Cirurgia Maxilo-Facial - Abordagem Multidisciplinar
DATA
22/11/2019 11:04:41
AUTOR
Jornal Médico
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Cirurgia Maxilo-Facial - Abordagem Multidisciplinar

A CUF Academic and Research Medical Center promove, no próximo dia 30 de novembro, o evento Cirurgia Maxilo-Facial - Abordagem Multidisciplinar, destinado a profissionais de saúde. O Jornal Médico falou com o coordenador da reunião, Raul Duarte, para avaliar as expetativas e objetivos do evento, assim como a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento das patologias.

JORNAL MÉDICO (JM) |Qual a importância deste evento para a comunidade médica?

RAUL DUARTE (RD) | Este evento é tão importante quanto a necessidade de encaminhamento dos doentes do foro desta especialidade. 

Dando a conhecer o seu âmbito, que por vezes se pode confundir nas mais diversas patologias que engloba, torna-se mais focada a referenciação dos clínicos que na maior parte das vezes observam o paciente pela primeira vez. 

 

JM | Uma abordagem multidisciplinar é essencial no tratamento das alterações que ocorrem nas estruturas da face, da cavidade oral e da região cervical?

RD | Uma abordagem multidisciplinar é fundamental no tratamento de toda a patologia, que passando pela traumatologia facial, cirurgia ortognática, até à patologia oncológica da área de cabeça e pescoço, necessita da colaboração de várias especialidades médicas e técnicos especializados em áreas múltiplas. 

No caso da cirurgia ortognática, por exemplo, a ligação à ortodontia por necessidade de uso de aparelhos de correção pelos pacientes é efetuada pelo médico dentista.

Na apneia do sono, a colaboração entre otorrinos, cirurgiões maxilo-faciais, pneumologistas, dentistas, por exemplo, é necessária.

No caso da cirurgia oncológica de cabeça e pescoço, a relação que existe com a oncologia médica, quer no planeamento, quer para tratamentos, adjuvantes ou não de quimioterapia e radioterapia, é complementada com a imagiologia, anatomia patológica e ainda pela psicologia /psicoterapia, terapia da fala, fisioterapia, terapia da dor, entre outros.

A CUF Instituto de Oncologia promove esta interação interdisciplinar num grande grupo de desenvolvimento diagnóstico e terapêutico do qual fazemos parte, e por onde passam todos os casos do foro oncológico. Este trabalho conjunto permite que sejam tomadas decisões mais seguras.


   
JM | Quais serão os principais temas em discussão neste evento?

RD | Os temas a abordar neste evento serão no âmbito da especialidade, ou seja, o que é a cirurgia maxilo-facial, a cirurgia e o tratamento da patologia das glândulas salivares, a traumatologia da face, a cirurgia e o tratamento da patologia da ATM, o papel da cirurgia maxilo-facial na apneia do sono e a cirurgia dos tumores da cabeça e do pescoço. 

 

JM | Quais os atuais desafios e desenvolvimentos neste campo?

RD | Os desafios passam por garantir que sejam seguidas as boas práticas e que se explore, sempre que for pertinente, a possível abordagem cirúrgica endoscópica e robótica.

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