermagem", adiantou.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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