CS NazaréO aumento de pessoas sem isenção do pagamento de taxas moderadoras está a preocupar a Câmara da Nazaré, que quer a implementação no Centro de Saúde de uma aplicação informática que permita aos utentes fazerem prova dos rendimentos.

Numa proposta aprovada por todo o executivo, a Câmara pede que sejam “accionados os mecanismos necessários com vista à implementação de uma aplicação no sistema informático” do Centro de Saúde da Nazaré, que permita “‘in loco’ fazer o reconhecimento da insuficiência económica dos utentes”.

A proposta apresentada por António Trindade, eleito pelo Grupo de Cidadãos Independentes, tem por base, segundo o vereador, a existência de “múltiplas reclamações dos utentes do concelho sobre o cancelamento, sem justificação aceitável, do benefício do direito à isenção das taxas moderadoras a pensionistas e outros beneficiários que se encontram em situação de insuficiência económica”.

Segundo António Trindade, trata-se de situações que, por impedirem os utentes de usufruírem da isenção das taxas moderadoras e dos cuidados de saúde primários e hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), estão a provocar “o agravamento do estado de saúde às famílias mais debilitadas economicamente por não terem capacidade financeira para poderem suportar os encargos com o pagamento das taxas exigidas pelos respectivos serviços”.

Na proposta aprovada, a autarquia explica que, mesmo nos casos em que os utentes apresentam no Centro de Saúde os documentos comprovativos da sua insuficiência económica, são informados pelos serviços da impossibilidade de resolver a questão e aconselhados a “solicitarem apoio de terceiros, com meios para aceder à Internet, para reclamarem esse direito através do site do Ministério da Saúde”.

Uma metodologia com a qual o executivo da Nazaré não concorda, apresentando como alternativa a implementação de uma aplicação informática que “facilite a vida à população, para que todo o processo possa ser tratado no seu Centro de Saúde, sem necessidade de deslocações e recurso a serviços de terceiros”, explicou o presidente, Walter Chicharro (PS).

Na solicitação enviada à Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a Câmara solicita ainda que os serviços de atendimento dos centros de saúde sejam instruídos no sentido de “dar a assistência e informação necessária sobre os mecanismos de apoio para reclamação” para “agilizar os procedimentos e abreviar a resposta” do Ministério da Saúde aos utentes.

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csaveiroO horário dos centros de saúde vai ser alargado até às 22 horas, enquanto durar o surto de gripe, "onde tal se revelar necessário e possível", anunciou o ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Paulo Macedo, que esta tarde se reuniu com as administrações regionais de saúde (ARS), disse à Lusa que vai avaliar a medida, que visa descongestionar as urgências hospitalares que visitou durante a manhã.

"Na reunião com as administrações regionais de saúde vamos avaliar em conjunto a possibilidade de os centros de saúde, quando necessário e possível, durante o período de surto de gripe, alargarem os horários", disse.

Paulo Macedo, que falava à Lusa no final de uma visita de surpresa à urgência do Hospital de Aveiro, justificou que "há muitos casos que não são graves e que vêm para a urgência e que os centros de saúde podem tratar adequadamente".

De acordo com o ministro, a hipótese que está a ser equacionada com as ARS é do alargamento temporário até às 22 horas, até ao final de Fevereiro, período que pode ser prolongado se o surto de gripe persistir.

"Iremos ver as áreas em que isso é possível para este surto de gripe, que ainda está no seu início, mas que queremos precaver", explicitou, admitindo que a medida não se venha a aplicar a todos os centros de saúde do país.

Outro dos temas a discutir com as administrações regionais de saúde é a verificação das condições que a Lei impõe aos lares de idosos, no que respeita a cuidados médicos e de enfermagem.

"Vamos também analisar a questão da afluência de idosos às urgências, provenientes de lares, com pouco acompanhamento. Vamos analisar se está a ser cumprido o que é exigido, quanto aos cuidados médicos e de enfermagem", adiantou.

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[caption id="attachment_5971" align="alignleft" width="300"]cssalvaterrademagos O quadro sobre os cuidados médicos no concelho, constante de uma resposta do Ministério da Saúde a um requerimento entregue no final de Outubro de 2013 pelos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Santarém, levou a concelhia do PS de Salvaterra de Magos a emitir um comunicado em que sublinha que “se as preocupações das populações já eram muitas”, a informação agora recebida “ainda as agrava”[/caption]

O Ministério da Saúde admitiu que o Centro de Saúde de Salvaterra de Magos pode ficar, “a curto prazo”, com apenas três dos actuais sete médicos ao serviço para um universo de mais de 21.000 utentes.

O quadro sobre os cuidados médicos no concelho, constante de uma resposta do Ministério da Saúde a um requerimento entregue no final de Outubro de 2013 pelos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Santarém, levou a concelhia do PS de Salvaterra de Magos a emitir um comunicado em que sublinha que “se as preocupações das populações já eram muitas”, a informação agora recebida “ainda as agrava”.

No comunicado, enviado à agência Lusa, a Concelhia socialista exige do Ministério da Saúde “um total esclarecimento” sobre a previsão anunciada para curto prazo de apenas três médicos de família para os mais de 21 mil utentes do concelho.

Lamentando a “miserável tentativa de responsabilizar os médicos pelas dificuldades que os cidadãos têm de aceder aos cuidados de saúde primários” (ao referir a ausência de candidatos aos concursos abertos), o PS entende que o Ministério “demonstra uma total incapacidade de resolução dos problemas”.

Na resposta aos deputados socialistas, o Ministério da Saúde afirma que, actualmente, 41 por cento dos 21.131 utentes inscritos no centro de saúde de Salvaterra de Magos não têm médico de família, encontrando-se o maior número de utentes sem médico em Glória do Ribatejo, Marinhais e Foros de Salvaterra, sendo que nesta extensão (onde estão a ser construídas novas instalações) se encontra um médico aposentado contratado.

“A curto prazo prevê-se que ao Centro de Saúde de Salvaterra de Magos fiquem afectos apenas três médicos, sendo que dois deles têm problemas de saúde, o que os tem mantido afastados do serviço por longos períodos de tempo”, refere.

O Ministério adianta que das cinco vagas atribuídas ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria no último concurso apenas uma foi ocupada, o mesmo tendo acontecido no concurso anterior, “por inexistência de candidatos”.

O Ministério afirma que, para melhorar o apoio às populações, a 21 de Outubro entrou em funcionamento a Unidade de Cuidados na Comunidade de Salvaterra de Magos (o único concelho do ACES Lezíria que não tinha este tipo de estrutura, que, nomeadamente, faz visitas aos domicílios), graças a uma reafectação dos enfermeiros colocados nas extensões de saúde, e que foi contratado um enfermeiro no início de Novembro.

Adianta ainda que, apesar da falta de candidatos às vagas atribuídas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a direcção executiva do ACES Lezíria estão a “procurar soluções céleres” que permitam melhorar a prestação de cuidados de saúde e lembra que tanto a comissão de utentes da saúde como a Câmara Municipal se disponibilizaram para proporcionar alojamento e transporte gratuito aos médicos que queiram trabalhar no concelho.

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[caption id="attachment_5648" align="alignleft" width="300"]csourem A nova USF vai funcionar no espaço da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ourém, pelo que não foi necessário investimento por parte da tutela para o início da actividade[/caption]

A Unidade de Saúde Familiar Auren, em Ourém, inicia actividade na quinta-feira e vai atender 7.600 utentes, dos quais cerca de 4.200 não tinham médico de família, informou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo em comunicado enviado à nossa redacção.

Segundo esta entidade, na Unidade de Saúde Familiar (USF) Auren, a segunda do concelho de Ourém, depois da criação da de Fátima, “vão trabalhar quatro médicos, quatro enfermeiros e quatro administrativos, que vão prestar atendimento a 7.600 utentes”, de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 20:00.

Uma nota de imprensa da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo adianta que a nova USF vai funcionar no espaço da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ourém, pelo que não foi necessário investimento por parte da tutela para o início da actividade.

A nova USF faz parte do agrupamento de centros de saúde do Médio Tejo, que tem um total de 235.621 utentes em 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Tomar, Torres Novas, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706 quilómetros quadrados.

Este agrupamento tem em funcionamento sete Unidades de Saúde Familiar, 11 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e seis Unidades de Cuidados na Comunidade. Tem, também, uma Unidade de Saúde Pública e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, lê-se na mesma nota de imprensa.

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[caption id="attachment_5125" align="alignleft" width="300"]csidanhaanova O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00[/caption]

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Idanha-a-Nova promove hoje, às 17:00, uma concentração de protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Apoio Permanente (SAP) do centro de saúde, informou o porta-voz da comissão.

Em declarações à Lusa, António Gil explicou que a concentração visa alertar os responsáveis "governamentais e locais" para os riscos e consequências negativas que este encerramento terá na saúde das pessoas e na qualidade de vida da população.

O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00.

"Não temos informação oficial, mas as indicações que temos, e que têm alguma consistência, apontam nesse sentido, o que, obviamente, seria ainda mais penalizador", reitera.

António Gil considera que o encerramento nocturno do SAP "restringe o acesso a esses cuidados de saúde" e que "coloca necessariamente em risco a vida da população", designadamente dos mais idosos, que, tal como sublinha, são em maior número neste concelho do Interior Raiano.

O argumento da distância também não é esquecido e o porta-voz da comissão recorda que o concelho de Idanha-a-Nova tem freguesias que estão "muito distantes da sede de concelho" e "ainda mais distantes" de Castelo Branco (para onde serão encaminhados os utentes), pelo que, de acordo com as contas da comissão, "em situação de urgência, chegar ao serviço de urgência demorará no mínimo cerca de duas horas", especificou.

O porta-voz da comissão rejeita também a justificação de que o serviço nocturno possa ser desnecessário por falta de utentes.

"Não se pode analisar a questão dessa forma. Uma vida humana não tem preço e não pode ser tratada como mera estatística", conclui António Gil.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco realizou nos últimos 10 meses um estudo que aponta que o número de utentes durante a noite "é muito reduzido", sendo precisas três a quatro noites para que surja um doente.

Além de Idanha-a-Nova, a ULS de Castelo Branco já confirmou que a situação também se verifica em Oleiros e que vai encerrar aquele serviço nocturno entre as 00:00 e as 08:00 a partir de domingo.

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A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
A Organização Mundial de Saúde alude que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são cruciais para a obtenção de promoção da saúde a nível global. Neste sentido, a Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) tem estabelecido estratégias que têm permitido marcar posição dos mesmos na comunidade médica geral.

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