No rescaldo da criação da Sociedade Portuguesa de Flebologia – no seio da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular – o Jornal Médico conversou com o seu fundador e primeiro presidente, Armando Mansilha, que sustenta que esta área requer hoje “uma maior exigência de conhecimento”. Apesar de não constituir uma especialidade médica, a Flebologia “adquire uma autonomia científica e profissionalizante”, sublinha o professor.

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A Ordem dos Médicos (OM) pretende ter uma relação mais estreita com sociedades e associações científicas, de forma a garantir melhores cuidados de saúde aos portugueses no setor público e privado.

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O Jornal Médico falou com Armando Mansilha, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Coordenador da Unidade de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital CUF Porto, a propósito de ter sido eleito Presidente da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV), durante o 18.º Congresso da SPACV, com o intuito de perceber quais são os principais objetivos e medidas para o seu mandato.

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Mansilha Prof. Armando

O cirurgião vascular Armando Mansilha disse hoje que existe uma nova classe de fármacos, com “comprovada eficácia” e com “melhoria do perfil de segurança”, que provavelmente “vai revolucionar todo o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar”.

Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que “a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso”.

A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, “diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controlo laboratorial regular”, sublinhou.

O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.

Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, “estão a ser progressivamente introduzidos” no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.

Este é um dos objectivos do livro “Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso – evidência e recomendações”, coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da Cirurgia Vascular, Medicina Interna, Oncologia Médica, Obstetrícia e Imunoterapia, entre outras.

O documento, considerado o “mais completo” manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.

O objectivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).

Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

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800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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