A Ordem dos Médicos (OM) repudiou a “instrumentalização” e a responsabilização dos médicos de família (MF) pelas dificuldades de acesso reportadas por utentes aos centros de saúde, quando a resposta à pandemia de Covid-19 concentra as maiores atenções.
Mais de um mês depois do lançamento do concurso para a colocação de 365 novos médicos de família (MF), estes especialistas ainda não se encontram no ativo, numa altura em que há quase um milhão de utentes sem MF atribuído a nível nacional.
A Ordem dos Médicos (OM) alerta para o facto de, mais de um mês depois de ter sido lançado um concurso para a colocação de 365 novos médicos de família (MF), estes especialistas ainda não estão no ativo.
A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) alerta para a necessidade de o plano de vacinação da gripe sazonal ser programado atempadamente nos centros de saúde da região e apela à resolução do “problema grave” existente nos lares do país.
O Agrupamento de Centros de Saúde Sintra é a unidade de saúde no país com maior carência de médicos de família, precisando que 29 clínicos de Medicina Geral e Familiar, segundo um despacho publicado em Diário da República.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) considera que não existem condições para referenciação de utentes pouco urgentes para médicos de família, mas reconhece necessidade de melhorar a integração de cuidados.
Os últimos meses foram vividos por todos nós num contexto absolutamente anormal e inusitado.
Atravessamos tempos difíceis, onde a nossa resistência é colocada à prova em cada dia, realidade que é ainda mais vincada no caso dos médicos e restantes profissionais de saúde. Neste âmbito, os médicos de família merecem certamente uma palavra de especial apreço e reconhecimento, dado o papel absolutamente preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia Covid-19: a esmagadora maioria dos doentes e casos suspeitos está connosco e é seguida por nós.