“O contributo do medicamento na história de sucesso do SNS é inquestionável!”
DATA
03/10/2019 12:12:39
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Jornal Médico
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“O contributo do medicamento na história de sucesso do SNS é inquestionável!”

JORNAL MÉDICO (JM) | Qual tem sido o papel da indústria farmacêutica (IF), no geral, e da GSK, em particular, na história do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal e que papel pretende continuar a assumir, no futuro, neste contexto?

SILVIA GUICHARDO (SG) | O SNS é uma das maiores conquistas do Estado social português. Gerou ganhos em saúde que ajudaram a colocar Portugal ao nível de alguns indicadores do resto da Europa, prolongando e aumentando a qualidade de vida de milhões de portugueses.

O contributo do medicamento na conquista desses resultados e na história de sucesso do SNS é inquestionável. A inovação terapêutica tem sido um fator crítico de sucesso na conquista de mais e melhor vida para os portugueses e a IF, enquanto parceiro-chave do SNS, merece um reconhecimento especial. Segundo o estudo “O Valor do Medicamento”, da APIFARMA, os medicamentos inovadores foram responsáveis em Portugal, desde 1990, pelo acréscimo de dois milhões de anos de vida saudável (DALY), dos quais 180 mil apenas no ano de 2016. Evitaram-se mais de 110 mil mortes e a esperança de vida foi prolongada até 10 anos. A inovação terapêutica permitiu, ainda, poupanças em custos diretos na ordem dos 560 milhões de euros anuais. Adicionalmente, possibilitou que as pessoas tratadas continuassem a ser produtivas, gerando cerca de 280 milhões de euros/ano de rendimento adicional para as famílias, reduzindo hospitalizações e outros custos diretos com saúde.

A GSK orgulha-se, assim, de fazer parte dessa história e de continuar a contribuir, ativamente, nas respostas às necessidades médicas dos portugueses, disponibilizando inovação terapêutica em áreas críticas – como os problemas respiratórios, patologias autoimunes, oncologia e doenças preveníveis pela vacinação – para que os profissionais de saúde tenham mais opções de tratamento para ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo, cumprindo a missão da GSK.

O nosso legado, aliás, fala por si. A área farmacêutica da GSK Portugal emprega mais de 100 pessoas, sendo que o Grupo GSK – que inclui a GSK Produtos Farmacêuticos, a GSK Consumer Healthcare e a ViiV Portugal – conta com mais de 200 profissionais e uma história de mais de 20 anos de investimento e compromisso com Portugal. Nos últimos cinco anos, contribuímos, em média, com 26 milhões de euros/ano para a economia portuguesa e trabalhamos com cerca de 250 parceiros de negócio locais.

No futuro, como até agora, iremos continuar a ser um player ativo e responsável, ao lado de Portugal e dos portugueses, construindo e mantendo relações de confiança com as autoridades, os profissionais de saúde, os doentes e a sociedade civil, com um espírito de parceria a longo prazo. É dessa forma que temos pautado a nossa conduta desde que iniciamos atividade em Portugal e, seguramente, é assim que iremos continuar por muitos e bons anos.

JM | A comemorar 40 anos, podemos dizer que o SNS é um quarentão "pouco saudável" e a enfrentar uma crise de meia-idade? Como líder de uma stakeholder do nosso SNS, que estratégias sugere para fazer deste momento de crise uma oportunidade de mudança e melhoria?

SG | Antes de mais, sublinhar que o SNS está de parabéns pelo seu 40.º aniversário e por ser considerado uma referência internacional nos cuidados de saúde. Enquanto uma das maiores criações e conquistas do Estado social, o SNS necessita de investimento para conseguir continuar a dar resposta aos crescentes desafios que enfrentamos atualmente, grande parte motivados pela evolução sociodemográfica. A esperança de vida nunca foi tão alta, mas importa preservar e promover essa qualidade de vida.

Nesse sentido, o acesso da população às novas tecnologias de saúde é uma questão fundamental. O tempo e a forma como o acesso é concedido devem ser alvo de reflexão. Temos vindo a assistir a uma evolução considerável no que diz respeito aos tempos médios de aprovação por parte das autoridades e há que reconhecer o esforço efetuado nesse sentido. Onde existe, claramente, espaço de melhoria é nas condições em que o acesso é feito, garantindo que os critérios financeiros não se sobrepõem à evidência epidemiológica e clínica.

Para isso acontecer, temos, efetivamente, de evoluir de um modelo centrado na despesa, para um modelo centrado no valor. Há que ter em conta o envelhecimento populacional da sociedade portuguesa, que já está a colocar uma pressão adicional no sistema de saúde e a tendência é para se manter no futuro. O que importa é que esse aumento da esperança média de vida, seja acompanhado de um aumento da qualidade de vida. Viver mais e melhores anos.

JM | No seu entender, eu papel desempenha o Jornal Médico no contexto da imprensa médica e da saúde em Portugal?

SG | O Jornal Médico – enquanto publicação de referência no panorama da imprensa médica e de saúde em Portugal – tem desempenhado um papel importantíssimo na valorização e amplificação das mais-valias do nosso sistema de saúde, bem como na identificação dos pontos a melhorar, promovendo a discussão, entre todos os pares, sobre possíveis soluções para essas necessidades.

Nesse sentido, gostaria de felicitar o Jornal Médico, não apenas por esta 100.ª edição – que, por si só, já é mais do que motivo de celebração – mas, principalmente, pela postura transparente, livre e o olhar crítico da nossa realidade, que contribui para uma sociedade mais informada e exigente. Em nome da GSK Portugal, muitos parabéns e continuem o bom trabalho!

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Editorial | Jornal Médico
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