Moçambique deixou de registar novos casos de cólera desde há 54 dias, anunciaram, hoje, as autoridades.

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A mobilidade das populações pode ajudar a conter epidemias, de acordo com cientistas de universidades espanholas, cuja investigação põe em causa ideias de senso comum sobre a disseminação das doenças.

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a monitorizar os casos de gripe em Portugal, embora neste momento não exista qualquer epidemia, apenas casos esporádicos, garantiu em declarações à Agência Lusa, em Faro, a subdiretora-geral da Saúde, Graça de Freitas.

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Tal como vem sendo hábito, durante o mês de maio, as atenções para o coração redobram. Este ano, a Funda- ção Portuguesa de Cardiologia (FPC) vai procurar sen- sibilizar a população portuguesa para a importância da insuficiência cardíaca na saúde dos portugueses através de várias iniciativas.

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terça-feira, 07 outubro 2014 17:00

Europa chegou tarde ao combate ao ébola

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A Europa chegou tarde ao combate ao ébola e a comunidade internacional foi negligente, acusam 44 especialistas mundiais em saúde pública, entre os quais o ex-director-geral da Saúde José Pereira Miguel, numa carta aberta publicada na revista The Lancet.

“Não é só uma questão de verbas e dinheiro”, disse José Pereira Miguel, antigo presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e um dos autores do documento, que foi enviado pelos subscritores às autoridades dos respectivos governos.

No documento, publicado na edição de sábado da revista The Lancet, lê-se que os profissionais de saúde e as populações que estão no terreno – na África ocidental – “necessitam desesperadamente de equipamentos de protecção individual e desinfectantes, como sabonetes e cloro”.

Os autores defendem uma maior participação dos Estados europeus no envio de ajuda e de profissionais, bem como no apoio à sua formação.

“Após meses de inércia e negligência por parte da comunidade internacional, a epidemia de ébola está totalmente fora de controlo”, começam por escrever os autores do documento.

Segundo José Pereira Miguel, a Europa começou tarde, mas a luta contra o ébola ainda pode ser ganha, embora só se a Europa ajudar.

A carta vai nesse sentido: “Pressionar os Estados europeus para que se faça mais, para que se mobilizem todos os recursos que a Europa tem”.

Segundo José Pereira Miguel, o documento alcançou alguns dos objectivos, pois foi seguido do anúncio de medidas da Comissão Europeia de apoio aos países afectados.

Sobre a epidemia, o especialista em saúde pública considerou a situação “muito grave”, lembrando que o vírus já fez cerca de 3.000 mortos e que os hospitais montados no terreno estão sobrelotados.

O director regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Luís Sambo, afirmou hoje no Porto que a epidemia “está a espalhar-se mais depressa”, mas admitiu a possibilidade de ser controlada nos próximos três meses.

“A epidemia já afectou um total de 7.500 pessoas, é difícil fazer previsões, mas pensamos que nos próximos 90 dias possamos inverter a tendência da epidemia e, eventualmente, controlá-la. Mas são previsões, é muito difícil dar certezas ou estabelecer prazos com exactidão”, disse Luís Sambo.

O responsável da OMS para África falava no Porto numa conferência sobre a epidemia de Ébola que atinge a África ocidental e que já chegou à Europa e aos EUA.

“Temos exemplos de epidemias no Senegal e na Nigéria que foram contidas e que neste momento tranquilizam”, disse, referindo que “ao nível das fronteiras, tem sido recomendado o controlo sanitário, sobretudo de passageiros que chegam de países afectados pela epidemia”.

Esse controlo, sublinhou, “tem sido feito regularmente, o que facilita, naturalmente, a detecção de casos suspeitos”.

“É uma medida que não dá uma garantia de 100 por cento, mas que ajuda na detecção de casos eventuais de infecção para que sejam tratados em enfermarias de alta segurança e que se evite deste modo a propagação”, acrescentou.

Segundo o director regional para África da OMS, “não há critério para declaração de pandemia, existe uma epidemia que afecta principalmente o continente africano e que está a evoluir de forma preocupante, mas já foram tomadas medidas a nível nacional e internacional para que se reforcem os meios de combate e de controlo”.

“O risco de propagação para fora de África é real e já temos provas disso nos EUA e em Espanha. Mostra que a transmissão de homem para homem em ambiente hospitalar, ou fora dele, é possível”, afirmou.

Contudo, Luís Sambo considera não existir razão para “tanto pânico”, referindo que no caso concreto de Espanha, tratou-se de “infecção intra-hospitalar. É um caso que pode ser controlado”.

Luís Sambo disse ainda que a OMS está a “mobilizar as instituições de investigação médica no mundo para que acelerem os esforços”, no que se refere a encontrar um medicamento que trave a doença. Até agora, esses esforços têm sido “insuficientes”, afirmou.

“Temos alguns produtos candidatos a vacinas que estão a ser testados, temos também alguns medicamentos experimentais que estão ainda em fase de investigação, mas temos esperança que com a aceleração deste processo de investigação e as necessidades que são prementes, o processo possa evoluir rapidamente e sem prejuízo para a qualidade dos produtos que serão produzidos daqui a algum tempo”, acrescentou.

Em declarações aos jornalistas, no final da conferência, Luís Sambo, admitiu que “se tivesse existido uma intervenção forte logo desde o início, as hipóteses de contenção teriam sido muito maiores”.

Luís Sambo lembrou que a epidemia eclodiu “num meio muito pobre onde não existiam e não existem os meios para atender problemas de rotina e de saúde. E, sobretudo, problemas extraordinários como é o caso de uma epidemia”.

É uma situação que “exige meios especiais técnicos e tecnológicos que não estavam disponíveis na altura a começar pelo próprio sistema de vigilância de doenças da Guiné. O sistema de vigilância não funcionou a nível local, portanto houve uma apatia durante os primeiros meses de epidemia, que começou em Dezembro e foi declarada no mês de Março”, referiu.

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hospital luanda

Angola passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de infecção por ébola, depois de casos confirmados na República Democrática do Congo (RDCongo), avançou hoje à Lusa a Directora Nacional de Saúde Pública angolana.

"Até há uma semana, Angola era considerada como um país de baixo-médio risco. Neste momento entra para o grupo de países com risco moderado a alto, porque tem um país vizinho com a epidemia confirmada", explicou Adelaide de Carvalho, referindo-se à classificação internacional sobre a propagação da doença.

A também porta-voz da comissão sobre o ébola em Angola garantiu à Lusa que "não existe" qualquer notificação de casos suspeitos da epidemia no país ou sequer "rumores". "Não fomos alertados para nenhuma situação que nos levasse à investigação até ao momento", disse Adelaide de Carvalho.

A RDCongo confirmou no domingo os seus primeiros casos da febre hemorrágica ébola, que já afecta quatro outros países africanos. A validação resultou da análise às amostras retiradas a pessoas com uma febre hemorrágica que causou 13 mortos desde 11 de Agosto no noroeste do país.

"O facto de ter um país vizinho a notificar casos [de ébola] faz colocar [Angola] numa posição de maior risco, relativamente à semana anterior", disse, por seu turno, a responsável angolana da Saúde Pública.

Angola, através de sete províncias, partilha uma vasta fronteira terrestre com a RDCongo.

De acordo com Adelaide de Carvalho, face a este "risco de proximidade" as autoridades sanitárias angolanas estão a "redobrar" e a "acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta a vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira.

"Identificar claramente quem é o viajante e orientar no sentido de notificar algum caso que se inscreva naquilo que está definido como quadro suspeito. É o redobrar da vigilância, estamos a apelar aos nossos técnicos para estarem muito mais atentos a qualquer indício", sublinhou Adelaide de Carvalho.

Desde o início da epidemia de ébola, em Março, e até 20 de Agosto, a Organização Mundial de Saúde contabilizou 1.427 mortos em 2.615 casos identificados.

A Libéria é o país mais afectado, com 624 mortos em 1.082 casos, seguindo-se a Guiné-Conacri com 407 vítimas mortais.

A Serra Leoa e a Nigéria registaram, respectivamente, 392 mortos e cinco mortos.

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hernandoagudelo

As autoridades angolanas estão "em alerta máximo" para travar a epidemia de ébola, que atinge alguns países da África Ocidental desde Março. A garantia foi dada ontem pelo representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) em Angola. Em declarações à rádio oficial angolana, Hernando Agudelo afirmou que em Angola e nos países vizinhos ainda não foi registado qualquer caso de ébola.

"O país mais perto com casos de ébola reportados até hoje é a Nigéria. E fica a milhares de quilómetros de distância de Angola", disse aquele responsável.

Segundo o representante da OMS, Angola está a cumprir com as recomendações dadas e uma delas é a triagem de pessoas que chegam ao aeroporto, especialmente de países afectados.

"Pessoas com febre, o que é que tem que ser feito, como identificar que essas pessoas não são portadoras do vírus, que vêm já doentes. Há algumas actividades que têm que ser feitas, por exemplo a logística, em matéria de protecção, luvas, óculos, máscaras, roupas completas de protecção para manuseamento de casos de ébola", referiu.

As autoridades sanitárias angolanas anunciaram na semana passada o reforço das medidas de segurança nas zonas fronteiriças, para maior controlo da situação, com a capacitação de equipas técnicas e provimento de logística, com destaque para as regiões fronteiriças.

A OMS declarou sexta-feira que a situação é uma "emergência internacional de saúde pública", face à proporção tomada pela doença que já matou mais de 960 pessoas e infectou mais de 1.700 outras.

O vírus do ébola transmite-se por contacto directo com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.