A diretora-geral da Saúde garantiu, hoje, que o único local do Hospital de São Francisco Xavier onde se encontrou a bactéria legionella do mesmo tipo que infetou os doentes foi a torre de refrigeração da unidade de saúde.

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A vacinação dos profissionais de saúde contra a gripe é “quase um imperativo deontológico e ético”, afirmou a diretora-geral da Saúde, apelando à vacinação dos grupos de risco.

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A imunidade de grupo contra o sarampo, que protege vacinados e não vacinados, já não existe em Portugal devido à diminuição do número de pessoas imunes à doença nos últimos 14 anos.

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Vacinação

A exclusividade da vacina da BCG em grupos de risco e a vacinação das grávidas contra a tosse convulsa são algumas das alterações trazidas pelo novo Programa Nacional de Vacinação (PNV), a ser apresentado no próximo dia 20 de junho.

De acordo com o documento que passará a vigorar a partir de 2017, a vacina BCG contra a tuberculose, que era anteriormente dirigida a todas as crianças após o nascimento, torna-se exclusiva para grupos de risco, o que nas palavras de Graça Freitas representa “um momento histórico”: famílias com risco acrescido e que vivam em regiões com taxas da doença superiores à do país, como é o caso de Lisboa e Porto, apesar de a doença ter registado, em 2015, uma incidência de 20 casos por 100 mil habitantes, a mais baixa de sempre, justificada por “Portugal ter um programa de vigilância que permite monitorizar a doença”.

Gratuitidade na vacina contra a meningite B em crianças com défice de imunidade

A vacina contra a meningite B, cuja inclusão no PNV está a ser alvo de avaliação, vai ser administrada gratuitamente a crianças que, por razões clínicas, têm défices de imunidade: quadros clínicos mais complicados como asplenia anatómica ou funcional, sobre as quais recaem preocupações acrescidas. Disponíveis nos serviços de pediatria ou nos postos de vacinação, estas vacinas serão administradas mediante prescrição médica. Atualmente, não existe qualquer comparticipação e cada uma das doses necessárias (que dependem da idade da criança) tem um custo estimado em 100 euros.

Vacinação das grávidas contra a tosse convulsa

As grávidas vão passar a ser vacinadas contra a tosse convulsa para proteção de recém-nascidos até aos dois meses de idade, altura em que estes já podem receber diretamente a administração da mesma. A vacina atualmente disponível é segura e os peritos optaram por fazê-la chegar à criança através da progenitora ainda durante a gravidez. “Através da placenta há uma passagem de anticorpos da mãe para o filho, a chamada imunidade passiva, e que desaparece quando eles começam a ser vacinados”, defendeu Graça Freitas. A vacinação da grávida deverá ocorrer por volta da vigésima semana de gestação, o que a partir de janeiro de 2017 deixará de ser suportada financeiramente pela gestante.

Vacina hexavalente: “maior conforto e confiança”

O novo PNV vai juntar vacinas a administrar aos dois e aos seis meses de idade, além de outras prescritas a cargo das famílias: a pentavalente (que não inclui a hepatite B) e a pneumocócica (introduzida em 2015), além da meningocócica (através de prescrição). A partir de 1 de janeiro de 2017, as crianças vão receber uma vacina hexavalente, contra a hepatite B, a Haemophilus inluenzae tipo B (Hib), a difteria, o tétano, a tosse convulsa e a poliomielite, uma medida que Graça Freitas classifica pelo seu “maior conforto e maior confiança”.

Também a administração da vacinação contra o tétano vai sofrer alterações, com maiores intervalos, passando estas a ser tomadas aos 10, 25, 45 e 65 anos de idade. Após esta faixa etária, os intervalos das tomas são estabelecidos de 10 em 10 anos.

Em termos financeiros, o novo PNV vem aumentar os seus custos, atualmente situados nos 30 milhões de euros mensais, integrando um processo de revisão iniciado em 2013. “O melhor para todos” foi a principal preocupação, de acordo com a subdiretora geral da Saúde, pese embora os custos não tenham sido ignorados. “A vacinação é, de facto, para a vida e as vacinas continuam a fazer bem e a salvar vidas”, sublinhou.

Antecipação contra HPV em meninas a partir dos 10 anos

Haverá ainda uma vacina mais abrangente contra o vírus do papiloma humano (HPV), com uma eficácia superior a 90% contra o cancro do colo do útero, que vai passar a ser administrada às raparigas a partir dos 10 anos, cumprindo o objetivo de “vacinar cada vez mais cedo” e mantendo-se em relação às lesões benignas ”em franco desaparecimento”. “Usávamos uma vacina quadrivalente que cobria cerca de 75% do cancro do colo do útero. Entretanto, foi possível adicionar à vacina mais cinco antigénios”, afirmou Graça Freitas.

O objetivo é a administração da vacina contra o HPV coincidir com o reforço do tétano e difteria, evitando outra ida ao posto de vacinação. Relativamente à possibilidade dos rapazes poderem tirar partido desta possibilidade, Graça Freitas afirmou que “o benefício para as raparigas é muito maior”. Ainda assim, a responsável deixou patente o compromisso das autoridades em acompanhar os resultados dos estudos sobre os efeitos da vacina na diminuição dos cancros da cabeça e pescoço nos rapazes, causados pelo HPV.

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Francisco George 1
As autoridades de saúde em Portugal estão preocupadas com os mosquitos transmissores de doenças, na Região Autónoma da Madeira, e com o risco de importação de casos de febre-amarela de Angola para Portugal, admitiu o diretor-geral da Saúde.

Falando durante a apresentação do “Plano Saúde & Verão”, da Direção-Geral da Saúde (DGS), Francisco George alertou para a necessidade de se começar a prevenção contra carraças e mosquitos, particularmente na Região Autónoma da Madeira, onde existe uma população de mosquitos aedes aegypti, vetores de doenças como dengue, febre-amarela, chikungunya e zika.

“Estamos preocupados com a Região Autónoma da Madeira, onde há mosquitos aedes aegypti, que motivam cuidados acrescidos”, tais como resguardar as pessoas em “ambientes com redes embebidas em inseticida”, afirmou.

Outra preocupação da DGS prende-se com a epidemia de febre-amarela em Angola e a possível importação de casos para Portugal, cujo risco vai ser estudado, adiantou, lembrando, por exemplo, que os casos importados de zika têm aumentado.

Os riscos das doenças de transmissão vetorial, as medidas de prevenção e respostas a adotar para a população vão ser avaliados num encontro a ter lugar ainda este mês com as autoridades da Região Autónoma da Madeira, afirmou.

“A avaliação do risco para a Região Autónoma da Madeira vai ser feita numa jornada a ter lugar no dia 12”, encontro onde será também discutido o problema da febre-amarela em Angola e a possível importação de casos, explicou, acrescentando que, nessa reunião, serão adotadas medidas para os cidadãos.

A epidemia de febre-amarela em Angola - a pior em 30 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) - já matou 218 pessoas entre dezembro, quando foi detetado o primeiro caso em Luanda, e o final de março.

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da epidemia, do ministério angolano da Saúde e da OMS, até 31 de março estavam confirmados laboratorialmente 493 casos de febre-amarela, havendo registo de mais uma centena de casos suspeitos em dois dias.

Segundo a subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, do “Plano Saúde & Verão” constam medidas como a campanhas de sensibilização para a população sobre a importância de fazerem uma alimentação saudável, de se hidratarem, de prevenirem intoxicações alimentares (mais frequentes em períodos de calor), acidentes (como afogamentos), de se protegerem dos raios ultravioleta e de evitarem o consumo excessivo de álcool.

Num balanço ao plano de contingência para a época de inverno, Graça Freitas destacou que foi “uma época bastante benigna, com impacto na mortalidade que não existiu”, uma vez que o número de mortes por síndrome gripal foi muito inferior a anos anteriores.

“As temperaturas não foram muito baixas, os vírus não tiveram uma atividade muito intensa, a vacinação correu bem e os serviços conseguiram mostrar capacidade de resposta ao aumento de procura”, sintetizou a responsável.

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virusgripea
A subdiretora-geral da Saúde afirmou hoje que o vírus da gripe A, diagnosticado recentemente em 13 pessoas nas urgências do Hospital da Guarda, não é pandémico e é menos perigoso do que o verificado há seis anos.

Graça Freitas comentava assim à agência Lusa o anúncio na terça-feira pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda de que o serviço de urgências do hospital daquela cidade diagnosticou este mês 13 casos de Gripe A e deu uma "resposta eficaz" à situação.

Em declarações à Lusa, a subdiretora-geral da Saúde salientou “não haver motivos para alarme”.

“Existem basicamente dois vírus importantes que circulam entre os humanos, os de tipo A e B. No grupo A, há o H1N1 e o H3N2. O que se chama A, que foi batizado em 2009 e que originou uma pandemia, tinha na altura um padrão de comportamento diferente, era mais agressivo e as pessoas não tinham imunidade para esses vírus”, explicou.

Graça Freitas adiantou que, depois da pandemia em 20019/2010, estes vírus continuaram a circular entre os seres humanos, em épocas gripais seguintes.

“Entretanto, nós vamos adquirindo imunidade natural através do contacto com o vírus e através da vacinação. Agora, em 2015/2016, estes vírus são habituais. Aliás é o vírus dominante este inverno, mas isso não lhe confere nada de especial, uma vez que não é um vírus pandémico”, sublinhou.

Segundo Graça Freitas, o vírus não tem as mesmas características e ganhou imunidade natural e vacinal.

“O que se está a passar agora é que há uma subida da atividade gripal que deverá atingir um pico ainda não sabemos quando. Mas, é o movimento normal da gripe”, declarou.

Contudo, referiu Graça Freitas, os vírus podem sofrer mutações e, por isso, as autoridades de saúde “estão atentas”.

A subdiretora-geral da Saúde voltou a apelar às pessoas para que, antes de se deslocarem aos Serviços de Saúde, contactem primeiro a linha de Saúde 24, através do número de telefone 808242424.

O Gabinete de Comunicação e Imagem do hospital da Guarda informou na terça-feira, em comunicado, que "não há qualquer motivo acrescido para alarme" junto da população, assegurando que a unidade de saúde dispõe de todas as condições de resposta eficaz para este tipo de situações".

O mais recente Boletim da Vigilância Epidemiológica da Gripe, divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge na semana passada, dava conta de que a atividade gripal esteve em baixa na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro, mas com tendência para crescer.

De acordo com o boletim, publicado semanalmente, às quintas-feiras, a taxa de incidência da síndrome gripal aumentou para 51,4 casos por 100.000 habitantes, o que indica "provável início do período epidémico".

Segundo o boletim, na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro foram admitidos dez novos casos de gripe nas 23 unidades hospitalares de cuidados intensivos que reportaram informação.

Cerca de 70% dos pacientes tinham doença crónica subjacente, "considerada de risco para a evolução do quadro de gripe", com a maioria, 80%, a rondar uma idade entre os 15 e os 64 anos.

A taxa estimada de admissão por gripe nas unidades de cuidados intensivos é de 4,4%, a mais alta desde o início da época gripal, tendo sido identificado o vírus A em todos os doentes.

Lusa

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vacinagripe
A Direção-Geral de Saúde (DGS) declarou no último sábado, 21 de novembro, que não existe “qualquer risco adicional para a saúde pública” pelo facto de a vacina tetravalente, contra difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite, estar esgotada em alguns centros de saúde.

A edição do Jornal de Notícias adiantava que a vacina, dada a crianças entre os cinco e os seis anos de idade, está esgotada há vários meses em alguns centros de saúde, levantando preocupação entre os pais de crianças que viram a sua vacinação adiada por rotura de stock.

Em declarações à Lusa, a subdiretora-geral de Saúde, Graça Freitas, disse que a rotura existente é “pontual”, circunscrita a alguns centros de saúde, sublinhando que existem alternativas à vacina habitualmente utilizada e que a DGS, conjuntamente com farmacêuticas e o Infarmed – autoridade nacional do medicamento –, “estão já a ver alternativas”, esperando ter uma solução para o problema “muito rapidamente”.

“Isso será uma falta pontual que será colmatada muito rapidamente e as crianças que eventualmente não tenham feito a vacina, obviamente serão contactadas pelo seu centro de saúde, e terão oportunidade fazê-la sem nenhum risco adicional para a saúde pública. Vamos aguardar as outras soluções que estamos a equacionar neste momento. Há, de facto, bastantes vacinas ainda noutros centros de saúde, há hipótese de centros de saúde mandarem a outros vacinas que tenham, portanto, não queria que houvesse preocupação nem alarme, uma vez que é uma situação pontual que está a ser resolvida”, disse Graça Freitas.

A subdiretora-geral garantiu que “muito brevemente haverá vacinas disponíveis em todos os centros de saúde” e recusou qualquer relação entre a quebra nos stocks da vacina e o surgimento de casos de tosse convulsa, frisando que esses casos são anteriores à rotura na disponibilidade da vacina e que aconteceram “quando ainda havia vacinas em quantidade suficiente”.

Lusa/Jornal Médico

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Sol
Os últimos dias que foram marcados por altas temperaturas tiveram um “pequeno aumento da mortalidade”, mas os efeitos do calor ainda não foram significativos na saúde dos portugueses, segundo a subdiretora geral da Saúde.

De acordo com Graça Freitas, o calor que se registou nos últimos dias poderá ter causado perto de uma centena de mortos, que é o aumento da mortalidade registado nesse período, mas que ainda não foi oficialmente atribuída às altas temperaturas recentes.

A especialista em saúde pública ressalvou que Portugal ainda não enfrentou nesta época uma onda de calor, apesar das altas temperaturas que se registaram nos últimos dias.

No entanto, esclareceu, os dias seguidos de calor foram poucos, além do arrefecimento noturno que se tem registado e que impede piores consequências na saúde das pessoas.

Graça Freitas adiantou que a Direção Geral da Saúde (DGS) tem acompanhado a resposta das instituições de saúde – hospitais e centros de saúde – a um eventual aumento da procura devido aos efeitos do calor.

“Está tudo dentro do que é expetável”, afirmou.

A Linha de Saúde 24 registou, desde o dia 20 de junho, um aumento de chamadas devido a sintomas relacionados com as altas temperaturas, passando da média de nove chamadas diárias para as 13.

Segundo Sérgio Gomes, que coordena esta linha de aconselhamento telefónico, o maior número de chamadas relacionadas com o calor registou-se no dia 21, com 26 telefonemas.

Desde 15 de maio que Portugal tem acionado o módulo calor do Plano de contingência para temperaturas extremas adversas.

Da responsabilidade da DGS, este plano visa “promover a proteção da saúde das populações contra os efeitos negativos dos períodos de calor intenso, através de uma avaliação eficaz do risco e do desenvolvimento de respostas apropriadas pelas entidades competentes da saúde, baseada num sistema de previsão, alerta e resposta adequada”.

Trata-se da 11.ª edição deste plano desde que o Ministério da Saúde elaborou o primeiro documento que visou responder a situações como a registada em 2003.

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A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
Editorial | Joana Romeira Torres
A "hiperventilação" dos Cuidados de Saúde Primários
A Organização Mundial de Saúde alude que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são cruciais para a obtenção de promoção da saúde a nível global. Neste sentido, a Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA) tem estabelecido estratégias que têm permitido marcar posição dos mesmos na comunidade médica geral.

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