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quarta-feira, 18 novembro 2020 15:06

“Temos que democratizar a espirometria”

O presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, José Alves, alerta para a necessidade urgente de democratizar a espirometria, por forma a melhor e mais precocemente diagnosticar a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica. Por ocasião do Dia Mundial da DPOC, que se assinala a 18 de novembro, o pneumologista partilhou com o Jornal Médico alguns números sobre esta doença crónica, que é ainda subdiagnosticada e que diminui a qualidade de vida dos doentes.

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Quais as principais causas da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC)? Que papel ocupa o médico de família (MF) no acompanhamento destes doentes? E há, ou não, relação entre a Covid-19 e a DPOC? Estas foram algumas das questões às quais o especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) Tiago Maricoto respondeu, em entrevista ao Jornal Médico.

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segunda-feira, 07 dezembro 2015 17:45

Médicos querem aumentar diagnóstico da DPOC na região

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“Figueira Respira” é o nome do projeto inovador que tem como grande objetivo travar o avanço da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) na Figueira da Foz.

“Existem atualmente cerca de 4900 doentes identificados com DPOC na região da Figueira da Foz, mas estima-se, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, que existam ainda cerca de 4000 doentes por diagnosticar” explica Lígia Fernandes, pneumologista do Hospital Distrital da Figueira da Foz.

“Com este projeto queremos melhorar a articulação de cuidados de saúde para uma identificação precoce e monitorização adequada da DPOC, aspetos estes determinantes na evolução da doença. Pretendemos identificar mais cedo factores de risco e/ou sinais e sintomas da doença, e aumentar a capacidade de resposta às espirometrias com o consequente aumento de diagnósticos de DPOC na nossa região. Vamos também apostar na formação dos profissionais de saúde e, muito importante, na sensibilização da população”, refere a pneumologista.

“Pretendemos continuar a promover campanhas de sensibilização junto dos utentes e comunidade para alertar para os riscos do tabagismo e complicações da DPOC. Queremos também diminuir o número de fumadores na região, com o recurso à consulta de cessação tabágica e estamos ainda a desenvolver um programa de melhoria de qualidade de vida e de alteração de comportamentos, dirigido aos doentes já identificados”, afirma Maria Pacheu, médica de família na USF S.Julião.

Esta iniciativa conta com o apoio da Administração Regional de Saúde do Centro, Hospital Distrital da Figueira da Foz, Agrupamento de Centros de Saúde Baixo Mondego e Unidades de Saúde Familiares São Julião e Buarcos e Câmara Municipal da Figueira da Foz.

O projeto “Figueira Respira” integra-se no programa “Boas Práticas de Governação”, uma iniciativa da Novartis em parceria com a Universidade Nova de Lisboa. Ao longo do programa os participantes tiveram a acesso a um plano curricular desenvolvido pela Universidade e que lhes garantiu as bases teóricas e o acompanhamento necessário ao desenvolvimento do projeto.

Este ano sob o tema “Caminhos para a Humanização”, o programa “Boas Práticas de Governação” teve como objetivo principal a implementação de projetos inovadores que fomentem uma maior articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares, que possam trazer melhorias efetivas para o doente.

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O projecto "Figueira Respira" pretende travar o subdiagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crónica, que abrange quase cinco mil pessoas na Figueira da Foz, afirmou uma responsável do projecto.

"É um projecto de articulação entre cuidados de saúde primários e cuidados de saúde hospitalares, no âmbito da doença pulmonar obstrutiva crónica", da qual se observa, na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, uma taxa de cerca de 80% de subdiagnóstico, explicou Lígia Fernandes, pneumologista no Hospital da Figueira da Foz.

O projecto arranca com a ligação entre o Hospital da Figueira da Foz e os centros de saúde familiar São Julião e Buarcos, pretendendo no início intensificar o diagnóstico a fumadores e ex-fumadores, onde a prevalência da doença é "maior", disse Lígia Fernandes.

"Figueira Respira" irá centrar-se na formação de profissionais de saúde para o diagnóstico da doença, na sensibilização da população para os factores de risco, em que "há um grande desconhecimento", e na informação partilhada sobre os doentes entre centros de saúde e hospital, aclarou.

Segundo a pneumologista, quando o diagnóstico é tardio, esta doença leva a uma "muito maior limitação", "tratamento mais difícil", "redução da sobrevida [tempo de vida em estado terminal]" e possibilidade de "dependência de oxigénio".

"Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais facilmente travamos e desaceleramos a progressão da doença", sublinhou.

O maior factor de risco "é o tabagismo", por esta ser uma doença de carácter progressivo, em que a dificuldade em expirar surge como consequência de "exposição a agentes tóxicos que vão lesar os brônquios" dos pulmões, referiu Lígia Fernandes.

O projecto "Figueira Respira" está integrado no programa "Boas Práticas de Governação", da Universidade Nova de Lisboa e da farmacêutica Novartis, e é apoiado pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

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doença pulmonarApenas 0,1 % dos cerca de 700 mil portugueses que sofrem de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) têm acesso a reabilitação respiratória, revela a organização do Congresso de Pneumologia do Norte, que começou hoje na Fundação Cupertino Miranda, no Porto, prolongando-se até sábado.

“Os doentes respiratórios, em Portugal, têm um acesso reduzido a esta abordagem terapêutica, comparativamente com outros países europeus”, diz a pneumologista e presidente do Congresso Marta Drummond, citada num comunicado da organização do evento.

A reabilitação respiratória é uma prática médica, assente na educação, exercício físico e controlo clínico, cujos benefícios passam pela diminuição dos sintomas e num aumento da tolerância ao exercício físico. Além dos benefícios para a saúde, a reabilitação respiratória permite, segundo o comunicado, uma redução nos custos para o doente e para o Estado, dada a menor frequência de consultas e internamentos. Marta Drummond afirma que a reabilitação respiratória “é uma componente fundamental no tratamento do doente”.

A reabilitação respiratória é um dos temas em debate no Congresso, que reúne especialistas nacionais e internacionais para debater uma prática médica que é “apontada como uma intervenção de primeira linha no tratamento de doentes com DPOC estável”, explica Marta Drummond.

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Crónicas de uma pandemia anunciada
Editorial | Jornal Médico
Crónicas de uma pandemia anunciada

Era 11 de março de 2020, quando a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de Pandemia por COVID-19 e a organização dos serviços saúde, como conhecíamos até então, mudou. Reorganizaram-se serviços, redefiniram-se prioridades, com um fim comum: combater o SARS-CoV-2 e evitar o colapso do Serviço Nacional de Saúde, que, sem pandemia, já vivia em constante sobrecarga.

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