António Massa: O XX Congresso Nacional de Dermatologia “é uma marca de continuidade com atualização de temas”

A Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) vai realizar o seu XX Congresso Nacional no Centro de Congressos do Convento de São Francisco, em Coimbra, entre os dias 26 e 28 de novembro. Em entrevista ao Jornal Médico, o presidente da SPDV, António Massa, levantou a ponta do véu deste que será um congresso “cheio de atualizações”, onde vão ser “apresentadas e discutidas 18 comunicações, 41 casos clínicos e 47 posters”.

Jornal Médico (JM) | Que antecipação faz deste reencontro presencial entre colegas passado todo este tempo de confinamento?

António Massa (AM) | Esperamos que as/os colegas apareçam em número significativo por forma a partilhar experiências. Os congressos prestam-se a trocarmos impressões, mantendo a distância recomendável, apesar de estarmos todos ou quase vacinados e que seja o sucesso que todos ambicionamos. Estávamos à espera de nos podermos encontrar de novo, já que tínhamos organizado em julho um congresso presencial.

JM| Esta será a 20.ª edição do Congresso Nacional da SPDV. Quais os saltos qualitativos nestas duas décadas deste evento que gostaria de assinalar?

AM | Agora com um programa mais alargado de três intensos dias com palestras e simpósios nesta 20.ª edição que é uma marca de continuidade com atualização de temas. Vamos aproveitar ao máximo o tempo, começando cedo na sexta-feira e terminar cerca das 18H30 de domingo sempre com o tempo muito preenchido.

JM| Quais foram os principais critérios na escolha dos temas que fazem parte do programa científico?

AM | A escolha dos temas ficou no critério dos vários grupos da SPDV que se dedicam ao estudo e tratamento de determinadas áreas.  Desenvolveram também novidades em dermatologia que é sempre interessante e nos põe atualizados por forma a uma melhor opção de diagnóstico e tratamento perante os nossos doentes que como sempre saem beneficiados.

JM | Que momentos altos destaca nesta edição?

AM | Vamos atribuir a distinção de membros honorários aos presidentes anteriores da SPDV e a dois colegas de renome não só europeu como mundial: Professora Brigite Dreno que coordena o programa científico da Academia Europeia também Vice-Reitora da Universidade de Nantes, nome grande de muita da investigação em França e o Professor Christos Zouboulis, um dos nomes grandes dermatologistas da Alemanha. Tive oportunidade de com ele compartilhar muitos momentos desde que veio a 1.ª vez a Portugal há 25 anos numa reunião. Trabalha até dizer basta com uma qualidade e capacidade trabalho de assombrosa. Ambos foram sempre pessoas que tivemos do lado da dermatologia portuguesa nos imensos contactos internacionais.

JM | De que forma este encontro contribui para a atualização de conhecimentos dos participantes?

AM | É por demais evidente que estas reuniões servem para atualização e podemos não encontrar nada de novo, mas ficamos a saber que quem esteve horas a fio a preparar os temas, fez revisões por nós e vai nos apresentar o resultado desse trabalho. Os nossos convidados estrangeiros iram falar sobre novos dados no estudo e tratamento da hidradenite supurativa e microbioma em dermatologia e o Prof. Pedro Jaen Presidente da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia vai falar sobre presente e futura da Dermatologia em Espanha.

JM | Em que áreas da Dermatologia tem havido atualizações dignas de nota trazidas para este congresso?

AM | Não se podem distinguir as áreas de atualização porque aparecem onde menos se espera. Sendo um programa tão extenso e tão intenso é provável que em muitas das palestras ocorram novidades. Como disse e repito os colegas que vão fazer as apresentações fizeram uma revisão exaustiva dos temas que serve para o próprio para quem os está a ouvir nas sessões.

JM | São esperados quantos congressistas e quantas comunicações livres serão apresentadas?

AM | Estão inscritos perto de 200 congressistas mais os elementos da indústria farmacêutica que nos vão trazer algumas formas novas de apresentação, que valorizam o nosso trabalho no dia a dia. O seu número é limitado para não termos demasiadas pessoas aglomeradas, mas será benéfico limitando o risco, num momento em que o contacto presencial tem estado muito limitado. Vão ser apresentadas e discutidas 18 comunicações, 41 casos clínicos e 47 posters.

JM | Que importância assumem as parcerias com sociedades internacionais congéneres?

AM | Como dissemos vamos ter palestras de grandes “mestres” de Espanha, Alemanha e França, que estão em toda a parte onde houver congressos e, portanto, estou certo de que sempre têm dados novos sobre muita patologia. Também os colegas portugueses vão falar de temas considerados interessantes e práticos com a posição no momento atual.

JM | Que cunho pessoal quer imprimir nesta quarta edição?

AM | Não há cunho pessoal nunca houve, há sim trabalho de um grupo que vai dando ideias e vamos aproveitando as que nos parecem melhores para o fim em causa, que é atualização.

JM | Para terminar, que palavras deixa a todos os que irão participar?

AM | Será um congresso cheio de atualizações e estamos seguros de que quem vier, não vai dar o tempo por mal entregue, pois, a quantidade de informação em três dias inteiros onde haverá sempre temas que sejam apelativos, vão melhorar o nosso dia a dia no desempenho com os nossos doentes.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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