A educação médica pré e pós-graduada tem resistido à adoção de ferramentas digitais em larga escala e o uso formal de aulas online ou webinars era raro até março deste ano. Com a pandemia, a adaptação foi a palavra de ordem, mas – e apesar de todo o esforço por parte de docentes e alunos nesta fase – as academias continuam a apostar parcamente na adoção de modelos alternativos às aulas de exposição nos moldes tradicionais. À semelhança do que aconteceu com a prestação de cuidados de saúde, a Covid-19 acelerou a digitalização também do ensino médico a nível global. Mudanças eternamente adiadas acabaram por ser implementadas em poucos dias, o que levanta uma questão relevante: foi a pandemia o gatilho necessário para transformar a formação médica em escolas e hospitais?

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No rescaldo da criação da Sociedade Portuguesa de Flebologia – no seio da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular – o Jornal Médico conversou com o seu fundador e primeiro presidente, Armando Mansilha, que sustenta que esta área requer hoje “uma maior exigência de conhecimento”. Apesar de não constituir uma especialidade médica, a Flebologia “adquire uma autonomia científica e profissionalizante”, sublinha o professor.

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A Ordem dos Médicos (OM) pretende ter uma relação mais estreita com sociedades e associações científicas, de forma a garantir melhores cuidados de saúde aos portugueses no setor público e privado.

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O Jornal Médico falou com Armando Mansilha, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Coordenador da Unidade de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital CUF Porto, a propósito de ter sido eleito Presidente da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV), durante o 18.º Congresso da SPACV, com o intuito de perceber quais são os principais objetivos e medidas para o seu mandato.

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Mansilha Prof. Armando

O cirurgião vascular Armando Mansilha disse hoje que existe uma nova classe de fármacos, com “comprovada eficácia” e com “melhoria do perfil de segurança”, que provavelmente “vai revolucionar todo o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar”.

Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que “a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso”.

A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, “diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controlo laboratorial regular”, sublinhou.

O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.

Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, “estão a ser progressivamente introduzidos” no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.

Este é um dos objectivos do livro “Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso – evidência e recomendações”, coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da Cirurgia Vascular, Medicina Interna, Oncologia Médica, Obstetrícia e Imunoterapia, entre outras.

O documento, considerado o “mais completo” manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.

O objectivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).

Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

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COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
COVID e não-COVID: Investimentos para resolver novos e velhos problemas

Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.

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