Antonio Della Croce: "Enquanto existirem doentes com necessidades por satisfazer, não descansaremos!"
DATA
15/07/2020 16:56:18
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Jornal Médico
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Antonio Della Croce: "Enquanto existirem doentes com necessidades por satisfazer, não descansaremos!"

Procurar soluções terapêuticas para doenças difíceis de curar e em áreas onde persistem necessidades médicas por satisfazer e, assim, poder causar um impacto notável na vida das pessoas. É com foco na investigação e na inovação que a AbbVie persegue este objetivo, “constantemente à procura de novas formas de abordar os problemas de saúde mais graves dos doentes”, avança o diretor-geral da companhia em Portugal, Antonio Della Croce. Sobre a recente aquisição da Allergan, o responsável sublinha que “esta nova AbbVie, que une a experiência e o know-how de duas companhias farmacêuticas com um importante legado histórico, será uma AbbVie mais forte, com um crescimento sustentado a longo prazo e capaz de causar um impacto notável na vida de um número cada vez maior de pessoas”.

Jornal Médico (JM) | A AbbVie é uma com­panhia biofarmacêutica altamente focada na investigação e no crescimento sustentável, que tem como objetivo dar resposta a algumas das maiores necessidades mundiais em termos de saúde e causar um impacto notável na vida das pessoas. Quais são as estratégias em curso pela companhia para atingir estas metas?

Antonio Della Croce (ADC) | Desde o dia em que a AbbVie foi criada, o nosso princi­pal objetivo foi sempre o de procurar soluções terapêuticas para doenças difíceis de curar e em áreas onde persistem necessidades médicas por satisfazer. É assim que esperamos poder causar um impacto notável na vida das pessoas. Estamos constantemente à procura de novas formas de abordar os problemas de saúde mais graves dos doentes. A nossa companhia concentra os esfor­ços num conjunto de áreas terapêuticas – aquelas em que temos uma experiência comprovada e nas quais sentimos que podemos ter um impacto ain­da maior. Mas, diria que a nossa estratégia passa por três pontos essenciais: a investigação, o foco no doente e a colaboração.

Começando pela inovação e investigação… Essas são as duas pedras an­gulares do nosso negócio. Estão na base de tudo aquilo que fazemos. Só com investigação é possível descobrir e explorar novos caminhos no tratamento de doenças tão complexas como, por exemplo, as doenças imunomediadas, hemato-oncológicas ou as doenças do foro neurológico. Por essa razão, temos feito um grande investimento em inves­tigação e desenvolvimento (I&D). Enquanto exis­tirem doentes com necessidades por satisfazer, não descansaremos! Vamos continuar a investir fortemente no nosso pipeline.

Na nossa abordagem – onde o foco está efe­tivamente no doente – procuramos ir muito além da própria ciência. Trabalhamos continuamente na criação de soluções que vão além do trata­mento da doença e queremos compreender toda a jornada do doente. Isso é muito importante para irmos ao encontro das necessidades de médicos e doentes. Mas, sabemos também que não é uma tarefa simples… A colaboração é essencial. Tra­balhamos, por isso, em conjunto com os nossos pares, académicos, profissionais de saúde, auto­ridades, associações de doentes… Só trabalhando em equipa e com espírito de colaboração é possí­vel transformar realmente a vida dos doentes para incomparavelmente melhor.

JM | Como vivem corporativamente o mote People. Passion. Possibilities.?

ADC | É muito simples… É algo que está enraizado na própria cultura da Abb­Vie e que é fomentado dentro da companhia de forma muito natural. People porque as pessoas são de facto a nossa principal prioridade, sejam os nossos colaboradores, os nossos doentes ou os nossos parceiros. Valorizamos profundamente as relações humanas e acreditamos que é isso que faz a diferen­ça na nossa abordagem. Passion porque colocamos paixão em tudo aquilo que fazemos. Penso que todos na AbbVie sentimos um imenso orgulho por partilharmos a missão de causar um impacto notável na vida dos doentes. É essa paixão que nos move e que nos dá força para todos os dias continuarmos a trabalhar em prol de médicos e doentes. E por fim, Possibilities por­que acreditamos verdadeira­mente que nada é impossível. Não temos dúvidas que com foco e determinação é possível transformar qualquer possibili­dade em realidade.

JM | O que traz à AbbVie a recente aquisição da Al­lergan? Nomeadamente, em que áreas vai este negócio permitir reforçar a sua lide­rança e robustez?

ADC | Esta é a maior aqui­sição que a nossa empresa fez até à data e representa um marco fundamental para a Ab­bVie, os seus colaboradores e para os doentes em todo o mundo. Com a integração da Allergan, expandimos e diversificamos, no imediato, o nosso portefólio de produtos no mercado. Da fusão dos conhecimentos e experiências de ambas as companhias resulta um importan­te e diversificado portefólio com cerca de 30 soluções terapêuticas, que no seu conjunto permitem tratar mais de 60 patologias.

A integração da Allergan vai permitir-nos reforçar a nossa posição de liderança na Imunologia, área de forte tradição para a AbbVie e que continua em crescimen­to, onde disponibilizamos terapêuticas inovadoras no tratamento de várias doen­ças imunomediadas, como a artrite reumatoide, a psoríase a doença inflamatória intestinal. Com esta transformação da companhia, reforçamos também a nossa posição na Hemato-Oncologia, onde oferecemos já tratamentos para cancros he­matológicos, como a leucemia linfocítica crónica, mas esperamos vir a disponi­bilizar soluções para tumores sólidos. Um dos nossos objetivos e desafios para o futuro é sem dúvida transformar a forma como o cancro é tratado.

As Neurociências ganham também relevo no nosso portfólio, sendo que além da doença de Parkinson, passamos a oferecer também soluções para outras pato­logias do movimento, bem como para as enxaquecas crónicas.

Relativamente às áreas em que a AbbVie se estreia, temos duas áreas onde a Allergan foi pioneira e é líder de mercado: a Oftalmologia, com soluções para tratamento de doenças relacionadas com a retina e a missão proteger e preservar a visão de milhões de pessoas; e a Medicina Estética, onde possui alguns dos produtos mais conceituados do mundo e continua a desenvolver novas terapias e dispositivos que tratam com segurança e eficácia as condições de pele.

Manteremos, obviamente, outras importantes áreas para a AbbVie, como a Virologia, onde desenvolvemos opções de tratamento inovadoras, com o objetivo de oferecer a mais pessoas a possibilidade de cura da hepatite C. Neste campo, mantemos o nosso compromisso com a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) e continuamos determinados em eliminar a hepatite C até 2030.

Mas não queremos ficar apenas pelos produtos que temos atualmente no mercado. Queremos ir além, construir um futuro promissor e continuar a fazer um forte investimento no nosso pipeline. A solidez financeira que resulta desta aquisição vai permitir-nos continuar a investigar e desenvolver medicamentos inovadores em áreas terapêuticas críticas, onde persistem necessidades médicas por satisfazer.

Em suma, esta nova AbbVie, que une a experiência e o know-how de duas companhias farmacêuticas com um importante legado histórico, será uma AbbVie mais forte, com um crescimento sustentado a longo prazo e capaz de causar um impacto notável na vida de um número cada vez maior de pessoas.

JM | Em termos globais, no que tem a AbbVie vindo a trabalhar no âm­bito de I&D e a que corresponde essa aposta em termos de produtos em pi­peline e em investimento global?

ADC | Como referido anteriormente, a inovação e investigação são as pedras angulares do nosso negócio e uma área de grande investimento para nós. Só em 2019, a AbbVie investiu cinco mil milhões de dólares na I&D de novos medica­mentos inovadores, com o potencial de tratar mais de 1,3 mil milhões de pessoas em todo o mundo. Queremos continuar a procurar e a encontrar soluções tera­pêuticas inovadoras para os muitos desafios de saúde que o mundo enfrenta.

Continuamos a investir fortemente na Imunologia, área onde temos já uma larga experiência, mas onde acreditamos ser possível continuar a inovar. Não desis­timos de investigar e desenvolver soluções terapêuticas para o tratamento das doenças imunomediadas, que sabemos que têm um impacto muito grande na quali­dade de vida dos doentes.

Nas Neurociências, uma área extremamente de­safiante, temos várias terapêuticas em investigação para o tratamento da doença de Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla. Cada desafio neste campo ainda desconhecido dá-nos mais determinação para conti­nuar a investigar soluções para doentes, cuidadores e profissionais de saúde.

Temos ainda como objetivo transformar a forma como o cancro é tratado. Temos atualmente vários medicamentos aprovados, mas continuamos focados em atingir um melhor e mais longo controlo dos tumores hematológicos, como a leucemia linfocítica crónica, linfoma não Hodgkin, leucemia mieloide aguda e mieloma múltiplo. Estamos tam­bém focados em identificar e desenvolver terapias promissoras para tumores sóli­dos, como por exemplo o cancro do pulmão.

JM | Qual é a importância de Portugal no mundo AbbVie global?

ADC | Portugal é um mercado importante para a AbbVie ao nível global. Ape­sar de ser mais pequena e de ter menos recursos que muitas das suas congé­neres, a filial portuguesa tem um excelente desempenho, com resultados muito positivos. Em Portugal, a AbbVie conseguiu reforçar a sua posição de liderança no mercado, promover parcerias win-win com importantes stakeholders e cumprir aquela que é a sua missão: causar um impacto notável na vida da dos doentes.

Nada disto seria possível se não fosse a extraordinária equipa que compõe a AbbVie Portugal. Uma equipa dinâmica e apaixonada, que encarna os valores e a cultura da companhia e que tem vindo a desenvolver inúmeros projetos disrupti­vos, muitos deles distinguidos pela estrutura global da AbbVie.

Também de referir a importância, para a AbbVie em Portugal, da aquisição da Allergan, que tinha uma estrutura ibérica e cujo negócio era gerido a partir de Espanha. Hoje, todos os colaboradores portugueses herdados da Allergan estão a ser integrados na filial portuguesa da AbbVie. Ainda é cedo para dizer, mas a nossa crença é que esta fusão possa ser uma grande oportunidade para a com­panhia crescer e ganhar ainda mais relevância em Portugal.

JM | Como está a AbbVie a adaptar-se, a nível global e nacional, bem como interno e externo, ao contexto atual de pandemia pela Covid-19?

ADC | Assim que a pandemia teve início, a nossa primeira preocupação foi com as pessoas: os nossos colaboradores e, claro, os doentes. A nossa prioridade foi sempre a de garantir a segurança dos nossos colaboradores e assegurar que os doentes continuassem a ter acesso aos medicamentos de que precisam.

Simultaneamente, tivemos também a preocupação de contribuir para os es­forços globais de investigação. Desde o início da pandemia a AbbVie mobilizou todos os esforços nesse sentido. Temos, por isso, trabalhado em estreita cola­boração com as autoridades de saúde e temos apoiado, a nível global, estudos clínicos e investigação básica relacionadas com a Covid-19. Em Portugal, a Abb­Vie está a fornecer gratuitamente lopinavir/ritonavir aos hospitais para uso em doentes com Covid-19, através de uma doação feita ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este é o nosso contributo mais direto para os doentes e também para a sustentabilidade do sistema de saúde, que sempre foi, aliás, uma das nossas grandes preocupações.

Estes têm de facto sido tempos sem precedentes, de grande incerteza e extraordinariamente desafiantes aos mais variados níveis. Um período que irá certamente ficar para a história. Mas a crise sanitária que hoje vivemos, com tudo o que ela nos trouxe, pode também ser uma enorme oportunidade se daqui retirarmos algumas lições. Nunca foi tão clara e evidente a importância de um sistema de saúde forte e sustentável e o valor dos profissionais de saúde, que têm feito um trabalho extraordinário na luta contra a Covid-19, revelando uma enorme capacidade de resiliência e superação. É por isso primordial continuar a investir na Saúde em Portugal.

JM | Também no plano da responsabilidade social, o contexto que vive­mos atualmente se torna incontornável. O que está pensado e a ser feito neste âmbito pela companhia?

ADC | Acreditamos genuinamente que, mais do que nunca, é nosso dever assumir um papel ativo na resolução desta crise sanitária e ir muito além da própria medicina, ajudando de todas as formas que estiverem ao nosso alcance. Por essa razão, no contexto atual de pandemia, a AbbVie fez um donativo de 35 milhões de dólares para apoiar as organizações que estão na linha da frente no combate contra a pandemia em todo o mundo. Em Portugal, além da doação de lopinavir/ritonavir ao SNS, fizemos também um donativo no âmbito da linha de que a Apifarma criou em colaboração com a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Far­macêuticos para aquisição de equipamentos para os profissionais de saúde. Isto para além de outros donativos a instituições diversas que de alguma forma tentam minimizar o impacto da Covid-19 em Portugal.

Aquilo que o mundo vive atualmente tem também servido para refletir sobre o nosso papel na sociedade, enquanto empresa e en­quanto indivíduos. Essa já era uma preocu­pação nossa na AbbVie, mas tem-se tornado ainda mais evidente a necessidade de assu­mirmos um papel ativo na promoção de valo­res como a igualdade, inclusão e diversidade.

A nossa intenção é investir cada vez mais na nossa política de responsabilidade social, dando continuidade a alguns dos pro­jetos que já promovemos, como a Week of Possibilities, o projeto global da companhia, que todos os anos envolve cerca de 9 mil vo­luntários em todo o mundo. Sem esquecer o apoio às muitas associações de doentes, organizações não governamentais e institui­ções de solidariedade, que fazem um traba­lho extraordinário no seio das comunidades e com quem colaboramos habitualmente, numa base mais regular.

Acreditamos que o nosso impacto deve ir muito além do medicamento em si e, por isso, agimos com responsabilidade e procu­ramos assumir um papel ativo nas comunidades onde vivemos e trabalhamos. Queremos ter um impacto positivo na vida dos doentes, mas também na socie­dade como um todo. Queremos contribuir para um mundo mais informado, mais saudável, mas também mais inclusivo e mais justo. Ajudar os outros faz parte da nossa identidade, da nossa cultura e é algo que fomentamos todos os dias. Esta é a nossa forma de estar na AbbVie.

JM | A AbbVie foi recentemente considerada uma das melhores empre­sas para trabalhar em Portugal pelo Great Place to Work (ficou em 5.º lu­gar). O que significa, para si, enquanto líder, este reconhecimento?

ADC | Para mim é um enorme orgulho, em especial porque este reconheci­mento vem dos próprios colaboradores da AbbVie. É extremamente gratificante e recompensador constatar que a AbbVie é uma empresa onde os nossos colabora­dores se sentem bem e gostam de trabalhar. Uma empresa onde podem crescer profissionalmente, mas também enquanto indivíduos… Acredito que é também isso que faz a diferença.

Todos na AbbVie trabalhamos em conjunto com um espírito de colaboração, respeito mútuo e entusiasmo, porque estamos unidos por propósito comum que é realmente muito forte: ter um impacto positivo na vida dos doentes e na comu­nidade. Quem conhece a AbbVie sabe que os nossos colaboradores colocam uma grande paixão em tudo o que fazem, com a convicção de que aquilo que hoje é apenas uma possibilidade poderá ser uma realidade amanhã.

JM | Como é a relação da AbbVie com os médicos? Como parceiros es­tratégicos que são, preocupa-vos enquanto companhia farmacêutica a for­mação pós-graduada dos médicos? Em que moldes dão o vosso apoio nesta e em outras vertentes?

ADC | A nossa relação com os médicos e com todos os nossos parceiros é uma relação franca e honesta, baseada na transparência e na confiança. Sem os nossos parceiros, e em especial os médicos, por muito bons e eficazes que os nossos medicamentos sejam, seria impossível conseguirmos transformar a vida de tantos doentes. Se os nossos medicamentos ajudam as pessoas é graças a toda a experiência e sabedoria dos médicos e profissionais de saúde, que acompanham de perto os seus doentes e que conhecem cada uma das suas necessidades.

Felizmente, a ciência e a medicina avançam a passos largos. O progresso tem-se feito de forma tão acelerada, que nem sempre é fácil acompanhar o ritmo. Nesse contexto, a educação médica sempre foi uma das prioridades da AbbVie. Esforçamo-nos por oferecer aos especialistas a oportunidade de se man­terem permanentemente atualizados, seja através da realização de encontros médicos, participação em congressos ou dos muitos projetos de educação médi­cas que temos vindo a desenvolver nas várias áreas terapêuticas.

JM | Quais prevê que sejam, numa perspetiva nacional e em termos glo­bais, as tendências do mercado farmacêutico a curto/médio prazo e como fará a AbbVie frente a esses desafios?

ADC | Os desafios no setor da saúde, e consequentemente no mercado farma­cêutico, são muitos… Começando por um desafio global: a evolução demográfica e o consequente envelhecimento da população. Felizmente, graças aos progressos da ciência e da medicina, a esperança média de vida aumentou significativamente nas últimas décadas e doenças outrora fatais passaram a ser crónicas. É algo muito positivo, mas também um enorme desafio para os sistemas de saúde, que se veem a braços um aumento de doentes crónicos, enquanto os episódios agudos se mantêm.

De facto, falando mais concretamente da realidade em Portugal, a susten­tabilidade do SNS é uma das nossas grandes preocupações. Como referido an­tes, durante esta pandemia, ficou claro para todos a importância de termos um sistema de saúde forte e robusto, acessível a todos os cidadãos. A Ab­bVie continuará a promo­ver a discussão entre os diferentes intervenien­tes sobre o retorno do investimento em saúde e continuará a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades para encontrar soluções que simultaneamente garan­tam o acesso dos doen­tes à inovação e a sus­tentabilidade do sistema de saúde.

Ao nível da inova­ção, é de destacar a evolução para uma me­dicina cada vez mais personalizada, possível graças aos importantes avanços científicos dos últimos anos. Apesar de significar uma mudança de paradigma altamen­te promissora, sabemos também que a medicina personalizada irá man­ter a pressão sobre os pagadores. Uma vez mais, caberá também à indústria assumir um papel im­portante, contribuindo com soluções que assegurem o acesso à inovação e que sejam viáveis para o Estado.

Ao nível de tendências, temos também a componente da prevenção, que vai assumir um papel cada vez mais relevante, sendo para tal fundamental o aumen­to da literacia em saúde. Isso acarreta mais responsabilidade para os cidadãos, mas também um maior poder para o doente e uma maior intervenção na tomada de decisão em saúde.

Para fazer face a todos estes desafios, a AbbVie vai continuar a sua forte aposta na inovação, mantendo o compromisso de trabalhar de perto com todos os seus parceiros.

JM | Gostaria de deixar uma mensagem final aos médicos portugueses?

ADC | Em primeiro lugar, em nome da AbbVie, gostaria de agradecer aos médicos e a todos os profissionais de saúde portugueses por tudo aquilo que têm feito ao longo destes últimos meses, combatendo na linha da frente contra a Covid-19 de forma incansável. Têm revelado um enorme espírito de missão e merecem toda a nossa admiração.

De facto, devemos tudo aos nossos médicos e profissionais de saúde. E não só em tempo de pandemia… Por muito eficazes e inovadores que os medica­mentos sejam, sem a experiência e a sabedoria dos médicos não seria possível transformar a vida das pessoas. São os médicos que conhecem e acompanham os doentes e que sabem aquilo que poderá fazer a diferença em cada caso.

Gostaria de dizer aos especialistas portugueses que podem continuar a con­fiar na AbbVie. Agora e sempre, podem contar connosco, seja na disponibilização de novas soluções terapêuticas para os seus doentes, como na promoção de iniciativas de educação médica. Juntos, vamos continuar a trabalhar em parceria com um objetivo comum: o de transformar a vida dos doentes para incompara­velmente melhor.

“NÃO ABRO MÃO DA ÉTICA”

Questionado sobre como se descreve enquanto líder, Antonio Della Croce assume que “não é fácil falarmos de nós próprios”, mas refere acreditar “genuinamente” que “um bom líder precisa de ser, em primeiro lugar, um excelente ouvinte” e que essa “é uma característica com a qual me preocupo e que tento melhorar dia após dia no contacto com as pes­soas com quem trabalho”.

Há também um outro princípio de gestão do qual o diretor-geral da AbbVie em Portugal garante não abrir mão: a ética. Para o responsável, ética “significa respeitar as pessoas em primeiro lugar”, diz, congratulan­do-se por trabalhar numa empresa “que respeita as pessoas e as consi­dera um valor fundamental”.

Antonio della Croce iniciou a sua carreira enquanto Sales Representa­tive, em Itália, na Knoll, a divisão farmacêutica da BASF. Passados alguns anos, teve a sua primeira experiência internacional na sede da Knoll, na Alemanha, enquanto Global Product Manager do portefólio cardiovascular da companhia. “Voltei para Itália quando a Knoll foi adquirida pelo Ab­bott, onde construi a minha experiência com várias funções de marketing e vendas em diferentes áreas terapêuticas, desde os cuidados primários à anestesia e cuidados intensivos até chegar a um cargo de Business Unit Manager na Imunologia, contribuindo para levar o medicamento mais im­portante da companhia às pessoas com doenças imunomediadas, como a artrite reumatoide, a doença de Crohn e psoríase”, recorda.

Em 2013, com a separação da AbbVie do Abbott, Della Croce mudou­-se para Paris enquanto Global Marketing Director Immunology, focado em doenças muito impactantes como a espondilartrite e a hidradenite supu­rativa. “Nessas funções, expandi os meus conhecimentos sobre mercados internacionais e ajudei as filiais em todo o mundo para trazer novas opções terapêuticas às pessoas que sofrem com estas terríveis doenças”, sublinha.

“A etapa seguinte foi mudar-me para Chicago para dirigir a recém­-criada área de Hematologia. Nesta posição, coordenei o lançamento global de um medicamento muito inovador e eficaz contra a leucemia linfocítica crónica. Dos EUA voltei para Itália por dois anos e agora estou muito entusiasmado por estar a viver esta aventura na AbbVie em Por­tugal”, adianta.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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