O maior órgão certificador da qualidade e segurança de instituições de saúde do mundo – Joint Commission International (JCI) – voltou a atribuir o selo de excelência ao Hospital Lusíadas Lisboa (HLL). Esta avaliação, resulta de um novo processo de avaliação e auditoria que decorreu três anos após a primeira acreditação. Este reconhecimento envolveu a avaliação de mais de 1.200 requisitos relacionados com a segurança do paciente e padrões clínicos, mas igualmente não clínicos, atendimento, gestão e organização da unidade hospitalar e estendeu-se também às clínicas Lusíadas Parque das Nações e Almada. As duas clínicas tornam-se, assim, as primeiras em Portugal a passar por este processo de avaliação de qualidade da prestação de serviço. O Jornal Médico entrou em contacto com o diretor clínico do HLL, Leopoldo Matos, com o intuito de perceber o que representa esta distinção internacional para a direção e corpo clínico das unidades acreditadas.

JORNAL MÉDICO (JM) | O que significa este selo de qualidade/reconhecimento para o Grupo Lusíadas Saúde?

LEOPOLDO MATOS (LM) | O selo da JCI representa o reconhecimento pela entidade Acreditadora Internacional mais reputada a nível Internacional, de que o HLL põe em prática um conjunto de procedimentos que têm como objetivo a Segurança e Qualidade dos cuidados prestados. O facto de respondermos a padrões de cuidados internacionais, permite compararmo-nos com os mais prestigiados hospitais do mundo inteiro e, dessa forma, adotarmos estratégias de melhoria contínua com base nos resultados alcançados.

Este selo, representa também o compromisso da administração do HLL com a prestação de cuidados cada vez mais segura e efetiva. Para o corpo clínico, a Acreditação é encarada como um processo que implica um trabalho interdisciplinar constante e que orienta os cuidados, mantendo sempre o cliente e família como o centro da nossa atenção.

JM | Que parâmetros foram avaliados neste processo de acreditação?

LM | São avaliados padrões de cuidados, baseados nas boas práticas internacionais, que podemos agrupar em três dimensões: metas internacionais para a segurança, que incluem procedimentos para a correta identificação dos clientes, melhoria da eficácia da comunicação, segurança cirúrgica, higiene das mãos e prevenção das quedas; cuidados diretos aos clientes, que incluem procedimentos de avaliação multidisciplinar, direitos e deveres dos clientes, informação e preparação para a alta, segurança anestésica e segurança dos medicamentos; segurança das instalações e equipamentos, que implicam, por exemplo, práticas rigorosas relacionadas com a utilização segura da tecnologia médica.

Para conseguirmos a Acreditação pela JCI, temos de demonstrar conformidade em mais de 1.200 requisitos dentro destas três dimensões.

JM | Como se reflete este selo de acreditação internacional no trabalho diário dos colaboradores do Hospital e das Clínicas de Lisboa?

LM | Pelo facto de pertencermos a um hospital acreditado, sabemos que cada um tem uma responsabilidade muito concreta nos processos de cuidados aos nossos clientes, desde os procedimentos mais simples de ambulatório, aos de extrema complexidade nos clientes internados. Uma vez que a Acreditação implica um trabalho diário de melhoria, os colaboradores são treinados para incorporar nas suas práticas diárias os requisitos da JCI.

Na prática, a uniformização dos procedimentos própria da Acreditação, é uma mais valia para os nossos colaboradores, porque a cada momento sabem o que é esperado de si enquanto profissional.

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Matos, dr Leopoldo

Ao longo do ano 2015, o Hospital Lusíadas Lisboa vai promover um ciclo de reuniões clínicas mensais dirigidas a profissionais de saúde. O objectivo é promover a partilha de conhecimentos e experiências entre médicos e dar a conhecer as diferentes áreas de trabalho.

Estes encontros, abertos a todos os médicos, realizam-se no auditório do novo edifício do hospital e têm início às 20 horas. Antes de cada reunião, pelas 19 horas, é servida uma refeição ligeira. A participação nesta iniciativa é gratuita sendo apenas condicionadas a inscrição prévia, que pode ser realizada através do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.. À conversa com o Jornal Médico, Leopoldo Matos, director clínico do Lusíadas deu a conhecer a iniciativa.

JORNAL MÉDICO | O Hospital Lusíadas Lisboa está a apostar forte na formação contínua dos seus profissionais, através de reuniões clínicas mensais. Como surgiu a ideia?

LEOPOLDO MATOS | A necessidade de partilha de experiências e de actualização e aquisição de conhecimentos leva a que a promoção de sessões clínicas seja uma prática na vida dos médicos. Ao chegar ao Hospital dos Lusíadas Lisboa, percebi que a sua dimensão e complexidade exigia a realização deste tipo de iniciativas, mas também garantia qualidade e inovação, pelo que quase naturalmente surgiu esta ideia, ou melhor, necessidade.

JM | Sendo reuniões temáticas dirigem-se a especialistas de áreas específicas, ou a toda a comunidade clínica do Lusíadas Lisboa?

LM | Pelo que foi dito, são para todas as áreas da Medicina, não só para dar conhecimento do que se faz, mas também para transmitir o estado da arte sobre métodos de diagnóstico e terapêuticos.

JM | … E são abertas a médicos que não pertencem à instituição?

LM | Será para nós um prazer, receber todos os que nos procuram (e já são bastantes), independentemente dos seus locais de trabalho ou especialidade.

JM | Já agora… Qual o preço da inscrição e como pode ser feita?

LM | Não há lugar a qualquer pagamento. A inscrição é gratuita!

JM | Já realizaram um primeiro encontro, subordinado ao tema Três patologias vasculares, Três opções minimamente invasivas. Do que se tratou e qual o feedback dos participantes?

LM | Foi uma sessão muito animada pela multidisciplinaridade dos casos clínicos e suas terapêuticas. Foram apresentados, casos clínicos de patologia vascular grave, arterial e venosa, com solução terapêutica inovadora e integrada. Foi importante, perceber o que de bom e difícil se faz neste Hospital.

JM | Têm agendadas mais quatro reuniões. Para quando e quais os temas escolhidos?

LM | Sim, dia 23 deste mês decorrerá uma sessão sobre Oftalmologia, que vai versar temas da urgência oftalmológica, assunto muito importante para todos os que trabalham em urgências ou fazem clínica de proximidade. No dia 20 de Abril abordaremos um tema do foro da Reumatologia; a 15 de Maio, Psiquiatria; a 22 de Junho, a Unidade da Dor e a 20 de Julho, Endocrinologia.

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Doença Venosa

Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança
Editorial | Jornal Médico
Isolamento social com apoio de proximidade e em segurança

O futuro tem hoje 5 dias! Inacreditável! Quem é que tem agenda para mais de 5 dias? A pandemia COVID-19 alterou profundamente a vida quotidiana, a prestação de cuidados de saúde e a organização dos serviços de saúde está totalmente alterada. O isolamento social é a orientação primordial de confrontação da pandemia. Mas é necessário promover o apoio de proximidade essencial e aprender a fazê-lo em segurança.

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