segunda-feira, 15 junho 2020 10:08

O novo paradigma da Fibrilhação Auricular

A Fibrilhação Auricular (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum a nível mundial, com uma prevalência estimada de 3% na população adulta com idade igual ou superior a 20 anos de idade. A sua incidência aumenta com a idade e sabe-se que um em cada dez portugueses com idade superior a 65 anos desenvolve esta arritmia. É responsável por cerca de 20-30% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e constitui um fator de risco independente para a mortalidade de causa cardíaca.
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segunda-feira, 31 outubro 2016 10:42

Fibrilhação auricular: a perda do ritmo sinusal

O coração pode não parar de bater, mas se a fibrilhação auricular bater à sua porta vai reconhecer-lhe o ritmo. Responsável pelo aumento em cinco vezes do aparecimento do risco de acidente vascular cerebral e em três vezes o risco de insuficiência cardíaca, é também a arritmia crónica mais frequente.

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  • Serviço Cardiologista e membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia

coração
O Centro Hospitalar Gaia/Espinho (CHVNG) anunciou hoje ter iniciado recentemente um novo tratamento para a arritmia cardíaca mais frequente entre os portugueses (fibrilação auricular) através de uma nova tecnologia que utiliza o frio extremo (crioablação).

A fibrilação auricular é uma alteração do ritmo e da frequência do batimento do coração, em que as aurículas contraem de forma irregular e descoordenada, o que pode levar a que o sangue se acumule nesta zona do coração, com risco de formação de coágulos, que se podem deslocar através da corrente sanguínea e bloquear o fluxo de sangue ao cérebro e, consequentemente, provocar acidentes vasculares cerebrais.

De acordo com João Primo, responsável pelo Laboratório de Eletrofisiologia do CHVNG, “embora com longa experiência e grande número de doentes tratados através de radiofrequência – técnica convencional – foi decidido iniciar o tratamento da fibrilação auricular agora através da utilização do frio intenso”.

“Esta técnica utiliza um cateter fino e flexível para avaliar a arritmia e um cateter com balão que congela e destrói as células na entrada das veias pulmonares, isolando-as e bloqueando assim a passagem de correntes eléctricas não desejadas”, explicou o responsável.

O director do Serviço de Cardiologia, Vasco Gama Ribeiro, salientou que “com esta nova técnica, o CHVNG disponibiliza mais uma terapia de última geração para tratar uma das doenças cardíacas mais comuns e subtratadas entre os portugueses”.

Segundo o cardiologista, “estima-se que mais de metade dos doentes diagnosticados com fibrilação auricular não respondem favoravelmente ao tratamento farmacológico, sendo portanto lícito pensar na ablação da fibrilação auricular (FA) como primeira escolha em casos seleccionados.”

A FA é a arritmia mais prevalente, afectando cerca de 1% da população e a partir dos 50 anos a incidência duplica em cada década. Nos últimos anos, a prevalência tem vindo a aumentar.

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