Consulta aberta

A Câmara de Mafra decidiu criar incentivos para atrair e fixar médicos de família no concelho, para colmatar a falta destes profissionais.

Em reunião pública, o executivo municipal aprovou por unanimidade uma proposta através da qual o município vai apoiar com 400 euros mensais, durante um período de dois anos, os médicos de família que venham a exercer a sua profissão no concelho durante cinco anos.

A atribuição de 400 euros mensais destina-se a apoiar a aquisição ou arrendamento de habitação ou, em alternativa, o transporte de médicos que não residam no concelho.

O presidente da Câmara explicou que, face ao aumento demográfico e da taxa de natalidade no concelho, em contraciclo com o país, a medida visa atrair médicos e reduzir o número de utentes sem médico de família.

Hélder Sousa Silva adiantou que dos 67.600 utentes, 40% estão sem médico de família, estando por isso em falta 18 médicos.

Segundo o autarca, o número de médicos em falta poderá baixar a breve prazo para 12 se, no âmbito de um concurso de contratação, forem atribuídas as seis vagas destinadas a Mafra das 12 que estão previstas para o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul.

Published in Mundo

sinaletica - centro de saúde

O presidente da secção regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, afirmou ontem que a situação que se vive no Centro de Saúde da Marinha Grande é "arrasadora".

Após a visita às instalações do centro de saúde e de um encontro com os médicos que trabalham neste serviço, no âmbito do Dia Mundial do Médico de Família, Carlos Cortes lamentou a falta de médicos e de condições físicas que existe na Marinha Grande.

"Esta situação é arrasadora para a intervenção do Ministério da Saúde e, por isso, o Ministério e a ARS Centro vão ser informados desta situação e vamos solicitar que as medidas que estão para ser adotadas sejam rapidamente resolvidas a bem dos utentes desta região", adiantou Carlos Cortes.

O responsável salientou que os utentes deste centro de saúde "não são menos importantes que os utentes de outras zonas e dá impressão que há aqui duas velocidades e que os utentes da Marinha Grande são de segunda, mas não são".

Carlos Cortes denunciou que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Pinhal Litoral, do qual faz parte o Centro de Saúde da Marinha Grande, "tem 40 mil utentes sem médico de família, um quarto dos quais - isto é, 10 mil - estão sem médico de família na Marinha Grande".

"Por isso, tínhamos de vir cá e dar o apoio e registámos que está a ser desenvolvido um esforço muito importante por parte dos profissionais de saúde e do ACES Pinhal Litoral no sentido de fazer face às dificuldades", acrescentou.

O presidente da Secção Regional do Centro informou ainda que "faltam seis médicos neste centro de saúde para os utentes serem devidamente bem acompanhados" e "há também necessidades de administrativos, que é uma carência que se nota em várias áreas da zona centro".

O responsável constatou ainda a "deterioração" do edifício, "que não é compatível com os parâmetros que se tem de ter hoje para um bom atendimento".

"Os profissionais estão exaustos. O edifício está quase a cair, precisa de obras e dá-nos um pouco a sensação que este centro de saúde foi esquecido pela tutela, apesar de várias vezes vários intervenientes terem chamado a atenção do poder político para esta situação. A Ordem dos Médicos veio dar um reforço positivo e chamar a atenção novamente para que este centro de saúde seja priorizado em termos de intervenção do Ministério da Saúde", sublinhou.

Segundo foi transmitido a Carlos Cortes, "tem havido intenção do ministério de resolver a situação", mas "a verdade é que ela não está resolvida". "Alguém vai ter de pensar e resolver estas deficiências", disse, lamentando que esta seja a "regra".

Este responsável lembrou ainda o problema do ‘burnout’ dos médicos, "que não tem a ver com os problemas que têm com os seus doentes, mas tem a ver fundamentalmente porque o sistema não está a funcionar e não está a dar a resposta devida".

Published in Mundo

Medicos2

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, reconheceu ontem a falta de médicos de família no litoral alentejano, situação que afeta "cerca de 30 por cento" dos utentes, comprometendo-se com o reforço de profissionais no próximo verão.

"Não há muita população sem médico de família [no Alentejo], o litoral alentejano é talvez a pior situação no contexto da região, com 28 a 30 por cento de cidadãos sem médico de família", disse o governante em declarações aos jornalistas, após a tomada de posse do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

O secretário de Estado assegurou que os serviços de saúde no Alentejo serão reforçados com mais "12 ou 13" médicos de família, a partir do verão, alguns dos quais destinados ao litoral alentejano.

"Vamos ter médicos de família novos a partir de junho e uma parte necessária virá para aqui para a região do litoral alentejano", declarou.

Questionado a propósito da falta de médicos de outras especialidades na ULSLA, que inclui o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, Manuel Delgado disse ter como objetivo "trabalhar com o conselho de administração para criar linhas de financiamento especiais para o recrutamento de profissionais".

O secretário de Estado da Saúde terminou ontem em Santiago do Cacém uma visita de dois dias a várias unidades do Serviço Nacional de Saúde no Alentejo, que teve como objetivo perceber "a realidade", "os problemas" e as "virtudes do trabalho que se faz na região".

Após a tomada de posse, o presidente do conselho de administração da ULSLA, Paulo Espiga, assegurou aos jornalistas que, até ao final deste ano, o novo Centro de Saúde de Sines, também no Alentejo Litoral, deverá entrar em funcionamento.

"Em final de novembro, princípio de dezembro estará certamente a funcionar", disse, quando questionado pelos jornalistas a propósito das novas instalações do Centro de Saúde de Sines, cujo auto de consignação da obra foi assinado no final de 2014.

Published in Mundo
quinta-feira, 19 maio 2016 17:52

SNS vai contratar mais médicos de família

medicos1

O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, assegurou ontem que o país vai contar até setembro com mais médicos de família, reconhecendo que a sua falta é um “problema” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Isso é um problema e nós temos que preencher logo que possível as vagas de médicos de família. E aqui, a boa notícia, é que nós vamos ter médicos de família novos, a sair da sua formação, durante o mês de junho”, disse.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao hospital de Portalegre, o governante afirmou que, “até agosto/setembro”, vão ser colocados profissionais de norte a sul do país e que “alguns deles” vão exercer no Alentejo. Manuel Delgado não especificou quantos médicos de família vão entrar no SNS, assegurando apenas que será um “número significativo”.

Lamentando a existência de utentes sem médico de família, o secretário de Estado sublinhou que no Alentejo vive-se “alguma discrepância” nesta matéria.

“Aqui no Alentejo há alguma discrepância. Por exemplo, na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano só oito por cento da população é que não tem médico de família, o que é muito bom”, enalteceu.

O secretário de Estado da Saúde, que iniciou ontem uma visita de dois dias ao Alentejo, dando “ênfase” aos cuidados de saúde primários, explicou que a sua deslocação pretende “não só identificar os sucessos, mas também identificar os problemas” relacionados com o setor.

“Há aqui um sinal, no Alentejo, desde o ano passado para este que é positivo. Em termos gerais, diminuiu o número de atendimentos nas urgências, o que é sinal de que, eventualmente, do ponto de vista da resposta mais programada, as coisas melhoraram”, afirmou.

Ontem em Portalegre, o governante inaugurou as novas instalações do hospital de dia do Hospital José Maria Grande, unidade que está em funcionamento desde novembro de 2015, visitando de seguida o serviço de cirurgia.

Manuel Delgado visitou depois a Unidade de Saúde Familiar (USF) “Raia Maior", em Campo Maior, fechando a manhã com a apresentação de um projeto de intervenção, relativo a clínica de alta resolução, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

Published in Mundo

Medica Família 1

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou ontem que até ao final do verão serão colocados, em Sintra, 19 novos médicos de família, metade das necessidades do concelho.

Adalberto Campos Fernandes, que esteve presente na assinatura dos contratos-programa para a construção de três unidades de saúde em Sintra, revelou que 19 jovens médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar vão integrar o quadro de médicos de família do concelho até ao final do primeiro semestre deste ano.

"Cobre-se, assim, metade do défice de cobertura de médicos de família no concelho de Sintra. Daqui a um ano vamos colocar os restantes 19 que faltam. Ou seja, no verão do ano que vem poderemos declarar Sintra como um concelho livre da ausência de médicos de família", afirmou o ministro.

A comunicação mereceu fortes aplausos de toda a plateia presente, sobretudo do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, que minutos antes, na sua intervenção, tinha alertado, precisamente, para a necessidade de médicos de família no concelho.

Sintra vai ter quatro novos centros de saúde que, no total, vão implicar um investimento de 6,5 milhões de euros, sendo que o Governo disponibiliza-se a financiar três unidades em 5,6 milhões.

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo irá investir na construção das novas unidades de cuidados de saúde de Agualva, Algueirão-Mem Martins e de Queluz, onde será também instalada uma unidade de pedopsiquiatria do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

Desse investimento, segundo consta dos contratos-programa, a Câmara de Sintra vai contribuir com 1,8 milhões de euros, além de executar a obra e ceder os terrenos e edifícios recuperados.

Além disso, a autarquia vai ainda financiar totalmente o Centro de Saúde na Estefânia, no valor de 875 mil euros.

As quatro novas unidades de saúde vão, no total, servir cerca de 135 mil pessoas.

A autarquia informou ainda que na segunda-feira vai ser lançado o concurso público para a construção do Centro de Saúde de Queluz (1,4 milhões de euros), cujas obras de construção deverão arrancar em setembro.

Basílio Horta disse hoje que "a parceria virtuosa" com o Governo traduziu-se na "chegada a bom porto" de uma "velha aspiração" da Câmara Municipal.

"Depois de um longo caminho, nem sempre fácil, chegámos hoje a bom porto. Sintra foi abandonada na Saúde. Depois de muito lutarmos, quase três anos, finalmente temos a concretização de uma velha aspiração", sustentou o autarca.

Já o ministro da Saúde afirmou que o investimento nos novos equipamentos "não são mais do que obrigação".

"Não estamos a fazer nada de especial. Estamos a fazer a nossa obrigação, com enorme sentido de responsabilidade. O tempo perdido está perdido e vamos é falar no que se está a fazer e para fazer", sublinhou.

Adalberto Campos Fernandes adiantou também que "seguramente, ainda este ano" haverá um "impulso significativo" na criação de novas unidades de saúde familiar em todo o país, sem precisar o número.

Published in Mundo

consulta 2

A Ordem dos Médicos congratulou-se hoje com a revogação do diploma que atribuía aos médicos de família a realização de medicina do trabalho, uma obrigação que os clínicos contestaram.

Em causa está uma portaria publicada em maio de 2014 que veio regular a possibilidade de a promoção e vigilância da saúde de determinados grupos de trabalhadores – independentes, de serviço doméstico, agrícolas sazonais, aprendizes de artesãos, pescadores e funcionários de microempresas – poder ser assegurada através de unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A Ordem dos Médicos e a Associação de Medicina Geral e Familiar contestaram esta portaria, tendo mesmo apelado aos clínicos para se recusarem a realizar as consultas.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos manifestou o seu regozijo e aplaudiu a revogação desta portaria que “impunha aos já sobrecarregados médicos de família a realização de atos próprios da especialidade de medicina do trabalho, desvirtuando ambas as especialidades e institucionalizando uma prática mistificadora que defraudava os direitos dos próprios trabalhadores”.

Este organismo referiu concordar com a prestação de verdadeiros cuidados médicos do trabalho por parte do SNS e, por isso, sugeriu “que seja considerada a criação de uma carreira de Medicina do Trabalho nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES)”.

Tal poderia ser feito, segundo a proposta da Ordem, “através da implementação de uma experiência piloto, nomeadamente contratando dois médicos do trabalho por ACES para desempenhar as competentes funções, quer no âmbito dos trabalhadores anteriormente envolvidos pela Portaria 112/2014, quer para os seus próprios funcionários, cumprindo assim a lei”.

Published in Mundo

medicos

Mais de 90 centros de saúde passarão a ter consultas dentárias gratuitas no âmbito de projetos piloto em desenvolvimento, medida que juntamente com os rastreios oftalmológicos e a contratação de médicos aposentados vai custar ao Estado 176 milhões de euros.

O Plano Nacional de Reforma, ontem aprovado em Conselho de Ministros, prevê ainda rastreios oftalmológicos em 28 agrupamentos de centros de saúde (ACES) e a contratação de 500 médicos de família aposentados.

Estas medidas de expansão e melhoria da capacidade da rede de cuidados de saúde primários vão implicar uma despesa do Estado superior a 176 milhões de euros.

O documento traça ainda estimativas do número de utentes abrangidos pela eliminação das taxas moderadoras nas urgências sempre que haja referenciação pelo médico de família, pelo INEM ou pela Linha de Saúde 24.

Mais de 8,5 milhões de utentes poderão ficar isentos através dos centros de saúde, 5,5 milhões podem usufruir de isenção por serem transportados pelo INEM e 2,7 milhões por serem encaminhados pela Linha de Saúde 24.

Os utentes que paguem taxas moderadoras vão ver diminuída em 25% a sua comparticipação nesses custos face a 2015. Em curso está já a dispensa de pagamento de taxas nos exames realizados em hospital de dia e a reposição da isenção das taxas para bombeiros e dadores de sangue e órgãos (beneficiará mais de 965 mil utentes).

Estas medidas vão diminuir as receitas do Estado em 39 milhões, segundo estimativas do documento hoje aprovado em Conselho de Ministros.

O Governo pretende ainda aliviar o peso dos custos a cargo dos utentes repondo o direito ao transporte de doentes não urgentes, medida já em curso, que pretende abranger mais de 554 mil transportes, significando uma redução de receitas para o Estado de 30,4 milhões de euros.

Com a revisão dos preços dos medicamentos e o estímulo ao aumento da utilização dos genéricos, o Estado prevê uma poupança de 518 milhões de euros.

Também com o incremento das compras centralizadas se prevê uma poupança de 729 milhões de euros.

O Governo continua a apostar no combate à fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS), estimando poupar cerca de 200 milhões de euros, enquanto na rubrica das dívidas aos hospitais do setor empresarial do Estado prevê criar condições para a regularizar, o que implicará uma despesa de 1,3 mil milhões de euros.

Published in Mundo

Espera 2

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Ministério da Saúde sobre a falta de médicos em Frazoeira, Ferreira do Zêzere, tendo o Governo referido não ter médicos disponíveis para colocar ali ao serviço.

Na resposta à pergunta dirigida ao Governo, pode ler-se que "o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo não tem médicos, do mapa de pessoal, disponíveis para colocar na Unidade de Saúde da Frazoeira, pelo que a situação encontrada para minimizar a saída do médico foi a de reafetar horas da empresa de prestação de serviços médicos, adstritas a outras unidades do ACES, para a Unidade da Frazoeira", em Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém.

Na pergunta dirigida ao Governo, os deputados Carlos Matias e Moisés Ferreira lembram que a Frazoeira é uma localidade da freguesia de Nossa Senhora do Pranto, e que, no que concerne a cuidados de saúde primários, "a disponibilização de cuidados médicos revela-se insuficiente para dar resposta às necessidades dos cerca de 1.700 utentes" servidos pelo polo da Frazoeira da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Ferreira do Zêzere.

"O médico que assegurava diariamente esta extensão de saúde passou à aposentação em agosto de 2015. Em setembro, um outro médico começou a exercer funções nesta unidade de saúde mas apenas dois dias por semana, designadamente às segundas e quintas-feiras das 09h00 às 18h00, o que é manifestamente insuficiente", disse Carlos Matias.

O deputado, eleito pelo círculo de Santarém, perguntou ainda "que medidas estão a ser equacionadas para assegurar a presença de médico diariamente na extensão de saúde da Frazoeira, de modo a dar uma mais adequada resposta às necessidades da população", tendo afirmado que "mais de mil pessoas assinaram uma petição que foi dirigida à Assembleia da República, e que "uma delegação representativa vai ser chamada para ser ouvida e expor os seus problemas".

Contactado pela Lusa, o presidente da freguesia de Nossa Senhora do Pranto disse que "um novo médico começou recentemente a fazer atendimento um dia por semana" e que "a situação está a melhorar, mas ainda não é ideal".

José Manuel Russo disse que o número de utentes "justifica um médico efetivo, a tempo inteiro, como tivemos desde sempre", tendo referido que a alternativa a quem precisa de cuidados médicos é nas Urgências dos hospitais de Tomar, a 27 quilómetros, ou Abrantes, quase a 100 quilómetros", destacou.

Na resposta enviada pelo Governo ao BE pode ainda ler-se que a Unidade de Saúde da Frazoeira "tem 1.654 frequentadores" e que "não existe qualquer intenção de encerrar a Unidade da Frazoeira", na freguesia de Nossa Senhora do Pranto.

Published in Mundo
Pág. 6 de 11
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

Mais lidas