[caption id="attachment_5971" align="alignleft" width="300"]cssalvaterrademagos O quadro sobre os cuidados médicos no concelho, constante de uma resposta do Ministério da Saúde a um requerimento entregue no final de Outubro de 2013 pelos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Santarém, levou a concelhia do PS de Salvaterra de Magos a emitir um comunicado em que sublinha que “se as preocupações das populações já eram muitas”, a informação agora recebida “ainda as agrava”[/caption]

O Ministério da Saúde admitiu que o Centro de Saúde de Salvaterra de Magos pode ficar, “a curto prazo”, com apenas três dos actuais sete médicos ao serviço para um universo de mais de 21.000 utentes.

O quadro sobre os cuidados médicos no concelho, constante de uma resposta do Ministério da Saúde a um requerimento entregue no final de Outubro de 2013 pelos deputados socialistas eleitos pelo círculo de Santarém, levou a concelhia do PS de Salvaterra de Magos a emitir um comunicado em que sublinha que “se as preocupações das populações já eram muitas”, a informação agora recebida “ainda as agrava”.

No comunicado, enviado à agência Lusa, a Concelhia socialista exige do Ministério da Saúde “um total esclarecimento” sobre a previsão anunciada para curto prazo de apenas três médicos de família para os mais de 21 mil utentes do concelho.

Lamentando a “miserável tentativa de responsabilizar os médicos pelas dificuldades que os cidadãos têm de aceder aos cuidados de saúde primários” (ao referir a ausência de candidatos aos concursos abertos), o PS entende que o Ministério “demonstra uma total incapacidade de resolução dos problemas”.

Na resposta aos deputados socialistas, o Ministério da Saúde afirma que, actualmente, 41 por cento dos 21.131 utentes inscritos no centro de saúde de Salvaterra de Magos não têm médico de família, encontrando-se o maior número de utentes sem médico em Glória do Ribatejo, Marinhais e Foros de Salvaterra, sendo que nesta extensão (onde estão a ser construídas novas instalações) se encontra um médico aposentado contratado.

“A curto prazo prevê-se que ao Centro de Saúde de Salvaterra de Magos fiquem afectos apenas três médicos, sendo que dois deles têm problemas de saúde, o que os tem mantido afastados do serviço por longos períodos de tempo”, refere.

O Ministério adianta que das cinco vagas atribuídas ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Lezíria no último concurso apenas uma foi ocupada, o mesmo tendo acontecido no concurso anterior, “por inexistência de candidatos”.

O Ministério afirma que, para melhorar o apoio às populações, a 21 de Outubro entrou em funcionamento a Unidade de Cuidados na Comunidade de Salvaterra de Magos (o único concelho do ACES Lezíria que não tinha este tipo de estrutura, que, nomeadamente, faz visitas aos domicílios), graças a uma reafectação dos enfermeiros colocados nas extensões de saúde, e que foi contratado um enfermeiro no início de Novembro.

Adianta ainda que, apesar da falta de candidatos às vagas atribuídas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a direcção executiva do ACES Lezíria estão a “procurar soluções céleres” que permitam melhorar a prestação de cuidados de saúde e lembra que tanto a comissão de utentes da saúde como a Câmara Municipal se disponibilizaram para proporcionar alojamento e transporte gratuito aos médicos que queiram trabalhar no concelho.

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[caption id="attachment_5648" align="alignleft" width="300"]csourem A nova USF vai funcionar no espaço da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ourém, pelo que não foi necessário investimento por parte da tutela para o início da actividade[/caption]

A Unidade de Saúde Familiar Auren, em Ourém, inicia actividade na quinta-feira e vai atender 7.600 utentes, dos quais cerca de 4.200 não tinham médico de família, informou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo em comunicado enviado à nossa redacção.

Segundo esta entidade, na Unidade de Saúde Familiar (USF) Auren, a segunda do concelho de Ourém, depois da criação da de Fátima, “vão trabalhar quatro médicos, quatro enfermeiros e quatro administrativos, que vão prestar atendimento a 7.600 utentes”, de segunda a sexta-feira, das 08:00 às 20:00.

Uma nota de imprensa da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo adianta que a nova USF vai funcionar no espaço da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Ourém, pelo que não foi necessário investimento por parte da tutela para o início da actividade.

A nova USF faz parte do agrupamento de centros de saúde do Médio Tejo, que tem um total de 235.621 utentes em 11 concelhos: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Tomar, Torres Novas, Sardoal e Vila Nova da Barquinha, numa área territorial de 2.706 quilómetros quadrados.

Este agrupamento tem em funcionamento sete Unidades de Saúde Familiar, 11 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e seis Unidades de Cuidados na Comunidade. Tem, também, uma Unidade de Saúde Pública e uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, lê-se na mesma nota de imprensa.

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[caption id="attachment_5125" align="alignleft" width="300"]csidanhaanova O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00[/caption]

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Idanha-a-Nova promove hoje, às 17:00, uma concentração de protesto contra o encerramento nocturno do Serviço de Apoio Permanente (SAP) do centro de saúde, informou o porta-voz da comissão.

Em declarações à Lusa, António Gil explicou que a concentração visa alertar os responsáveis "governamentais e locais" para os riscos e consequências negativas que este encerramento terá na saúde das pessoas e na qualidade de vida da população.

O SAP de Idanha-a-Nova funcionava durante 24 horas, mas desde domingo passou a encerrar entre as 00:00 e as 08:00. Além disso, a Comissão teme que, a partir de Janeiro, o horário de encerramento sofra nova alteração e seja fixado às 20:00.

"Não temos informação oficial, mas as indicações que temos, e que têm alguma consistência, apontam nesse sentido, o que, obviamente, seria ainda mais penalizador", reitera.

António Gil considera que o encerramento nocturno do SAP "restringe o acesso a esses cuidados de saúde" e que "coloca necessariamente em risco a vida da população", designadamente dos mais idosos, que, tal como sublinha, são em maior número neste concelho do Interior Raiano.

O argumento da distância também não é esquecido e o porta-voz da comissão recorda que o concelho de Idanha-a-Nova tem freguesias que estão "muito distantes da sede de concelho" e "ainda mais distantes" de Castelo Branco (para onde serão encaminhados os utentes), pelo que, de acordo com as contas da comissão, "em situação de urgência, chegar ao serviço de urgência demorará no mínimo cerca de duas horas", especificou.

O porta-voz da comissão rejeita também a justificação de que o serviço nocturno possa ser desnecessário por falta de utentes.

"Não se pode analisar a questão dessa forma. Uma vida humana não tem preço e não pode ser tratada como mera estatística", conclui António Gil.

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco realizou nos últimos 10 meses um estudo que aponta que o número de utentes durante a noite "é muito reduzido", sendo precisas três a quatro noites para que surja um doente.

Além de Idanha-a-Nova, a ULS de Castelo Branco já confirmou que a situação também se verifica em Oleiros e que vai encerrar aquele serviço nocturno entre as 00:00 e as 08:00 a partir de domingo.

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O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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